segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Pensamento/Lema da semana #211


"As grandes obras são sonhadas pelos génios, 
executadas pelos lutadores, 
desfrutadas pelos felizes 
e criticadas pelos inúteis crónicos." 
Autor desconhecido

Foto: Tom Bricker

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Os livros mais recentes cá em casa #2

Há algum tempo que não comprava livros, mas este mês... digamos que me entusiasmei. Os livros são óptimos para nos fazer relaxar e também para ajudar no nosso desenvolvimento pessoal. 

No meu caso, antes de dormir leio sempre um pouco. Actualmente começo por ler algo sobre a gravidez, bebés e educação infantil (percebe-se porquê!). Depois costumo ler algum livro cujo texto me inspira a melhorar a minha vida (sobre felicidade, saúde, gestão de tempo, etc.). Por último, leio algo mais relaxante, um romance por exemplo. E aí, o sono chega rápido e acabo por adormecer.

Eis as minhas últimas aquisições...

Para me organizar:


- Foco de Daniel Goleman - Numa época de constantes solicitações/distracções/multi-tasking, não é fácil mantermo-nos concentrados. Contudo, a atenção pode ser treinada como um músculo (se a trabalharmos desenvolve-se). E é justamente isso que este livro nos ensina.

- Seja Dona do Seu Tempo, de Christian Barbosa - Um livro sobre gestão de tempo dedicado especificamente ao universo feminino. Ensina-nos a definir prioridades, a gerir o tempo no trabalho e nos afazeres domésticos, a ensinar os filhos a gerirem o seu próprio tempo e a equilibrar a vida profissional com a vida familiar.

Para uma vida mais saudável (livros na área das neurociências):


- Mude de Cérebro, Mude de Vida, do Dr. Daniel G. Amen - Neste livro, o autor fala-nos de como as ligações neuronais do nosso cérebro condicionam os nossos comportamentos e emoções. Por outro lado indica-nos, através de exercícios cognitivos e alterações nutritivas (entre outras actividades), como podemos optimizar o nosso cérebro de modo a pensarmos mais positivamente, controlarmos o medo e a ansiedade, melhorarmos a nossa concentração, etc.

- Mude de Cérebro, Mude de Idade, também do Dr. Daniel G. Amen - Aqui são abordados exercícios específicos, entre outras sugestões, que permitem desacelerar ou até reverter o envelhecimento do cérebro e aumentar inclusive a esperança de vida.  Fala da optimização da memória, da boa disposição e da atenção, da adaptação da nutrição para prolongar a longevidade, da redução dos sinais visíveis da idade e da melhoria da aparência e da saúde em geral.

Para quem precisa de dormir melhor (como é o meu caso):


- Bom Sono, Boa Vida da Prof.ª Teresa Paiva - A autora fala-nos como se estivesse a atender um doente no seu consultório. Cada doente relata um problema diferente (insónia, ressono, agressividade durante o sono, o síndrome das pernas inquietas, etc.). Após isso, a médica descreve as soluções para o problema em questão.

- Receitas para Dormir Bem do Dr. Eduard Estivill com Mirta Averbuch - (Estou a adorar este livro, com dicas realmente muito úteis!) - Os autores falam-nos de uma miríade de causas que podem afectar o sono (palavra, que acho que não se esqueceram de nada), desde o stress, às preocupações, à falta de horários, etc.. Falam-nos igualmente de problemas associados às diversas fases da vida (na infância, na gravidez [bem que preciso de sugestões!], nos adultos, na velhice, etc.). Para cada problema, dão-nos indicações muito pormenorizadas de como os resolver.

Para descontrair (este foi oferecido):


- A Mão do Diabo de José Rodrigues dos Santos - (Já acabei de o ler) - Por entre mais uma das aventuras de Tomás Noronha (com uma estranha mensagem por decifrar, muito suspense e viagens por diferentes países), o autor revela-nos informação verídica sobre a origem da actual crise financeira, dos seus autores e do que nos poderá reservar o futuro.

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Em suma, estou ansiosa por fazer mais estas aprendizagens. É por isso que adoro ler!

Fotos: Mafalda S.

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Como aliviar as dores nas costas na gravidez (e não só)


Os últimos tempos têm sido complicados. Apesar de adorar estar grávida, as dores de costas têm afectado bastante a minha qualidade de vida (só na semana passada tive várias noites em que dormi 1 única hora... isto por causa das dores). Acabo por andar extremamente cansada... E de dia, a coisa não anda muito melhor, ao fim de um tempo sentada já não sei muito bem em que posição hei-de estar...

