segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Pensamento/Lema da semana #185


"A felicidade não é uma estação de chegada, mas um modo de viajar." 
M. Ruberck

Continuo em modo de férias (por vezes faz mesmo falta)...
Uma excelente semana para vocês!

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Em modo de férias...


Esta e a próxima semana vou estar meio ausente da blogosfera. É tempo de repousar, de desligar o telemóvel e a Internet, de deixar de lado as preocupações do dia-a-dia, de fazer coisas diferentes... de repor as energias positivas.

Fiquem bem por cá. Aproveito para vos desejar uma Páscoa Feliz!

Devo regressar ao blogue lá para o dia 28. Quanto a vocês, como diria o Raul Solnado: "Façam o favor de serem felizes"!

Foto: shashchatter

terça-feira, 15 de Abril de 2014

O que os estudos nos dizem sobre a felicidade das crianças?


Quais os países com crianças mais felizes?

Não encontrei um estudo que envolvesse a globalidade de países. Contudo, descobri o seguinte:

No estudo da The Global Kids Happiness Index, em 12 países (o que não inclui países como Portugal, Holanda ou Reino Unido), os países onde as crianças se sentem mais felizes são: 
1.º México; 
2.º Espanha;
3.º Brasil. 

Em último lugar estão: 
12.º Polónia; 
11.º Japão;
10.º França.

Num relatório da UNICEF, publicado em 2007sob o título "Visão de conjunto do bem-estar da criança nos países ricos", numa lista de 20 países (o que não inclui países como a Roménia ou a Lituânia), os países mais felizes são: 
1.º Holanda;
2.º Espanha (curioso como aparece novamente nos lugares de topo);
3.º Grécia.

Nos últimos lugares estão:
20.º Reino Unido;
19.º Polónia (novamente no fundo da lista);
18.º França (tal como a Polónia, outra vez no fundo da lista).

E Portugal? Neste estudo encontra-se em 14.º (ok, temos de melhorar).

Já em dados mais recentes (referentes a 2009/2010), a UNICEF publicou mais um relatório em Abril de 2013, com o título de "Bem-estar das crianças nos países ricos: uma visão comparativa". Desta vez não aborda propriamente a questão da felicidade, mas analisa o grau de satisfação com a vida sentida pelas crianças. Assim, em 29 países, os resultados foram os seguintes:
1.º Holanda (novamente!);
2.º Islândia;
3.º Espanha (outra vez no topo).
De realçar que a Grécia, que em 2010 começou a aplicar os pacotes de austeridade, mesmo assim, manteve-se em 5.º lugar. 

E em último:
29.º Roménia;
28.º Polónia (Jesus, 3 vezes no fim da lista!);
27.º Lituânia.

E Portugal? Encontra-se em 21.º lugar (aqui tão perto de Espanha... e temos estes resultados!). Neste último estudo a França (em 18.º) e o Reino Unido (em 14.º) ultrapassaram Portugal.

Não sei quais os efeitos da austeridade neste ponto (duvido bastante que não tenham causado dano, afinal a felicidade dos pais, influencia bastante a felicidade das crianças).

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Vamos agora falar de questões mais específicas sobre a felicidade das crianças.

O que faz as crianças felizes?

1.º A família;
2.º Os amigos;
Como se vê, o que mais poderá influenciar a felicidade das crianças são as relações sociais.
3.º O brincar;
4.º A prática desportiva (as crianças portuguesas têm dos piores resultados relativamente à frequência da prática desportiva, comparativamente com outros países);
5.º Os brinquedos (se reparares as experiências vêm em primeiro, só depois vêm os objectos).

A importância de ser acarinhada

As crianças que são acarinhadas na infância têm cérebros maiores. Crianças do pré-escolar que têm mães carinhosas e que as apoiam, na idade escolar, tem um hipocampo 10% mais desenvolvido (parte do cérebro que controla o stress e a memória).

A felicidade dos adultos é importante

Uma mãe feliz e satisfeita com a vida influencia mais a felicidade da criança do que...
... as suas habilitações académicas;
... o seu salário;
... se tem um emprego ou se é mãe a tempo inteiro;
... a percentagem de tempo que a criança passa a ser cuidada por outros (no jardim-de-infância, ama, etc).

