segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #481


"Para concretizarmos feitos notáveis, 
não só temos de agir, como também sonhar; 
não só planear como também acreditar." 
Anatole France

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Best of 2019 – Os melhores posts!!


2019 aproxima-se do fim. Não escrevi tanto como gostaria, mas francamente não me vou culpar por isso. Escrevi o possível, mas com um enorme prazer. Prazer de partilhar o que aprendi, o que me inspira e me motiva a evoluir. 

Dos posts que escrevi, eis os meus favoritos:

Os melhores posts de 2019:
1 - Posts de organização: da despensa e dos brinquedos que ficam na sala
2 - Exercício: 10 coisas pelas quais sentes gratidão
3 - 70 Coisas que podes fazer em 15 minutos ou menos
4 - 10 Formas de construíres uma relação positiva com os teus filhos
5 -  Como LER pode fazer-te mais feliz
6 - Investigando as minhas raízes (genealogia e afins) [post que te dá pistas para fazeres a tua própria investigação]
7 - 25 Actividades que reduzem a minha ansiedade
8 - Hygge no Outono - 20 sugestões
9 - O meu Bullet Journal
10 -  Alcançar objetivos, usando TMI

Posts sobre livros
a) Livros sobre os quais dei opinião individualmente:
1 - "Becoming" de Michelle Obama
2 - "O Método Bullet Journal" de Ryder Carroll

b) Book haul:
Os livros do primeiro semestre de 2019

c) Outros posts sobre livros:
Livros que melhoraram a minha vida #2
A minha prenda de aniversário... tinham de ser livros!

««»»

Aproveito para te desejar um excelente 2020! Que os momentos felizes prevaleçam!... 😍
«Best of» com os melhores posts de outros anos: 
20102011201220132014&201520162017 e 2018.
Lista com a totalidade dos livros, sobre os quais fiz um resumo e/ou dei opinião: 

Foto: edar
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Como começar o dia de forma inspiradora - 3 estratégias que aplico


Costumo acordar cedo. Gosto de ter uns momentos a sós, enquanto saboreio o pequeno-almoço e aprecio a paisagem lá fora.

Mas confesso que há uns tempos, ao invés de ficar cheia de energia e inspirada, começava o dia meio desanimada. E isto tem uma explicação. Assim que saía da cama ia espreitar as notícias do dia. Gostava de me manter informada (ainda gosto). Contudo, os noticiários são algo tendenciosos. Se reparares focam-se muito mais nos acontecimentos negativos, dando pouco destaque ao que acontece de bom (excepto se Portugal tiver algum êxito desportivo e, parte das vezes, só no futebol). 

Um dia, no entanto, resolvi ir espreitar os posts dos meus blogues favoritos. Cheios de ideias e mensagens inspiradoras - textos que me trouxeram imensa motivação!

Outra coisa que me inspira, é ler livros, enquanto tomo o pequeno-almoço. Os de ficção deixo para a noite, enquanto que pela manhã, prefiro os que trazem ideias para melhorar a minha vida. Novamente, a minha inspiração e motivação fica lá no alto.

A última estratégia, é espreitar o Pinterest (esta é a minha página). Não imaginas em quantas ideias já me inspirei! Para não falar daquelas imagens que simplesmente me encantam e colocam um sorriso no rosto.

Pela manhã, por vezes ainda espreito as notícias. Mas só os cabeçalhos. Porque blogues, livros e o Pinterest deixam-me bem mais produtiva e cheia de energia positiva. E isso sim, é uma boa influência para o meu dia.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #480


"O Natal não são as luzes lá fora, 
mas a luz que brilha no teu coração!
Autor desconhecido

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Alcançar objetivos, usando TMI


Há dias estava a reler um livro que li há alguns anos atrás - "O Poder do Menos" do Leo Babauta - e percebi que houve uma ideia que me passou completamente ao lado. Também te acontece isto? Há coisas que só fazem sentido ou que só nos apercebemos, numa segunda leitura.

O autor fala de uma estratégia, que consiste no uso de TMI (ou Tarefas mais Importantes). Eis como funciona na prática:
  • Pela manhã, pego no meu Bullet Journal (ou Bujo) e, durante a reflexão matinal, defino as tarefas que devo concretizar ao longo do dia. O autor sugere que dessas tarefas seleccionemos as 3 mais importantes (pode ser outro número, mas eu também prefiro 3). Assim, à frente dessas 3 tarefas, coloco o símbolo «!!!». E isto até nem é novidade, pois, quando tinha algo de muito urgente a concretizar, eu já usava este símbolo para identificar uma prioridade. Mas já vamos ao que é novidade...

