segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #215


"Deixe-me contar-lhe o segredo que me conduziu ao meu objectivo:
a minha força reside apenas na minha tenacidade." 
Louis Pasteur

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Um apartamento minimalista - decoração que não tem de ser aborrecida

"Perdemos tanto lugar a atulhar os espaços (...),
tanto tempo a arrumar, limpar, procurar..."

"Deixem de possuir demais,
terão mais tempo para consagrar ao vosso corpo.
E quando se sentirem bem no vosso corpo, poderão esquecê-lo e cultivar o espírito,
aceder a uma existência plena de sentido.
Serão mais felizes!"

Dominique Loreau

Ultimamente ando a espreitar sites de decoração nórdica, um estilo mais minimalista. Mas se antigamente tinha a ideia (pré-concebida) de que este era um tipo de decoração monótona, que não me agradava, hoje percebo que não é bem assim. O minimalismo também pode ser encantador, também pode incluir elementos românticos, rústicos, o que quisermos. Mas traz sem dúvida mais serenidade e funcionalidade, do que uma casa atulhada de objectos.

Deixo-te aqui um exemplo, de um apartamento de 73 m2 na Suécia.

Tem uma minúscula varanda, que me parece um espaço zen dentro de casa. Quem não relaxaria com aquele verde todo?


Apesar de ser um espaço pequeno, não está atulhado. Tem apenas uns vasos e está divido em duas áreas distintas.


Aqui está uma pequena mesa de refeição, onde podemos tomar um agradável lanche. Reparas-te como os móveis são de pequena dimensão, para não ocuparem demasiado espaço? Adoro igualmente todo o verde envolvente...


A outra área da varanda, pode muito bem ser um recanto de leitura. Gosto particularmente dos toques de cor, dados pelos vasos de flor.


Uma sala simples, com uma vista encantadora. O detalhe do candeeiro ao canto. Este foco de luz, permite criar um espaço de leitura.


A sala no seu todo. Muito simples. Ao invés de estar sobrecarregada de móveis e bibelôs, os elementos decorativos surgem com plantas (que tornam o ambiente relaxante) e com quadros nas paredes (tudo o que é pendurado na vertical, dá muito menos trabalho na altura de limpar).

No meu caso, e porque temos de pensar no que é realmente necessário para cada um de nós, talvez o móvel em frente ao sofá fosse de maior dimensão, para guardar os meus imensos livros (únicos objectos que nunca considero demais). E colocaria ali a televisão, ao invés do quadro. 


Mais um pormenor da vista da sala para a pequena varanda (são apenas umas grades junto das portadas). Aqueles vasos não são adoráveis?


A área das refeições está bastante simples. Novamente, para não tornar o espaço monótono, são colocadas flores na mesa, papel de parede numa das paredes, e há mais um quadro pendurado. Há ainda o espaço da lareira (também reparei que naqueles países gostam muito de incluir velas na decoração... mais um elemento relaxante dentro de casa).


Um detalhe do papel de parede. Decora a casa, sem dar trabalho praticamente nenhum a limpar.


E agora a vista para o quarto. Um ambiente com cores neutras, que convida a relaxar.


As janelas não têm cortinas... o que é bom para quem tem alergias. Gosto do pormenor da secretária, afinal por vezes não sabemos muito bem onde pousar o portátil ou o iPad. Assim, temos uma pequena área de trabalho dentro de casa (também já vi esta área em salas, junto da cozinha... torna-se muito útil, especialmente para quem não tem escritório).


Os cestos de arrumação das mesas-de-cabeceira são óptimos para guardar acessórios, livros, produtos de beleza... (por coincidência, tenho uns iguaizinhos na casa-de-banho). Dispensaram-se também os tapetes neste quarto (a única carpete que existe está na sala, bem como uma passadeira junto da bancada da cozinha e o tapete da entrada... ah, o pequeno quarto de hóspedes também tem uma passadeira, daquelas que não acumulam muito pó).

Os principais toques decorativos deste quarto vão para os vasinhos, os almofadões e um quadro pendurado na parede (nos países nórdicos é comum espalhar vários quadros pela casa).


