quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O poder de 10 minutos


Ultimamente, cá em casa, ando com uma mania que pode soar estranha - mas que se tem revelado bastante produtiva! 😊 Ligo o cronómetro do telemóvel e deixo-o a contar até 10 minutos. 

Durante esse período faço algo que fuja às tarefas obrigatórias do dia, por exemplo:
- Destralhar uma pequena área (ou parte de uma área maior);
- Realizar uma pequena tarefa doméstica;
- Fazer uma pausa para ler um livro.

Agora 2 apartes:
- 10 minutos pode parece pouco tempo, mas a verdade é que as coisas vão sendo feitas. E passo a passo, lá atingiremos o nosso objectivo.
- Sobre a «pausa» - a verdade é que antigamente fazia tudo de corrida, quase sem pausas. Mas noto que quando as faço, tenho muito mais energia para as tarefas que se seguem. Fico realmente mais produtiva!

Em tempos escrevi um post com uma lista de 70 Coisas que podemos fazer em 15 minutos ou menos. Várias sugestões caberiam nestes 10 minutos.

Experimenta! 10 minutos podem melhorar muito coisa.

Foto: Conger design
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Pensamento/Lema da semana #462


"A tralha não é apenas aquilo que está no chão 
- é tudo o que está entre si e a vida que deseja viver." 
Peter Walsh

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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

As «cenas» que descobri... ou mais sobre genealogia


Há pouco tempo, escrevi aqui que ando a investigar as minhas raízes familiares. A ideia é preencher com histórias giras o nosso livro da família. Quero deixar registado o que me contaram, para que não se perca no tempo. Quero igualmente completar a nossa árvore genealógica.

Já contei aqui o que descobri, e, apesar de ter feito uma pausa na investigação, retomei assim que regressei de férias. Soube entretanto que...

...  definitivamente não tenho só raízes ribatejanas. Pois é... descobri que tenho também antepassados minhotos (Valença no Minho) e alentejanos (Ponte de Sôr e Montargil);

... descobri mais antepassados com nomes giros. Ok, Inocêncio... até vai. Sebastiana, já é um pouco estranho. Mas nada me poderia preparar para... Escolástica?! A sério? A única escolástica que conhecia era a relacionada com a filosofia, ou seja, trata-se de um sistema filosófico que era ensinado nas escolas monásquicas na idade média. O objectivo era harmonizar a fé com a razão (coisa que até me agrada);

... sempre ouvi dizer que a minha avó tinha ficado órfã de mãe, bem cedo. Com pena minha, comprovei isso. Tinha 7 anos quando a mãe morreu. Diziam-me que ela era filha única. Mas afinal, teve uma irmãzinha, exactamente com o mesmo nome, que nasceu antes dela. Mas infelizmente, morreu pouco depois de fazer 3 anos. Após o falecimento, passaram 5 anos até a minha avó nascer. Na família, ninguém sabia da existência da outra menina;

... e não é que com a minha bisavó aconteceu a mesma coisa?! Teve uma irmãzinha com o mesmo nome, que havia falecido só com 2 anos. Que triste!... isto só significa que a Medicina, felizmente, evoluiu bastante;

... descobri novos apelidos, que nem me passavam pela cabeça:  Dias, Rapozo, Carneiro, Trindade, Lourenço, Lopes, Fouta, Marques, Bernardina;

... comprovei que, apesar de a minha madrasta ter origem numa das terras mais afastadas do concelho, tem um apelido comum ao meu (já se suspeitava, mas não havia confirmação). Recuando no tempo, descobri que um dos seus antepassados era mesmo da minha terra. Só falta saber se somos primas afastadas... :) Ah! E o apelido dela, que passou de geração em geração, afinal, veio de um antepassado cujo primeiro nome era esse.

E continuo sem investigar o ramo dos Sousas, que deu origem ao meu apelido... A ver se é desta!

««»»

Apesar da ideia ser mesmo preencher o nosso livro da família, estas descobertas estão a ser avassaladoras. Sinto-me mais próxima destas gerações, comovida com algumas histórias, surpreendida com outras.

E tu? Já pensaste em descobrir o teu passado?

Se quiseres saber de onde vens, sugiro que pesquises neste site, que te permite aceder aos registos paroquiais portugueses até mais ou menos 1911 (registos de baptismo, óbitos e casamentos). Certamente descobrirás coisas interessantes.

Foto: jarmoluk
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Pensamento/Lema da semana #461


"Tenha consciência dos muitos sons subtis da Natureza: 
o farfalhar das folhas ao vento, 
as gotas de chuva a cair, 
o zumbido dos insectos, 
o primeiro canto de pássaro ao amanhecer." 
Eckhart Tolle

Foto: Skeeze
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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Pensamento/Lema da semana #460


"O contacto com a Natureza 
é um atalho para a serenidade." 
Michael Acton Smith

Foto: 12019
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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Pensamento/Lema da semana #459


"Mente e corpo têm uma conexão única. 
Cuida-te para mantê-los equilibrados." 
Autor desconhecido

Foto: Sasint
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quarta-feira, 24 de julho de 2019

A minha prenda de aniversário... tinham de ser livros!