No meu Bujo tenho uma coleção personalizada sobre "Objetivos", onde escrevi aquilo que pretendo alcançar. São pouquíssimos os objetivos que escolhi, mas o Leo Babauta até sugere que nos dediquemos a um único objetivo e, só depois deste ter sido atingido, passemos a outro.

Entretanto, definimos as tarefas que vamos realizar semanalmente para alcançar esse objetivo. Imaginemos que o teu objetivo é destralhar a casa. Então podes definir que durante 4 dias da tua semana vais realizar um destralhe - que pode ser maior ou menor, consoante a tua disponibilidade. O importante é que seja feito!

No entanto, muitas vezes ocupamo-nos de tanta coisa, que os nossos objetivos acabam postos de lado. E quando não conseguimos cumprir aquilo a que nos propomos, lá vem a desmotivação.

Então, o que o autor sugere é que, obrigatoriamente, uma das TMI seja a tarefa associada ao teu objetivo. No exemplo anterior, do destralhe, durante 4 dias da tua semana vais colocar esta tarefa como uma das tuas prioritárias. Só assim, pouco a pouco, poderás alcançar os teus objetivos.

Ok, isto parece um bocado básico. Mas a verdade é que desde que estou a incluir a tarefa associada ao meu objetivo, na lista de TMI, nunca mais falhei aquilo a que me propus. Parece pouco, mas como diz o povo "devagar se vai ao longe".

Foto: Nietjuh
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #479


"Limite-se a menos objectivos e alcançará mais." 
Leo Babauta

Foto: geralt
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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O meu Bullet Journal


Este simples caderninho tem sido uma das minhas maiores ajudas nos últimos tempos. Trata-se do meu Bullet Journal. 😊

Quem me conhece, sabe que sou fã do método. Há anos que o aplico. Mas uma coisa é aplicar as ideias que lia pela Internet, outra é pôr em prática o que li no livro do Ryder Carroll "O Método Bullet Journal" (falei deste livro aqui), o próprio criador do método. Faz toda a diferença!


Comecei por sublinhar as ideias importantes, à medida que lia. Coloquei também post-it's separando alguns temas relevantes como: "Registo diário", "Registo Mensal", "Índice", etc.


Entretanto, para criação no meu Bujo (abreviatura de Bullet Journal), passei por 3 etapas principais:

1) segunda leitura do livro, retirando as ideias que me interessavam; 

2) pesquisei imagens de Bujos de outras pessoas no Pinterest (podes vê-las aqui);

3) fiz um esquema num caderninho, de como queria o meu próprio Bujo (isto, enquanto ia fazendo o que referi nos dois pontos anteriores e incluindo ideias que eu própria já utilizava).


Comprei entretanto um caderno de capa dura (porque quero que seja durável). Optei por quadriculado, porque é o meu estilo favorito e facilita imenso na criação de esquemas (não que sejam obrigatórios, mas a mim dão-me jeito).

Como em todos os meus Bujos anteriores, na contracapa escrevi "Ínicio" e "Fim", para saber quando é que comecei e terminei de escrever neste Bujo. Este iniciei-o em Novembro de 2019.


Na primeira página registei o calendário para 2020 e, na segunda, para 2019. Isto porque vou utilizá-lo durante partes destes anos. Se reparares, registei os feriados noutra cor.


De seguida criei o índice de acordo com as indicações do autor (por exemplo colocando as páginas de início e de fim de uma coleção [coleção é aquilo que habitualmente chamamos de «capítulo»]). 

Hoje, bem depois de ter tirado esta foto, a primeira página do índice está totalmente preenchida. Devo dizer que em algumas coleções, incluí subcoleções menores. Um exemplo disso é a da Saúde, onde incluí uma subcoleção para cada elemento cá de casa. Ou a coleção relativa a um mês especifico que depois dividi em semanas. 

Para identificar o que é um coleção e o que são subcoleções no índice, bastou-me escrever o nome da coleção totalmente à esquerda e as subcoleções debaixo da coleção principal, mas com um pequeno avanço para a direita (vide exemplo).

