segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Indignação e tristeza!


Esta semana tem sido complicada. Sinto-me triste, desiludida, para não dizer verdadeiramente indignada. Sinto que todos os dias me aparece uma batalha nova para travar, e isso por vezes cansa. Estou francamente farta de pessoas que discriminam os meus e outros idosos, sem pensarem o quanto os podem magoar.

Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa picuinhas, que passa a vida a criticar os outros. Tento sempre perceber a razão das acções das pessoas. Prefiro falar com respeito, em vez de agredir. Estou longe de ser perfeita, mas preocupo-me realmente com as consequências das minhas acções, nas outras pessoas. Mas há atitudes verdadeiramente injustificáveis!

Como é hábito, quando chega o Verão, os meus idosos costumam ir semanalmente às praias fluviais da zona. É certo que a maioria precisa de ajuda. Alguns têm andarilhos, outros cadeiras-de-rodas, outros bengalas. Mas todos eles, como qualquer outra pessoa, gostam de descontrair... passear, ir à piscina, ou simplesmente sentar na esplanada a comer um gelado.

As funcionárias e voluntárias que os acompanharam durante as minhas férias, relataram-me entretanto episódios discriminatórios que haviam sucedido. Ontem, e porque um idoso tem todo o direito a frequentar um local público, foram novamente à praia fluvial. Então não é que me telefonaram a dizer que tinha sucedido de novo?! Só posso dizer que... bem, "passei-me" completamente.

O que se passa é que a gerente do bar da praia fluvial, aos berros, os expulsou da explanada (isto apesar dos idosos irem lá enquanto clientes, a consumir). Argumentos dela: eles têm mau aspecto (são idosos e dão mau aspecto ao bar), cheiram mal (parvoíce! pois levamos produtos de higiene para os mudar e se sujarem a roupa, temos sempre roupa de reserva) e atrapalham os outros clientes (pois usam andarilhos e afins). Para além disso, usam demasiado a casa-de-banho para deficientes (pois quando as casas de banho para pessoas sem deficiência estão a ser limpas, todos os utilizadores da praia têm de utilizar a dos deficientes, e se os idosos a estão a utilizar... atrapalham). Pela ideia da gerente a solução para eles era colocá-los numa fila de cadeiras (preferencialmente trazidas da Instituição) encostados junto das casas-de-banho. Ainda nem consigo acreditar que aquela pessoa desumana disse isto. O pior é que os idosos aperceberam-se e ficaram absolutamente tristes, com tamanha humilhação e falta de respeito.

Fiquei possessa!... Indignada e com os nervos à flor da pele. Em 10 anos que estou naquela Instituição, nunca tinha tido nenhum problema nas praias fluviais que frequentamos. As pessoas que estavam à frente dos bares sempre primaram pela simpatia e até se ofereciam para ajudar em alguma coisa. Mas a nova gerência deste bar... indigna-me.

Contactei dois elementos da Mesa Administrativa e dirigimo-nos à praia fluvial. Pedi pela primeira vez na vida o livro de reclamações e disse tudo o que me estava entalado à senhora, com a óbvia colaboração da Mesa Administrativa e funcionárias.

A verdade é que o que aconteceu é muito grave e ILEGAL. Estão previstas na lei coimas para quem faça discriminação quer devido à idade, quer por ser portador de deficiência. Para não falar dos nossos valores. É um absurdo andarmos por aí a magoar as outras pessoas, a dar-lhes pontapés na auto-estima. E não devemos esquecer... provavelmente um dia também seremos idosos.

A senhora teve a lata de dizer que gosta muito de idosos e que inclusive já trabalhou num Lar na Suíça (Jesus!...). Que não foi por ela, mas que recebia reclamações de clientes. Perguntei-lhe de quantos clientes, pois tive a paciência de telefonar a averiguar se nos anos anteriores tinha existido alguma reclamação acerca dos nossos idosos e a resposta foi sempre "absolutamente nenhuma". Ela respondeu-me 1 mesa de clientes. Pois... gosta muito de idosos, mas discriminou-os para defender uma outra mesa de mais pessoas discriminadoras... Depois argumentou que os idosos gastavam pouco comparativamente aos outros clientes (mas consumiam, certo?)... 

Felizmente outros frequentadores da praia vieram em nossa defesa e disseram que a acção dela era absolutamente injustificável. Que a viram a expulsar os idosos e que os viu tristes a um canto, revoltados e que só faltou chorarem. Que a senhora deveria ter vergonha das suas atitudes.