De qualquer modo, não sou mulher para me resignar. Estive assim a pesquisar algumas sugestões para aliviar/prevenir dores das costas (adequadas a grávidas e não só). Eis o  que se pode fazer:

- Não permanecer tempo excessivo em pé - o ideal é sentar periodicamente ou apoiar cada pé, alternadamente, sobre uma caixa, ou um banquinho (para descarregar a tensão);

- Não permanecer muito tempo sentado - em primeiro lugar é importante ter uma cadeira com um bom apoio para as costas (acho que a minha falha redondamente nisto). É igualmente importante levantarmo-nos periodicamente para esticar as pernas e é altamente desaconselhável cruzá-las. Para além disso, é bom ter um apoio para manter os pés ligeiramente elevados;

- Flectir as pernas para apanhar coisas que estejam no chão ou a realizar tarefas domésticas - estou a melhorar, mas antigamente tinha o terrível hábito de dobrar preferencialmente as costas (o que está completamente errado). Na gravidez, convém também evitar apanhar objectos demasiado pesados;

- Procurar ter tudo à mão para evitar agachar-se e levantar-se - esta é uma sugestão destinada particularmente às grávidas, pois o peso do corpo concentra-se na barriga e é mais um esforço que estamos a dar às nossas costas - para além de incorrermos no risco de perder o equilíbrio;

- Procurar ter tudo à mão, igualmente para evitar subir cadeiras ou escadas - mais uma sugestão para grávidas, para prevenir perdas de equilíbrio, bastante perigosas nestas etapa;

- Andar direita - não é nada saudável caminhar arqueando a coluna, pois especialmente na gravidez, com o peso da barriga, facilmente sobrecarregamos os músculos das costas;

- Evitar usar sapatos com mais de 3 ou 4 cm, ou completamente rasos - os mesmos devem ser cómodos, de modo a prevenir deformações na coluna;

- Não trazer demasiado peso na carteira/bolsa - por vezes carregamos com tantos objectos dentro da carteira/bolsa, que a mesma fica pesada e com o agravante do peso não ser distribuído uniformemente pelas costas. O ideal é simplificar, e reduzir os objectos dentro da mesma ao mínimo indispensável;

- Usar um colchão firme para dormir - este não deve ser demasiado macio, nem demasiado duro. Para além disso, convém deitarmo-nos de lado, com uma almofada entre as pernas (para ajudar a manter a coluna vertebral recta);

- Realizar exercícios de relaxamento - isto porque o stress também provoca dores nas costas, ao contribuir para tensões musculares (comprovo que isto é verdade!). Podemos experimentar actividades como meditação, visualização criativa, dar um passeio no meio da Natureza, etc. (outras sugestões aqui);

- Colocar um saquinho de água quente nas costas - deve-se aplicar nas zonas afectadas;

- Usar uma cinta de sustentação para grávidas - convém primeiro informar-se junto do médico, de qualquer modo, na primeira gravidez eu utilizei. A ideia é ajudar a distribuir o peso da barriga e aliviar os músculos da barriga e das costas;

- Receber massagens nas costas - o ideal é recebê-las por um técnico especializado como um fisioterapeuta. De qualquer modo, pode-se sempre pedir ao parceiro para nos dar uma massagem nos músculos de cada lado, ao longo da coluna, junto do pescoço e na região lombar. O ideal é sentarmo-nos, apoiando-nos nas costas de uma cadeira ou ficarmos deitadas de lado;

- Praticar exercício físico - existem exercícios específicos para fortalecer os músculos e descarregar tensões das costas. Nas aulas de preparação para o parto (espero desta vez frequentar) ensinam ginástica suave para prevenir as dores e reforçar a musculatura. Estes exercícios podem complementar-se com passeios, que beneficiam a região lombar. De qualquer modo, deixo aqui as sugestões de exercícios, indicadas no meu livro sobre a gravidez - A Sua Gravidez Semana a Semana, da Dr.ª Lesley Regan - (clica na imagem para veres melhor): 


Foto: 1.ª Kristin Banks 2.ª A Sua Gravidez Semana a Semanada Dr.ª Lesley Regan.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Reorganizando o meu tempo

A vida muda e o que resulta numa altura para nos trazer mais bem-estar, pode não ser o mais adequado noutras ocasiões.

Por cá existiram 2 mudanças essenciais, que fazem com que tenha de redefinir as minhas prioridades: a minha gravidez e a entrada da Letícia no 1.º ano.

A gravidez é algo muito positivo na vida de uma mulher (como estou a adorar sentir os pontapés do meu Luquinhas). Contudo tem agravado substancialmente as minhas dores nas costas. As noites têm sido más, pois acordo por volta das 4h00 e pouco com dores e raramente consigo voltar a adormecer. De dia, de tempos a tempos fico extremamente cansada, com as ditas dores a massacrar-me. À parte disto, tenho tentado fazer o máximo que consigo no trabalho, para deixar tudo preparado para a minha ausência. Tudo coisas que têm reduzido substancialmente a minha energia.