NOVEMBRO ............................................................................................................. p.44 - 70
  • Semana de 28/10 a 03/11 ................................................................... p.46 - 50
  • Semana de 04/11 a 10/11 ...................................................................... p.51 - 55
  • Semana de 11/11 a 17/11 ........................................................................... p.56 - 60
  • Semana de 18/11 a 24/11 ........................................................................ p.61 - 65
  • Semana de 25/11 a 01/12 ...................................................................... p.66 - 70

Deixei 5 páginas para o índice.

Ah! Nas coleções personalizadas por nós (ex.: livros lidos), é preferível indicar o número de páginas no índice, só depois de termos acabado o Bujo. O que se passa, é que as páginas que deixamos para determinada coleção podem não ser suficientes e, se tal acontecer, continuamos essa coleção nas próximas páginas brancas mais à frente. O autor, neste caso aconselha-nos a escrever assim:

LIVROS LIDOS ......................................................................................... p.34-36, p.82-83

Claro que não me lembrei disto na altura... agora estou a rezar para que as páginas que deixei para as coleções sejam suficientes. Se não forem, terei de escrever mais do que uma vez o nome da coleção no índice. Não será o ideal, mas dá para desenrascar.


Entretanto, criei o meu "Registo Futuro", um esquema simples onde coloco o calendário do mês à esquerda e deixo espaço em branco à direita. Neste espaço em branco registo as datas de eventos específicos que não têm lugar no mês actual (só depois me apercebi que poderia ter começado este registo pelo mês seguinte, o de Dezembro...). 

O que incluo aqui são por exemplo datas de aniversário, de reuniões, de consultas, prazos vários (entrega de um trabalho, término de um contrato, etc.), os testes da minha filha (porque sou a sua «explicadora» oficial), eventos dos meus filhos (ex. festa de Natal da escola, etc.).

Sei que há pessoas que fazem desenhos lindíssimos no seu Bujo. Não é o meu caso. Prefiro mantê-lo minimalista, utilizando apenas esquemas, porque me facilitam a vida. O próprio autor não é contra o uso de desenhos, mas indica que o embelezamento do caderno só é essencial se servir para manter a motivação e a produtividade da pessoa. No meu caso pessoal, sinto-o como mais uma tarefa para roubar o meu tempo. Prefiro focar-me no essencial. Como refere Ryder Carroll "A maioria dos testemunhos de pessoas que abandonam o comboio do Bullet Journal acaba por ser de pessoas que passavam muito tempo a decorar as suas páginas". Por isso, no teu caso, sugiro que uses desenhos somente se te ajudarem a manter motivado/a.


Segue-se a minha primeira coleção personalizada, a dos "Objetivos". Devo dizer que o autor tem uma parte do livro, com conteúdo super-pertinente, dedicado a este tema (dos melhores que já vi, e olhem que eu tive uma disciplina na Universidade relacionada com projectos e, consequentemente objectivos - parte do que aprendi, está resumido neste livro).

Mas vamos aos objectivos... escolhi pouquinhos. Tal como o autor indica, segmentei-os em objectivos específicos (ou "sprints" como ele lhes chama) e depois em tarefas menores para realizar semanalmente (e facilmente mensuráveis, para ir avaliando o que corre bem e o que precisa de ser ajustado). Por exemplo para determinado objectivo, posso incluir: realizar tarefa «x» 3 vezes por semana. 

Como podes ver na foto acima, optei por um caderno com fita marcadora. Assim, é fácil aceder ao local onde estou a escrever de momento. Contudo, após 1 mês de uso, devo dizer que não é suficiente. É que eu não escrevo só no «Registo diário», também faço registos noutras coleções e por vezes é uma seca andar à procura da página. Assim, vou fazer como nos meus cadernos anteriores: colocar um post it nas várias coleções (após o uso deste Bujo posso sempre retirá-los e usá-los no novo caderno). 


Para que nada fique esquecido, quando concluímos um Bujo e iniciamos outro, podemos fazer uma «migração». Trata-se de reescrever as tarefas que ficaram por concluir, no novo caderno. Isto é positivo, porque permite-nos analisar se todas elas ainda fazem sentido. (De realçar que eu recorro à «migração» diariamente, semanalmente e mensalmente.). 