Para aproveitar o espaço existem 2 roupeiros menores (um para ele e outro para ela) e um espelho estrategicamente colocado (o que dá sempre jeito, quando nos queremos arranjar).


Mais um detalhe decorativo no quarto, para quebrar a monotonia.


A cozinha também tem bancadas muito libertas de objectos (estes estão guardados nos móveis). O fogão, por incluir uma placa ao invés de bicos, é igualmente de fácil manutenção.


Os apontamentos decorativos são praticamente feitos com plantas e por um relógio pendurado na parede. Adoro aquela vista para a varanda...


Eu bem disse que os objectos (e também os produtos alimentares) estavam escondidos nos móveis...


Esta bancada extra, permite ampliar o espaço de trabalho... dá sempre jeito enquanto se cozinha e quebra a monotonia daquela parede.


Nem sei como, mas num espaço minúsculo conseguiram criar um outro quarto. Mais velas, mais vasos e, claro... quadros na parede. O roupeiro está ao fundo da cama.


Um espaço pequeno, mas sem dúvida bem aproveitado. A cor da cama também dá alegria à divisão.


Na casa-de-banho, a mobília e loiças são mais pequenas, de modo a permitir espaço suficiente para a circulação. O móvel é adequado para guardar objectos essenciais como toalhas, papel higiénico e produtos de higiene.


A isto se pode chamar aproveitamento de espaços. Pena não haver um desnível no chão, na área do duche. Não sei se assim, a água não se espalhará na casa-de-banho.


O hall de entrada é, mais uma vez, uma área funcional. Tem um espaço para pendurar malas, outro para os casacos e um banquinho onde a pessoa pode sentar-se e descalçar os sapatos - que nestes países costumam ficar à entrada (cá em casa também nos costumamos descalçar assim que chegamos a casa, mas guardamo-los num móvel).


Mais apontamentos decorativos na vertical (aquela parede de tijolo não ficou linda?). O espelho também dá jeito, para dar um toque no visual antes de sair de casa.


E é isto, um apartamento pequeno, com espaços bem aproveitados. 

E o que se ganha com uma casa mais simples e funcional? Certamente tempo para o mais importante... o que inclui ser feliz!

Fotos: Alvhem Mäkleri & Interior

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #214


"A felicidade não está em viver, mas em saber viver. 
Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive, 
porque a vida não mede o tempo, mas o emprego que dela fazemos.
Autor desconhecido

quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

terça-feira, 4 de Novembro de 2014

Uns minutos para descomprimir


Dormir pouco, o excesso de tarefas e o stress quotidiano parecem impedir-nos de relaxar. Mas depois olhamos pela janela e apreciamos um momento destes... a calma aparece como que por artes mágicas.

Sinto que cada vez mais precisamos de pequenas lufadas de ar fresco, nos nossos dias corridos. Basta parar uns minutos, para descomprimir. Ainda hoje fico fascinada com os «nasceres» do sol na minha varanda. Acalmam-me de imediato e fazem a diferença no meu dia. Acho que deveríamos ter pelo menos um momento assim durante o dia. E quem diz ver o nascer do sol, diz outras coisas...

No meu caso, sentir o cheiro a mar e assistir ao vai-vem das ondas é francamente relaxante. Devorar um bom livro ou escrever/pesquisar para o blogue, meditar... caramba, faz-me tão bem! Tenho mesmo de tornar estes minutinhos, num hábito diário. 

E tu, já pensaste nisto? Vives a correr ou também tiras uns minutos para descomprimir?

Foto: Mafalda S.

segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Ferramentas de planeamento para gerir o tempo - a agenda ideal e como me organizo

"Há muitas pessoas que pensam que a memória é o lugar ideal para guardar todos os afazeres,
mas este é o principal inimigo da produtividade individual.
A não ser que tenha uma memória excepcional,
é simplesmente impossível guardar tudo na cabeça,
que não é infalível e costuma estar sobrecarregada de problemas."
Christian Barbosa


Imprescindível ter agenda!
Desengane-se quem pensa que a sua memória é infalível. Este é um erro crasso de quem faz uma má gestão do seu tempo.

