quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Here we go again...

Por cá, chegou aquela época do ano em que tenho de organizar uma festa no trabalho, para cerca de 300 pessoas. Vai ser já no próximo Sábado!

Desejem-me sorte, pois fazer isto, grávida e super-cansada... tem-me esgotado. Creio que na Segunda-feira até vou tirar uma folga, porque ando realmente exausta.

De qualquer modo, torçam por mim. Espero que corra tudo pelo melhor!

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Um guia educativo para pais muito ocupados

Os pais dos dias de hoje andam, em geral, numa autêntica correria. O tempo escasseia e o cansaço é mais que muito. Contudo, nem por isso deixam de desejar ser os melhores pais que conseguirem ser. 

Este livrinho é justamente uma boa opção para quem quer ser bom pai, mas tem muito pouco tempo disponível para leituras. Responde a uma série de dúvidas sobre educação, de forma breve, mas clara. O título diz tudo: "O Guia dos Pais com Muitas Dúvidas e Pouco Tempo". O livro foi escrito pelo conhecido pediatra espanhol, Eduard Estivill, e a pedagoga Montse Domènech. Acredita, consegues lê-lo num dia ou dois.

Eis as questões a que este livro responde
1) Afecto e superprotecção são a mesma coisa?
2) Como devemos utilizar o "não" e o "sim"?
3) Como podemos incutir bons hábitos de higiene?
4) Porque é que é bom beber um copo de leite antes de ir para a cama?
5) Somos capazes de aprender enquanto dormimos?
6) Quanto tempo devemos passar com os nossos filhos?
7) Para comer basta ter fome?
8) Crescemos enquanto dormimos?
9) Qual é o papel dos educadores?
10) Como podemos transmitir valores?
11) Comer bem é um hábito?
12) Existem diferentes tipos de sono?
13) Qual deve ser o papel dos avós?
14) Como podemos ensinar os nossos filhos a lavar os dentes?
15) As crianças podem herdar maus hábitos alimentares?
16) Porque é que os recém-nascidos dormem tanto?
17) Qual é a função da escola?
18) Como podemos ensinar modelos de conduta?
19) Há alimentos que as crianças não devem comer?
20) Como dormem as crianças a partir dos seis meses?
21) Qual deve ser o espaço físico dos nossos filhos?
22) O que podemos fazer para que as crianças comam legumes?
23) Dormir é um hábito que se aprende?
24) Que papel têm os jogos na educação?
25) O carácter tem influência na aprendizagem dos bons hábitos?
26) O que devemos fazer quando uma criança não come bem?
27) Porque dormem as crianças tantas horas?
28) Os recém-nascidos captam o que queremos transmitir-lhes?
29) É bom que as crianças participem na preparação das refeições?
30) As crianças ressonam?
31) Como podemos ensinar os nossos filhos a lavar as mãos?
32) Como podemos incentivar as crianças a comerem?
33) Quantas horas devem dormir as crianças, tendo em conta a idade?
34) Porque choramos quando somos pequenos?
35) Que quantidade de comida devemos dar a uma criança?
36) Como podemos ensinar as crianças a dormir bem?
37) É normal as crianças levarem coisas à boca?
38) Como devemos usar a disciplina?
39) Quais são as consequências de dormir mal?
40) Que função tem a chupeta?
41) Quais são as rotinas para as crianças se deitarem?
42) Que importância tem comer em família?
43) Porque é que é necessário dormir bem?
44) Qual o melhor momento para dar banho às crianças?
45) O que é o ómega-3?
46) O que acontece aos pais quando os filhos dormem mal?
47) Como se podem prevenir certas doenças?
48) Qual é a função dos produtos lácteos?
49) Porque é que algumas crianças falam enquanto dormem?
50) É possível detectar algumas doenças?
51) Que importância tem o cálcio?
52) Os recém-nascidos têm pesadelos?
53) Prevenir é superproteger?
54) Porque é que algumas crianças se mexem muito antes de adormecer?
55) Devemos dar guloseimas?
56) É bom que o recém-nascido durma enquanto se alimenta?
57) O que são os terrores nocturnos?
58) Existem normas para prevenir os acidentes?
59) Como se devem gerir os presentes?
60) Quais são as regras para alimentar um recém-nascido durante a noite?
61) O que é realmente um sonâmbulo?
62) O cansaço pós-parto pode ser aliviado?
63) De que modo o medo influencia as crianças?
64) Devemos alimentar o recém-nascido quando está meio adormecido?
65) Porque é que algumas crianças rangem os dentes enquanto dormem?

Fica a sugestão...

Foto: Wook

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

As crianças aprendem a ser felizes na escola?

Na passada Sexta-feira foi a apresentação da Letícia na nova escolinha. Vai entrar para o 1.º ano, mas no mesmo Centro Escolar - o Jardim-de-Infância que frequentou fica mesmo ao lado e partilham os mesmos espaços exteriores. Ela estava apreensiva, mas após a Sexta-feira, ficou desejosa pelo início das aulas.

Confesso ter estado numa atitude muito observadora ao que se passa quer naquela escola, quer na educação no nosso país. E isto leva-me a questionar: será que as crianças aprendem a ser felizes na escola?

Eis a minha opinião (pessoal, mas que vai ao encontro do que tenho estudado nos últimos anos):

1) As crianças mais bem sucedidas no futuro, não são necessariamente as que têm melhores notas. Na realidade o QI só conta para 20% do êxito futuro da criança. Outros factores como o domínio da inteligência emocional, têm um peso muito maior num futuro bem sucedido. 
- Nisso a educação em Portugal ainda peca. Os programas são demasiado extensos, os professores obviamente sentem pressão para os cumprir na totalidade e continuamos com uma educação muito concentrada nos bons resultados dos testes. Por oposição, em países onde as crianças são das mais bem sucedidas do mundo em termos escolares, a par de serem bastante felizes, a educação valoriza a aprendizagem pela experiência, estimula a inteligência emocional, a educação cívica e o respeito pelos outros... no fundo estão atentos ao que as investigações na área da Psicologia têm sugerido e tentam aplicá-las na vida prática. Algo que deveríamos ter em mais linha de conta no nosso país.

