segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pensamento/Lema da semana #278


"As pessoas tiram da vida exactamente o que investiram nela." 
Joy Adason

Foto: dan.kristiansen
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Pensamento/Lema da semana #277


"Os pais e as escolas 
têm um grande impacto 
sobre as oportunidades de as crianças serem pessoas felizes (…)." 
Paul Martin 

Foto: Ojie Paloma
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Porque escrevo sobre «felicidade» ou porque é importante ser feliz?


Já há uns anos que me dedico ao estudo da felicidade (espreita como tudo começou aqui). Sempre me mostrei pouco receptiva a livros de auto-ajuda, mas devorei livros que explicavam a felicidade com base em estudos científicos.

Se numa fase inicial, o meu objectivo era ser mais feliz e fazer feliz a minha família, depois percebi que a frase da madre Teresa fazia todo o sentido "O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor". Pensei que talvez pudesse dar o meu contributo para uma sociedade melhor e hoje sinto que esse é o meu propósito de vida.

Mas respondendo à pergunta do título, escrevo porque uma sociedade de pessoas genuinamente felizes, seria uma sociedade bem melhor do que a que temos actualmente

Contudo, a «felicidade» tem sido de um certo modo injustiçada e mal compreendida. Confunde-se muito a felicidade com sucesso material, com prazer, com uma vida cor-de-rosa isenta de emoções ou acontecimentos negativos. A felicidade duradoura não é assim.

Quando sentir-se mal é algo bom?
Mesmo para uma pessoa feliz, é importante sentir-se ocasionalmente:
- com dor - esta é essencial à nossa sobrevivência, impede-nos de fazer coisas que causariam mal ao nosso corpo ou avisa-nos de que algo não está bem com a nossa saúde;
- assustado ou ansioso - pode ajudar-nos a fugir, a escondermo-nos ou a evitar situações potencialmente perigosas (o ataque de um animal selvagem, a presença de assaltantes numa zona perigosa, um veículo que vem desgovernado, etc.);
- com tristeza - esta ensina-nos a evitar situações semelhantes no futuro e ajuda-nos também valorizar os momentos felizes.

Em conclusão, uma vida permanentemente feliz, não seria propriamente segura. É por isso importante aceitar os momentos menos bons, como uma protecção, algo imprescindível à nossa sobrevivência.

A verdade é que uma pessoa pode passar por momentos destes (claro que sem exageros) e ainda assim, ser globalmente feliz.

Assim, porque é importante ser feliz?
Porque as pessoas felizes têm uma vida bem mais agradável e significativa, sem prejudicar os outros, contribuindo aliás para uma sociedade melhor.

Dos estudos que já li sobre o assunto, chegaram-se a várias conclusões sobre a maioria das pessoas verdadeiramente felizes comparativamente com as pessoas infelizes. Assim, as pessoas felizes tendem a:

(vida e objectivos de vida)
- sentir-se melhor com a vida, tendo a sensação que têm algum controlo sobre a mesma;
- envolver-se mais em actividades significativas, sabendo onde pretendem chegar e porquê (têm a sensação que a sua vida tem um propósito, que pode ter a ver com a vida familiar, carreira, estudos, hobbie, política, religião, trabalho voluntário, etc.);
- ter uma maior probabilidade de alcançar objectivos;
- ser mais criativas, tendo mais capacidade para gerar ideias originais e resolver problemas;
- ter uma maior capacidade para pensar claramente, o que induz a um desempenho mental mais eficaz (esta é uma das razões pela qual as crianças felizes tendem a ter melhor desempenho escolar do que as mais infelizes e ansiosas);
- ser mais realistas quanto às tarefas que conseguem ou não realizar;
- fazer uma melhor abordagem da realidade, focando a sua atenção nas informações realmente relevantes (incluindo informações negativas e ameaçadoras);
- ser mais motivadas, enérgicas e persistentes na busca dos seus objectivos;
- ser mais resilientes e com mais capacidade para enfrentar os problemas da vida;

(saúde)
- ser mais saudáveis (a felicidade está por ex. associada a um melhor funcionamento do sistema imunitário);
- ser menos afectadas pelos impactos do stress;
- sofrer menos de ansiedade excessiva;
- ter uma menor propensão para sofrer de depressão e cometer suicídio;
- ter uma vida mais longa;

(bem-estar geral)
- ser mais optimistas;
- ter uma auto-estima mais saudável (nem baixa, nem excessiva);