No fim, ela acabou por dizer que foi longe demais. Foi-lhes pedir desculpa, dizendo que lhes oferecia um gelado. Frisei que eles não queriam gelados... queriam respeito!

Estou realmente triste com os valores de algumas pessoas. Devemos ser menos egoístas e pensar na consequência dos nossos actos nas outras pessoas. E logo nós que quando vamos para estes locais, já preparamos tudo de modo a incomodar o menos possível quem quer que seja... Não podemos esquecer que aqueles que hoje são mais velhos, cuidaram das gerações mais jovens, trabalharam para melhorar as vidas dos seus filhos, contribuíram para a modernização da sociedade. São seres humanos que ouvem, sentem, sofrem e amam. Também têm o DIREITO a ser FELIZES!

Estou farta destas situações...

Foto: Elisa Paolini

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Actividades para promover a auto-estima das crianças - da gravidez aos 5 anos



Este é um tema que já abordei aqui no blogue, num post com 35 sugestões para aumentar a auto-estima dos nossos filhos

Contudo, há dias relia o «diário de gravidez e do primeiro ano» da Letícia e encontrei lá um outro texto sobre o assunto. Este falava igualmente de como promover a auto-estima, mas consoante a etapa de vida, da gravidez da mãe aos 5 anos da criança. Sei que li isto pela primeira vez na Internet, mas como o site já não existe, posso dizer que foi baseado no conhecido livro do Dr. Brazelton, "O grande livro da criança".


««»»




Deixo-te aqui o quadro que elaborei na altura, com sugestões de actividades para cada etapa:

COMO PROMOVER A AUTO-ESTIMA
Fase
Actividades a desenvolver
Gravidez
Existem estudos que indicam que a forma como a gravidez é vivida, poderá influenciar a auto-estima da criança. A felicidade com que esta fase é vivida, é um primeiro passo para que o bebé se sinta amado e desejado pela mãe, desde os primeiros dias de vida. Por isso, vive a gravidez ao máximo. Mima-te e fala docemente com o teu filho ainda na tua barriga.
1 a 4 meses
Inclina-te sobre o bebé para estimular os seus sorrisos e vocalizações. Quando ele sorrir, sorri. Mas depois espera até ele voltar a sorrir ou a vocalizar. Quando o fizer, incentiva-o com uma imitação suave. Enquanto ele for repetindo isso inúmeras vezes, observa a sua expressão para ver se ele reconhece as suas próprias aquisições quando exibe estes comportamentos. Não faças isto de modo opressivo.
4 a 6 meses
Quando te inclinares sobre ele, vocaliza suavemente. Espera que ele te imite. Quando ele o fizer, mostra pela expressão do teu rosto que reconheces o que ele fez.
6 a 8 meses
Joga com ele, escondendo-te e mostrando-te de novo, de modo a levá-lo a imitar a tua brincadeira. Depois deixa que seja ele a conduzir o jogo. Quando lhe deres de comer, deixo-o segurar uma colher ou uma caneca.
8 a 10 meses
Brincando com o mesmo tipo de jogo, tapa-lhe o rosto com um pano e deixa que seja ele a retirá-lo. Deixe-o começar a agarrar com as mãos dois ou três bocadinhos de comida para comer sozinho. Não te preocupes se ele os deixar cair.
10 a 12 meses
Deixa-o imitar-te, bebendo alguns goles de uma caneca e utilizando uma colher. Deixa que seja ele a escolher os alimentos que vai comer com os dedos, dando-lhe apenas alguns pedacinhos de cada vez.
12 meses
Deixa-o continuar a comer sozinho com as mãos, a segurar o seu biberão ou a imitar-te com uma caneca.
16 meses
Deixa-o usar um garfo para agarrar os alimentos. Deixa-o decidir se quer ou não comer, mas não experimentes inúmeras coisas para tentar agradar-lhe.
12 a 24 meses
Dá-lhe oportunidade para brincar com outras crianças da mesma idade. Prepara-o antecipadamente. Não o deixes só com eles enquanto não vires   que ele está preparado para isso, mas encoraja-o eventualmente a ficar num grupo sem a tua presença. Não interfiras nas brincadeiras deles. Mesmo que mordam, se arranhem e puxem os cabelos uns aos outros, estas poderão ser oportunidades para aprender, se os pais se mantiverem à parte. Contudo, não deixes o teu filho muitas vezes com um companheiro excessivamente agressivo ou passivo. Ele não aprenderá tanto com ele como aprenderia com um do seu género. Não o forces a compartilhar os seus brinquedos. Deixa que sejam as outras crianças a ensiná-lo.
3 a 5 anos
Encoraja-o a brincar independentemente com os irmãos ou com os amigos. Mantêm-te à parte das crises que surgirem. Recompensa-o pelos seus êxitos na aprendizagem sobre os outros. Encoraja-o a brincar regularmente com uma ou duas crianças, para que ele possa conhecê-las bem, compreendê-las e confiar nelas. Elas transmitir-lhe-ão um sentido de competência para com os outros e ensiná-lo-ão a compartilhar e a ser atenciosos para com os sentimentos das outras pessoas.