Felizmente de um caderno para outro, posso dizer-te que só tinha 8 tarefas para migrar. E o último caderno durou-me quase 1 ano!

Podes verificar também, na foto acima, como numero as minhas páginas.


O autor do método, refere que o Bujo deve de ter algumas coleções básicas: o índice, o registo do futuro, o registo mensal e o registo diário. 

Contudo, podemos sentir necessidade de criar coleções personalizadas, para organizarmos determinadas partes da nossa vida. Eu tenho várias: livros lidos (gosto de apontar o que vou lendo... ou não fossem os livros o meu «vício»); blog (onde escrevo, por exemplo sugestões para futuros posts); saúde (o ano passado ficámos várias vezes doentes, por isso quero controlar melhor esta situação - dividi esta coleção em subcoleções, cada uma respeitante a um membro da família); finanças (onde controlo os gastos com compras, energia, etc.); organização da casa (onde organizo limpezas, destralhes, planeio organização de alguma área da casa, etc.); exercício físico (comecei a praticar este mês, e aqui vou registando a minha evolução).


Este é o meu «Registo Mensal». Responde aos objectivos propostos pelo autor, mas com esquemas personalizados por mim. 

Optei por fazer este esquema de calendário, que já usava anteriormente, porque a informação parece ficar mais clara. Aqui registo eventos, prazos, etc. Por exemplo no dia 21, apontei a ida  uma formação (para mim); o teste da minha filha (para saber que tinha de ajudá-la a estudar) e um passeio do meu filho. 

Adicionei o «foco do mês», pois o autor não inclui isso. Trata-se de uma área em que quero focar a minha atenção. Por exemplo em Novembro, o foco foi a organização do Bujo, queria pô-lo o mais adequado possível, às minhas necessidades. E acho que consegui! 😊

Entretanto tenho um espaço para os «objectivos» do mês. Mas vou substituir o título e colocar antes «tarefas», como o autor sugere. Porque foi o que acabei por registar aqui.


Segue-se o meu «Registo Semanal», nas laterais destas páginas (o autor não inclui este registo nas coleções básicas). Aqui incluo algumas coisas para as quais antigamente tinha coleções à parte (para as ementas por exemplo). Mas após um mês de experiência, sinto que esta forma é muito mais prática, pois permite visualizar de forma rápida, informações importantes para a toda a semana. 

Incluo um calendário do mês em questão, assinalando a semana em que nos encontramos. 

Depois registo o pensamento no qual me quero inspirar naquela semana (trata-se do pensamento/lema da semana que costumo partilhar no blog).

Segue-se a lista de tarefas mais importantes da semana.

Em baixo, tenho um espaço para eventos. Basta copiar do «Registo Mensal» os eventos que tenho para aquela semana. 

Na parte lateral, à direita, coloco as «3 coisas boas da semana», que substitui o meu antigo diário de gratidão. Esta parte só preencho no Domingo à noite, após a «reflexão semanal» (já falarei disso).

Incluo um tracker para monitorização das tarefas associadas aos meus objectivos. À esquerda incluo o nome do objectivo, depois segue-se uma tabela para os dias da semana, onde coloco uma cruz sempre que cumpro a tarefa, à direita tenho a periodicidade da tarefa (atenção que alterei a periodicidade que vês na imagem). Na altura e após registar os meus objectivos (na coleção «Objectivos»), verifiquei por exemplo que a nível de blog, por enquanto só poderia publicar 1 x por semana. Um dos objectivos recentes é praticar exercício físico e esse já tenho 3 x por semana. Como podes ver pela tabela, cada linha corresponde a um objetivo, logo, selecionei apenas 4 ao todo (prefiro poucos que consiga concretizar, do que muitos, que não consega enquadrar nas minhas rotinas). Este tracker é fantástico, porque me dá uma motivação extra, sempre que constato que estou a cumprir aquilo a que me propus.  

Por último, no «Registo Semanal» incluo a ementa da semana.

Entre estes espaços laterais encontra-se o meu «Registo Diário». Sei que muitas pessoas, escrevem logo o nome do dia da semana, deixando um espaço pré-definido para cada dia. Isso para mim é literalmente impossível. Porque nuns dias tenho necessidade de escrever mais, noutros nem tanto. Para além disso, tenho imensas tarefas todos os dias - jamais um espaço tão pequeno seria adequado para toda a semana. Assim, estas páginas são apenas onde inicio a Segunda-feira (sabe-se lá em que página colocarei o Domingo...).