(relações com os outros)
- ter uma maior literacia emocional (inteligência emocional mais elevada);
- ter mais facilidade em relacionar-se com os outros e em manter essas relações;
- ter mais facilidade em comunicar eficazmente com os outros;
- ser mais empáticas e cooperantes com os outros;
- ser melhores amigos;
- ser melhores parceiros nas relações amorosas;
- ser melhores pais;
- ser mais generosas (tendo actos generosos genuínos e não por obrigação);


(estudo e trabalho)
- ser mais curiosas, mais desejosas de fazer novas aprendizagens;
- ser alunos mais bem sucedidos;
- ser mais produtivas no trabalho e ter menores níveis de absentismo (razões mais que válidas para que os chefes investissem na felicidade dos seus colaboradores!);

(dependências e criminalidade)
- ter menos propensão para virar-se para a bebida ou drogas;
- envolver-se menos no mundo do crime;
- ser menos agressivas com os outros.

Nota: Estes estudos referem que maioria das pessoas felizes analisadas, tendem a reunir estas características. Só para dar um exemplo, tal não significa que uma pessoa feliz está isenta de ter problemas de saúde. Significa sim, que a maioria das pessoas felizes têm menos problemas de saúde (por exemplo sendo menos afectadas pelo stress, têm menos probabilidade de sofrer de problemas cardíacos).

««»»

Por tudo o que tenho estudado nos últimos anos, creio que faz todo o sentido lutarmos por uma sociedade mais feliz. É igualmente importante promovermos a educação para a felicidade das crianças de hoje, adultos de amanhã. Por norma, a amargura, a agressividade, a falta de empatia para com os outros e a infelicidade, não têm trazido grandes benefícios à sociedade e às próprias pessoas individualmente.

Também sei que há pessoas naturalmente felizes, mas a maioria (eu, incluída) tem de se esforçar para conseguir aumentar a sua felicidade (vê como começar, aqui). Mas é um trabalho que tenho a certeza de que vale a pena!

Claro que se fores uma pessoa infeliz, não te deves sentir culpado(a) por isso (eu própria já o fui). Os genes, aliados às circunstâncias de vida e, sobretudo, à forma como pensamos ou agimos, acabam por nos influenciar a sermos assim. Contudo, acredita que se mudares e trabalhares pela tua felicidade, poderás ter uma vida bem mais gratificante do que a actual.

Por último deixo as palavras do biólogo comportamental, Dr. Paul Martin: "Ficaríamos todos muito melhor se existissem mais algumas pessoas felizes no mundo. (...) Não há qualquer fragilidade ou comodismo em desejarmos ser mais felizes ou que os nossos filhos sejam mais felizes. Os únicos que poderiam ficar a perder seriam os psicoterapeutas, as empresas farmacêuticas, os traficantes de droga e os escritores de livros de auto-ajuda."

Em suma, ser feliz, vale muito a pena!

Foto: slimmer_jimmer
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Pensamento/Lema da semana #276


"A persistência é o caminho do êxito." 
Charles Chaplin

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sábado, 16 de janeiro de 2016

Estive sem Net...

Só para dar um feed-back a quem me tem enviado e-mails e aos quais não tenho respondido. Fiquem descansados(as) que não me esqueci de vos responder, mas estive sem Net (aliás, até tinha mas só a do telemóvel... que não é propriamente barata).

Assim que arranjar um tempinho, prometo responder.

Quanto a quem não me coloca questões propriamente pessoais, usem e abusem da área do «pesquisar neste blogue», pois várias questões são facilmente encontradas através desse recurso. É que com os meus imensos afazeres, fica difícil responder a tantos e-mails. Então agora sem Net, acumularam-se imensos e-mails. Por isso, peço a vossa paciência.

Mas não posso deixar de agradecer todas as palavras simpáticas e de incentivo que tenho recebido. Acreditem que é uma fonte de motivação para continuar por cá (mesmo que o tempo seja escasso para o fazer).

Abraços! Fiquem bem.
Prometo que brevemente volto a publicar nos vários canais do blog.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Pensamento/Lema da semana #275


"As melhores coisas da vida você não precisa pagar por elas. 
Precisa ter tempo para vivê-las." 
Cris Leão

Foto: Jin Mikami
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Como concretizar «Resoluções de Ano Novo» - A minha experiência


Durante anos, eu, tal como tantas pessoas, começava o ano com uma série de sonhos que acreditava poder alcançar. Inicialmente, o entusiasmo desmesurado fazia-me acreditar que seria uma tarefa fácil. Mas depois a motivação desvanecia-se, e às vezes desistia dos meus sonhos ainda no primeiro mês do ano.

