segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Pensamento/Lema da semana #312


"Temos a capacidade de mudar o mundo, 
e tudo começa com os pequenos gestos que constituem cada dia da nossa vida." 
Rachel Brathen

Foto: soej24
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Das férias e dos seus ensinamentos


Ultimamente tenho prestado mais atenção às pequenas coisas, ao fluir da vida e às lições que ela nos traz. Assim foi com as últimas férias. Apreciando cada momento e retirando aprendizagens das minhas experiências.

Rumámos novamente a sul e ficámos junto daquela imensidão de mar, no Algarve. Tão bom ver o mar outra vez. Se pudesse, viveria junto dele. A sua beleza, o seu cheiro, o som das suas ondas... fazem-me definitivamente mais feliz.

Ficámos onde costumamos ficar. Num hotel rodeado de Natureza, porque era dela que estávamos a precisar. O cansaço era excessivo e precisávamos mesmo de abrandar.


Desliguei-me de tudo. Das redes sociais, do blog, do telemóvel. Restaram os livros e a natureza.


Não deixei de acordar cedo. Ia para uma espreguiçadeira junto da piscina, quando os outros hóspedes ainda dormiam. A piscina era mesmo em frente ao meu apartamento, não tinha de caminhar muito. E depois era ficar ali, no silêncio somente interrompido pelo som da água. Meditava e depois lia.


Só de seguida tomava o pequeno-almoço. Fi-lo sempre na esplanada da minha varanda, rodeada por flores e por todo aquele verde. Comer ao ar livre tem outro sabor.


Interessantes os artigos que li. Parece que só encontrava textos relacionados com o slow living e o vegeterianismo. Foi mais uma chamada de atenção para a necessidade de abrandar. Por vezes não ligo aos sinais do corpo. Vivo sempre em correria. Mas tenho (urgentemente) de viver mais devagar, ou pelo menos de fazer mais pausas. Preciso também de cuidar da minha alimentação. Quero cada vez mais comer de forma saudável.


Se bem que... não resisti a alguns capuccinos, uma das minhas bebidas favoritas. E ainda provei aquele doce da foto à direita (foram só umas colheradas, pois o bolo era do meu marido). Era feito com alfarrobas, um fruto típico do Algarve. Uma verdadeira delícia! Mas vamos pela positiva, desde que fui de férias rendi-me ao chá verde e esse, não tenho dúvidas de que é saudável.


O melhor destas férias é que li bastante. Principalmente, como disse, junto da piscina deserta. O livro que levei (e que me está a encantar) é "O Monge Urbano" de Pedram Shojai. Cheio de boas sugestões para os problemas do dia-a-dia! Prometo que falarei dele quando acabar de lê-lo, pois vale mesmo a pena. 

Sinto que estou a descobrir todo um mundo novo, nestes últimos livros que tenho lido - por abordarem não só uma componente prática, mas também uma vertente mais espiritual.


Não tenho quaisquer dúvidas de que foi o livro da Rute Caldeira o "Liberta-te de Pensamentos Tóxicos" que fez com que na minha mente habitualmente céptica, despertasse a curiosidade acerca deste tipo de leituras. Continuo descrente acerca de muita coisa, mas sinto uma curiosidade enorme em saber mais. 

Talvez por isso tenha comprado o livro de "Reiki - Guia para uma Vida Feliz" do João Magalhães. Vai ser outro desafio às minhas crenças...

Na mala levei também o livro de yoga mais pequeno que tinha cá por casa. É que eu e a princesa, andámos a praticar.


Quando viajo gosto de mergulhar nos sabores locais. Aquele patê de atum, camarão e delícias do mar era divinal (foto da esquerda). À direita uma cataplana de marisco.


Contudo, tentei experimentar o máximo que consegui de pratos vegetarianos. E digo já que não foi uma boa experiência. A oferta era muito escassa e, por vezes, nada deliciosa. Experimentei por exemplo um prato no hotel que incluía ratatouille. Desiludiu-me imenso. A receita que costumo fazer é bem mais saborosa.