Com a entrada da Letícia na escola, surge também a necessidade de a acompanhar nos TPC's e nas actividades extra (escolhidas por ela: o Inglês e a catequese, bem como a Natação, que já frequentava a conselho médico).

Dado isto, quero reorganizar o meu tempo, para dar respostas às actuais necessidades. Pensei assim fazer o seguinte:

- Sair a horas do trabalho e delegar o que me for possível;
- Dizer «não» ao máximo de compromissos possíveis (é que só na semana passada todos os dias tive compromissos, inclusive no Sábado e no Domingo... uma estafa);
- Fazer mais pausas para descansar as costas e recuperar energia;
- Praticar cerca de 15min diários de exercícios específicos para as dores nas costas;
- Destralhar novamente a casa, eliminando ainda mais o que é acessório (isto para perder menos tempo em tarefas domésticas);
- Neste momento, a minha prioridade é a família e o bem-estar do bebé, por isso vou tentar não me incomodar tanto com tarefas domésticas (se algo estiver desarrumado e eu estiver mesmo cansada... paciência, arrumo quando tiver mais energia, ou se por algum imprevisto for demasiado tarde para fazer o jantar, compro comida fora num lugar da minha confiança);
- Ajudar a Letícia nos trabalhos de casa, enquanto preparo o jantar;
- Após o jantar, é o momento para estar em exclusivo com a família (longe da TV ou da Internet).

Agora algo que diz respeito ao blogue:
- Só escreverei no blogue os posts que conseguir ao fim-de-semana, o que significa que há alturas em que poderei escrever menos;
- Não terei a mesma capacidade (já por si limitada) para responder a todos os e-mails que recebo no blogue. Agradecia por isso que, antes de me questionarem sobre alguma coisa, pesquisassem primeiro no blogue, no espaço que diz "Pesquisar neste blogue". Normalmente as respostas encontram-se em posts mais antigos. De momento estou a ponderar dar respostas aos e-mails que receba no máximo até esta semana. Depois disso, só mesmo aos muito, muito urgentes;
- Continuarei com a minha pesquisa habitual sobre a felicidade, pois essas leituras são normalmente feitas antes de dormir e é algo que me continua a fazer muito bem. Sempre que consiga, partilharei convosco! (Presentemente ando a pesquisar informações na área das neurociências, nomeadamente métodos para controle do stress... é espectacular!).

Por outras palavras, o meu entusiasmo não se desvaneceu (longe disso), mas tenho de ajustar as minhas actividades e o tempo que despendo nelas, aos meus níveis actuais de energia. 

Foto: Robeto C.P. Martinez

quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Como incentivar uma criança a consumir menos açúcar

A minha filha, quando mais pequena, não era propriamente uma apreciadora de leite, iogurtes e afins. Então, numa altura em que ainda não estava muito sensibilizada para os excessos do açúcar nos alimentos, dei-lhe uns pacotinhos de leite com morango (bebida sugerida pela filhota, cujas amiguinhas normalmente bebiam). Comprei-lhe aquilo e a verdade é que ela começou a beber leitinho. Só tempos depois é que me apercebi da quantidade de açúcar que aquilo tinha: 17,2 g por pacote (um valor ainda superior ao do leite com chocolate, ou seja, 13 g por pacote). Claro que beber um pacote de leite com mais açúcar pode não fazer mal... o problema são os lanchinhos e guloseimas ao longo do dia. Já reparaste como os snacks para crianças são açucarados?

A verdade é que um adulto que ingira mais ou menos 2.000 calorias diárias deveria consumir no máximo 50g/dia de açúcar, para manutenção de uma vida saudável. Pois... só os portugueses consomem quase o dobro (a média por cá é de 96 g/dia). E por razões óbvias uma criança, que por norma come menos que um adulto, menos quantidade de açúcar deveria consumir.

Podes até perguntar: mas para que é que isto interessa? E a resposta é a seguinte: porque foi comprovado que o açúcar está directamente associado a problemas de saúde como obesidade, hipertensão, hiperglicémia, alteração dos valores dos triglicéridos e colesterol, mau estado da pele, cáries dentárias e existem fortes indícios (apesar de ainda não estar totalmente provado) de estar associado ao cancro. Foi também provado que é o maior destruidor de felicidade ao nível da alimentação, uma vez que afecta directamente o estado de espírito (leva a uma subida brusca de açúcar no sangue, seguida por uma descida tão rápida, capaz de produzir sintomas de fraqueza, ansiedade, apatia e depressão).