Mas o que faço é registar a data do dia em questão e sublinhá-la (para ser mais fácil encontrar determinado dia, em pesquisas futuras). Depois começo os meus registos por baixo da data, com o que preciso para aquele dia (sempre frases curtas, mas perceptíveis, podendo recorrer a abreviaturas). À esquerda de cada frase incluo um símbolo, para saber de imediato o que essa frase significa. Espreita o exemplo:

• Organizar documentação p/entregar na contabilidade.
• Passar a ferro.
(O símbolo «•» significa que se tratam de tarefas que tenho de realizar).

० 17:30 Consulta no dentista.
(O símbolo «०» significa que é um evento).

✓ Fazer ementa
(O símbolo «✓» significa que concretizei a tarefa. O autor sugere o uso do «x», mas eu vou usar o símbolo que sempre usei que é o «✓»).

> Organizar despensa.
< Reunião do condomínio.

(O símbolo «>» significa que a tarefa foi adiada, porque por exemplo não tive tempo para a concretizar. Assim, terei que migrá-la para outro dia, surgindo a mesma tarefa, mais à frente, no Bujo. Já o símbolo «<», significa que movi aquela tarefa para trás no meu Bujo. Posso por exemplo tê-la deslocado para outro mês e assim tê-la registado no meu «Registo Futuro», ou seja, registei-a antes da página onde estou a escrever. Assim, quando chegar o mês para onde migrei a tarefa, ao consultar o «Registo Futuro», lembrar-me-ei que tenho de a concretizar).

• Destralhar e organizar roupeiro.
- Senti-me muito melhor, após a organização. A casa limpa e organizada contribui p/a minha paz interior.

(O símbolo «-» indica que se trata de um nota. Por vezes o Bujo funciona como diário e estas notas podem significar um pouco o que nos vai na alma: um desabafo ou por exemplo uma aprendizagem. Podem representar factos, ideias, pensamentos ou observações. Não é obrigatório colocar notas em tudo e mais alguma coisa. Apenas naquilo que consideramos importante e que queremos recordar mais tarde).

Existem outros símbolos sugeridos pelo autor, mas estes são os principais.


Para não me esquecer de nenhum dos símbolos (porque uns uso com menos frequência), incluí uma legenda dos mesmos na última página do meu Bujo.

Mas ainda no registo diário, ao final de cada dia incluo 2 rubricas: 
a) a «vitória do dia» - algo que concretizei, que me fez sentir realizada (a sério, isto faz-me sentir bem, é como que uma motivação para continuar);
b) o «presente do dia» - é um miminho que dou a mim mesma, após um dia normalmente muito cansativo. Trata-se de uma actividade «hygge», que me traga um pouco de felicidade (constatei que, praticamente ao longo de todo o mês, a actividade escolhida foi a leitura 😊).

Agora quero falar-te do recurso que mais melhorou a minha vida, desde que uso o Bujo: a Reflexão!

Antigamente registava as tarefas e apenas ia colocando um «✓» quando as concluía ou riscando o que não interessava. Mas não reflectia verdadeiramente sobre as mesmas. Ia um pouco ao sabor da corrente. Contudo, a reflexão permite-nos tomadas de decisão mais conscientes, uma vez que questionamos se aquilo que estamos a fazer é importante e/ou está de acordo com os nossos objetivos. Permite-nos também retirar aprendizagens das situações. Como refere o autor "Através da Reflexão, cultivamos o hábito de olharmos para nós mesmos para examinarmos o progresso, as nossas responsabilidades, as circunstâncias e o nosso estado de espírito. Ajuda-nos a ver se estamos a resolver os problemas certos respondendo às questões corretas. É quando questionamos a nossa experiência que começamos a separar o trigo do joio - o porquê do quê." Em suma, a reflexão permite-nos perceber se estamos a levar uma vida com significado e o que podemos fazer para que assim seja.

Eu faço uma reflexão logo ao começar do dia, a «reflexão da manhã». Verifico quais as tarefas e eventos para aquele dia, o que ficou por concluir (para isso consulto registos como o mensal, semanal ou diário). Não é necessário ler tudo o que registei nos dias anteriores, basta procurar o símbolo «>». Posso também definir com o símbolo «!!!», o que será prioritário concretizar naquele dia. 