O prato da foto abaixo é um «misto vegetariano», do qual finalmente gostei. Surpreendeu-me é que o falafel, tem exactamente o mesmo sabor do que faço em casa. 

O mundo vegetariano é ainda um enigma, o qual quero sem dúvida explorar.


Como disse, continuei a levantar-me cedo. E os melhores momentos aconteceram junto à praia, quando íamos ver o nascer do sol. Maravilhoso aquele espectáculo da natureza! Aquelas águas douradas, aquele cheiro a maresia, inundavam o meu ser de energia positiva.


À tardinha dava um passeio pelos jardins do hotel. Não queria ir para longe. Queria simplesmente desligar-me do resto do mundo e comungar com a Natureza.


Apreciar pormenores, que por vezes nos passam ao lado no dia-a-dia. Se bem que, cada vez mais, estou atenta à beleza das pequenas coisas.


Debaixo das enormes pinheiras ou dos sobreiros com troncos lindíssimos, estendíamos as nossas toalhas e praticávamos yoga. Também fizemos uma aula de hidroginástica, mas ficou por aí. Era a última aula que a professora ia dar.


Este era o caminho que dá para os baloiços. E esta é para mim uma das plantas mais interessantes daquele jardim.


Os apartamentos têm sempre pinturas no seu interior. Adorei este quadro. Lembra o Algarve, a vida dos pescadores.


Mas nem tudo correu pelo melhor. A localização do apartamento era péssima para quem tem filhos pequenos e pedimos uma alteração. Mudámos para um com pior qualidade, mas num sítio mais agradável. O problema é que a manutenção deste último, deixava a desejar. Quando saímos de férias e estamos exaustos, queremos é descansar. Não pensar nas chatices do dia-a-dia. Mas entre outras coisas, a máquina de lavar loiça não funcionava e demoraram uma eternidade para substituí-la (a bem dizer, fizeram-no quase no fim das férias). Queria que este e outros detalhes não nos tivessem afectado. Mas ainda não chegámos a esse ponto e aquilo influenciou negativamente o nosso descanso. 

Por esta altura, aconteceu também mais uma agressão à mãe Natureza. O incêndio de Monchique. Dá-me um aperto no coração de cada vez que assisto a estas situações... Mesmo distantes daquele lugar, o céu estava acastanhado tal era a quantidade de fumo.


Junto ao mar, tudo pareceria mais escuro. O céu outrora azul, e já com o laranja do pôr-do-sol, estava também acastanhado.


Gostei das férias, mas todos nós sentimos que uma semana não foi suficiente para superar da exaustão. Deveríamos ter ido mais cedo. Não deixar o nosso cansaço chegar ao ponto a que chegou.

Por outro lado, pessoalmente apreciei cada minutinho. Concentrei-me no presente. Foquei-me naquilo que me faz bem.

Agora resta a saudade, principalmente das manhãs. Aquelas manhãs coloridas pelo nascer do sol e em paz pela meditação, pelos pequenos-almoços na natureza.

Vou ter saudades destas companheiras matinais. A praia estava cheia de gaivotas e vazia de pessoas. E eu preferia assim. Eram as melhores horas para ali se estar.


Vou ter saudades também do pôr-do-sol, a outra hora em que íamos ver o mar. Saudades da minha filha e do meu príncipe a saltarem as ondas. Saudades da caminhada de fim de tarde à beira mar.