Não sei se cumpri isto à risca da outra vez...  De qualquer modo, já estou a pôr em prática a parte da gravidez. E não sou só eu que falo para o bebé. O papá também. Mas a Letícia bate todos os recordes, fá-lo várias vezes ao dia. É uma querida a minha princesa!

Foto: Glee

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Pensamento/Lema da semana #203


Não ande apenas pelo caminho traçado, 
pois ele conduz somente até onde os outros já foram.” 
Alexander Graham Bell

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Fazer um diário de gravidez e do 1.º ano - registando lembranças felizes

Quando estava grávida da Letícia criei um «diário de gravidez e do 1.º ano». Este é um excelente meio para registar as lembranças felizes desses tempos, para mais tarde recordá-las. Pretendo dar-lho quando ela for maior, mas já hoje me pede para ver algumas passagens. É algo que ela adora!

Por isso lancei-me à aventura e ando a fazer um novo diário para este novo bebé.

Se quiseres fazer o mesmo, pois é uma lembrança para a vida, passo a explicar-te sobre como faço os diários.


Material utilizado:
a) Escrevo no computador e insiro imagens digitais (fotos, ilustrações) ao longo do texto. Mais tarde conto em imprimi-las e dá-las a cada um dos meus filhos. 
b) Há quem compre um livrinho e registe esses momentos directamente no papel e cole fotografias (a mim não me dá tanto jeito, por causa da parte das fotos). 
c) Há ainda quem faça um blogue sobre o assunto e depois o guarde digitalmente ou imprima. 
Tens assim várias opções.

O que registar na parte do «diário de gravidez»:
a) Podes registar o momento em que soubeste da notícia, quando e como contaste às outras pessoas, a evolução do bebé semana a semana, como correram as consultas, como te vais sentindo ao longo do tempo, por onde passeaste quando estavas grávida, a razão da escolha do nome do bebé, os episódios engraçados que ocorreram nesta altura, quando sentiste o primeiro pontapé, o que colocaste na mala para a maternidade, etc.
b) A par disto podes ilustrar com imensas fotos, pois fica bem mais giro. Eu tenho fotos do teste de gravidez, das ecografias, das roupas e utensílios que fui comprando, da evolução da barriguinha, etc.

O que registar na parte do «diário do 1.º ano»:
a) Podes falar sobre o momento em que nasceu, dos presentes e visitas que recebeu, das idas ao pediatra, dos episódios engraçados, dos marcos da sua evolução (quando sorriu pela 1.ª vez, quando deu os primeiros passinhos, etc.), dos seus brinquedos favoritos, dos lugares que visitámos, do seu baptismo, etc.
b) Ilustra igualmente com fotos. Coloca a primeira foto do bebé, fotos engraçadas, ternurentas e marcos da sua evolução, as prendinhas que recebeu, a árvore genealógica da família, os locais por onde passearam com o bebé, etc.

Quais os benefícios de ter um «diário de gravidez e do 1.º ano»:
a) É uma excelente lembrança quer para pais, quer para os filhos quando forem maiores. Aliás, está provado que uma forma de trazer felicidade ao nosso dia-a-dia, é recordarmo-nos de momentos felizes já passados.
b) Ter um primeiro diário ajuda-nos imenso na 2.ª gravidez. Por exemplo assim sei o que colocar na mala da maternidade, sei o que fazer perante as cólicas do bebé, etc.

Experimenta! É uma lembrança para a vida!

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Um novo milagre na minha vida


Era Natal. A Letícia quis pendurar na árvore uns papelinhos pequeninos. Eram desejos para o ano que aí vinha. Esqueceu-se de todos eles, excepto de um: o de querer ter um irmãozinho. Foi isso que pediu ao menino Jesus.