É fundamental ter ferramentas de planeamento, nomeadamente agenda, para registar tarefas e compromissos, assim como para distinguir o que é urgente, do que é importante ou até do acessório.

Para além disso, quando usada convenientemente, esta reduz o nosso stress:
- pelo facto de sentirmos que detemos algum controlo sobre o nosso tempo;
- por reduzirmos a pressão que sentiríamos se só guardássemos a imensa informação, na nossa memória;
- por estarmos menos sujeitos a falhas e esquecimentos.


Qual a agenda ideal?
Há muito por onde escolher, desde a velhinha agenda de papel a uma panóplia de softwares informáticos. Contudo, uma agenda só funcionará, se tiveres em conta o seguinte:



Qual é o teu estilo pessoal?
Se não escolheres uma agenda que vá ao encontro do teu estilo pessoal, ao invés desta te ajudar, será mais um factor de improdutividade. Por isso, é essencial tomares consciência do que funciona melhor para ti, daquilo com que te sentes mais à vontade.

De acordo com o especialista de gestão de tempo Christian Barbosa, no seu livro Seja Dona do Seu Tempoexistem 3 estilos diferentes que devem ser tidos em conta na selecção de uma agenda.

1.º Existem pessoas com um "Estilo Sensorial", que possuem por norma as seguintes características:




2.º Já as pessoas com um "Estilo High-Tech", costumam funcionar da seguinte forma:


3.º Por último, há as pessoas de "Estilo Misto", cujas características são as seguintes:







Agora que já deves ter percebido qual é o teu estilo, escolhe uma agenda de acordo com o mesmo. Só assim será uma ferramenta de planeamento, verdadeiramente útil.


Como me organizo
O meu estilo é "Misto", mas com predominância para o "Estilo Sensorial". Se por um lado adoro agendas em papel (por ex. para definir as tarefas do dia-a-dia e compromissos), uso também alguns recursos informáticos (por ex. para elaborar o meu orçamento anual e registar a minha lista de contactos).

Confesso que já experimentei sistemas complicados. Mas acabava por desistir, por perder demasiado tempo com os mesmos (no fundo acabavam por ser um factor de improdutividade). Desde que simplifiquei as minhas agendas, que estas se revelaram a ferramenta de planeamento ideal para mim. Já há algum tempo que mantenho este sistema. Se funciona, não vale a pena andar sempre a mudar.

Os recursos que utilizo, são:
- uma agenda para o trabalho (a verde, na figura);
- uma agenda para a gestão doméstica (a azul;
- um conjunto de post-it's.












Tenho duas agendas diferentes, para não misturar a vida familiar com a vida profissional, minimizando assim o stress diário. Normalmente nem trago a agenda do trabalho para casa, nem tampouco levo a de casa para o trabalho. O que costumo trazer na mala, é o conjunto de post it's, que ocupa pouquíssimo espaço. Assim, se tenho alguma ideia, ou me lembro de alguma tarefa por realizar, tenho sempre onde registar. Depois basta copiar ou colar o post it na respectiva agenda.

De qualquer modo, ambas as agendas são pequenas (a maior é a do trabalho e é de tamanho A5). Isto porque quero que as mesmas sejam portáteis, de forma a que caibam na minha mala, por ex. para levar a uma reunião no exterior.

Presentemente prefiro agendas totalmente personalizadas por mim, de modo a adequarem-se às minhas necessidades. Opto por cadernos com folhas totalmente brancas, que me permitem escrever de acordo com as minhas necessidades. Vou mostrar-te como funciona, com imagens da minha agenda do trabalho.


No verso da capa da agenda costumo colocar a minha identificação no topo. De seguida, colo um calendário do ano em questão. Já na primeira página, registo sempre as tarefas que ficaram pendentes na anterior agenda (se reparares basta uma página e normalmente diz respeito a tarefas a realizar a longo prazo... ou seja, nunca deixo muitos assuntos pendentes).