2) A sobrecarga de actividades extra-curriculares sobre uma criança, não conduz propriamente à sua felicidade, mas antes ao seu cansaço. Infelizmente em Portugal é muito complicado para os pais conseguirem equilibrar a sua vida profissional, com a vida familiar (novamente ao contrário dos países mais felizes do mundo). Contudo, o que muitos patrões - sem visão de futuro - deveriam de perceber, é que para que um empregado seja feliz (e certamente mais produtivo) precisa deste equilíbrio para si, e as crianças, futuros profissionais de amanhã, precisam que os pais tenham tempo para eles. Sejamos realistas, parte das actividades que as crianças têm, acabam por ser necessárias porque os pais não as conseguem ir buscar mais cedo (claro que há outros motivos para a sobrecarga, como a crença de que os seus filhos assim serão mais bem sucedidos e até a falta de hábito de dedicar tempo exclusivo à família). 
- No caso da minha filha tenho a sorte dos avós poderem ficar com ela, algum tempo após a saída da escola (sei que nem todos têm essa possibilidade, infelizmente). Foi a minha filha que decidiu se queria ou não ter alguma actividade extra-curricular, após lhe termos explicado como tudo funciona. Ela disse que gostaria de ter inglês (até porque já lhe ensinámos em casa, meio a brincar, muito desta língua). Assim, num único dia sairá às 17h30. Nos restantes sairá às 16h10. Tem igualmente natação ao Sábado (para além da aprendizagem ser importante e de ter sido o médico a aconselhá-la a ir - por causa da bronquite - ela gosta desta actividade) e somos nós os pais que a levamos. Não creio que a minha filha vá ser mais mal sucedida por não a ter inscrito em expressão plástica (ela já é a «princesa» dos trabalhos manuais) ou em Educação Física (já participa na natação), etc. O que considero absolutamente injusto é alguns pais não terem mesmo hipótese de irem buscar os filhos antes das 19h, quando era o que ambos desejavam - filhos e pais. Este equilíbrio entre vida familiar e profissional, é algo que urge melhorar em Portugal.

3) A educação para a felicidade não compete só à escola, mas também aos pais (e a meu ver à própria sociedade em geral).
- Tenho a certeza absoluta que a minha filha foi feliz no Jardim-de-Infância por onde passou. Um infantário público, mas com pessoas extremamente dedicadas e preocupadas com todos os domínios da educação da criança (escolar, cívica, emocional, etc.). Por isso acho incompreensível a decisão tomada pelo agrupamento escolar no corrente ano. Então não é que proibiu os pais/avós ou quem vai levar e buscar as crianças à escola e jardim-de-infância, de passarem do portão da escola?! Têm de deixar as crianças no portão com as auxiliares e ir embora. (Já estou a imaginar as poucas auxiliares, a conseguirem dar conta de tanta criança, especialmente as de 3 anos, e em dias de chuva...). Não acho uma atitude correcta para com crianças tão pequenas. A escola e família deveriam funcionar em parceria e não o contrário. No entanto, esta postura, demonstra uma clara falta de abertura do agrupamento à participação dos pais na vida escolar e não é necessariamente a opinião dos próprios professores.  - À parte disto, a responsabilidade da educação para a felicidade não deve recair só na escola, mas também nos pais (já expliquei como o fazer neste post e também neste). Educar para a felicidade pode ser praticado nas mais diversas situações do quotidiano, mas também implica dedicar tempo exclusivo à família - Cá em casa, durante a semana, optamos por desligar mais vezes a televisão e a Internet, e aproveitamos esse tempo para fazer actividades em família: jogos, contar histórias, ver fotos e vídeos dos nossos momentos felizes ou simplesmente conversar. Já ao fim-de-semana, costumamos fazer sempre uma actividade especial em família (eis 23 sugestões de actividades que se podem fazer).

4) A escola deveria ser uma promotora de hábitos saudáveis, não só na teoria, mas na prática.
- Isto pode ser sonhar alto, mas seria tão bom que nos refeitórios escolares só entrasse comida biológica (como acontece em países mais ricos como a Dinamarca... mas também noutros menos abastados como a Itália). O leite escolar que é distribuído gratuitamente deveria ser também bio e, preferencialmente sem adição de açúcares (por exemplo na escola da minha filha é achocolatado, mas na zona onde trabalho, já é sem adição de açúcares e chocolate). Também se deveriam prevenir as dores nas costas, evitando que as crianças andem carregadas com excesso de material. Nota positiva para o acesso às pastilhas de flúor. Mas resumindo, gostaria que os meus impostos fossem mais direccionados para áreas como a educação e a promoção da saúde.

5) Os professores deveriam ter acesso aos materiais pedagógicos adequados, para leccionarem da melhor forma possível. 
- Não estou a falar sequer em gastos supérfluos, pois é óbvio que devemos poupar recursos. Mas a verdade é que desde que a minha filha frequenta o Jardim-de-Infância que o dinheiro público recebido é claramente insuficiente para as necessidades (as professores sempre nos puseram a par dos valores recebidos e onde foram gastos). Conclusão: a escola está muito bem equipada, mas francamente o Ministério da Educação não tem contribuído grande coisa para isso, mas sim os pais. Assim, os pais que conseguem dão voluntariamente um valor mensal para a escola (5,00 €), contribuem para a Associação de Pais, fazem vendas de produtos tradicionais, dão donativos em género, realizam quermesses. Foi assim que se conseguiu ter uma impressora, um quadro interactivo, um computador... mas também materiais de uso mais corrente como papel de fotocópia, giz, tintas, etc.