O tempo foi passando e uns meses mais tarde algo inesperado aconteceu. A Letícia acordava e na sua cama havia um presente. Eram umas botinhas de bebé. Ficou sem palavras e ao mesmo tempo radiante. Tinha percebido que vinha aí um bebé. Estava muito, muito feliz! Não resistiu e contou a toda a gente que podia: na escola, aos familiares, às vizinhas...  Nesse dia trouxe uma carta muito bonita da escola, para mim e também para o bebé. Tratava-se de um bonito desenho acompanhado de um texto onde dizia que tinha gostado muito da novidade e que gostava muito do mano. 

Entretanto, todos os dias fala para a barriga. Diz que é a maninha e fala-lhe coisas bonitas. Coloca também uma caixinha de música para o bebé ouvir, daqueles com música para adormecer. Está feliz sem dúvida, a minha princesa.

Ainda não vos tinha contado, achava demasiado cedo. Se bem que recebi alguns e-mails, em que diziam suspeitar que eu estava grávida. E acertaram mesmo. Estou de 18 semanas! Sinto que um novo milagre aconteceu na minha vida.

Por isso não tenho estado tão presente no blogue. Por isso tenho recusado a participação em actividades relacionados com a temática da "felicidade", o que incluiu a escrita de um livro. Cada coisa tem o seu tempo e a minha prioridade neste momento é mesmo a família.

Daqui por diante talvez escreva menos no blogue e talvez aborde mais a "felicidade infantil", gravidez, etc. Estas têm sido as minhas leituras ultimamente. 

Também não terei tanto tempo, porque tal como fiz com a Letícia quero escrever um diário de gravidez e do primeiro ano de vida. Acho que é uma lembrança gira para oferecer ao bebé, quando este for crescido.

À parte disto, tenho andado muito mais cansada do que na primeira gravidez. Faço qualquer coisita e fico logo de rastos. A energia a escassear é mais um factor para não estar tão presente. Aliás, as respostas a e-mails têm sido escassas. Peço-vos para não levarem a mal, mas ultimamente não consigo mesmo chegar a todo o lado.

Quero dar uma última novidade. Em princípio desta vez será um menino, um Lucas como a Letícia e nós desejamos. Esperemos que corra tudo pelo melhor. Por agora, estamos ansiosos pelo primeiro pontapé...

««»»

Actualização: Como sabem escrevo estes posts antecipadamente e depois agendo-os. Escrevi este na Sexta-feira passada, e um dia depois senti os primeiros pontapés. Tão bom!!!

Foto: Anne Geddes

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Pensamento/Lema da emana #202


Carregue dentro si apenas o bem. 
O amor, a bondade e a paz são sempre boas companhias.” 
Autor Desconhecido

Só para informar: estou de regresso à blogosfera. Já tinha saudades!

segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Pensamento/Lema da semana #201


"É preciso querer ser feliz e contribuir para isso. 
Se ficarmos na posição do espectador impassível, 
deixando para a felicidade apenas a entrada livre e as portas abertas, 
será a tristeza que entrará." 
Émile-Auguste Chartier

Estou a aproveitar a minha última semana de férias. De momento estou totalmente dedicada à família e a tentar recuperar energias.

Quanto a ti fica bem. Sê feliz! E... até para a semana, data do meu regresso.

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Pensamento/Lema da semana #200


"Se não estivermos dispostos a ajudar uma pessoa a vencer as suas falhas, 
há pouco valor em apontá-las." 
Robert J. Hastings

Por cá continuo de férias. Espero esta semana conseguir descansar alguma coisa, pois ando mesmo muito cansada. Agora é tempo de relaxar...

Quanto a ti fica bem. Sê feliz!

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Pensamento/Lema da semana #199


"Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz." 
Autor desconhecido

Esta semana é a primeira de 3 semanas de férias e vai ser dedicada a implementar o meu Plano de Limpezas de Verão. Não vou escrever, mas conto espreitar o que se vai passando na blogosfera.

Quanto a ti fica bem. Sê feliz!

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

34 anos... e gosto!

Eu, com 6 meses,
acabadinha de acordar


Nem acredito como o tempo passou tão rápido (principalmente desde que a minha filha nasceu). Hoje já faço 34 anos!... 