A verdade é que não é suficiente pensar ou até escrever uma lista de objectivos. É preciso ir muito além, para que os sonhos se tornem realidade. 

No ano que passou consegui por exemplo amortizar  a totalidade do meu empréstimo bancário (como era um objectivo de longo prazo, estou orgulhosa de mim, pois consegui manter a perseverança e não desistir).  Iniciei uma mudança de estilo de vida começando pela introdução progressiva de refeições mais saudáveis. Estou igualmente a levar a cabo um «plano para o destralhamento total da casa», que tenho cumprido à risca. Tive também outros objectivos de curto prazo, que fui alcançando ao longo do ano. Antes, isto seria impossível. Mas agora, acredito que posso alcançar qualquer objectivo (desde que seja realista, claro).

Que fazer então, para alcançar os nossos sonhos?

1. Arranja um caderno bonito/cria um documento no computador ou usa um programa informático (quando os sonhos passam para o papel, são muito mais fáceis de concretizar). Este documento servirá para:
- definires o teu objectivo;
- criares um plano para o alcançar;
- registares o que vais fazendo;
- avaliares o que vais fazendo.

No meu caso, para o efeito, uso quase sempre um separador específico na minha agenda. Já tu, deves escolher o que for mais prático e entusiasmante para ti.

2. Não te concentres em demasiados objectivos - Presentemente, costumo concentrar-me em 1 ou 2 objectivos no máximo, de cada vez. Mesmo que com o tempo tente concretizar mais objectivos, só o faço quando os rituais associados a determinado objectivo já se tornaram um hábito, ou seja, quando já não é uma tarefa em que tenha de pensar e a faço automaticamente.

Ex.: Imagina que tens por objectivo levar uma vida mais saudável e um ritual associado a esse objectivo passa por beber x copos de água por dia. Só depois de adquirir esse hábito, me concentraria noutro ritual ou noutro objectivo.

A verdade é que das vezes em que me concentrei em demasiados objectivos, falhei quase sempre.

3. Define o teu objectivo geral - É importante escreveres o teu objectivo geral, ou seja, a principal motivação que te leva a agir (antigamente, eu só escrevia o/s objectivo/s específico/s, mas isto é importante, principalmente nos momentos de desânimo, para te lembrares que todo o teu esforço pode contribuir para a realização de um sonho maior). 

Ex.: Imaginemos que queres que a tua casa se transforme num verdadeiro refúgio. Isso pode implicar somente fazer um destralhe geral, ou também redecorar espaços, criar planos de limpeza, etc. O objectivo geral poderia passar por: «transformar a minha casa num refúgio acolhedor para a família, um espaço onde possamos conviver e relaxar da correria do dia-a-dia» (porque no fundo, por mais que destralhar seja um objectivo o teu maior sonho certamente será a criação de um refúgio, é isso que te inspira a agir).

4. Define os teus objectivos específicos, tendo em conta o seguinte:
a) estes devem ser concretos e não abstractos:

Ex.1: (para o objectivo geral atrás referido)
         eliminar a tralha da cozinha;
         eliminar a tralha da casa-de-banho;
         eliminar a tralha do escritório; 
         etc.

Ex.2: (para um objectivo geral de «ter uma vida mais saudável»)
         - perder 12 kg num ano (nota: poderias optar por ter um único objectivo específico, como este por exemplo).

b) devem ser mensuráveis (se quantificarmos o que pretendermos alcançar, é mais fácil avaliarmos os nossos resultados ao longo do tempo).

Ex.1: (exemplo anterior)
- Divide a casa em unidades de medida, por exemplo por divisões
O número total de divisões da casa em que quero eliminar a tralha são 6: 2 quartos, 1 casa de banho, 1 escritório, 1 cozinha e 1 hall de entrada. 

- Ou divide a casa em unidades ainda menores:
O número total de «áreas menores» em que quero eliminar a tralha são 100. Por exemplo na casa de banho tenho 6 «áreas menores» para destralhar: 3 gavetas, 2 prateleiras no armário e a área em cima da banheira.
(Desta forma este objectivo é válido pois é mensurável, pois podes contabilizar a totalidade de divisões ou das «áreas menores» a destralhar )

Nota: Escolhe a unidade de medida que aches mais funcional, para ti!