6) Os professores deveriam sentir-se mais seguros profissionalmente e estar bem psicologicamente, para darem o melhor de si, e transmitirem/contagiarem o entusiasmo pela aprendizagem aos alunos.
- Se há classe profissional em Portugal que está sobre um stress constante, acredito que sejam os professores. E acredito que isso não é benéfico para eles, e tem consequências para os próprios alunos. Existe um sistema demasiado burocrático, a questão da distância a que são colocados de casa, a insegurança de não saberem onde serão colocados (se há professores em excesso, então que o ministério verifique se é necessário manter tantas licenciaturas abertas nesta área... mas por amor de Deus, que respeitem os profissionais competentes e, sobretudo, que os motivem, em vez de desanimarem).

Volto a frisar, é a minha opinião... mas fundamentada no que tenho investigado nos últimos anos.

Foto: Jessica Lucia

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #206


"Se os teus projectos forem para um ano, semeia o grão. 
Se forem para dez anos, planta uma árvore. 
Se forem para cem anos, educa o povo." 
Provérbio chinês

Foto: Michał Koralewski

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

A meditação Mindfulness



"Ao meditar você torna-se mais feliz,
concentra-se mais eficientemente 
e pode alterar o seu cérebro de forma a apoiar tudo isso."
Dr. Richard Davidson,
médico e investigador 



Ultimamente ouvimos falar com alguma frequência na meditação mindfulness. Só na semana passada encontrei 3 revistas com artigos sobre o tema (a Máxima, a Elle e a Visão). O interesse pela meditação vai muito além do seu lado espiritual ou religioso. Cada vez mais as pessoas a procuram, como forma de promover o seu bem-estar (espreita os benefícios da meditação - comprovados cientificamente - neste post).

No meu caso pessoal, interessei-me pela meditação pelo facto desta promover a saúde e felicidade e atenuar os sintomas de stress, tão presentes no meu dia-a-dia.

As exigências da sociedade ocidental
É certo que vivemos com mais dinheiro que há uns séculos atrás. Contudo, a sociedade actual exige muito de nós e nem por isso estamos muito mais felizes.

As crescentes solicitações fazem com que o nosso cérebro tenha de conviver cada vez mais com o multitasking. E isso não significa necessariamente que sejamos mais produtivos, pois este favorece a desconcentração, aumenta as probabilidades de erro e é uma fonte significativa de stress. 

Uma mente que rumina
A par disto, ainda temos um cérebro que, frequentemente, adora divagar em preocupações sobre o passado e antecipar problemas futuros. Esta ruminação constante cria ansiedade, agitação, stress e desequilíbrios emocionais.

Como refere o psiquiatra espanhol Vicente Simón "(...) esta atitude é óptima para a sobrevivência da espécie, mas não é a fórmula adequada para a felicidade".

A meditação mindfulness pode ajudar
O mindfulness é dos principais tipos de práticas meditativas, que em português costuma ser traduzido por «atenção plena». A verdade é que esta prática pode comprovadamente ajudar-nos, quer reduzindo o stress, quer contribuindo para a nossa felicidade.

De acordo com a definição de Jon Kabat-Zinn, médico americano, o mindfulness é um processo que consiste em "Prestar atenção de uma forma particular, intencionalmente, no momento presente e sem fazer juízos de valor".

Com este tipo de meditação treinamos assim o nosso cérebro a concentrar-se numa só actividade que realizamos no momento presente, a criar um certo distanciamento entre os estímulos que recebemos e as nossas reacções (pois tentamos observar, sem emitir julgamentos). Com o tempo aumentamos a nossa capacidade de concentração e começamos a deter um maior controle sobre as nossas emoções. No fundo desenvolvemos a nossa inteligência emocional. Por outro lado, diversos estudos demonstram que somos mais felizes quando «vivemos» no momento presente, pelo que esta prática ajuda a aumentar os nossos níveis de felicidade.

Como a neuroplasticidade do cérebro, pode jogar a nosso favor
Este é um aspecto que me fascina. A verdade é que aquilo que pensamos ou fazemos com frequência, altera a estrutura e função do nosso cérebro. É por isso que, com a prática da meditação, conseguimos passar a controlar de modo mais automático a forma como enfrentamos os problemas do dia-a-dia, aumentar a capacidade de concentração e os nossos níveis de felicidade.

Num estudo do Dr. Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, com trabalhadores de escritório, aqueles que tinham praticado regularmente a meditação mindfulness mostravam alterações no seu cérebro: observou-se maior actividade cerebral no lado esquerdo do córtex, o que está associado às emoções de felicidade e entusiasmo.

Claro que para tudo isto surtir efeito, é necessário praticar, de preferência numa base diária e ao longo do tempo (não podemos esperar efeitos a longo prazo, se só praticamos meditação esporadicamente). É algo que quero melhorar, porque não pratico tanto quanto gostaria.

Como meditar - um vídeo com uma meditação mindfulness guiada
Escrevi num post antigo sobre como podes meditar. De qualquer modo, encontrei este vídeo no youtube, do Centro BudaDharma - Sociedade Portuguesa de Meditação, com uma meditação mindfulness guiada. Pessoalmente, adoro praticar meditação guiada, relaxa-me imenso e sinto que fico mais concentrada. Porque não experimentas?