Hoje é o meu dia de aniversário e, como vem sendo habitual, eu própria escolho a minha prenda...que são livros (Oh!... que surpresa!... 😂).

Lembras-te do post que escrevi sobre "Os livros que melhoraram a minha vida"? Pois é, algumas pessoas deram-me sugestões sobre livros que impactaram com as suas próprias vidas. Inspirei-me aí e escolhi 3 para a minha biblioteca. E estou tãoooo feliz com eles!


• O primeiro é o "Essencialismo. Aprenda a fazer menos mas melhor" de Greg McKeown, sugerido no facebook do blog, pela Andreia R. - É um livro que chega na hora certa, pois eu sinto que ando sempre ocupada, mas nem sempre consigo cumprir tudo o que desejo. Principalmente pelas interrupções, ou por priorizar os desejos dos outros.

O Essencialimo ajuda-nos a focar no que é essencial para nós, controlando as nossas escolhas, identificando as tarefas verdadeiramente importantes e fazendo menos, mas melhor. O objectivo é tormarmo-nos mais produtivos, mas, simultâneamente, ganharmos mais tempo para a nossa vida pessoal. Por isso, parece-me mesmo uma boa proposta.

• O segundo livro, não foi propriamente uma sugestão, mas antes uma inspiração que vi no Instagram das "Miúdas dos Livros". A Andreia (sim, outra Andreia) sugeriu o livro "Calm. Acalmar a mente para mudar o mundo" de Michael Acton Smith. Como já seguia o Instagram associado ao livro, pressenti que só podia ser boa coisa (vá, e sendo uma sugestão da Andreia, sabia à partida que iria gostar).

Só de folhear, já ficamos relaxados com as imagens lindíssimas (como a da foto) e com as ilustrações.

É um livro repleto de ideias, para fazermos uma pausa que nos traga paz interior. Alguns dos temas do livro são: como meditar, actividades na Natureza, o sono, alongamentos calmantes, banho consciente, viajar, o trabalho, exercícios para combater a ansiedade, 25 formas de fazer uma pausa, desintoxicação digital, o estado de fluxo, crianças, criatividade, o ritual do chá, comida reconfortante para saborear... Muito bom!

• A última sugestão foi do Alexandre, por e-mail (vá lá, não se chamar André... 😂). Ele indicou-me o livro "Sapiens. História Breve da Humanidade" de Yuval Noah Harari. Eu já conhecia o autor, pois também tenho o livro "21 Lições para o Séc. XXI" e adoro a forma inteligente como escreve. O autor é historiador e investigador e no livro Sapiens,  recorrendo a ideias da paleontologia, antropologia e sociologia (...) analisa os principais saltos evolutivos da humanidade, desde as espécies humanas que coexistiam na Idade da Pedra até às revoluções tecnológicas e políticas do século XXI — que nos transformaram em deuses, capazes de criar e de destruir."  A opinião dos leitores no site da Wook é bastante positiva, pelo que estou mesmo ansiosa por ler. Para além disso, já vai na 19.ª edição, o que significa que deve de ser um bom livro.

Estou tão feliz com estas aquisições! Há algo nos livros, diferente de outras coisas que pensamos que nos farão felizes. Sabes quando queremos muito uma coisa, ficamos contentes quando a adquirimos, mas passado pouco tempo a alegria desvanece-se? Comigo e com os livros, isso não acontece. Há livros que adquiri há anos, que leio e releio e continuam a fazer-me um bem danado. São dos poucos objectos que me fazem realmente feliz. É por isso que quase sempre os escolho, como prenda de aniversário.

Fotos: Mafalda S.
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terça-feira, 23 de julho de 2019

Até quando?

Oliveira do Hospital, 2017.
"Até quando?" é uma pergunta que faço com frequência.

Uma parte da população, anda numa luta constante para salvar o meio ambiente. Tenta consumir menos, reciclar o máximo que pode, optar por produtos ecológicos, evitar o desperdício, etc., etc. Entretanto, alguém por negligência ou num acto criminoso, provoca uma calamidade, incendiando hectares de floresta em apenas alguns dias. Calamidade que leva anos a recuperar (e por vezes nem é possível a recuperação, pois logo outro incêndio acomete ao mesmo local).

Sinto particularmente o que se tem passado em Cardigos (terra que conheço e pela qual nutro um carinho especial) e pelas povoações em redor. Conheço aquela gente, que se há-de erguer novamente. Mas a que preço? Com as marcas de queimaduras no corpo do Sr. I, com a dor do Sr. S. que acabou de ficar sem casa ou do Sr. F. que ficou sem meios para trabalhar a terra... Bolas, que é todos os anos a mesma coisa!

Deixa-me profundamente triste saber, que ainda por cima há indícios de crime. Quais serão as motivações? Interesses económicos, terrorismo ou pura maldade?... Sei lá... Ainda assim, revela uma pura ignorância face à situação grave em que se encontra o meio ambiente (tal como vem referido, por exemplo, neste livro). 