Entretanto faço uma outra reflexão antes de deitar, a «reflexão da tarde». Verifico o que correu bem ou mal naquele dia. Que ilações posso tirar, se algo continua ou não a ser importante, ou se posso até riscar uma tarefa. Se houve um acontecimento que me marcou, também posso refletir sobre isso (lá está, a vertente diário a funcionar novamente). Esta reflexão pode não ser escrita, posso só assinalar o que cumpri e o que adiei. Mas também posso escrever algo, adicionando uma nota. No fundo, depende do que o meu instinto me disser...

Faço também uma «reflexão semanal» e essa é certamente escrita. Costumo fazê-la no Domingo à noite. Não é nada de assustador, pode ser só um parágrafo (ou mais, se me apetecer). Não o sinto como obrigação, mas como um espaço para o desabafo ou para me motivar porque estou a atingir determinado objetivo. Dou uma vista de olhos na semana, e verifico o que correu mal e pode ser melhorado. O que correu bem (com base nisto registo as «3 Coisas boas da semana») e que funciona comigo. A ideia é perceber onde posso melhorar. Quanto às tarefas, o que não consegui concretizar nessa semana, adio ou risco, se já não fizer sentido.

No final do mês faço uma «reflexão mensal» (sim, gosto mesmo das reflexões!). Aqui, consulto as reflexões semanais e tiro ilações a partir daí. Confesso que a reflexão mensal, foi onde mais escrevi. Até separei pelos seguintes temas: 
- Avaliação global - tarefas previstas vs realizadas;
- Motivos de stress e/ou que prejudicaram a minha produtividade;
- Possíveis soluções;
- Outros acontecimentos relevantes.

Estas reflexões estão a ajudar-me definitivamente a orientar a minha vida, tomando decisões mais conscientes.

Creio que após um ano de uso do Bujo (deste e de outros cadernos, pois duvido que só 1 seja suficiente), quero fazer uma «reflexão anual». Para isso, bastar-me-á consultar as reflexões mensais.


Esta é a última parte do meu Bujo. Na contracapa tem uma bolsinha. Não que seja imprescindível, mas dá jeito para quando queremos transportar algum documento (se o levasse na mala iria chegar todo amassado). 

Comprei entretanto um caderno igual, para ter de reserva quando este acabar. Há que prevenir! Pois de momento, sinto que já não consigo viver sem o meu Bujo. 😊

Fotos: Mafalda S.
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #478


"Nós temos o poder de escrever o futuro 
se formos suficientemente sábios e pacientes para o fazer. 
Não receies crescer devagar, diz o velho ditado chinês, 
receia apenas ficar parado.
José Rodrigues dos Santos

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #477


"Quando acredita no que está a fazer 
a dor transforma-se em propósito." 
Ryder Carroll

Foto: UserBot
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #476


"Se a nossa mente for forte, 
todas as coisas difíceis serão fáceis." 
José Rodrigues dos Santos

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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Livros - resumos & opiniões

Eis uma lista dos livros sobre os quais dei opinião ou fiz um breve resumo, com respectivos links para os posts (em constante actualização):

😃 Felicidade (Psicologia Positiva)
"O Livro do Hygge" de Meik Wiking


🙏 Meditação
"52 meditações para crianças" de Susana Guerreiro
👪 Educação e Parentalidade Positiva

⏰ Gestão de Tempo

"O Método Bullet Journal" de Ryder Carroll
"Tempo para Tudo - Organização e Gestão Pessoal" da Deco Proteste

 📝 Destralhe e organização
💉Saúde
"Anti Cancro" de David Servan-Schreiber
"Costas Saudáveis" de Suzanne Martin
"Uma casa mais saudável, uma família mais feliz" de Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes
"Vencer a Depressão com a Psicologia Positiva" de Miriam Akhtar

🍀 Ecologia

🌸 Espiritualidade
"Liberta-te de Pensamentos Tóxicos" de Rute Caldeira
"Provas da Vida Depois da Morte - A ciência das experiências de quase morte" do Dr. Jeffrey Long e de Paul Perry

🌿 Outros livros (de bem-estar em geral)