Apesar de não ser de radicalismos, preocupo-me em reduzir o açúcar na alimentação da minha filha e na minha própria alimentação. 

Eis algumas sugestões que têm incentivado a minha filha a consumir menos alimentos açucarados:

- levar tudo para o lado da brincadeira - a Letícia sugeriu a criação da Brigada da Vida Saudável (cá em casa já tínhamos a Brigada Anti-Tralha) e a nossa missão é substituir aquilo que não faz tão bem à saúde, por opções mais saudáveis (trata-se de uma espécie de jogo, em que substituímos por ex. legumes «normais» por legumes biológicos, optamos por biscoitos mas sem açúcar, escolhemos um gel de duche bio e ecológico, escolhemos produtos de limpeza que não fazem mal ao ambiente, etc., etc.).
- explicar o porquê da importância das escolhas mais saudáveis - com a minha filha leio-lhe ou invento histórias de incentivo à vida saudável (de preferência, sendo os heróis as suas personagens favoritas), aproveitamos casos de pessoas que ela conhece (por exemplo a avó ficou muito doente, e explico como podemos prevenir aquela doença), mostro-lhe os hábitos das pessoas mais saudáveis e, já agora a importância de ser saudável.
- não encher a despensa de alimentos açucarados - como podemos querer que a criança não esteja constantemente a petiscar doces, quando lhe enchemos a despensa com verdadeiras tentações? Como se diz "longe da vista, longe do coração", logo, a ideia é rechear a despensa com alimentos mais saudáveis.
- pedir a colaboração da criança, na compra dos produtos mais saudáveis - para nós é tipo um jogo. Vamos ao hipermercado e começámos a adquirir o hábito de ler os rótulos. Dentro dos produtos saudáveis optamos por vários (ela ajuda sempre na escolha). Se gostarmos do sabor, voltamos a comprar, se não gostarmos, substituímos por outro que nos agrade. Ex.: Esta semana optámos por fiambre de aves (ok, não tem nada a ver com açúcar, mas sim com a opção por carnes brancas - mas é o exemplo que me veio à cabeça). Assim, se ela gostar, vamos manter esse produto.
- cozinhar refeições saudáveis, com a ajuda da criança  - cá por casa gostamos de experimentar receitas novas. Pesquisamos as receitas e escolhemos uma que nos cative a atenção. Depois da confecção, se gostarmos da receita repetimos, se não gostarmos para a próxima escolhemos algo diferente.  Com o tempo, acabámos por descobrir receitas deliciosas e simultaneamente saudáveis. Por vezes basta substituir uns ingredientes, para tornar uma receita comum mais saudável. 
- ser um exemplo para a criança - não adianta pedir à criança para comer menos guloseimas, se nós próprios nos enchemos de doces. Normalmente como snacks saudáveis à frente da minha filha. Logo, para ela, isso passa a ser algo natural, da rotina cá de casa.
- não cair em exageros - a ideia é tudo isto ser divertido para a criança, que fique sensibilizada e aprenda ela própria a fazer escolhas saudáveis. Transformar tudo isto numa obrigação rígida, irá fazer com que a criança acabe por odiar comida saudável. Assim, isto não significa que a criança não possa comer alimentos com açúcar, convém é não ultrapassar limites durante o dia (Ex.: pode comer um pequeno almoço com cereais açucarados, mas ao lanche pode por exemplo substituir um queque por uma peça de fruta). Para além disso, não faz mal de vez em quando fugir à regra (nas festas de anos, Natal, ou até num dia em que simplesmente apetece... não convém é que fugir à regra aconteça todos os dias). 

Foto: Jennifer Casson

segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #208


"Nada pode dar mais poder na sua vida 
que concentrar todas as suas energias num número limitado de objectivos." 
Nido Qubein

Foto: Keith Davenport

terça-feira, 23 de Setembro de 2014

E após muita estafa...


... correu tudo bem!

A festa que andava a organizar na minha Instituição, decorreu no Sábado passado. Contei novamente com mais de 300 pessoas. E, felizmente, estavam todos satisfeitos.

Graças a Deus que o trabalho em equipa funcionou na perfeição, pois nunca me havia sentido tão cansada como este ano. Talvez pela gravidez, as dores de costas não me largaram toda a festa. De qualquer modo, deleguei uma série de tarefas que fazia habitualmente, pois tenho de pensar no meu bebé.

O bolo ficou tão giro, reflecte mesmo a realidade diária da Instituição. Achei piada, porque formou-se uma fila de pessoas para o fotografar.