Na verdade sinto-me bem com isso. Sinto que têm sido anos de crescimento interior. Sinto-me entusiasmada com a vida, tenho uma vontade enorme de aprender, de melhorar enquanto pessoa, e de influenciar positivamente quem está à minha volta. Sou mais feliz, sem dúvida!

Hoje também faço 10 anos de casamento. Sinto-me grata por viver com o homem que amo e... bem, que me enche de mimos. 

De qualquer modo... como é que o tempo passou tão rápido?!

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Trabalhar de forma eficiente e sair a horas do emprego

Em tempos li um livro da National Geographic sobre alguns dos lugares mais felizes do mundo (o Blue Zones of Happiness do Dan Buettner). Este livro fala da Dinamarca, uma nação simultaneamente produtiva e feliz (aliás, considerada a mais feliz do mundo). Fiquei muito surpreendida com a mentalidade e estilo de vida deste povo.

O que os dinamarqueses fazem de diferente a nível laboral?
As pessoas têm um sentido de ética no trabalho, que as levam a trabalhar de forma eficiente, independentemente do vencimento ou da posição social. Por outras palavras, fazem render as horas em que estão no trabalho.
- Só trabalham o suficiente (máximo de 37 horas semanais) e assim que chega a hora de sair saem mesmo. Consideram que trabalhar excessivamente é uma perda de tempo, porque acaba por não render tanto. Esta saída a horas permite igualmente às pessoas terem tempo para realizarem actividades diárias que lhes dão prazer.
- Têm em mente que é fundamental para a sua saúde e produtividade, o equilíbrio entre a vida laboral e a sua vida pessoal.
- Por último, sempre que possível, no seu horário de trabalho costumam entrar cedo, mas também sair cedo.

Posso ter uma visão enviesada pelas minhas experiências pessoais, mas penso que em Portugal, no geral, não se passa assim (mas não devemos generalizar, obviamente).

A verdade é que grande parte das pessoas entram mais tarde no trabalho, isto quando não se atrasam por causa do trânsito ou outros motivos (enquanto que em alguns países é normal entrar-se às 7h30 ou às 8h, cá pode soar estranho).

Apesar de trabalharem muitas horas, nem todos as rentabilizam da melhor forma. Por vezes há falta de organização nas tarefas a realizar (listagem e priorização de tarefas), perde-se tempo demais nas conversas com os colegas, na pausa para o café e para o almoço, as reuniões demoram tempo excessivo, por se levar a conversa para assuntos que nada têm a ver com a ordem de trabalhos...

Ao fim do dia, é o stress geral porque não se cumpriram todos os objectivos e, em alguns lugares, também "parece bem" ficar depois da hora. Alguns chefes são os próprios que pensam (em grande parte das situações erroneamente), que por um trabalhador sair mais tarde é porque trabalhou mais. Mas o trabalhar mais, não significa que trabalhou melhor, que foi mais produtivo. O resultado disto é que se chega a casa esgotado, sem vontade de cozinhar ou até sem grande paciência para fazer actividades em família, que não sejam sentar no sofá a ver TV. A pessoa acaba por se deitar tarde e, esperemos que não acorde cansada no dia seguinte.

Claro que não podemos generalizar, volto a frisar. Mas acho que esta mentalidade não favorece nem a nossa saúde, nem a vida familiar e muito menos a produtividade (está provado que após um certo número de horas, deixamos de ser produtivos). Isto também não significa que, em situações de emergência, não devamos fazer mais horas, para resolver algum problema (eu própria o faço, sempre que necessário). Já fazê-lo todos os dias, é que acaba por não ser benéfico para ninguém.

Mas para ser possível sair a horas e ter tempo para nós mesmos e para a nossa família, considero que temos de ser o mais eficientes possíveis nas horas que temos para trabalhar. Se nos dão trabalho, é nosso dever zelar pela empresa, dar o nosso melhor e isso significa ser produtivo.