Mas falei em ensinamentos. E aprendi com esta experiência. Eis as lições:

- Não devemos chegar a um ponto de exaustão para tirar férias. O descanso é tão importante para o corpo como a actividade;
- Para garantir uma boa estadia, é importante reservar o mais cedo possível e informar o hotel daquilo que é realmente imprescindível para nós (sem exageros, claro);
- Para descansar é importante simplificar (nada de excesso de actividades ou escolhas demasiado complicadas);
- No meu caso, os melhores momentos para apreciar a Natureza são ao nascer e ao pôr-do-sol. Faz toda a diferença observar aquele espectáculo da Natureza;
- A meditação, por mais curta que seja, traz muita energia positiva e serenidade aos nossos dias;
- Estar aberto a novas perspectivas de conhecimento (leituras mais espirituais, terapias alternativas, outras filosofias  de vida...), pode mostrar-nos um leque de novas técnicas para melhorar a nossa vida. Claro que não devemos aceitar tudo. Devemos distinguir o útil do inútil, de modo a não perder tempo precioso. No entanto, estar aberto a novos saberes, pode realmente trazer ideias úteis que de outra forma não conheceríamos;
- A falta de beber água afecta o nosso corpo, nomeadamente a nossa pele (fui uma hora tratar da minha pele e a esteticista percebeu de imediato que andava a beber pouca água - como ela refere "a melhor hidratação é a que vem de dentro");
- Cuidar da pele faz toda a diferença no seu aspecto (daí a importância de ter uma rotina matinal e outra nocturna de cuidados);
- Os melhores pratos de comida vegetariana que já provei... foram feitos em casa. Há por isso que alargar o leque de escolhas. Experimentar novas receitas, perceber o que gosto dentro das refeições saudáveis.

««»»

 As férias são realmente importantes para o nosso bem-estar.
Não devemos adiar o descanso. Só com ele o corpo funcionará em pleno.
Para além disso, por norma as férias são uma experiência positiva,
logo passível de nos fazer felizes. 

E pronto, vou sonhar com as próximas.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Pensamento/Lema da semana #311


"(…) que o vosso amor se torne cada vez mais abundante (…)" 
Bíblia, Filipenses 1:9

Foto: Jill111
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pensamento/Lema da semana #310


Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro 
e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; 
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, 
de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; 
Vivem como se nunca fossem morrer 
e morrem como se nunca tivessem vivido.”  
Buda (ou Dalai Lama em algumas citações)

Foto: 547877
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pensamento/Lema da semana #309


"As boas acções elevam o espírito e predispõe-no a praticar outras". 
Rousseau

Foto: Pokeychan
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Liberta-te de Pensamentos Tóxicos ou a Dieta Espiritual da Rute Caldeira

Peguei neste livro e folheei-o. O título chamou a minha atenção. Mas a minha mente (terrivelmente) céptica, estava a deixar-me indecisa, pois a par de alguns estudos científicos, falava de chacras, fluxos de energia e afins. Tudo isso me soava a teorias não comprovadas pela ciência.

Mas aquele título chamava por mim. Vieram-me também à cabeça os benefícios, que acabaram por ser comprovados, de actividades como a meditação e o yoga. E acabei por trazer comigo o "Liberta-te de Pensamentos Tóxicos" da Rute Caldeira.

A autora relata-nos a sua história de vida, os seus altos e baixos, as suas tragédias pessoais. Fala-nos também de esperança, de como buscou soluções para os seus problemas, como começou a ler sem parar e como acabou num retiro espiritual na Índia, que mudou a sua vida para sempre.

Decorrente das suas aprendizagens (aprofundadas com uma série de formações), a Rute propõe-nos uma dieta espiritual para nos libertarmos dos pensamentos tóxicos (que tanto assolam a nossa mente hoje em dia).

O que aprecio na Rute, é o facto de sempre tentar explicar uma série de situações à luz da ciência. Explica-nos por exemplo como a meditação pode ajudar o nosso corpo a produzir substâncias benéficas como a serotonina, dopaminas e melatonina. De que forma o stress afecta o nosso organismo, explicando por exemplo um dos processos que leva à perda de memória. Como a meditação com uma intenção definida de um grupo de 7000 pessoas teve efeitos na redução de 16% das taxas de criminalidade (isto soou-me estranho, mas este estudo foi repetido noutros locais, com resultados ainda melhores...). A par disto, dá-nos a conhecer uma série de histórias inspiradoras, que nos levam a acreditar no poder da mudança - quando estamos predispostos para tal.