O que podes fazer, enquanto pai ou mãe?
Aprenderes a ser feliz e fazer por isso (sabe como aqui)

A importância do amor paterno

Pode parecer controverso, mas um estudo concluiu que o facto de uma criança se sentir amada pelo pai, pode ter efeitos ainda maiores no seu bem-estar, felicidade e satisfação com a vida, do que sentir-se amada pela mãe (talvez porque os gestos de amor materno, historicamente, são mais habituais para as crianças).

Quais as consequências da rejeição, da parte dos pais?
Quando as crianças não se sentem amadas pelos pais e se sentem rejeitadas, têm uma maior probabilidade de demonstrarem comportamentos hostis, agressividade e instabilidade emocional.

O que fazem aqueles pais, que contribuem mais eficazmente para a felicidade dos seus filhos?
- dedicam tempo a ouvir os seus filhos;
- têm uma relação mais chegada (brincam com eles, acarinham-nos, apoiam-nos...);
- dão-lhe a liberdade suficiente para descobrirem o mundo (em condições de segurança, claro está).
(Espreita outras sugestões para educares uma criança feliz, aqui).

A importância de um bom relacionamento entre os pais

É importante controlares a raiva e sobretudo não descarregares nos filhos, qualquer desacordo que tenhas com o(a) teu(tua) parceiro(a).

Quais as consequências nas crianças, de ter pais que são agressivos um com o outro?
- têm piores resultados na escola;
- são mais agressivos com as outras crianças;
- são mais susceptíveis de sentir mau-estar emocional;
- tem maior probabilidade de vir a ter problemas de alcoolismo ou com as drogas.

Qual o relacionamento parental, que melhor contribui para a felicidade dos filhos?
Trata-se de um relacionamento onde...
... o amor é demonstrado frequentemente;
... a raiva é controlada;
... os pais conseguem ter uma discussão honesta (sem gritos e ataques pessoais) e deixam os seus filhos presenciarem a resolução do problema.

E quando os pais estão divorciados?
O importante é que os pais mantenham o respeito um pelo outro, que comuniquem e cooperem. Em 80% dos casos, as crianças crescem absolutamente saudáveis e sem problemas psicológicos.

Adequação do educação parental à personalidade dos filhos

Quando a educação parental não é adequada à personalidade do filho, há o dobro da probabilidade da criança vir a sofrer de ansiedade e depressão.

2 exemplos de estilos de educação diferentes:
1.º) Uma criança que é boa a regular as suas próprias emoções e comportamentos - precisa que os pais o orientem, mas que lhe dêem mais autonomia.
2.º) Uma criança com dificuldade em regular as suas próprias emoções e comportamentos - necessita de sentir uma maior presença dos pais, mais apoio no dia-a-dia.

Privilegiar o elogio pelo esforço, e não pela inteligência

As crianças que são mais elogiadas pelas suas habilidades ou inteligência, do que pelo seu esforço, têm mais dificuldades em lidar com o fracasso.

Já as crianças que são elogiadas pelos seus esforços, são mais propensas a desfrutar de tarefas desafiadoras e tendem a sentir-se mais motivadas.

Qual o factor que melhor prevê o sucesso escolar de um jovem estudante?
Não, por acaso não é o Q.I. O que melhor prevê os bons resultados, é a sua capacidade para ser auto-disciplinado.

A importância do optimismo

As crianças que aprendem a ser optimistas quando têm 10 a 12 anos, têm metade das probabilidades para ser sentirem deprimidos durante a puberdade.

Como é que as crianças aprendem a ser optimistas?
Observando o exemplo dos pais, nomeadamente a forma como reagem perante um problema. É por isso, uma boa ideia, tu próprio(a) aprenderes a ser mais optimista (sabe como, neste post). E lembra-te, até uma criança de 5 anos, tem capacidade para compreender os benefícios do pensamento positivo, como uma ajuda para se sentir melhor.