Quem me dera que a nossa mentalidade fosse tipo a dos suecos, em que a protecção do ambiente, já é um hábito cultivado desde a infância. Evitar-se-iam muitos actos de negligência. Fala-se de que a educação ambiental deve de ser dada na escola. Concordo em pleno! Contudo, acho que o papel principal cabe mesmo aos pais e educadores. Mais que palavras, vale o exemplo. As crianças, futuras gerações, são óptimas a imitar comportamentos. Então que sejam comportamentos positivos!

Não sou minimamente especialista no assunto. Faço a minha parte, apenas inspirada no que leio ou nos documentários que assisto. Mas creio que deveriam de existir consequências mais severas quando se descobre que os incêndios são provocados intencionalmente. É que como está, não funciona. Os criminosos não temem as consequências brandas... e as vidas de pessoas, animais e floresta continuarão a ser afectadas.

Fala-se muito das limpezas dos terrenos. Anualmente eu limpo os meus. Acham que por isso não arde? Nada escapa. Concordo que em redor das casas e junto a todas as estradas deve de haver um perímetro de segurança limpo. Contudo, disseram-me (volto a frisar, não sou especialista, trascrevo as palavras de outrem), que a vegetação no interior da floresta é importante para reter a humidade dos solos. Caso contrário, os mesmos vão ficando mais secos e até mais susceptíveis aos incêndios. Há igualmente árvores mais fáceis de arder e outras mais resistentes. Então porque não fazer uma gestão da floresta de acordo com o que a ciência nos diz? 

O rei D. Fernando II plantou uma floresta de raiz, na Serra de Sintra. Monges plantaram a floresta do Buçaco. Há vegetação por todo o lado e árvores gigantescas, que trouxeram humidade às terras e até alterações no clima, tendo o mesmo ficado mais fresco e húmido. Assim... porque não haver planos de reflorestação grandiosos como antigamente?

Devo dizer que sinto uma enorme frustração, porque tento levar uma vida mais sustentável (e continuarei a fazê-lo) e depois vejo situações destas. Sinto uma enorme tristeza porque vejo o sofrimento das pessoas, que ficam muitas vezes deixadas à sua própria sorte... na hora e depois.

Enfim, temos muito a evoluir neste país... De louvar o trabalho dos bombeiros, que quase sem descanso, por vezes mal alimentados, e sem receber um valor justo pelo seu esforço, arriscam a vida para salvar a floresta e as pessoas. Um obrigada gigante!!!

E é isto. Um desabafo. Mas volto a perguntar: até quando?

Foto: Mafalda S.
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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pensamento/Lema da semana #458


"Não arruines a Terra. 
Bons planetas são difíceis de encontrar.
Revista Time

Foto: qimono
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quinta-feira, 18 de julho de 2019

"As crianças aprendem o que vivem" ou as máximas de Dorothy Law Nolte


Há dias num grupo da Internet, «assisti» a uma discussão sobre quem deveria ensinar as crianças a terem comportamentos mais amigos do ambiente: se a escola ou os pais. Isto porque ainda se encontram muitos miúdos a deitar resíduos recicláveis no lixo comum (ui... e adultos, não?). Havia quem dissesse que esse papel cabe às escolas e quem defendesse que os pais é que deveriam ensinar, pois as crianças já estão sobrecarregadas com demasiada matéria.

Ok, na minha opinião deve lutar-se por um mundo melhor, de todas as frentes. Mas fiquei a pensar nos meus próprios filhos. Eles já cresceram num ambiente em que o normal é reciclar. Está de tal forma interiorizado, que as únicas perguntas que me fazem, são do tipo: "Mãe, isto vai para o «plástico», não é?". Esta é uma prova, de que os exemplos influenciam mais do que as palavras (vá tenho uma certa dificuldade em reduzir-lhes a veia consumista... isso nem com exemplos, nem com palavras... 😂).

Mas os exemplos infuenciam para o melhor e para o pior. Foi então que me deparei com um poema da Dorothy Law Nolte, uma escritora e conselheira familiar norte-americana. Escrito em 1954, mostra no que as crianças se podem tornar, em virtude dos exemplos que têm nas suas vidas. É também uma referência para educarmos crianças mais felizes e realizadas. O poema tornou-se «viral», mesmo antes do advento do facebook e foi partilhado por milhões de pessoas. Hoje partilho-o contigo, pois considero-o super-inspirador.

"As Crianças Aprendem o que Vivem"
por Dorothy Law Nolte

Se as crianças vivem com críticas, aprendem a condenar.
Se as crianças vivem com hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser apreensivas. 
Se as crianças vivem com pena, aprendem a sentir pena de si próprias. 
Se as crianças vivem com o ridículo, aprendem a ser tímidas.
Se as crianças vivem com inveja, aprendem a ser invejosas. 
Se as crianças vivem com vergonha, aprendem a sentir-se culpadas. 

Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes. 
Se as crianças vivem com tolerância, aprendem a ser pacientes. 
Se as crianças vivem com elogios, aprendem a apreciar.
Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar.
Se as crianças vivem com aprovação, aprendem a gostar de si mesmas. 
Se as crianças vivem com reconhecimento, aprendem que é bom ter um objectivo. 
Se as crianças vivem com partilha, aprendem a ser generosas.
Se as crianças vivem com honestidade, aprendem a ser verdadeiras.
Se as crianças vivem com justiça, aprendem a ser justas.
Se as crianças aprendem com bondade e consideração, aprendem o que é o respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a confiar em si próprias e naqueles que as rodeiam.
Se as crianças vivem com amizade, aprendem que o mundo é um lugar bom para se viver.