Ex.2: (exemplo anterior)
         - o peso a perder são 12 kg, logo também é um objectivo mensurável.

c) devem ser alcançáveistêm de ser objectivos que acredites ser capaz de concretizar. Podes até começar com todo o entusiasmo, mas se tiveres metas excessivas ou pouco realistas, tens uma grande probabilidade de falhar.

Ex.1: Tenho tempo mais que suficiente para eliminar a tralha de uma divisão em 2 meses, pelo que espero ter destralhado a casa inteira até ao fim de um ano.

Ex.2: Para perder 12 kg por ano, basta-me perder 1 kg por mês e acredito que isso é perfeitamente viável.

d) devem ser desafiadores - não escolhas objectivos por escolher, escolhe algo que sintas que vai melhorar efectivamente a tua vida. Com objectivos pouco ambiciosos, facilmente desmotivarás.

Ex.1: A minha casa tornar-se-á um espaço bem mais agradável e perderei muito menos tempo a arrumar tralha ou à procura de objectos perdidos. Isso vai melhorar significativamente a minha vida.

Ex.2: Se perder este peso vou-me sentir mais saudável e mais bonito(a), com consequências positivas na minha auto-estima.

5. Cria rituais e/ou tarefas para alcançares os teus objectivos - Isto são as pequenas coisas que deves fazer no teu dia-a-dia, para alcançares os teus objectivos específicos e consequentemente contribuir para o teu objectivo geral. No caso específico dos rituais, são actividades que realizas, de modo a que as interiorizes e as mesmas se transformem num hábito (ex. passar a beber mais água por dia).

Mas nos nossos exemplos, possíveis tarefas e/ou rituais, poderiam ser os seguintes:

Ex.1: Destralhar a cozinha nos meses de Janeiro e Fevereiro ou
         Destralhar 4 «áreas menores» por semana;
         etc.

Ex.2: Marcar consulta em nutricionista na primeira semana de Janeiro;
         Fazer ginástica 3 x por semana, assistindo a aulas online;
        Elaborar 1 ementa por semana, que inclua pratos saudáveis (de acordo com as indicações da nutricionista).

Convém não te excederes nas tarefas e/ou rituais associados ao(s) teu(s) objectivo. O número ideal são 2 rituais no máximo de cada vez (incluí 3 tarefas e/ou rituais no 2.º exemplo, mas neste caso não há problema, porque a ida à nutricionista é uma tarefa pontual e não um ritual que tenhas de fazer vários dias). Contudo, a ideia é não iniciar novos rituais até os primeiros estarem interiorizados.

6. Calcula o tempo que vais demorar - Com base na totalidade de tarefas que tens para cumprir, tens de fazer contas para saber quanto tempo necessitarás até alcançares o teu objectivo e fazer um cronograma com base nessa informação.

Atenção que este é um dos pontos onde as pessoas mais erram. Talvez pelo entusiasmo inicial, por norma pressupõe que vão demorar menos tempo do que aquele que realmente necessitam. Depois como começam a não cumprir o planeado, acabam por desanimar e desistem dos objectivos. Por isso, é preferível atribuíres um pouco mais de tempo, do que aquele que supões que irás gastar.

Ex.1: 
- Cada divisão será destralhada no prazo máximo de 2 meses, estando a casa totalmente destralhada no prazo de 1 ano.
ou
- Ir-se-ão destralhar 4 «áreas menores» por semana, pelo que as 100 áreas a destralhar, estarão concluídas em 25 semanas.

Ex.2: 
- Pretende-se perder 1 kg por mês, sendo que o objectivo de 12 kg deverá ser alcançado no espaço de 1 ano.

7. Faz avaliações periódicas do teu plano - A ideia é fazeres um balanço (que pode ser por exemplo semanal, ou mensal ou com outra periodicidade que achares conveniente), onde vais avaliar:
- se estás a conseguir alcançar os resultados esperados;
- se mantens a estratégia para alcançares os teus objectivos, ou se terás de ajustá-la para obteres os resultados que desejas (ao nível das tarefas a concretizar, dos prazos, etc.).

Um exemplo de avaliação periódica são os balanços que tenho feito no blog acerca do meu plano para o destralhamento total da casa. Espreita um dos meus balanços neste post, onde aliás tive de reajustar a minha estratégia devido a um imprevisto.