Eis o vídeo:


Foto: Elf Sternberg

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Os livros que melhoraram a minha vida - nova etiqueta no blogue

Desde que me conheço que adoro ler (sim, aprendi bem cedo, por volta dos 3 anos). Já em criança, se me dessem a escolher, preferia um livro a um brinquedo. Os livros para além de me divertirem, de me fazerem relaxar, têm sem dúvida melhorado a minha vida.

Ainda ontem falei de um livro que considero marcante. Não foi o primeiro. Ao longo tempo, já fui falando de outros livros que por uma razão ou outra, me ajudaram a ser quem sou hoje. 

É por isso que resolvi criar uma etiqueta específica só para os livros de que falo no blogue. Essa etiqueta, com a simples designação "Livros" encontra-se do lado direito, é uma das muitas que podes encontrar no espaço "O que pode ler aqui...". 

A ideia é que assim seja mais fácil encontrares as sugestões de leitura, que vou deixando no blogue.

Espero que seja útil.

terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Anti Cancro, um livro que todos deveríamos ler

Este é um daqueles livros que fez com que mudasse uma série de hábitos na minha vida. Sinceramente, quero relê-lo, porque acho que vale mesmo a pena.

O autor, David Servan-Schreiber foi um médico doutorado em Ciências Neurocognitivas e investigador. Tudo mudou na sua vida, justamente quando faltou um dos voluntários, para uma das suas experiências de investigação ao cérebro. Assim sendo, ele próprio se disponibilizou para ser «cobaia». Fizeram-lhe uma ressonância magnética e foi assim que descobriu que tinha um cancro agressivo (cuja percentagem de sobrevivência era inferior a 2%). Na altura tinha 31 anos de idade.

Face a este problema Schreiber constatou que em quase todos os cancros havia uma maior ou menor percentagem de pessoas que conseguiam sobreviver. Começou a investigar tudo o que justificava essa sobrevivência, analisou centenas de estudos científicos e a par dos cuidados médicos, mudou radicalmente o seu estilo de vida.

Schreiber acabou por falecer com o dito cancro agressivo, uns incríveis 19 anos depois, aos 50. E, na minha modesta opinião, muito por causa da edição deste livro. No seu derradeiro livro, o "Antes de Dizer Adeus" ele revela que após ter escrito o "Anti Cancro", começou a ter uma vida frenética. Chegava a estar em vários países numa só semana, para discursar em congressos. Não se arrependeu de o ter feito, apesar disso lhe ter encurtado os anos de vida. Morreu feliz, apesar de tudo. Na altura tive imensa pena, pois foi uma mente brilhante que se foi.

Ao longo do livro, o autor revela-nos uma série de estudos científicos sobre o assunto e relata casos de pessoas que passaram por este problema (aprecio estes livros que explicam tudo à luz da ciência). Fala de um novo estilo de vida que no fundo ajuda a prevenir o cancro (afinal estima-se que só cerca de 5% do cancro é hereditário), ou que quando o problema já existe, é um complemento aos tratamentos médicos.

Schreiber fala-nos dos alimentos que poderão causar/prevenir o cancro (incluindo alimentos especificamente anti-cancerígenos), dos produtos domésticos e de beleza a evitar/adoptar, da forma como a nossa mente ou forma de pensar pode ajudar/prejudicar o nosso corpo, da importância de meditar/orar/relaxar, da importância do exercício físico, etc., etc. Tudo isto complementado por uma série de gráficos/imagens para melhor percebermos o que o autor escreve.

Foi este o primeiro livro que me chamou a atenção para os benefícios da meditação na saúde. Foi a partir daqui que passei a beber leite biológico, a usar produtos de limpeza ecológicos e a comprar produtos de higiene/beleza da The Body Shop. Mas tenho um longo caminho a percorrer... Quero reler este livro, porque deveria melhorar a minha alimentação (incluir mais vegetais, consumir mais produtos biológicos - o que não é fácil, na zona onde vivo a oferta de produtos bio é escassa), quero praticar mais exercício e, sobretudo relaxar mais, investir mais na meditação e afins. Este livro é sem dúvida um incentivo à mudança de hábitos.

De qualquer modo, se quiseres conhecer um resumo das sugestões de Schreiber, para prevenir/combater o cancro, lê este post, que escrevi em tempos.

Imagem: Wook

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #205


"Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as opiniões, 
porque não me envergonho de raciocinar e aprender." 
 Alexandre Herculano

Foto: Dia

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

O melhor da semana


Os últimos tempos não têm sido fáceis. O regresso ao trabalho foi mais uma reentrada no ritmo frenético de sempre e um abrir de braços ao stress. Tenho saído tarde. Sinto-me bastante cansada. Com isto, pouco tempo me sobra para escrever no blogue, algo que me faz tão bem.

Mas a semana também é feita de coisas boas. Momentos que quero registar para sempre.

Ontem fomos a mais uma ecografia. Tão lindo o meu bebé. Estava com os pezinhos cruzados e com as mãozitas a mexer. Adorei! O bebé está óptimo. Quanto a mim, estou com 20 semanas, mas só engordei 800g.

Outro momento especial é quando a Letícia fala para a barriga. Quando ela diz "Olá Luquinhas,é a maninha!", ele dá sempre um pontapé. Podemos fazer outros sons (por exemplo o de um ursinho que toca uma música de embalar), mas ele reage sempre é à voz da irmã.

O marido está contentíssimo. Eu no fundo sabia que ele desejava ter um rapaz...

Os serões têm sido calmos. Um pouco de jogos de cartas, conversa e a Letícia sempre a acarinhar a barriga. Muito querida a minha filhota.

É destes momentos simples, que é feito o melhor da minha semana.