Antes de falar da dieta espiritual propriamente dita, a Rute explica-nos como funciona o nosso corpo em termos energéticos (os tais «chacras», os seus bloqueios e como ultrapassá-los, a aura, os fluxos de energia... e o que a ciência diz sobre isto tudo).

Propõe também, que façamos um check-up à situação actual da nossa vida.

Após isto, entramos então nos passos da dieta espiritual, sendo que cada um corresponde a um capítulo:
1. Correcção - Tem a ver com corrigir o modo de pensar, os hábitos e os comportamentos.
2. Intenção - Refere-se à capacidade de nos focarmos intencionalmente num determinado pensamento para nos conduzir a dado objectivo.
3. Atenção - Fala da importância de ter atenção à forma como pensamos e como nos expressamos, para  a realidade que queremos trazer à nossa vida.
4. Não reacção - Explica como gerir as emoções (as nossas e as dos outros), recorrendo à Inteligência Emocional, de forma a responder de forma compassiva - mesmo nas situações mais tensas.
5. Introspecção - Permite-nos focar em nós e não no exterior, de modo a observar com algum distanciamento a forma como gerimos o nosso dia, as nossas emoções e as nossas reacções.
6. Apreciação - Tem a ver com estar atento às mensagens que nos são trazidas através de histórias que ouvimos, de pessoas que se cruzam connosco, de coisas que nos vão acontecendo. (Esta foi talvez uma das partes do livro que ainda me mantém céptica, a de aceitar que nada acontece por acaso. Mas quem sabe...).
7. Manifestação - Por último fala-se da importância da acção para alcançar resultados, para adquirir hábitos e trazer a realidade pretendida para a nossa vida - pois embora a forma de pensar seja importante nada se inicia sem acção. (Apreciei bastante este capítulo, pois o que me deixa até meio indignada com algumas teorias que andam por aí, é levar as pessoas a acreditar que se pensarem positivo alcançarão tudo o que desejam, sem qualquer esforço. Se não acontece, é porque não acreditaram o suficiente. A vida não funciona assim. Tal como está explícito neste capítulo, se pretendemos melhorar a nossa vida, alterar os nossos hábitos, alcançar os nossos sonhos... temos de AGIR). Fala também de como largar as preocupações, os pensamentos acelerados, o medo ou de como nos libertarmos das influências negativas dos outros.

Todos estes passos têm exercícios práticos (especialmente meditações), para conseguires cumprir cada um dos mesmos.

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Não esperava sentir o que senti ao ler este livro. Continuo a achar imprescindível as provas cientificas. Mas também já não descarto algumas ideias das «sabedorias milenares». Parece que o meu «eu» espiritual despertou de alguma forma. E agora o que sinto é curiosidade, vontade de saber mais. E apesar do meu espírito céptico não me ter abandonado, estou a redescobrir a Bíblia, a desvendar o Dhammapada ou Caminho do Dharma de Buda (espreita a sua versão em pdf) e ontem comecei a ler "O Monge Urbano" de Pedram Shojai (com uma série de sugestões para enfrentar os desafios do mundo moderno). 

O livro da Rute fez-me mais feliz e sinto que o vou reler, praticar os seus exercícios e mudar para melhor. Sobretudo, ficou-me uma lição: a de não desistir de experimentar algo, só por causa dos meus preconceitos. Seria uma pena desperdiçar aprendizagens, só porque não quis desafiar a minha visão do mundo.

Por último, vou transcrever uma citação de Richard Davidson, que a Rute deixou neste livro:

"A maioria das pessoas concorda que o exercício físico é bom para a saúde.
Com os exercícios mentais é igual.
Se levássemos o treino da mente tão a sério quanto o exercício físico,
poderíamos treinar o nosso cérebro para transformar
a nossa FELICIDADE."
Resume muito bem o que é tratado neste livro.

Foto: Wook
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Pensamento/Lema da semana #308


"Toda a grande caminhada começa com um simples passo.
Buda

Foto: Unsplash
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