Mas o mais importante para mim: os idosos estavam mesmo sorridentes - espero que felizes - especialmente na parte da actuação do grupo de música local. 

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Na Segunda-feira, acabei por tirar um dia de folga, tal era o cansaço. Tenho muitos e-mails por responder, não redigi novos posts e nem o diário de gravidez conheceu uma nova entrada. Têm de me dar o desconto...

Esta semana não devem receber notícias minhas. Talvez para a semana seguinte. 

Fiquem bem! E não deixem a vida passar-vos ao lado... Façam de tudo para serem felizes!

segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Here we go again...

Por cá, chegou aquela época do ano em que tenho de organizar uma festa no trabalho, para cerca de 300 pessoas. Vai ser já no próximo Sábado!

Desejem-me sorte, pois fazer isto, grávida e super-cansada... tem-me esgotado. Creio que na Segunda-feira até vou tirar uma folga, porque ando realmente exausta.

De qualquer modo, torçam por mim. Espero que corra tudo pelo melhor!

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Um guia educativo para pais muito ocupados

Os pais dos dias de hoje andam, em geral, numa autêntica correria. O tempo escasseia e o cansaço é mais que muito. Contudo, nem por isso deixam de desejar ser os melhores pais que conseguirem ser. 

Este livrinho é justamente uma boa opção para quem quer ser bom pai, mas tem muito pouco tempo disponível para leituras. Responde a uma série de dúvidas sobre educação, de forma breve, mas clara. O título diz tudo: "O Guia dos Pais com Muitas Dúvidas e Pouco Tempo". O livro foi escrito pelo conhecido pediatra espanhol, Eduard Estivill, e a pedagoga Montse Domènech. Acredita, consegues lê-lo num dia ou dois.

Eis as questões a que este livro responde
1) Afecto e superprotecção são a mesma coisa?
2) Como devemos utilizar o "não" e o "sim"?
3) Como podemos incutir bons hábitos de higiene?
4) Porque é que é bom beber um copo de leite antes de ir para a cama?
5) Somos capazes de aprender enquanto dormimos?
6) Quanto tempo devemos passar com os nossos filhos?
7) Para comer basta ter fome?
8) Crescemos enquanto dormimos?
9) Qual é o papel dos educadores?
10) Como podemos transmitir valores?
11) Comer bem é um hábito?
12) Existem diferentes tipos de sono?
13) Qual deve ser o papel dos avós?
14) Como podemos ensinar os nossos filhos a lavar os dentes?
15) As crianças podem herdar maus hábitos alimentares?
16) Porque é que os recém-nascidos dormem tanto?
17) Qual é a função da escola?
18) Como podemos ensinar modelos de conduta?
19) Há alimentos que as crianças não devem comer?
20) Como dormem as crianças a partir dos seis meses?
21) Qual deve ser o espaço físico dos nossos filhos?
22) O que podemos fazer para que as crianças comam legumes?
23) Dormir é um hábito que se aprende?
24) Que papel têm os jogos na educação?
25) O carácter tem influência na aprendizagem dos bons hábitos?
26) O que devemos fazer quando uma criança não come bem?
27) Porque dormem as crianças tantas horas?
28) Os recém-nascidos captam o que queremos transmitir-lhes?
29) É bom que as crianças participem na preparação das refeições?
30) As crianças ressonam?
31) Como podemos ensinar os nossos filhos a lavar as mãos?
32) Como podemos incentivar as crianças a comerem?
33) Quantas horas devem dormir as crianças, tendo em conta a idade?
34) Porque choramos quando somos pequenos?
35) Que quantidade de comida devemos dar a uma criança?
36) Como podemos ensinar as crianças a dormir bem?
37) É normal as crianças levarem coisas à boca?
38) Como devemos usar a disciplina?
39) Quais são as consequências de dormir mal?
40) Que função tem a chupeta?
41) Quais são as rotinas para as crianças se deitarem?
42) Que importância tem comer em família?
43) Porque é que é necessário dormir bem?
44) Qual o melhor momento para dar banho às crianças?
45) O que é o ómega-3?
46) O que acontece aos pais quando os filhos dormem mal?
47) Como se podem prevenir certas doenças?
48) Qual é a função dos produtos lácteos?
49) Porque é que algumas crianças falam enquanto dormem?
50) É possível detectar algumas doenças?
51) Que importância tem o cálcio?
52) Os recém-nascidos têm pesadelos?
53) Prevenir é superproteger?
54) Porque é que algumas crianças se mexem muito antes de adormecer?
55) Devemos dar guloseimas?
56) É bom que o recém-nascido durma enquanto se alimenta?
57) O que são os terrores nocturnos?
58) Existem normas para prevenir os acidentes?
59) Como se devem gerir os presentes?
60) Quais são as regras para alimentar um recém-nascido durante a noite?
61) O que é realmente um sonâmbulo?
62) O cansaço pós-parto pode ser aliviado?
63) De que modo o medo influencia as crianças?
64) Devemos alimentar o recém-nascido quando está meio adormecido?
65) Porque é que algumas crianças rangem os dentes enquanto dormem?