Foto: jplenio
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terça-feira, 16 de julho de 2019

Investigando as minhas raízes (genealogia e afins)

Vários registos paroquiais estão disponíveis online
Ultimamente os meus serões têm sido preenchidos por pesquisa. Mas diferente da habitual (costuma ser sobre os temas do blog). Ando a investigar as minhas raízes familiares.

Tudo começou com um livro (tinha de ser... como tantas coisas na minha vida [é o da foto abaixo]). Encontrei-o por acaso, num café da cidade. Fala sobre a história da minha terra. 

Já tinha lido livros do género, ainda assim, descobri várias novidades: a enorme actividade do porto fluvial (hoje inexistente), os reis que passavam cá parte do tempo, como surgiram as escolas, onde foi a judiaria, etc., etc... 

Um livro com a história da minha cidade
Numa dessas leituras, fui à Net para perceber melhor uma informação do livro. E mais uma vez por acaso, dei por mim num site que, permite aceder aos registos paroquiais portugueses. Basta seleccionar o distrito, o concelho e por fim a freguesia (no meu caso sou encaminhada para o site do arquivo distrital de Santarém). 

Só estão disponíveis os registos até 1911 (os mais recentes, talvez por parte das pessoas ainda estarem vivas, só podem ser consultados nos arquivos físicos). Aquilo a que podemos aceder são os registos de baptismo, de casamento e de óbitos.

Em tempos, escrevi que cá em casa começámos a fazer um livro da família. Investigamos e depois registamos nele as histórias giras, a genealogia, ilustramos com fotografias... Nesta caminhada já descobrimos uma série de coisas interessantes.
O nosso «livro da família»

Mas a possibilidade de pesquisar online, facilita as coisas. Permite-me criar uma árvore genealógica bem mais completa. Comecei há pouco e há casos em que já cheguei aos meus sextos avós. 

As coisas que já descobri:

- Que em grande parte da família os homens eram trabalhadores (na agricultura) ou almocreves (sei que os géneros que chegavam ao porto de Abrantes, para enviar para Lisboa, eram trazidos do Alentejo ou Beiras, com recurso a cavalos... às tantas os almocreves da família, faziam justamente essa tarefa). As mulheres eram sem excepção domésticas. Mas fiquei triste por saber que um dos meus quartos avós, que chegou a uma idade mais avançada era mendigante, ou seja, pedia esmola para sobreviver (e vi uma série de casos semelhantes, sempre de velhinhos). O facto de antigamente não haverem pensões, deve de explicar muita coisa...

- A maioria dos meus avós é oriundo da mesma freguesia, mas tive surpresas. Como é que eu poderia imaginar que um dos meus antepassados tivesse vindo de Valença do Minho? (Fica bem no Norte de Portugal e faz fronteira com Espanha). Nunca visitei e fiquei com imensa vontade. O que conheço foi de um dos livros e documentário do José Hermano Saraiva.

- Descobri apelidos que se perderam no tempo e a predominância de outros, como: Lucas, Ruiva, Sousa... (só mantenho este último e, foi alterado - antigamente escrevia-se com z). 

- Fiquei encantada com os nomes de algumas mulheres: Anna Ruiva (lembra-me os desenhos animados da "Ana dos cabelos ruivos"), Maria Josepha, Magdalena Ruiva, Anna Alexandrina...

- Dei mais valor à vida que temos hoje: principalmente a melhores cuidados de saúde e mais higiene. Fiquei chocada com a quantidade de mortes de pessoas jovens, principalmente crianças. A sério, poderiam ser várias num mês ou mesmo num único dia (e isto passava-se numa aldeia, onde a população era menor do que num grande centro). Cheguei a reparar que em 10 falecimentos, 7 foram de crianças. As pessoas baptizavam as filhos pouco depois de terem nascido, provavelmente para prevenir, não fosse algo acontecer. Por isso, acho absolutamente reprovável que hoje em dia, haja quem ponha em causa o uso de vacinas. Se soubessem como era viver naquele tempo e o que alcançámos graças à vacinação, não poriam a saúde dos seus filhos e das outras crianças em causa. E quem fala de vacinação, fala de antibióticos, do recurso a aerossóis nas urgências, das crianças nascerem em segurança e até pela facilidade de uma coisa aparentemente simples, que é poder abrir uma torneira dentro de casa. Que sorte temos hoje em dia!

- Numa terra onde praticamente ninguém sabia ler e escrever (no recenceamento de 1878, em Portugal, 79,4% da população era analfabeta), fiquei super-comovida por ver a assinatura do meu trisavô (um que contava histórias fantásticas, segundo a minha avó). Foi uma sensação avassaladora, poder olhar para a sua letra.

Ainda tenho muito por descobrir, principalmente do ramo dos Sousa. Mas é uma tarefa que leva tempo. Contudo sinto-me mais rica! Quer por conhecer mais familiares, quer por começar a perceber a sua história - que justifica um pouco aquilo que sou.