As minhas agendas não começam propriamente no início do ano. Esta começou em Junho e há-de terminar... quando estiver toda preenchida. Eu própria escrevo a data. Isto permite-me não deixar grandes espaços em branco (com as agendas anteriores, ora o espaço para o dia era insuficiente, ora era demasiado).

Gosto igualmente que a agenda tenha aquela fita marcadora, que me permite localizar rapidamente a página onde estou a escrever.

Normalmente, por baixo da data, e com o título sublinhado a verde, registo as tarefas que tenho de realizar naquele dia. Já não escrevo, o grau de prioridade. Leio a lista, e de imediato identifico a mais urgente. Vou concretizando-as da mais urgente, para a menos prioritária. À medida que as vou realizando, vou colocando um visto.

Quando todas as tarefas registadas numa página estão concluídas, no topo da página coloco um risco amarelo fluorescente. Agora imagina que deixei uma tarefa pendente. Nessa página coloco um post it pequenino (os cor-de-rosa, da imagem), que me indicam que algo ficou por fazer. Quando a tarefa estiver concluída, retiro o post it e marco o topo da página com o dito amarelo fluorescente.



Como disse anteriormente, os títulos sublinhados a verde fluorescente referem-se a tarefas. Mas também tenho títulos sublinhados a amarelo. Estes dizem respeito a informações importantes que gosto de ter registadas (ex. assuntos de uma reunião, informações sobre determinado serviço que tem de se iniciar, etc.). Se for um assunto de extrema importância, que servirá não só para este ano, mas para os seguintes, opto por registar no computador - assim fica sempre acessível, mesmo que deixe de usar a agenda em curso.

Nas páginas finais da agenda colo "folhas mensais" (tabelas que englobam todos os dias cada mês), onde registo todos os meus compromissos e lembretes importantes.

Exemplo de assuntos que podem ser inscritos nesta tabela:
. dia 2 - 10h reunião de CLAS (compromisso com hora marcada);
. dia 10 - Comunicação de frequências (isto para não me esquecer que tenho de concluir aquela tarefa naquele dia, independentemente da hora).;
. dia 12 - 17h30 - Consulta na dentista (esta tabela é a única onde englobo compromissos de vida pessoal com hora marcada, isto porque não posso ter compromissos em simultâneo, de diferentes áreas da minha vida);
. dia 26 - prazo de aviso prévio do contrato c/empresa X (também incluo lembretes importantes, mesmo que não sejam propriamente tarefas ou compromissos).











Por último, adoro ter no verso da contra-capa uma espécie de bolsa (esta já vinha incluída na agenda), onde posso transportar algum documento importante. Por exemplo quando vou a uma reunião, aproveito para colocar aqui a convocatória com a Ordem de Trabalhos.

A agenda de casa funciona em moldes semelhantes, mas nesta incluo temas totalmente diferentes. Registo por ex. as minhas ementas, a lista de compras, as tarefas em função dos meus objectivos de vida, etc., etc.


2 Regras fundamentais para uma agenda ser eficaz
Existem 2 regras básicas, mas fundamentais, para uma agenda ser eficaz:
1.ª) Reservar alguns minutos, todos os dias, para planeares a tua vida, definindo as tarefas que tens de cumprir (ao longo do teu dia, ou a médio ou longo prazo) e os compromissos que tens para o dia ou semana seguinte;
2.ª) Reservar alguns minutos para verificares as tarefas que ficaram pendentes e reagendá-las (podes fazê-lo diariamente para as tarefas do dia e no final da semana, para analisares a semana inteira).

A verdade é que se não registares as tuas tarefas, ou se nunca verificares o que foi cumprido e o que ficou por fazer, dificilmente conseguirás gerir o teu tempo. Dessa forma corres o risco de te esquecer de compromissos importantes ou de ver tarefas que eram importantes, transformarem-se em assuntos urgentes, a que tens de acorrer de imediato.

««»»

A agenda é sem dúvida um recurso fundamental para uma gestão eficaz do tempo. Descobre a ideal para ti, de acordo com o teu estilo e dedica uns minutos do teu dia ao planeamento. Vais ver que com uma gestão eficaz, esta será igualmente uma óptima ferramenta para controlar o stress dos dias assoberbados. 