Fica a sugestão...

Foto: Wook

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

As crianças aprendem a ser felizes na escola?

Na passada Sexta-feira foi a apresentação da Letícia na nova escolinha. Vai entrar para o 1.º ano, mas no mesmo Centro Escolar - o Jardim-de-Infância que frequentou fica mesmo ao lado e partilham os mesmos espaços exteriores. Ela estava apreensiva, mas após a Sexta-feira, ficou desejosa pelo início das aulas.

Confesso ter estado numa atitude muito observadora ao que se passa quer naquela escola, quer na educação no nosso país. E isto leva-me a questionar: será que as crianças aprendem a ser felizes na escola?

Eis a minha opinião (pessoal, mas que vai ao encontro do que tenho estudado nos últimos anos):

1) As crianças mais bem sucedidas no futuro, não são necessariamente as que têm melhores notas. Na realidade o QI só conta para 20% do êxito futuro da criança. Outros factores como o domínio da inteligência emocional, têm um peso muito maior num futuro bem sucedido. 
- Nisso a educação em Portugal ainda peca. Os programas são demasiado extensos, os professores obviamente sentem pressão para os cumprir na totalidade e continuamos com uma educação muito concentrada nos bons resultados dos testes. Por oposição, em países onde as crianças são das mais bem sucedidas do mundo em termos escolares, a par de serem bastante felizes, a educação valoriza a aprendizagem pela experiência, estimula a inteligência emocional, a educação cívica e o respeito pelos outros... no fundo estão atentos ao que as investigações na área da Psicologia têm sugerido e tentam aplicá-las na vida prática. Algo que deveríamos ter em mais linha de conta no nosso país.

2) A sobrecarga de actividades extra-curriculares sobre uma criança, não conduz propriamente à sua felicidade, mas antes ao seu cansaço. Infelizmente em Portugal é muito complicado para os pais conseguirem equilibrar a sua vida profissional, com a vida familiar (novamente ao contrário dos países mais felizes do mundo). Contudo, o que muitos patrões - sem visão de futuro - deveriam de perceber, é que para que um empregado seja feliz (e certamente mais produtivo) precisa deste equilíbrio para si, e as crianças, futuros profissionais de amanhã, precisam que os pais tenham tempo para eles. Sejamos realistas, parte das actividades que as crianças têm, acabam por ser necessárias porque os pais não as conseguem ir buscar mais cedo (claro que há outros motivos para a sobrecarga, como a crença de que os seus filhos assim serão mais bem sucedidos e até a falta de hábito de dedicar tempo exclusivo à família). 
- No caso da minha filha tenho a sorte dos avós poderem ficar com ela, algum tempo após a saída da escola (sei que nem todos têm essa possibilidade, infelizmente). Foi a minha filha que decidiu se queria ou não ter alguma actividade extra-curricular, após lhe termos explicado como tudo funciona. Ela disse que gostaria de ter inglês (até porque já lhe ensinámos em casa, meio a brincar, muito desta língua). Assim, num único dia sairá às 17h30. Nos restantes sairá às 16h10. Tem igualmente natação ao Sábado (para além da aprendizagem ser importante e de ter sido o médico a aconselhá-la a ir - por causa da bronquite - ela gosta desta actividade) e somos nós os pais que a levamos. Não creio que a minha filha vá ser mais mal sucedida por não a ter inscrito em expressão plástica (ela já é a «princesa» dos trabalhos manuais) ou em Educação Física (já participa na natação), etc. O que considero absolutamente injusto é alguns pais não terem mesmo hipótese de irem buscar os filhos antes das 19h, quando era o que ambos desejavam - filhos e pais. Este equilíbrio entre vida familiar e profissional, é algo que urge melhorar em Portugal.