Agora uma nota. Nem sempre é fácil. Por sorte, os registos da minha freguesia estavam bem cuidados, com letra mais ou menos legível e com informação bastante completa. Mas necessitei de consultar os registos de uma freguesia vizinha e... bem, digamos que quase tive vontade de chamar nomes ao padre. Letra quase ilegível, dados super-incompletos (eu pensava que tinha de haver um padrão, em que todos escreviam mais ou menos a mesma coisa... mas parece que não) e livros em péssimo estado... Mas ainda assim, lá consegui descobri parte da informação (portanto, há esperança!...).

««»»

E tu? Já pensaste descobrir de onde vens? Quem és realmente?

Já experimentaste conhecer a história do lugar onde vives? Quem sabe as aventuras que podem ter acontecido na tua própria rua...

Fotos: Mafalda S.
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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Pensamento/Lema da semana #457


"Se queremos um futuro melhor,
o futuro começa hoje
e está nas nossas mãos."
Maria de Lourdes Pintasilgo

Foto: Pexels
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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Livros que melhoraram a minha vida #2


Desde que me conheço que adoro livros. O cheiro das suas páginas, o grafismo e, sobretudo, as suas palavras. Palavras essas que me transportam para um universo alternativo - onde tantas vezes sou feliz. Onde nem sinto o tempo passar. Mas também palavras que ensinam. Que me mudam para melhor. Que me ajudam nesta caminhada que é a vida.

Há 6 anos atrás escrevi um post sobre os "livros que melhoraram a minha vida". Li uma série de outros livros entretanto, e creio que é chegada a altura de actualizar este post. Alguns livros mantiveram-se na lista, por terem sido marcantes e continuarem a sê-lo. Mas também há (muitas) novidades...

Um livro sobre felicidade

O "Como ser Feliz" de Sonja Lyubomirsky (falei dele aqui) é um daqueles que se mantém na lista. É, sem dúvida, um dos livros mais marcantes da minha vida. Com ele aprendi que tenho 40% de hipóteses de ser mais feliz. Para tal posso realizar actividades que a ciência provou que nos fazem mais felizes (actividades essas descritas no livro).






Livros sobre hábitos dos países mais felizes do mundo

Com o "O Livro do Hygge" de Meik Wiking (falei dele aqui) percebi como a filosofia dinamarquesa baseada no Hygge pode contribuir para a felicidade.

Tentei recriar momentos destes - acolhedores e reconfortantes - numa base diária. Basta apreciar as coisas simples da vida: assistir ao nascer e pôr-do-sol; acender umas velas ao serão; ler embrulhada numa mantinha...







"Thrive", de Dan Buettner, deu-me a conhecer os hábitos dos moradores de alguns dos lugares mais felizes do mundo. Foi através dele, que li pela primeira vez, sobre o hygge dinamarquês. É difícil replicar todos os hábitos, mas alguns já fazem parte da minha vida.






Livro sobre estratégia para gerir o stress e aumentar o bem-estar

A estratégia do Shinrin Yoku foi uma descoberta recente na minha vida - no ano passado, para ser mais precisa. Comecei a praticar e... apaixonei-me completamente.

Traduzido à letra Shinrin Yoku significa «banho de floresta. Trata-se de uma terapia que usa o poder terapêutico da Natureza para prevenir ou reduzir o stress. Permite-nos relaxar através da sincronização com a floresta - enquanto absorvemos as suas vistas, os cheiros e os seus sons.

Encontrei a inspiração no livro "Shinrin Yoku" de Yoshifumi Miyazaki (falei dele aqui). Só de folhear um livro com imagens tão bonitas, já ficamos mais relaxados.



Um livro com estratégias para melhorar o bem-estar emocional

"O Livro das Pequenas Revoluções" de Elsa Punset (falei dele aqui) reúne 250 exercícios para melhorar o nosso bem-estar emocional. Traz sugestões para enfrentar o stress e a ansiedade, nos protegermos das emoções e ambientes tóxicos, para gostarmos mais de nós, para enfrentarmos os medos, para sermos mais felizes, etc. É um livro incrível, quando utilizado na prática. Eu ainda hoje ando a realizar os seus exercícios e sinto-me sempre melhor depois de o fazer.


Biografias inspiradoras

Ultimamente tenho lido bastantes biografias. A verdade é que eu vejo estas pessoas como uma inspiração. Os seus exemplos de persistência e superação, inspiram-me a lutar pelos meus próprios sonhos.

Gosto particularmente das biografias da foto. 

"A Sabedoria da Oprah" de Lisa Ashton, não é uma biografia convencional. Nesta são relatados vários episódios da vida de Oprah, mas foca-se mais nas lições que ela foi aprendendo. Pessoalmente admiro muito a Oprah, pois tinha tudo para dar errado e ainda assim, conseguiu superar-se de uma maneira surpreendente. Quem imaginaria que uma miúda pobre, filha de pais separados, negra numa América racista, vítima de violência doméstica e abusos sexuais, com uma gravidez na adolescência, com problemas de peso e deprimida (grande lista!), chegaria onde chegou? Ela é a prova viva de que, quando nos empenhamos, os sonhos podem concretizar-se...