🍏🍲 Livros de Receitas
"Cozinha Prática para o Dia-a-dia"
"Ingrediente Secreto" de Henrique Sá Pessoa (volumes 1, 2 e 3)
"MasterChef - Curso de Cozinha"
"Natural" de Joana Alves
"Receitas Saudáveis" de Jamie Oliver

BOOK HAUL's e outros:
Livros que melhoraram a minha vida (ponto de situação a 18/12/2013)
Livros que melhoraram a minha vida #2 (ponto de situação a 10/07/2019)

Livros do 1.º semestre de 2017
Livros do Verão de 2017
Livros dos últimos meses de 2017
Livros do 1.º semestre de 2018
Livros do 2.º semestre de 2018
Livros do 1.º semestre de 2019

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #475


"Treina a tua mente 
para ver o lado positivo de cada situação." 
Autor desconhecido

Foto: jplenio
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #474


"(…) o caminho para a felicidade - e para uma casa feliz - 
passa por simplificarmos a vida e o ambiente que nos rodeia."
Paula Margarido

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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O Método Bullet Journal - o livro

O livro "O Método Bullet Journal" de Ryder Carroll foi um dos que mais me marcou este ano, ao ponto de o ter lido três vezes (vá, 1 leitura mais profunda e 2 na diagonal). Felizmente tem capa dura, porque de outra forma, com as vezes que recorro a ele, já deveria estar com a capa em mau estado. Mas não, está como novo... apesar de muito sublinhado, cheio de anotações e com vários post it's colados. 

Anteriormente já usava o método Bullet Journal, com ideias que lia pela Internet. Mas acredita que ler diretamente as ideias do criador do método, organizadas num livro, faz toda a diferença. Criei o meu Bujo (abreviatura para Bullet Journal) com base no que li e funciona muito melhor do que as minhas anteriores agendas (prometo que muito brevemente explicarei como o criei e como ficou organizado - a foto em baixo mostra uma imagem do mesmo, na altura, em construção).

O meu Bujo.
Aqui, ainda em construção.

Mas antes de falar do livro propriamente dito, para quem não sabe, o Bullet Journal é um método para organizarmos a nossa vida, com recurso a um caderno, que nós próprios/as vamos construindo.

Com o Bujo podemos:
- definir objetivos e planear a forma de os alcançar;
- organizar os nossos meses, semanas e dias, de modo a cumprirmos as nossas tarefas (incluindo aquelas que são para alcançar objetivos);
- monitorizar hábitos que desejamos adquirir ou perder;
- refletir sobre as nossas falhas, aprendizagens ou o que podemos fazer para melhorar;
- refletir sobre o nosso dia-a-dia em geral;
- refletir sobre aquilo pelo que sentimos gratidão (semelhante a um diário de gratidão);
- incluir capítulos (ou coleções, como o autor lhes chama) sobre temas especiais (eu por exemplo tenho uma para os livros que vou lendo, outra para monitorizar as finanças pessoais e outra para organização da casa).

Sei que há fãs do digital, enquanto outros preferem escrever à mão. Nesta ferramenta a ideia é mesmo escrever à mão, pois foi provado, em vários estudos, que escrever à mão ajuda a reter melhor a informação. Como refere o autor: "O complexo movimento tátil de escrever à mão estimula a nossa mente de forma mais eficaz do que escrever num teclado. Ativa várias regiões do cérebro em simultâneo, inscrevendo de forma mais profunda o que aprendemos. Como resultado, retemos informação durante mais tempo comparativamente a quando escrevemos numa aplicação."

Falando agora do livro, este está organizado em 5 partes e mostra-nos passo-a-passo como criar o nosso próprio Bujo.

Parte I - A Preparação
Nesta parte o autor explica o que é o Bullet Journal e o porquê de o ter.

Fala dos seus benefícios, incluindo a auto-consciência (por exemplo sobre onde gastamos o nosso tempo e a nossa energia, se a nossa vida está alinhada com o nosso propósito, se temos de alterar algo no nosso percurso para alcançarmos os nossos objetivos...).

Explica e fundamenta muito bem, sobre os motivos pelos quais o Bujo é feito de determinada maneira (porque é usado um caderno; porque é escrito à mão; porque é importante ter um caderno que relacione a produtividade, o mindfulness e a intencionalidade; etc.).

Parte II - O Sistema
Aqui o autor explica que o Bujo pode ser a combinação entre uma lista de tarefas, um diário e uma agenda ou até de outras coisas (pois a ideia é personalizá-lo de acordo com as nossas necessidades).