3) A educação para a felicidade não compete só à escola, mas também aos pais (e a meu ver à própria sociedade em geral).
- Tenho a certeza absoluta que a minha filha foi feliz no Jardim-de-Infância por onde passou. Um infantário público, mas com pessoas extremamente dedicadas e preocupadas com todos os domínios da educação da criança (escolar, cívica, emocional, etc.). Por isso acho incompreensível a decisão tomada pelo agrupamento escolar no corrente ano. Então não é que proibiu os pais/avós ou quem vai levar e buscar as crianças à escola e jardim-de-infância, de passarem do portão da escola?! Têm de deixar as crianças no portão com as auxiliares e ir embora. (Já estou a imaginar as poucas auxiliares, a conseguirem dar conta de tanta criança, especialmente as de 3 anos, e em dias de chuva...). Não acho uma atitude correcta para com crianças tão pequenas. A escola e família deveriam funcionar em parceria e não o contrário. No entanto, esta postura, demonstra uma clara falta de abertura do agrupamento à participação dos pais na vida escolar e não é necessariamente a opinião dos próprios professores.  - À parte disto, a responsabilidade da educação para a felicidade não deve recair só na escola, mas também nos pais (já expliquei como o fazer neste post e também neste). Educar para a felicidade pode ser praticado nas mais diversas situações do quotidiano, mas também implica dedicar tempo exclusivo à família - Cá em casa, durante a semana, optamos por desligar mais vezes a televisão e a Internet, e aproveitamos esse tempo para fazer actividades em família: jogos, contar histórias, ver fotos e vídeos dos nossos momentos felizes ou simplesmente conversar. Já ao fim-de-semana, costumamos fazer sempre uma actividade especial em família (eis 23 sugestões de actividades que se podem fazer).

4) A escola deveria ser uma promotora de hábitos saudáveis, não só na teoria, mas na prática.
- Isto pode ser sonhar alto, mas seria tão bom que nos refeitórios escolares só entrasse comida biológica (como acontece em países mais ricos como a Dinamarca... mas também noutros menos abastados como a Itália). O leite escolar que é distribuído gratuitamente deveria ser também bio e, preferencialmente sem adição de açúcares (por exemplo na escola da minha filha é achocolatado, mas na zona onde trabalho, já é sem adição de açúcares e chocolate). Também se deveriam prevenir as dores nas costas, evitando que as crianças andem carregadas com excesso de material. Nota positiva para o acesso às pastilhas de flúor. Mas resumindo, gostaria que os meus impostos fossem mais direccionados para áreas como a educação e a promoção da saúde.

5) Os professores deveriam ter acesso aos materiais pedagógicos adequados, para leccionarem da melhor forma possível. 
- Não estou a falar sequer em gastos supérfluos, pois é óbvio que devemos poupar recursos. Mas a verdade é que desde que a minha filha frequenta o Jardim-de-Infância que o dinheiro público recebido é claramente insuficiente para as necessidades (as professores sempre nos puseram a par dos valores recebidos e onde foram gastos). Conclusão: a escola está muito bem equipada, mas francamente o Ministério da Educação não tem contribuído grande coisa para isso, mas sim os pais. Assim, os pais que conseguem dão voluntariamente um valor mensal para a escola (5,00 €), contribuem para a Associação de Pais, fazem vendas de produtos tradicionais, dão donativos em género, realizam quermesses. Foi assim que se conseguiu ter uma impressora, um quadro interactivo, um computador... mas também materiais de uso mais corrente como papel de fotocópia, giz, tintas, etc.

6) Os professores deveriam sentir-se mais seguros profissionalmente e estar bem psicologicamente, para darem o melhor de si, e transmitirem/contagiarem o entusiasmo pela aprendizagem aos alunos.
- Se há classe profissional em Portugal que está sobre um stress constante, acredito que sejam os professores. E acredito que isso não é benéfico para eles, e tem consequências para os próprios alunos. Existe um sistema demasiado burocrático, a questão da distância a que são colocados de casa, a insegurança de não saberem onde serão colocados (se há professores em excesso, então que o ministério verifique se é necessário manter tantas licenciaturas abertas nesta área... mas por amor de Deus, que respeitem os profissionais competentes e, sobretudo, que os motivem, em vez de desanimarem).

Volto a frisar, é a minha opinião... mas fundamentada no que tenho investigado nos últimos anos.

Foto: Jessica Lucia

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #206


"Se os teus projectos forem para um ano, semeia o grão. 
Se forem para dez anos, planta uma árvore. 
Se forem para cem anos, educa o povo." 
Provérbio chinês

Foto: Michał Koralewski

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

A meditação Mindfulness



"Ao meditar você torna-se mais feliz,
concentra-se mais eficientemente 
e pode alterar o seu cérebro de forma a apoiar tudo isso."
Dr. Richard Davidson,
médico e investigador 



Ultimamente ouvimos falar com alguma frequência na meditação mindfulness. Só na semana passada encontrei 3 revistas com artigos sobre o tema (a Máxima, a Elle e a Visão). O interesse pela meditação vai muito além do seu lado espiritual ou religioso. Cada vez mais as pessoas a procuram, como forma de promover o seu bem-estar (espreita os benefícios da meditação - comprovados cientificamente - neste post).