No livro "Rainha D.ª Amélia - Uma Biografia" de José Alberto Ribeiro, conhecemos uma história quase oposta, de quem nasceu num berço de ouro. Ainda assim, a vida dela foi tão cheia de problemas, que me admira como não sucumbiu à tristeza. Mas não... era uma mulher admirável! O seu lema de vida era a «Esperança» e isso diz tudo. Ao invés de ficar amargurada, focava-se naquilo em que podia agir (na educação dos filhos, nos deveres de rainha, em actividades solidárias, na companhia dos amigos, na arte, etc.). Um exemplo do seu carácter: foi ela quem ofereceu uma bolsa de estudo para a primeira mulher que frequentou a Universidade de Coimbra. (Falei um pouco mais da D.ª Amélia, neste post).

O livro "D. Fernando II" de Maria Antónia Lopes marcou-me, talvez por considerar D. Fernando uma pessoa fascinante (e não, não sou monárquica). Em primeiro lugar, só o facto dele ter mandado plantar uma floresta inteira em Sintra, deixa-nos uma lição: a de que é possível transformar o inóspito em belo, aumentar a biodiversidade, transformar o clima em algo mais húmido e fresco... O rei foi um ecologista, mesmo sem o saber! Para além disso, foi alguém muito à frente do seu tempo. Casou por amor 2 vezes e foi um excelente marido (mesmo que no 2.º caso, o facto de ele ter casado tivesse sido um escândalo - ainda assim, preocupou-se mais em ser feliz, do que em seguir «o rebanho». Curiosamente este «rebanho» não se importaria se ele fosse só amante... mas casar 2.ª vez?... que escândalo!). Tinha uma visão política progressista e a meu ver incompreendida. Ainda bem jovem, não se ficando pelas palavras, agiu activamente para a construir, para além do parque, o lindíssimo Palácio da Pena. O seu fascínio pela arte e pelo belo, fê-lo defender o património do nosso país. Um exemplo, pois apesar de todas as críticas e intrigas ao seu redor, conseguiu lutar pelos seus ideais.

A última biografia inspiradora é a "Becoming. A Minha História" da Michelle Obama (falei dele aqui). Novamente um livro em que cada vivência se transforma numa lição. Novamente alguém cuja vida poderia muito bem seguido por maus caminhos (a Michelle cresceu num bairro problemático), mas que com o seu empenho, conseguiu concretizar uma série de sonhos. Constatei como o amor da família e a educação, podem fazer a diferença. Tive mais noção de situações de racismo, de que anteriormente não me apercebia. E achei inspiradora a forma como ela lida com as suas fraquezas, gafes, inseguranças e críticas injustas.

Livros sobre educação e parentalidade positiva

Eis o segundo livro que havia referido em 2013 e que vou manter na lista. Este é inclusive o meu livro favorito do Dr. Phil McGraw: "A Família em Primeiro Lugar. O plano, passo a passo para criar uma família feliz." (falei dele aqui). Foi neste livro que me inspirei, para realizar actividades que criassem lembranças felizes aos meus filhos. Mas também me inspiro para lidar com as birras, fomentar a sua auto-estima, transmitir-lhes os meus valores e ajudá-los a alcançarem o seu melhor.

Tenho pena de não ter conhecido os livros do pediatra Mário Cordeiro, logo quando engravidei da minha filha. Ainda assim, a leitura dos seus livros inspira-me a ser melhor mãe, acalma-me quando há problemas e orienta-me (porque não nem sempre o instinto é suficiente).

Tenho 3 livros dele:
- "1333 Perguntas para Fazer ao Seu Pediatra" - Com aquelas dúvidas que queremos colocar ao pediatra (sobre alimentação, sono, desenvolvimento, etc.). As questões vão desde o nascimento até à adolescência.
- "O Grande Livro dos Medos e das Birras" - O nome diz tudo. É uma ajuda preciosa para saber lidar com as birras nos mais diversos contextos.
- "Educar com Amor" - Um guia que nos ensina a educar crianças felizes e equilibradas, cheio de exemplos práticos. Só para perceberes como é inspirador, vou dizer-te o nome de dois dos capítulos do livro: "As qualidades humanas que devemos ensinar aos nossos filhos [empatia, coragem e dignidade, partilhar, honestidade, altruísmo, responsabilidade]" e "Como ensinar a criança a ser alegre".

O "Educar para a Felicidade" da Dr.ª Christine Carter (falei dele aqui) foi o primeiro livro que li sobre parentalidade positiva. Está cheio de sugestões práticas, para ajudarmos os nossos filhos a serem felizes. A autora, uma investigadora da felicidade na Universidade de Berkeley dos EUA, influenciou-me tanto, que cheguei a fazer um curso dela à distância (tinha a ver com o cumprimento de objectivos e resoluções).

O último livro relacionado com parentalidade positiva, que quero mencionar aqui, é o "Pais à Maneira Dinamarquesa " de Jessica Alexander e de Iben Sandahl (falei dele aqui). No livro, as autoras justificam a felicidade dinamarquesa, com a forma como são educados na infância. 

Pessoalmente, identifico-me (imenso) com a educação dinamarquesa - entre outras coisas, a aposta na brincadeira livre, a preferência por um clima de cooperação em vez de competição e crítica, a criação de momentos hygge, etc., etc. 