Foto: Jennifer Lantigua

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Como poupar tempo em tarefas domésticas


"O tempo e a forma como o usamos é aquilo que precisamos de começar por reorganizar
para desenvolver áreas de interesse e prazer, e apreciar a vida por si mesma 
- e, assim, controlar a cada momento a vida e o destino."
Catarina Rivero e Helena Marújo


Se por um lado uma casa limpa e organizada, nos deixa mais relaxados, é um absurdo tornarmo-nos escravos das tarefas domésticas. A receita ideal reside no equilíbrio! A ideia é deixar justamente a casa limpa e organizada, mas fazendo o mínimo possível, para sobrar tempo para outras actividades que nos fazem felizes (passear com a família, ler um bom livro, desenvolver um hobby...).

Tal como grande parte das pessoas, tenho uma vida super-ocupada. Por isso tenho implementado algumas mudanças para perder menos tempo em tarefas domésticas. Contudo, sei que posso ir mais longe...

Eis 18 SUGESTÕES PARA POUPAR TEMPO EM TAREFAS DOMÉSTICAS:

1 - Planear, planear...
Tenho uma agenda para organizar as tarefas cá em casa. Vou alterando o seu formato, de acordo com as necessidades. De qualquer modo, nela incluo o planeamento de ementas, das compras e um cronograma de limpezas.

No que respeita ao cronograma de limpezas, separo as divisões da casa pelos dias da semana (ex. às Segundas as casas-de-banho, às Terças os quartos, etc.). Contudo incluo sempre um dia livre (normalmente o Domingo), para poder estar exclusivamente em família.

2 - Destralhar
Quantos menos tralha tivermos, menos tempo perdemos a limpar. Perdi imenso tempo nisso, mas fui de armário em armário e eliminei tudo o que não necessitava. Reduzi o número de tupperwares na cozinha, só tenho um serviço de jantar, deixei o mínimo de objectos em bancadas, eliminei papelada do escritório, doei roupa que já não usava.

Para além disso, acho que as divisões ficam bem mais bonitas, com um ar clean, sem excesso de objectos.


Diariamente, costumo perder alguns minutos (aproximadamente 10) a fazer uma ronda pela casa. Elimino rapidamente toda a tralha de cada divisão (é que não sei porquê, mas parece que esta tem o dom de se multiplicar).

3 - Fazer um mês dos aproveitamentos
Esta foi uma das melhores medidas que tomei, para manter o congelador, o frigorífico e a despensa organizados, sem grandes confusões ou produtos fora de prazo.

Normalmente quando compramos produtos alimentares, acabamos por não confeccionar tudo de uma vez. Podem assim sobrar umas pernas de frango no congelador, um pacote de massa na despensa, uma embalagem de gelatina, etc. Quando me apercebo que estes produtos alimentares começam a multiplicar-se, escolho um mês, e faço a ementa exclusivamente em função de todos os produtos que estão em casa. Nesse mês, com excepção dos frescos e do pão, não faço compras.

Assim acabo por manter os espaços de armazenamento organizados, raramente tenho produtos fora da validade e ainda poupo dinheiro.


4 - Investir em objectos com mais de uma função - É algo em que tenho de melhorar, pois quanto mais objectos, mais trabalho. Tenho por exemplo uma picadora, um liquidificador, um ralador de saladas manual. E pergunto-me. Para quê ter tudo isto, quando um robot de cozinha reúne todas estas funções? Quem fala disto, fala de outras coisas. Não é o meu caso, mas quem necessita de secador de roupa, pode por exemplo optar por uma máquina de lavar roupa que já inclua essa função. Dois aparelhos ocupam mais espaço que um e é mais uma coisa para limpar.

5 - Reduzir o número de têxteis - Cá em casa temos um problema com alergias. Confesso que foi esse o motivo para me livrar de praticamente todas as carpetes. Para além de melhorar a nossa saúde, teve a consequência positiva de diminuir o trabalho que davam (retirar, sacudir, aspirar...).

A verdade é que ao espreitar blogues de decoração tenho reparado que há cada vez mais espaços com menos têxteis (naperons, cortinados, tapetes, etc.), que não deixam de ser lugares encantadores... e felizmente, menos trabalhosos.


6 - Optar por móveis de tamanho menor - Há quem adore camas king-size, mesas enormes, uma varanda cheia de objectos giros, mas que mal nos deixam circular. A verdade é que se optarmos por móveis menores e uma casa menos atulhada, torna-se mais rápido e mais fácil mantê-la organizada. Já implementei isso na minha varanda e durante a renovação da minha casa de banho pequena.

Observa o espaço desimpedido deste jardim, com poucos objectos e uma pequena mesa. Facilita sem dúvida a circulação e a limpeza.


7 - Não deixar roupa espalhada pela casa - A ideia é guardar a roupa (no roupeiro ou no cesto de roupa suja), logo que não necessitemos dela. Há quem tenha por hábito deixá-la na cadeira do quarto, no sofá, etc. A verdade é que se não arrumamos na hora, acumulamos, e acabamos por perder imenso tempo a apanhar o que ficou espalhado pela casa. (Espreita outras sugestões para não perder muito tempo com a roupa aqui).

8 - Descalçar os sapatos assim que entramos em casa - Cá em casa, assim que entramos, substituímos os sapatos da rua por chinelos. É uma forma de não espalhar sujidade por todo o chão da casa.


9 - Adquirir um chaveiro - Recebemos um de presente e colocámo-lo junto da entrada. Nunca mais as chaves ficaram desarrumadas, nem perdemos um tempo imenso a descobrir onde as enfiámos. É remédio santo!

10 - Adquirir organizadores - Passámos a ter organizadores de gavetas, cestinhos da despensa e casas-de-banho, etc. Estes ajudam-nos a definir um lugar certo para cada objecto e a delimitar espaços. Evitam que a tralha se multiplique  e que, por exemplo, uma gaveta se transforme numa confusão. 