Claro que não se deve ser excessivamente optimista (ex. uma pessoa não se vai atirar para uma piscina funda sem saber nadar, porque é tão optimista que acredita que assim que entra na água vai aprender). A melhor opção é ser optimista realista, ou seja alguém que espera o melhor mas que se previne face a alguns riscos (ex. antes de se atirar à piscina funda, aprende a nadar com alguém experiente, numa piscina em que se sinta seguro). Já o pessimista, espera sempre o pior, tanto que nem enfrenta os seus medos (ex. neste caso, nem ousaria entrar na piscina ou ter aulas de natação, pelo medo, por esperar sempre o pior, como afogar-se).

A importância da generosidade/bondade

Num estudo, constatou-se que os pré-adolescentes que praticavam actos de bondade eram mais felizes e mais apreciados pelos seus colegas de turma. Já num estudo com adolescentes generosos, estes eram três vezes mais felizes do que os seus colegas.

Mas atenção, que este tipo de gestos só faz os jovens mais felizes, se forem genuínos e não uma obrigação.

Como é que as crianças aprendem a ser generosas?
Mais uma vez, observando o nosso exemplo.

Alguns exemplos de gestos de bondade para crianças:
- animar um amiguinho que está triste;
- partilhar um brinquedo com um irmão ou um amigo;
- visitar um familiar idoso;
- doar roupas para caridade;
- fazer um gesto amigo do ambiente (ex. colaborar na limpeza do areal de uma praia, com outros jovens e adultos).

Há mais alegria em dar do que em receber
Constatou-se que as crianças são mais felizes ao dar guloseimas aos outros do que ao recebê-las  (são ainda mais felizes se as guloseimas que estiverem a dar forem suas, do que em guloseimas idênticas que não lhes pertencem).

A importância da gratidão

O facto de valorizarmos o que temos (em vez de nos queixarmos constantemente pelo que não temos), pode aumentar a felicidade em cerca de 25%.

Uma criança que não aprende a ser grata, tem tendência para se sentir frustrada com frequência (quando não obtém o que deseja) - isto, até por coisas aparentemente insignificantes. E é assim que aprenderá a agir ao longo da vida.

Como ensinar a gratidão às crianças?
Através de uma série de actividades que estimulem a gratidão (conhece exemplos neste post). Estas actividades deverão ser repetidas com frequência, até que se tornem um hábito.

A importância da brincadeira

As crianças de hoje em dia passam menos 8 horas a brincarem naquilo que querem, usando a sua própria criatividade, do que aquelas que foram crianças há 20 anos atrás.

Antes de inscrevermos as crianças em 1001 actividades extra-curriculares, devemos ter em atenção os benefícios da brincadeira, que são os seguintes:
- desenvolve a criatividade;
- aumenta as habilidades motoras;
- aumenta as habilidades sociais;
- melhora a cognição;
- melhora a força emocional.

A importância da actividade física

Praticar desporto numa equipa, ou pura e simplesmente por divertimento, faz com que as crianças se sintam mais felizes e que sejam mais bem comportadas. O exercício físico é, aliás, uma das actividades que mais eficazmente consegue estimular a felicidade.

As crianças portuguesas praticam actividade física, no dia-a-dia?
Num conjunto de 29 países, Portugal está em 24.º relativamente à prática frequente de actividade física (não chega a 15 % as crianças que o fazem). É curioso que Espanha, um dos países onde as crianças são mais felizes, está em 4.º lugar em termos de prática de actividade física.

Sentir-se competente é o segredo
Adolescentes que pensam que são bons a praticar desporto apresentam níveis mais elevados de bem-estar, do que aqueles que realmente são bons a praticá-lo (nota que ambos os aspectos podem coincidir, ser bom e pensar em ser bom, mas o mais importante é mesmo acreditar em si próprio).

O excesso de tempo a ver TV
Num estudo de 7 anos que envolveu 4.000 adolescentes, constatou-se que aqueles que passavam mais tempo a ver televisão tinham uma maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos, com uma taxa que crescia 8% por cada hora adicional a ver TV.