Livros sobre organização e gestão de tempo
Este ano já estou a ler o livro d' "O Método Bullet Journal" de Ryder Carroll pela segunda vez... A primeira foi para ler mais aprofundadamente e sublinhar as passagens importantes. A segunda, estou a fazê-la de momento, para criar um esquema do meu próprio BuJo (diminutivo de Bullet  Journal), mas aproveitando as ideias mais interessantes do livro. (Prometo que depois deste trabalho farei um post no blog).

Na realidade eu já uso o BuJo há uns anos, um método que consiste em personalizar um caderno, adaptando-o às nossas necessidades, com o intuito de organizar o presente e programar os objectivos que queremos alcançar no futuro. Vai muito além da simples agenda, pois tanto pode servir para programar as tarefas diárias, como para registar os livros lidos, monitorizar um hábito que queremos adquirir, organizar as limpezas da casa, registar o que aconteceu de relevante na nossa vida (transformando-se também num diário), planear uma viagem, etc., etc. Este foi, até hoje, o método de organização e gestão de tempo que resultou melhor comigo! E depois de concluído, transforma-se num registo interessante daquela época da nossa vida.

O livro "Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida" da Marie Kondo (falei dele aqui), que nos ensina a destralhar e a organizar a casa, foi uma verdadeira inspiração na minha vida. Surgiu justamente quando iniciei o meu «plano para o destralhamento total da casa», pelo que pude aplicar grande parte das técnicas do livro. Devo dizer que nunca um destralhe tinha sido tão eficaz e, o sentimento de realização (e até de felicidade) foi indescritível.




Livros para promoção da saúde
O "Anti Cancro" de David Servan-Schreiber (falei dele aqui) fez com que mudasse um série de hábitos na minha vida. Posso dizer que, só depois de o ter lido, passei a consumir alimentos orgânicos (sempre que consigo encontrá-los, pois onde vivo, nem sempre é fácil...) e a usar produtos de higiene, beleza e limpeza ecológicos.

O autor, sempre baseado em estudos científicos, analisa os casos de pessoas que passaram por este problema e ainda assim conseguiram sobreviver. Fala em detalhe, do que pode causar ou ajudar a prevenir a doença, sugerindo uma série de mudanças no estilo de vida.

Li, no ano passado, "Uma Casa Mais Saudável, Uma Família Mais Feliz" de Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes (falei dele aqui). Este livro, na área da geobiologia («medicina do habitat») fala do impacto do lugar onde vivemos (meio ambiente e construção) na nossa saúde. Apresenta sugestões para tornar esses lugares, dentro dos possíveis, mais saudáveis. 

Há por exemplo radiações naturais (ex.: gás radão) e artificiais (ex.: antenas, linhas de alta tensão, electrodomésticos...) que influenciam a saúde. Os autores mostram como contornar estas e outras situações (sempre baseados em estudos científicos).

Livro sobre finanças pessoais
O último livro que mantenho da lista anterior: "A Economia Lá de Casa" de João Martins.

Na verdade li vários livros sobre o tema, mas foi este que fez o click. Nele encontrei a inspiração necessária (ou seja, ideias práticas) para me livrar do crédito habitação muito antes da data prevista.

Livros sobre ecologia e vida sustentável
O "Minuto Verde" da Quercus (falei dele aqui), é um daqueles livros que toda a gente deveria ler (e reler). Tem cerca de 200 recomendações, que podemos pôr em prática, em prol do ambiente.

Este livro mudou-me completamente e fez-me rever as minhas atitudes. Só após a sua leitura, percebi verdadeiramente coisas como a importância de não deitar o óleo pelo esgoto abaixo, porque "(...) apenas um litro de óleo alimentar usado pode contaminar um milhão de litros de água". Confesso que não tinha a mínima consciência disso. Hoje muito do que faço, devo -o a esse livro.
Esta foi a minha mais recente descoberta, verdadeiramente transformadora: "A Sexta Extinção" de Elizabeth Kolbert (um livro que ganhou o Prémio Pulitzer e é recomendado por personalidades como Yuval Noah Harari, Al Gore, Bill Gates e Barack Obama).

Este livro de divulgação científica, explica com uma clareza incrível, as provas que existem das 5 extinções em massa que ocorreram no passado e daquela que o Ser Humano está a provocar actualmente. A autora não só fala da investigação de vários cientistas, como ela própria foi verificar in loco, as provas daquilo que escreve.

Muito triste saber que mais de um quarto de todos os mamíferos estão em vias de extinção, tal como 40% dos anfíbios, um terço dos corais e dos tubarões, um quinto dos répteis e um sexto das aves.

Se este livro não mudar mentalidades, não sei o que mudará...

Livros sobre espiritualidade
Sou um pouco contraditória no que respeita à espiritualidade. Acredito num Ser Superior, mas não em religiões. 

Nas várias bíblias com que me deparei, mudavam sempre uma ou outra passagem, consoante a religião (e atenção, porque por vezes basta uma alteração numa vírgula, para alterar todo o sentido da frase).