Nesta parte são mostrados os recursos e as partes básicas de um Bujo, ou seja, aquelas coleções básicas que todos os Bujo devem ter. O autor fala de como fazer registos rápidos; do uso de bullets (ícones que nos dão informação sobre o significado do que escrevemos: se aquilo é uma tarefa, um evento, uma nota, uma tarefa prioritária, etc.); da paginação; dos registos diário, mensal e futuro e do índice. Para cada uma destas partes são dados exemplos com imagens de um Bujo.

Uma das muitas imagens ao longo do livro.
Esta trata-se de uma orientação para organizar as diferentes coleções dentro do Bujo.

O autor explica ainda onde colocar as tarefas que não conseguimos realizar durante o dia, ou que temos de realizar no futuro, recorrendo à migração. A migração de tarefas irá permitir não só que não nos esqueçamos do que é importante, como reavaliar se é realmente importante (evitando assim listas extensas de tarefas, dificilmente geríveis).

Parte III - A Prática
Na terceira parte o autor dá-nos informação preciosa para que as coisas realmente funcionem.

Fala de coisas como produtividade, de como iniciar o processo, da importância da reflexão (para ajudar, até inclui perguntas para colocarmos a nós próprios/as), da importância de fazer coisas com significado (no fundo ajuda-nos a perceber se um objectivo vale realmente a pena), do que fazer para alcançarmos os nossos objectivos (cheguei a desenhar um mind map no final do livro, resumindo este conteúdo), como celebrar as nossas realizações (aqui fala da prática da gratidão e de como incorporá-la no Bujo), do que podemos ou não controlar, da influência das nossas acções no mundo à nossa volta, como perceber as lições que a vida nos dá, descobrir significado mesmo nas tarefas chatas, técnica e plano para resolver os problemas, o que fazer quando não conseguimos avançar para alcançar um objectivo e desvantagens de querer a «perfeição».

Parte do mind map que fiz no final do livro,
com a informação sobre como alcançar os nossos objectivos.
Parte IV - A Arte
Quando o autor se refere a "arte" não está a falar daqueles Bujos cheios de desenhos perfeitos. Para ele, a «arte» é a relevância do conteúdo que colocamos no Bujo. Ele próprio é bastante minimalista a este nível. Refere aliás, que "A maioria dos testemunhos de pessoas que abandonam o comboio do Bullet Journal acaba por ser de pessoas que passavam muito tempo a decorar as suas páginas". Não que ele seja contra isso, mas o embelezamento do caderno só é essencial se servir para manter a motivação e a produtividade da pessoa.

O autor sugere que, se formos novos nisto, devemos começar por criar um Bujo com as coleções básicas: índice, registo do futuro, registo mensal e registo diário. Contudo, para que o Bujo vá de encontro aos nossos objectivos, iremos sentir necessidade de personalizá-lo. Assim, nesta parte o autor ensina a fazer coleções personalizadas.  Dá inclusive um exemplo prático, o de uma coleção dedicada ao planeamento de umas férias (dando orientações que vão desde a pesquisa, à criação de listas, prioridades, horários, trackers...).

Fala também de tracking de hábitos, ou seja, de tabelas que podemos introduzir para monitorizar hábitos que estamos a tentar adquirir ou diminuir.

Por último, nesta parte são-nos dados exemplos de como outras pessoas criaram coleções nos seus Bullet Journals. Tudo para nos inspirarmos na criação do nosso próprio Bujo.

Parte V - Fim
Nesta última parte do livro, o autor esclarece as dúvidas mais comuns acerca do Bullet Journal, incluindo um guia com perguntas e respostas.

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Este livro está muito bem escrito e é um dos mais úteis que li até hoje - isto, para quem quiser pôr o seu conteúdo em prática. Vale mesmo (muito) a pena!!!

Fotos: 1.ª Wook; Restantes: Mafalda S.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Pensamento/Lema da semana #473


"Cria o hábito de te perguntares a cada atitude: 
'Isso tem coerência com a vida que eu quero criar?'
Autor desconhecido

Foto: avi_acl
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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Pensamento/Lema da semana #472


"A felicidade 
é a consequência de fazermos aquilo que faz sentido para nós." 
Ryder Carroll

Foto: Yuri B
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