Uma vida com significado

Até crianças com somente 8 anos são mais felizes, se sentirem que a sua vida tem significado.

Como criar uma vida com significado?
- proporciona diferentes experiências aos teus filhos, para que estes possam descobrir os seus interesses e talentos;
- ajuda os teus filhos a desenvolverem os seus talentos, elogiando-os no que fazem bem e encorajando-os a repetir esse tipo de experiências;
- ajuda os teus filhos a sentirem-se úteis perante os outros, incentivando-os a realizar actividades como:
a) fazer algo simpático por um amigo;
b) fazer voluntariado;
c) planear um evento para a família ou para os amigos;
d) juntar-se a uma equipa ou clube que aprecie;
etc.
- contudo, não sobrecarregues o tempo do teu filho com demasiadas actividades, para que este não ganhe aversão justamente às actividades para as quais tem talento. A brincadeira também lhe faz falta!

Fontes: UNICEF, Happify, The Global Kids Happiness Index
Foto: niko si

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Pensamento/Lema da semana #184


"Os nossos hábitos têm um impacto muito maior na nossa vida do que imaginamos: 
têm uma influência enorme na nossa produtividade, no nosso bem-estar físico e económico, 
em suma, na nossa felicidade". 
Marta Braga

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Hábitos que me ajudam a controlar o stress


Desde que escrevo este blogue, que tenho assumido que o stress excessivo, tem sido o principal problema a afectar a minha felicidade. Por isso mesmo, tenho tentado pôr em prática sugestões, que supostamente ajudam a controlar stress. E o facto, é que algumas tem feito a diferença na minha vida. 

Hoje vou falar-vos de hábitos que adquiri (antes de iniciar este blogue não os tinha), que me ajudam a controlar o stress:

1 - Preparar o vestuário para o dia seguinte - Por vezes faço-o de véspera, outras vezes no fim-de-semana. Coloco a roupa que vou vestir no cabide, assim como a da Letícia. Isto ajuda-me a perder menos tempo durante a manhã, stressando menos com indecisões e atrasos.

2 - Planear a ementa - Anteriormente planeava mensalmente, mas agora faço-a todas as semanas. É um alívio chegar a casa e não ter de pensar no que vou fazer. Para além disso, como faço compras em função da ementa, não corro o risco de me faltar algum ingrediente.

3 - Planear as tarefas a fazer, priorizando-as da mais importante para a menos importante - Para isto é fundamental o uso diário, a minha agenda. Assim que chego ao trabalho, a primeira coisa que faço é verificar o que tenho para fazer e priorizar as tarefas. Começo por realizar as mais importantes, uma vez que nas primeiras horas de trabalho, a capacidade de concentração é maior.

4 - Evitar o excesso de objectos - Objectos a mais só nos dão trabalho extra para limpar e são um convite à desarrumação. Eliminei praticamente toda a tralha que tinha em casa e agora, quero fazer o mesmo no trabalho. Menos objectos traz-me mais paz mental!

5 - Conversar com Deus - Apesar de não acreditar propriamente em religiões, acredito numa entidade superior a nós. É uma questão de fé, é certo, mas sinto que me faz um bem imenso. Adquiri o hábito de falar com Deus, ou orar, todas as manhãs. Falo normalmente das minhas dificuldades e agradeço pelo que tenho de bom. Peço igualmente por um futuro melhor. Este momento acalma-me e dá-me força para o novo dia.

6 - Ter tempo exclusivo em família - Após o jantar, criámos o hábito de desligar a TV e de estar simplesmente em família: a conversar, a desabafar sobre o dia que passou, a sonhar (ai o que sonhamos juntos, principalmente sobre viagens que gostaríamos de fazer), a fazer jogos (temos uma filha de 6 anos, daí esta actividade) e a rir juntos. Mesmo que tenham existido momentos stressantes durante o dia, este tempinho juntos, faz-nos sem dúvida acalmar.

7 - Ter um momento diário só para mim - Este momento é fundamental para acalmar o stress e repor energias (o problema é que quando chego tarde a casa, é sempre o momento mais sacrificado). Aqui, faço algo relaxante, pesquiso ou escrevo no blogue, leio... faço somente coisas que me dão prazer.