Espero assim, que esta informação te seja útil!

Fotos: Mafalda S.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Rotinas diárias para criar o hábito de dormir melhor - o adormecer

"(...) dormir é um hábito que exige determinadas rotinas e rituais.
Repetir todos os dias certas acções
prepara-nos para passar do estado de vigília ao estado de sonolência
sem nos darmos conta."
Dr. Eduard Estivill e Mirta Averbuch

Andava eu nas minhas leituras, quando constatei que os hábitos de adormecer e de dormir bem, também se aprendem (claro que alguns sortudos não precisam de se preocupar muito com isto, dormem bem e pronto). Todos temos predisposições para dormir mais ou menos horas, mas o importante mesmo é ter um sono reparador... coisa que eu não tenho há muito tempo.

De qualquer modo, para quem tem mais dificuldades em adormecer, aprender estes hábitos leva o seu tempo e implica a adopção de uma série rotinas. Requer igualmente persistência. Não podemos desistir logo após os primeiros dias de prática (de início, não teremos logo sono).

Contudo, com o tempo e a repetição destas actividades, começaremos a interiorizá-las e as mesmas transformam-se em rotinas que faremos automaticamente. Só com o tempo conseguiremos assim criar o hábito de melhorar o nosso sono. O livro do Dr. Eduard Estivill e Dr.ª Mirta Averbuch, Receitas para Dormir Bem indica-nos uma série de rotinas para criar o hábito de adormecer melhor. Adaptei as suas ideias para o quadro abaixo. Quero aproveitá-lo para tentar implementar estas rotinas na minha vida. Espero que te ajudem a ti também!

ROTINAS DIÁRIAS PARA CRIAR O HÁBITO DE ADORMECER MELHOR
Período do dia
Actividades a desenvolver
Porquê?
Ao chegares a casa
Desliga psicologicamente do trabalho
Porque…
… se trata de uma forma de traçar uma linha divisória entre a vida profissional e familiar (não é bom para o sono misturá-las).
a)   Troca de roupa e sapatos e arruma a pasta do trabalho;
b)  Se trouxeres do trabalho algum assunto pendente muito importante (situação que se deve evitar a todo custo), faz imediatamente o que tens a fazer determinando um tempo para conclusão da tarefa (quando chegar esse momento, desliga-te desta tarefa, se necessário, conclui-a no escritório);
c)   Dedica no máximo 10 ou 15 minutos a rever a tua agenda de actividades para o dia seguinte. Se algo te preocupa, regista-o agora, para não te esqueceres de o resolver amanhã e não ficares a pensar no assunto durante a noite.
Nas 3h antes do jantar (quando chegares do trabalho)
Pratica exercício moderado
Porque…
… o objectivo é ires relaxando.
Por ex.: um passeio de 30 minutos, ir a uma aula de ioga ou qualquer outra actividade de que gostes e não requeira esforço físico excessivo;