Até que chegou a Bíblia traduzida por Frederico Lourenço, com a qual me identifiquei de imediato (tenho o volume I e o volume III). Esta vem repleta de notas informativas e conteúdo histórico, é vista como um objecto de estudo, com o intuito meramente académico. É isso que me cativa, pois parece-me uma visão mais isenta. (Nota: Ao todo serão publicados 6 volumes. Até à data, o autor publicou também o volume II e o volume IV, Tomo I).


O livro "Provas da Vida Depois da Morte" de Jeffrey Long e de Paul Perry (falei dele aqui), apresenta um estudo que abrangeu pessoas - de diversas etnias, idades e culturas, por todo o mundo - que passaram por experiências de quase morte (EQM).

O investigador, o Dr. Jeffrey Long, cresceu numa família ligada às ciências (o seu pai chegou a ser nomeado para um prémio Nobel). Ele próprio enveredou pelo mundo da medicina e após vários anos de investigação, passou de descrente a alguém que acredita que existe algo mais para além da morte. O livro apresenta 9 provas disso (uma por capítulo), a interpretação das mesmas, relatos de quem passou por isso, análise estatística de casos, a descrição dos argumentos dos cépticos e a sua contraposição, com justificações para cada um deles.

Este livro foi (vá, continua a ser) importante na minha vida, pelas perdas que já sofri e pelo que já assisti trabalhando num Lar de Idosos. Deu-me esperança de que pode haver algo mais, num outro plano... 

Livro de receitas saudáveis


O livro "Natural - O Grande Livro da Cozinha Vegetariana" da Joana Alves (falei dele aqui) trouxe-me informação importante sobre nutrientes, alimentos que devemos ter na despensa, superalimentos... ou seja, de tudo um pouco para termos uma alimentação mais saudável.

Eu não sou vegetariana, mas incluo semanalmente na minha ementa, várias refeições do género. Por outro lado, sou esquisita, nem sempre as refeições ditas saudáveis, me agradam em termos de sabores. Este foi um livro que me surpreendeu a esse nível. Pois para o meu gosto pessoal, até agora, as receitas que fiz têm-me agradado bastante.


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Espero que tenhas gostado desta lista. Para mim, foram livros transformadores, que moldaram a pessoa que sou hoje. 

Quem sabe o que o futuro me reserva? Ansiosa por descobrir, algures no folhear de novas páginas... ou até nestas, que me marcaram tanto.

E tu? Tens algum livro que te marcou profundamente, que melhorou a tua vida? Se tiveres, partilha comigo.

Fotos: 1.ª: Engin Akyurt; restantes: Mafalda S.
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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Pensamento/Lema da semana #456


"Quando temos a noção ampliada das coisas boas que nos ocorrem 
(e isso não significa deixar de observar o que está ruim), 
tornamo-nos mais optimistas, mais leves, mais energizados." 
Gabriel Carneiro Costa

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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Uma boa notícia para o ambiente! Portugal vai ter mais ciclovias.


Em criança andava bastante de bicicleta... todos, mas todos os dias. As ruas, com excepção da Estrada Nacional, estavam vazias de automóveis e podíamos andar por ali à vontade.

Entretanto, o tempo foi passando e na minha adolescência quase toda a gente começou a ter carro (inclusive o meu pai, que só teve nessa altura). Começou a tornar-se mais complicado, para circular à vontade naquelas ruas. Ainda assim, nas férias, eu e uma amiga, fazíamos de Segunda a Quinta-feira 7 km numas estradas mais alternativas - que atravessavam o campos de milho, de girassóis ou de sobreiros. 

Entretanto mudei para a cidade e, aqui, nem me atrevo a andar (quanto mais deixar os meus filhos...). Isto porque há muito trânsito e apenas 2 ciclovias bastante pequenas. Se quiser sair de casa até às ciclovias, tenho de levar as bicicletas no carro (e este só transporta 1 ou 2 bastante pequenas). Quando os meus filhos querem andar de bicicletas (sim, ensiná-mo-los a andar logo bastante pequenos), tenho de ir de carro até um lugar seguro.

Uma das 2 ciclovias da minha cidade. Encontra-se à esquerda, na foto.

Agora imagina a minha cara de felicidade quando li no Público que o governo pretende construir até 2030, mais 8.000 quilómetros de ciclovia. Que boa notícia para a saúde das pessoas e para o meio ambiente! 

Presentemente existem somente 2.000 quilómetros de ciclovias (podes consultar a lista aqui). Mas, desta forma, numa década passaremos a ter 10.000.

Eu acredito que quando são criadas condições, as pessoas começam a melhorar os seus hábitos. A ciclovia da foto é bastante curta e pouca gente anda lá de bicicleta (é que não é fácil transportá-la até lá). Ainda assim, as pessoas aproveitaram aqueles passeios e o parque que foi criado para fazerem caminhadas. Antigamente, era raro ver pessoas de fato de treino em caminhadas pela cidade. Agora é algo que vemos diariamente! Em grupo ou a solo, muitas pessoas o fazem.

Irão ser implementadas mais de 50 medidas para promover o uso da bicicleta em Portugal. Acredito que é um ponto de viragem no nosso país... para melhor! 😊 

Fotos: 1.ª Renate Granade; 2.ª Mafalda S.
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