11 - Colocar os electrodomésticos a trabalhar para ti - A ideia é aproveitar ao máximo todas as potencialidades dos electrodomésticos. Em vez de ralar manualmente podemos utilizar o robot de cozinha, fazer molhos no liquidificador, lavar a loiça na máquina, obter pão ralado na picadora... 

12 - Optar por electrodomésticos de fácil manutenção - Se por um lado os electrodomésticos podem ser bastante úteis, é importante optar por aqueles que são fáceis de manusear, de limpar (que possam ir à máquina de lavar loiça, por exemplo) e que ocupem pouco espaço a arrumar.

No meu caso, estou a pensar substituir o meu fogão de bicos (que dá uma trabalheira a limpar), por uma placa. Nem tem comparação o tempo que se poupa na limpeza.


13 - Utilizar electrodomésticos com a potência adequada - Quase que agradeci por a minha velhinha varinha mágica ter avariado. Comprei uma nova, bem mais potente. O que fazia em 7 minutos, faço agora em 2 ou 3. Outro electrodoméstico em que a potência faz toda a diferença, é o aspirador. Se este for mais eficaz, garantidamente poupamos esforço e tempo nas limpezas.


14 - Quando algo se suja, limpar de imediato - É a melhor forma de ter a casa com um ar sempre limpinho. É que quando deixamos acumular, a sujidade entranha-se e acaba-se por perder muito mais tempo a limpar. Se uma panela arrufar, é bem mais fácil limpar na hora...

15 - Utilizar o método do speed cleaning - Apesar de gostar de fazer limpezas mais profundas, por vezes chego tarde do trabalho e, opto por este tipo de limpeza rápida. Eis como funciona:
a) concentramo-nos em limpar somente o essencial, o que está sujo (ex.: não vamos limpar o forno, se este nem foi utilizado);
b) fazemos uma primeira ronda a arrumar tudo o que está fora do sítio;
c) reunimos todos os materiais necessários para a limpeza (panos do pó, produtos de limpeza, aspirador, esfregona...), para não termos de andar constantemente a ir buscar produtos;
d) seguimos uma ordem de limpeza - eu costumo limpar de cima para baixo e da esquerda para a direita no sentido dos ponteiros do relógio (o objectivo é não perder tempo a andar de um lado para o outro).


16 - Trabalhar em equipa - Tenho alguma dificuldade neste ponto. O marido chega tarde e, sei que deveria envolver mais a minha filha. Há semanas fiquei surpreendida com ela. Só tem 6 anos e insistia que queria ajudar-me a limpar os vidros. Eu, já com receio de me dar ainda mais trabalho, recusei. Mas ela tanto insistiu, que acabou por limpar. E, para minha surpresa, deixou os vidros impecáveis (melhor do que muitos adultos). 

É realmente importante deixar de ser tão exigente e envolver  as crianças desde cedo. Tal como fazer perceber aos companheiros, que quando colaboram, não nos estão a ajudar, mas a cumprir a sua obrigação.


17 - Se puder, contratar alguém para ajudar - Como por vezes chego tarde do trabalho, acabava por acumular a limpeza e as roupas por passar para o final do dia e fim-de-semana. Com isso tinha substancialmente menos tempo para mim e para a minha família. E, sinceramente, o que deverá ser prioridade? Eles ou a casa? A resposta é óbvia.

Apesar de não ter sempre ajuda, o meu marido contratou alguém para de vez em quando vir fazer limpezas. Na altura foi-me difícil aceitar. Hoje percebo que o dinheiro que gasto, compensa cada minuto ganho.

18 - Não querer a perfeição - Uma casa é para ser vivida e é normal que haja alguma desarrumação. Uma casa em que não podemos tocar em nada com receio de desarrumar, não é propriamente um lar, está mais para museu. Por isso limpa, organiza, mas sem entrar em excessos... dá espaço a ti mesmo para seres feliz!


Fotos:  1.ª Mitchell Wall Architecture & Design; 2.ª El Mueble; 3.ª Alvhem; 4.ª Bo Bedre; 5.ª HQ archi; 6.ª El Mueble7.ª DNB Eiendom;  8.ª Deulonder 9.ª The New York Times   10.ª Mi Casa; 11.ª El Mueble.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Indignação e tristeza!


Esta semana tem sido complicada. Sinto-me triste, desiludida, para não dizer verdadeiramente indignada. Sinto que todos os dias me aparece uma batalha nova para travar, e isso por vezes cansa. Estou francamente farta de pessoas que discriminam os meus e outros idosos, sem pensarem o quanto os podem magoar.

Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa picuinhas, que passa a vida a criticar os outros. Tento sempre perceber a razão das acções das pessoas. Prefiro falar com respeito, em vez de agredir. Estou longe de ser perfeita, mas preocupo-me realmente com as consequências das minhas acções, nas outras pessoas. Mas há atitudes verdadeiramente injustificáveis!

Como é hábito, quando chega o Verão, os meus idosos costumam ir semanalmente às praias fluviais da zona. É certo que a maioria precisa de ajuda. Alguns têm andarilhos, outros cadeiras-de-rodas, outros bengalas. Mas todos eles, como qualquer outra pessoa, gostam de descontrair... passear, ir à piscina, ou simplesmente sentar na esplanada a comer um gelado.

As funcionárias e voluntárias que os acompanharam durante as minhas férias, relataram-me entretanto episódios discriminatórios que haviam sucedido. Ontem, e porque um idoso tem todo o direito a frequentar um local público, foram novamente à praia fluvial. Então não é que me telefonaram a dizer que tinha sucedido de novo?! Só posso dizer que... bem, "passei-me" completamente.