A partir das 17h
Evita substâncias que sabotam o sono
a)   Não bebas café, chá com cafeína, coca-cola, ou outras bebidas ou medicamentos com cafeína;
b)   Quando tiveres sede bebe água, sumos naturais de fruta, leite ou bebidas sem álcool.
Antes de jantares
Toma um banho relaxante
Porque…
… o banho tem um efeito sedativo.
Nos dias em que estiveres especialmente cansado(a) e nervoso(a) toma um banho quente de imersão.
À hora de jantar
Opta por um jantar leve
Porque…
a)   os jantares abundantes tornam a digestão difícil e podem alterar o sono;
b)  o excesso de líquidos pode fazer com que acordes de noite para ires  à casa-de-banho;
c)   o açúcar dá energia, o que dificulta a chegada do sono;
d)  se ingerires comida insuficiente, a fome irá certamente despertar-te durante a noite.
a)     Evita refeições demasiado pesadas, gordurosas e com excesso de calorias;
b)    Evita ingerir demasiados líquidos;
c)     Não consumas sobremesas doces;
d)    Não caias no exagero de não comeres nada ou de comeres uma refeição demasiado leve.
Mantém horários regulares para as refeições
Porque…
a)   o estômago precisa de tempo para fazer a digestão;
b)   os horários regulares permitem que o cérebro associe dadas rotinas, a funções que tem de desempenhar (ex.: 30 minutos antes da hora habitual de jantar o cérebro envia-te sinais de que tens de comer - como a sensação de fome, pouco depois envia sinais ao teu organismo de que é necessário produzir sucos gástricos ).
a)     Janta, no mínimo, 2 horas antes de te deitares;
b)    Janta sempre à mesma hora.
Depois do jantar
Pratica actividades relaxantes
Porque…
… precisas de reduzir  o stress, bem como ajudar o teu corpo e a tua mente a prepararem-se para dormir.
a)     Dedica-te a actividades relaxantes como: sentares-te comodamente no sofá a ver um programa calmo de TV (um documentário por ex.), a ouvir uma música suave, a conversar calmamente em família, a fazer meditação, etc.;
b)    Nesta altura, é proibido envolveres-te nas seguintes actividades:
- discutires com o cônjuge ou com os filhos;
- assistires a um programa de TV, com muita acção ou que acabe demasiado tarde;
- beberes álcool ou bebidas com cafeína, enquanto tentas relaxar;
- navegares na Internet ou conversares em chats (se não resistires e o fizeres, fixa uma hora para desligar o computador e cumpre-a!).
30 minutos antes de te deitares
Cria rituais indutores do sono
Porque…
a)   as rotinas antes de deitar enviam um sinal ao cérebro de que chegou o fim do dia e é hora de dormir;
b)  o leite possui um aminoácido (triptofano), que melhora o padrão do sono.

a)     Escolhe uma série de rotinas antes de te deitares. Aqui fica um exemplo:
- apaga a televisão ou qualquer outro aparelho electrónico;
- baixa os estores e corre as cortinas do quarto;
- prepara a roupa para o dia seguinte;
- lava os dentes e coloca um creme de noite;
- veste o pijama;
- conta uma história aos teus filhos;
- desliga as luzes do resto da casa e entra no quarto;
- deita-te.
b)    Se sentires fome, opta por beber um copo de leite quente, e/ou comer umas bolachinhas.
À hora de deitar
Mantém horários regulares para te deitares
Porque…
… a regularidade ajuda a manter o ritmo correcto do sono e da vigília. Com o tempo, cerca de 30 minutos antes da hora de deitar, o cérebro começará a enviar sinais de que precisa dormir (sonolência, bocejos).
Fixa um horário regular para te deitares e para te levantares (mantém este horário ao fim-de-semana).
Quando estiveres na cama
Pratica actividades relaxantes
Porque…
a)   a música suave com volume baixo e a meditação guiada ajuda algumas pessoas a conciliar o sono, afastando da mente as preocupações e ajudando a descontrair o corpo;
b)  a leitura é um bom indutor do sono, porque permite-nos esquecer os problemas e desligarmo-nos deles.

a)     Se tiveres a sorte de fechar os olhos e adormeceres quase de imediato, óptimo, é o que tens de fazer;
b)    Se não é o caso, descontrai-te a ler, a ouvir música relaxante ou a ouvir uma meditação guiada para adormecer. Contudo, tem em conta o seguinte:
b.1) no que respeita à música e meditação guiada
- não adormeças, deixando a música a tocar pela noite fora (irá acordar-te pouco depois). Opta por colocar um CD, ou programa o rádio para desligar ao fim de 15 minutos;
- escolhe melodias e vozes suaves (na meditação) ou sons da natureza;
- se dormires acompanhado(a) usa auscultadores.
b.2) no que respeita à leitura
- escolhe um romance ou um livro leve (nada de artigos científicos, jornais ou livros práticos);
- usa a luz de um candeeiro da mesinha-de-cabeceira ou um foco de luz direccionada;
- se tiveres mais de 40 anos, opta por um livro com letra grande (pois a luz ténue acentua a presbiopia ou vista cansada);
- logo que te apareça o sono, fecha de imediato o livro e desliga a luz. Não deixes escapar a oportunidade de adormeceres!
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