No meu caso pessoal, interessei-me pela meditação pelo facto desta promover a saúde e felicidade e atenuar os sintomas de stress, tão presentes no meu dia-a-dia.

As exigências da sociedade ocidental
É certo que vivemos com mais dinheiro que há uns séculos atrás. Contudo, a sociedade actual exige muito de nós e nem por isso estamos muito mais felizes.

As crescentes solicitações fazem com que o nosso cérebro tenha de conviver cada vez mais com o multitasking. E isso não significa necessariamente que sejamos mais produtivos, pois este favorece a desconcentração, aumenta as probabilidades de erro e é uma fonte significativa de stress. 

Uma mente que rumina
A par disto, ainda temos um cérebro que, frequentemente, adora divagar em preocupações sobre o passado e antecipar problemas futuros. Esta ruminação constante cria ansiedade, agitação, stress e desequilíbrios emocionais.

Como refere o psiquiatra espanhol Vicente Simón "(...) esta atitude é óptima para a sobrevivência da espécie, mas não é a fórmula adequada para a felicidade".

A meditação mindfulness pode ajudar
O mindfulness é dos principais tipos de práticas meditativas, que em português costuma ser traduzido por «atenção plena». A verdade é que esta prática pode comprovadamente ajudar-nos, quer reduzindo o stress, quer contribuindo para a nossa felicidade.

De acordo com a definição de Jon Kabat-Zinn, médico americano, o mindfulness é um processo que consiste em "Prestar atenção de uma forma particular, intencionalmente, no momento presente e sem fazer juízos de valor".

Com este tipo de meditação treinamos assim o nosso cérebro a concentrar-se numa só actividade que realizamos no momento presente, a criar um certo distanciamento entre os estímulos que recebemos e as nossas reacções (pois tentamos observar, sem emitir julgamentos). Com o tempo aumentamos a nossa capacidade de concentração e começamos a deter um maior controle sobre as nossas emoções. No fundo desenvolvemos a nossa inteligência emocional. Por outro lado, diversos estudos demonstram que somos mais felizes quando «vivemos» no momento presente, pelo que esta prática ajuda a aumentar os nossos níveis de felicidade.

Como a neuroplasticidade do cérebro, pode jogar a nosso favor
Este é um aspecto que me fascina. A verdade é que aquilo que pensamos ou fazemos com frequência, altera a estrutura e função do nosso cérebro. É por isso que, com a prática da meditação, conseguimos passar a controlar de modo mais automático a forma como enfrentamos os problemas do dia-a-dia, aumentar a capacidade de concentração e os nossos níveis de felicidade.

Num estudo do Dr. Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, com trabalhadores de escritório, aqueles que tinham praticado regularmente a meditação mindfulness mostravam alterações no seu cérebro: observou-se maior actividade cerebral no lado esquerdo do córtex, o que está associado às emoções de felicidade e entusiasmo.

Claro que para tudo isto surtir efeito, é necessário praticar, de preferência numa base diária e ao longo do tempo (não podemos esperar efeitos a longo prazo, se só praticamos meditação esporadicamente). É algo que quero melhorar, porque não pratico tanto quanto gostaria.

Como meditar - um vídeo com uma meditação mindfulness guiada
Escrevi num post antigo sobre como podes meditar. De qualquer modo, encontrei este vídeo no youtube, do Centro BudaDharma - Sociedade Portuguesa de Meditação, com uma meditação mindfulness guiada. Pessoalmente, adoro praticar meditação guiada, relaxa-me imenso e sinto que fico mais concentrada. Porque não experimentas?

Eis o vídeo:


Foto: Elf Sternberg

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Os livros que melhoraram a minha vida - nova etiqueta no blogue

Desde que me conheço que adoro ler (sim, aprendi bem cedo, por volta dos 3 anos). Já em criança, se me dessem a escolher, preferia um livro a um brinquedo. Os livros para além de me divertirem, de me fazerem relaxar, têm sem dúvida melhorado a minha vida.

Ainda ontem falei de um livro que considero marcante. Não foi o primeiro. Ao longo tempo, já fui falando de outros livros que por uma razão ou outra, me ajudaram a ser quem sou hoje. 

É por isso que resolvi criar uma etiqueta específica só para os livros de que falo no blogue. Essa etiqueta, com a simples designação "Livros" encontra-se do lado direito, é uma das muitas que podes encontrar no espaço "O que pode ler aqui...". 

A ideia é que assim seja mais fácil encontrares as sugestões de leitura, que vou deixando no blogue.

Espero que seja útil.
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