Já escrevi diversos posts sobre aproveitar as horas de trabalho de forma eficiente. Deixo-te algumas sugestões:

- Como evitar manhãs stressantes - algumas medidas simples, a tomar em casa, para prevenir manhãs caóticas e atrasos desnecessários;
- O que te faz perder tempo precioso - post para identificares o que poderá estar a fazer-te perder tempo desnecessariamente, na tua vida profissional;
- A falta de tempo no trabalho - possíveis soluções - algumas dicas de gestão de tempo, que te poderão ajudar a prevenir o stress laboral e a rentabilizares o teu tempo;
- Como parar de adiar tarefas e projectos ou o fim à procrastinação - um post para te motivar a agir sobre as tarefas e projectos que vais adiando e assim, evitar que se acumulem;
- Treina o cérebro para manteres o foco/concentração - por vezes é difícil concentrarmo-nos numa tarefa, quando há tantas solicitações em simultâneo. Este é um post com sugestões para treinares os percursos neuronais do teu cérebro, de modo a ser mais fácil concentrares-te;
- Simplificando a agenda do trabalho - esta é uma ferramenta essencial para te organizares no meio laboral. Claro que a deves adaptar às tuas necessidades e, sobretudo, não complicar demasiado;
- Elimine a tralha do seu escritório - apesar de neste post falar do escritório de casa, também pode ser útil no emprego. Considero fundamental livrarmo-nos da tralha, para evitar perdas de tempo desnecessárias à procura de documentos. Para além disso, um espaço livre de tralha ou distracções, comprovadamente, é mais relaxante e produtivo. 

Tenho esperança que um dia seja possível um maior equilíbrio entre vida pessoal e vida laboral. Todos ganharíamos com trabalhadores mais felizes! Ganhariam os trabalhadores, as suas famílias e a economia do país. Tenho esperança.

Foto: Soho

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Umas férias diferentes

Este ano vou ter umas férias diferentes. Tenho saudades da minha cidade (o que pode soar estranho), por isso quero ficar por cá.

Costumo viajar para outras paragens. O ano passado fiz uma road trip pela Europa. Este ano estive uma semana no Algarve. Mas e aqui, onde vivo? Tenho saudades da minha cidade. Ultimamente parece que só estou cá para dormir. E é uma cidade tão linda... 

Quando regresso de viagem valorizo muito mais o lugar onde vivo. Ao contrário de algumas zonas do país (desculpem dizer isto), está mesmo muito bem arranjada. Tem parques verdejantes, flores por todo lado (até em cestinhos, debaixo dos candeeiros de rua) e um centro histórico bonito e recuperado. As ruas estão limpas e em cada recanto parece haver algo criativo (esculturas, murais, etc.). É uma cidade calma, muito ao estilo slow city. Mas, ao mesmo tempo, estão continuamente a decorrer actividades culturais e uma boa parte delas até são gratuitas. E a comida então... Adoro pratos internacionais como a moqueca de camarão, os mais tradicionais como um bacalhau com batatas a murro, ou os petiscos como a sapateira... Mas a cidade é mais conhecida pela doçaria, alguma é conhecida em todo o país. Se passearmos de manhã pelo centro da cidade, é bem provável sentir um agradável aroma a bolos.

Por isso, este ano quero matar saudades da minha cidade. Voltar aos locais culturais, conhecer a nova galeria de arte. Fazer um piquenique no parque, passear calmamente junto ao rio.

Talvez a única excepção, seja sair algum fim-de-semana. Talvez a Sintra, vila que nos apaixona e da qual também sentimos saudades. Mas ainda não tenho a certeza. Afinal tenho saudades da minha cidade.

E vocês? Já fizeram férias (voluntárias), na vossa cidade?

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Uma semana muito ocupada

Adoro este cantinho. É uma espécie de escape do dia-a-dia, um refúgio do meu verdadeiro «eu».  Aqui aprendo, relaxo e cresço enquanto pessoa. E vou partilhando convosco esta caminhada.

Mas nem sempre a vida permite escrever com a frequência que gostaria (ok, já recebi as vossas «reclamações» por e-mail - reclamações entre aspas, porque são sempre muito simpáticos quando escrevem), mas faço o que consigo, o que está ao meu alcance. Presentemente aconteceu algo de maravilhoso na minha vida, o que me faz ter menos tempo para a escrita do blogue (prometo contar em breve). À parte disso, estou às vésperas de entrar de férias, pelo que ando mais ocupada no trabalho. No último fim-de-semana não tive tempo para escrever (e só o faço por norma nesta altura), pelo que não tenho nada agendado para esta semana. Assim, têm que me desculpar. De qualquer modo, o blogue é algo de positivo, não o sinto como uma obrigação. E as palavras fluem, conforme o fluir dos meus dias.

Esta semana vou dar um tempo e aproveitar para devorar um livro interessante que comecei a ler: o "Coaching para pais" da Cristina Valente. Depois dou-vos a minha opinião.

Voltarei em breve (provavelmente para a semana). Até lá fiquem bem, apreciem o que a vida tem de melhor!


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