8. Prepara-te para possíveis imprevistos - Acredita que eles acontecem... No meu caso já me aconteceram 2: esqueci-me de apontar áreas a destralhar na minha despensa e apanhei uma infecção respiratória que me impediu de destralhar durante umas 3 semanas. Mas como só tinha previsto destralhar 4 «áreas menores» por semana e, por vezes superava este número, tinha muito trabalho adiantado. Para além disso, logo no cronograma meu plano, não considerei como semanas para destralhar por exemplo a semana que antecedeu o baptismo do meu filho, a do Natal, etc. 

A ideia é fazeres uma lista de tudo o que pode dar errado com o teu plano e definires uma solução prévia para cada uma dessas situações. Acima referi imprevistos relacionados com o tempo que demoraria a executar o plano. Mas um outro imprevisto poderia ser o de chegar a dada altura e sentir-me desmotivada para continuar. Nesse caso iria espreitar a solução que teria previsto para esses momentos de motivação, que poderia passar por utilizar estratégias de motivação (vê o ponto seguinte). 

9. Mantêm-te motivado(a) - Há técnicas comprovadas pela ciência, que nos ajudam a manter motivados, nomeadamente:
a) A visualização - Explicada muito resumidamente, consiste em parar e imaginares-te a alcançar o teu objectivo com todos os detalhes possíveis (imaginando as sensações, cores, cheiros, etc., que sentirias ao atingir o teu objectivo). Mas atenção, as investigações concluíram que para se ter sucesso, é importante visualizar não só o atingir do objectivo, mas também as etapas do percurso, ou seja, o que vais fazer até lá chegares. De realçar que por exemplo na alta competição, têm-se verificado resultados bem melhores em atletas que praticam visualização.

b) Adquirindo bastante informação sobre o assunto - Isto é sem dúvida o que funciona melhor comigo. Leio bastantes livros, artigos de revistas ou blogues, o que me deixa bastante motivada para continuar. Por vezes também participo em formações. Tudo é válido, desde que a informação seja credível (baseada em bons resultados e/ou em estudos científicos).

c) Incluindo incentivos - De tempos a tempos, como disse anteriormente, convém avaliares o que vais fazendo. Se tudo estiver a correr bem, podes atribuir uma espécie de prémio a ti mesmo(a). Pode ser dedicares 30 minutos a ti mesmo(a), ires jantar fora ou comeres o teu menu preferido, etc., o que te agradar. No meu caso, permito-me a comprar um livro sobre o assunto.

d) Escolhendo um(a) apoiante - Pode ser um familiar, um amigo, um colega de trabalho... Tem de ser alguém de plena confiança, com quem podes partilhar o teu plano e que te incentive a levá-lo a bom porto. 

10. Diverte-te com o «percurso» - O facto de te divertires com as tarefas que realizas para alcançar o(s) teu(s) objectivo(s) é meio caminho andado para o sucesso. Por exemplo face ao ex.1, é divertido remexer nos nossos objectos, encontrar algumas preciosidades, livrar-mo-nos do que está a mais e ver como os espaços ficam bonitos depois de organizados. No ex.2, se escolheres praticar exercício físico, é importante escolheres um exercício que te agrade, que não sintas que o faças por obrigação. É igualmente interessante descobrires receitas saudáveis, mas simultaneamente deliciosas.

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Podes estar a pensar: "Credo! Tanto planeamento!". Mas, para a maioria das pessoas, só assim é possível que os sonhos se tornem realidade. 

Há dias deparei-me com um estudo no blog da Rita, que comprovava justamente isto. Das pessoas a quem foi dito para alcançarem dado objectivo só 29% o fizeram, sendo que 71% não alcançaram o objectivo. Quando foi dito para alcançarem o objectivo e explicaram os benefícios do mesmo, 39% dos participantes cumpriram o objectivo. Mas quando foi dito para alcançarem o objectivo, indicaram os seus benefícios e disseram para planear a sua realização (com data, hora e local para o fazer), uns incríveis 91% dos participantes atingiram o objectivo. Portanto, tal como a Rita conclui "quando as coisas são planeadas, acontecem". 

Ah! É óbvio que não é necessário esperares por cada Ano Novo para lutares pelos teus sonhos... no meu caso, assim que desejo alcançar um objectivo, passo à acção. E assim, passo a passo, a nossa vida vai melhorando. 

E tu? Estás com coragem para lutar pelos teus sonhos?

Foto: Emily Price 
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