O que se passa é que a gerente do bar da praia fluvial, aos berros, os expulsou da explanada (isto apesar dos idosos irem lá enquanto clientes, a consumir). Argumentos dela: eles têm mau aspecto (são idosos e dão mau aspecto ao bar), cheiram mal (parvoíce! pois levamos produtos de higiene para os mudar e se sujarem a roupa, temos sempre roupa de reserva) e atrapalham os outros clientes (pois usam andarilhos e afins). Para além disso, usam demasiado a casa-de-banho para deficientes (pois quando as casas de banho para pessoas sem deficiência estão a ser limpas, todos os utilizadores da praia têm de utilizar a dos deficientes, e se os idosos a estão a utilizar... atrapalham). Pela ideia da gerente a solução para eles era colocá-los numa fila de cadeiras (preferencialmente trazidas da Instituição) encostados junto das casas-de-banho. Ainda nem consigo acreditar que aquela pessoa desumana disse isto. O pior é que os idosos aperceberam-se e ficaram absolutamente tristes, com tamanha humilhação e falta de respeito.

Fiquei possessa!... Indignada e com os nervos à flor da pele. Em 10 anos que estou naquela Instituição, nunca tinha tido nenhum problema nas praias fluviais que frequentamos. As pessoas que estavam à frente dos bares sempre primaram pela simpatia e até se ofereciam para ajudar em alguma coisa. Mas a nova gerência deste bar... indigna-me.

Contactei dois elementos da Mesa Administrativa e dirigimo-nos à praia fluvial. Pedi pela primeira vez na vida o livro de reclamações e disse tudo o que me estava entalado à senhora, com a óbvia colaboração da Mesa Administrativa e funcionárias.

A verdade é que o que aconteceu é muito grave e ILEGAL. Estão previstas na lei coimas para quem faça discriminação quer devido à idade, quer por ser portador de deficiência. Para não falar dos nossos valores. É um absurdo andarmos por aí a magoar as outras pessoas, a dar-lhes pontapés na auto-estima. E não devemos esquecer... provavelmente um dia também seremos idosos.

A senhora teve a lata de dizer que gosta muito de idosos e que inclusive já trabalhou num Lar na Suíça (Jesus!...). Que não foi por ela, mas que recebia reclamações de clientes. Perguntei-lhe de quantos clientes, pois tive a paciência de telefonar a averiguar se nos anos anteriores tinha existido alguma reclamação acerca dos nossos idosos e a resposta foi sempre "absolutamente nenhuma". Ela respondeu-me 1 mesa de clientes. Pois... gosta muito de idosos, mas discriminou-os para defender uma outra mesa de mais pessoas discriminadoras... Depois argumentou que os idosos gastavam pouco comparativamente aos outros clientes (mas consumiam, certo?)... 

Felizmente outros frequentadores da praia vieram em nossa defesa e disseram que a acção dela era absolutamente injustificável. Que a viram a expulsar os idosos e que os viu tristes a um canto, revoltados e que só faltou chorarem. Que a senhora deveria ter vergonha das suas atitudes.

No fim, ela acabou por dizer que foi longe demais. Foi-lhes pedir desculpa, dizendo que lhes oferecia um gelado. Frisei que eles não queriam gelados... queriam respeito!

Estou realmente triste com os valores de algumas pessoas. Devemos ser menos egoístas e pensar na consequência dos nossos actos nas outras pessoas. E logo nós que quando vamos para estes locais, já preparamos tudo de modo a incomodar o menos possível quem quer que seja... Não podemos esquecer que aqueles que hoje são mais velhos, cuidaram das gerações mais jovens, trabalharam para melhorar as vidas dos seus filhos, contribuíram para a modernização da sociedade. São seres humanos que ouvem, sentem, sofrem e amam. Também têm o DIREITO a ser FELIZES!

Estou farta destas situações...

Foto: Elisa Paolini

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Actividades para promover a auto-estima das crianças - da gravidez aos 5 anos



Este é um tema que já abordei aqui no blogue, num post com 35 sugestões para aumentar a auto-estima dos nossos filhos

Contudo, há dias relia o «diário de gravidez e do primeiro ano» da Letícia e encontrei lá um outro texto sobre o assunto. Este falava igualmente de como promover a auto-estima, mas consoante a etapa de vida, da gravidez da mãe aos 5 anos da criança. Sei que li isto pela primeira vez na Internet, mas como o site já não existe, posso dizer que foi baseado no conhecido livro do Dr. Brazelton, "O grande livro da criança".


««»»




Deixo-te aqui o quadro que elaborei na altura, com sugestões de actividades para cada etapa:

COMO PROMOVER A AUTO-ESTIMA
Fase
Actividades a desenvolver
Gravidez
Existem estudos que indicam que a forma como a gravidez é vivida, poderá influenciar a auto-estima da criança. A felicidade com que esta fase é vivida, é um primeiro passo para que o bebé se sinta amado e desejado pela mãe, desde os primeiros dias de vida. Por isso, vive a gravidez ao máximo. Mima-te e fala docemente com o teu filho ainda na tua barriga.
1 a 4 meses
Inclina-te sobre o bebé para estimular os seus sorrisos e vocalizações. Quando ele sorrir, sorri. Mas depois espera até ele voltar a sorrir ou a vocalizar. Quando o fizer, incentiva-o com uma imitação suave. Enquanto ele for repetindo isso inúmeras vezes, observa a sua expressão para ver se ele reconhece as suas próprias aquisições quando exibe estes comportamentos. Não faças isto de modo opressivo.
4 a 6 meses
Quando te inclinares sobre ele, vocaliza suavemente. Espera que ele te imite. Quando ele o fizer, mostra pela expressão do teu rosto que reconheces o que ele fez.
6 a 8 meses
Joga com ele, escondendo-te e mostrando-te de novo, de modo a levá-lo a imitar a tua brincadeira. Depois deixa que seja ele a conduzir o jogo. Quando lhe deres de comer, deixo-o segurar uma colher ou uma caneca.
8 a 10 meses
Brincando com o mesmo tipo de jogo, tapa-lhe o rosto com um pano e deixa que seja ele a retirá-lo. Deixe-o começar a agarrar com as mãos dois ou três bocadinhos de comida para comer sozinho. Não te preocupes se ele os deixar cair.
10 a 12 meses
Deixa-o imitar-te, bebendo alguns goles de uma caneca e utilizando uma colher. Deixa que seja ele a escolher os alimentos que vai comer com os dedos, dando-lhe apenas alguns pedacinhos de cada vez.
12 meses
Deixa-o continuar a comer sozinho com as mãos, a segurar o seu biberão ou a imitar-te com uma caneca.
16 meses
Deixa-o usar um garfo para agarrar os alimentos. Deixa-o decidir se quer ou não comer, mas não experimentes inúmeras coisas para tentar agradar-lhe.
12 a 24 meses
Dá-lhe oportunidade para brincar com outras crianças da mesma idade. Prepara-o antecipadamente. Não o deixes só com eles enquanto não vires   que ele está preparado para isso, mas encoraja-o eventualmente a ficar num grupo sem a tua presença. Não interfiras nas brincadeiras deles. Mesmo que mordam, se arranhem e puxem os cabelos uns aos outros, estas poderão ser oportunidades para aprender, se os pais se mantiverem à parte. Contudo, não deixes o teu filho muitas vezes com um companheiro excessivamente agressivo ou passivo. Ele não aprenderá tanto com ele como aprenderia com um do seu género. Não o forces a compartilhar os seus brinquedos. Deixa que sejam as outras crianças a ensiná-lo.
3 a 5 anos
Encoraja-o a brincar independentemente com os irmãos ou com os amigos. Mantêm-te à parte das crises que surgirem. Recompensa-o pelos seus êxitos na aprendizagem sobre os outros. Encoraja-o a brincar regularmente com uma ou duas crianças, para que ele possa conhecê-las bem, compreendê-las e confiar nelas. Elas transmitir-lhe-ão um sentido de competência para com os outros e ensiná-lo-ão a compartilhar e a ser atenciosos para com os sentimentos das outras pessoas.

Não sei se cumpri isto à risca da outra vez...  De qualquer modo, já estou a pôr em prática a parte da gravidez. E não sou só eu que falo para o bebé. O papá também. Mas a Letícia bate todos os recordes, fá-lo várias vezes ao dia. É uma querida a minha princesa!

Foto: Glee

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Pensamento/Lema da semana #203


Não ande apenas pelo caminho traçado, 
pois ele conduz somente até onde os outros já foram.” 
Alexander Graham Bell

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Fazer um diário de gravidez e do 1.º ano - registando lembranças felizes

Quando estava grávida da Letícia criei um «diário de gravidez e do 1.º ano». Este é um excelente meio para registar as lembranças felizes desses tempos, para mais tarde recordá-las. Pretendo dar-lho quando ela for maior, mas já hoje me pede para ver algumas passagens. É algo que ela adora!

Por isso lancei-me à aventura e ando a fazer um novo diário para este novo bebé.

Se quiseres fazer o mesmo, pois é uma lembrança para a vida, passo a explicar-te sobre como faço os diários.


Material utilizado:
a) Escrevo no computador e insiro imagens digitais (fotos, ilustrações) ao longo do texto. Mais tarde conto em imprimi-las e dá-las a cada um dos meus filhos. 
b) Há quem compre um livrinho e registe esses momentos directamente no papel e cole fotografias (a mim não me dá tanto jeito, por causa da parte das fotos). 
c) Há ainda quem faça um blogue sobre o assunto e depois o guarde digitalmente ou imprima. 
Tens assim várias opções.

O que registar na parte do «diário de gravidez»:
a) Podes registar o momento em que soubeste da notícia, quando e como contaste às outras pessoas, a evolução do bebé semana a semana, como correram as consultas, como te vais sentindo ao longo do tempo, por onde passeaste quando estavas grávida, a razão da escolha do nome do bebé, os episódios engraçados que ocorreram nesta altura, quando sentiste o primeiro pontapé, o que colocaste na mala para a maternidade, etc.
b) A par disto podes ilustrar com imensas fotos, pois fica bem mais giro. Eu tenho fotos do teste de gravidez, das ecografias, das roupas e utensílios que fui comprando, da evolução da barriguinha, etc.

O que registar na parte do «diário do 1.º ano»:
a) Podes falar sobre o momento em que nasceu, dos presentes e visitas que recebeu, das idas ao pediatra, dos episódios engraçados, dos marcos da sua evolução (quando sorriu pela 1.ª vez, quando deu os primeiros passinhos, etc.), dos seus brinquedos favoritos, dos lugares que visitámos, do seu baptismo, etc.
b) Ilustra igualmente com fotos. Coloca a primeira foto do bebé, fotos engraçadas, ternurentas e marcos da sua evolução, as prendinhas que recebeu, a árvore genealógica da família, os locais por onde passearam com o bebé, etc.

Quais os benefícios de ter um «diário de gravidez e do 1.º ano»:
a) É uma excelente lembrança quer para pais, quer para os filhos quando forem maiores. Aliás, está provado que uma forma de trazer felicidade ao nosso dia-a-dia, é recordarmo-nos de momentos felizes já passados.
b) Ter um primeiro diário ajuda-nos imenso na 2.ª gravidez. Por exemplo assim sei o que colocar na mala da maternidade, sei o que fazer perante as cólicas do bebé, etc.

Experimenta! É uma lembrança para a vida!

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