8 - Receber e fazer uma massagem - Este é um hábito da família do meu marido e é mesmo relaxante. Não o fazemos todos os dias, mas tentamos antes de dormir massajar as costas uns dos outros (a filhota também já adquiriu o hábito). O sono até chega mais rápido.

9 - Viajar - Adoro fazê-lo, porque ao mudar de ambiente, consigo abstrair-me dos problemas e recuperar energias. Por vezes nem é necessário ir muito longe (podemos dedicar-nos a conhecer melhor a nossa cidade), o importante é mudar de ambiente e, segundo os especialistas, fazê-lo várias vezes durante o ano. Cada vez penso mais em investir neste tipo de experiências, em detrimento da acumulação excessiva de objectos. Aliás, está provado que esta é uma das melhores formas de prevenir/superar o burnout (esgotamento físico e mental).

10 - Aprender algo novo - Estou viciada neste tipo de actividade. Posso fazê-lo lendo, participando em formações ou ouvindo quem percebe de assuntos que me interessam. A verdade é que tentar melhorar enquanto pessoa, me faz sentir melhor, que tenho mais controle sobre a minha vida. E isso, sem dúvida, que reduz o stress.

11 - Saborear - Felizmente, esta é uma capacidade que consigo praticar com relativa facilidade. O «saborear» é uma técnica que nos permite perceber o que há de bom à nossa volta (aquele pôr-do-sol maravilhoso, a tua comida favorita, o prazer de ler um bom livro, de dar uma boa risada em família...), apreciar a beleza dos pequenos detalhes, intensificar o prazer do momento e fazer essa experiência durar o maior tempo possível (neste post tenho alguns exemplos concretos do que é «saborear»).

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Estes hábitos fizeram com que hoje seja menos stressada do que era há uns anos atrás, contudo existem hábitos que gostaria de adquirir para controlar o stress:

1 - Praticar exercício físico sem esforço - Já fiz várias tentativas para o conseguir, ultimamente tenho-me esforçado, porque sei que esta prática me acalma. Contudo, sinto que ainda não é um hábito instalado.

2 - Praticar meditação ou visualização criativa - Já pude comprovar que estas actividades são das mais eficazes para controlar o stress. Contudo, ainda não as pratico numa base diária e sinto que se o fizesse, melhoraria significativamente a minha vida.

3 - Gerir os pensamentos - É algo que ainda não sei fazer muito bem (apesar de ter melhorado). Quando ocorrem episódios negativos na minha vida, tenho tendência para ficar a ruminar no assunto. Acabo com insónias e no dia seguinte para além de ter um problema para resolver, ainda tenho cansaço extra. Deveria, sem dúvida, seguir as sugestões descritas neste post.

4 - Gerir as fontes de stress - O.k., o que está nas minhas mãos até tenho gerido (já mudei bastante algumas atitudes, passei a controlar melhor algumas áreas da minha vida e até me afastei de algumas situações realmente stressantes). O problema são as coisas que fogem ao meu controlo, que sinto que poderiam ser resolvidas e não são. Estas situações stressam-me imenso e, honestamente, ainda não aprendi a conviver com isso.

É certo que os anos passaram e ainda não tenho o equilíbrio que gostaria. Mas também estou consciente, de que muita coisa melhorou. Por isso penso que estou no bom caminho.

(Se quiseres saber qual o nível de stress na tua vida, experimenta fazer este teste).

Foto: Moyan Brenn

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

O que a actividade física pode fazer por ti


Nunca olhei para o exercício físico com bons olhos. Até me sentia bem depois de praticar, mas lá no fundo sentia que aquilo era uma «seca». Ultimamente, tenho feito de tudo para encontrar uma actividade física que me agrade. E o facto de estar a insistir nisto, é porque me sinto muito mais saudável quando pratico desporto. Durmo melhor. Tenho mais energia. E as malditas dores de costas evaporam-se.

Anteontem comprei o primeiro número da Women's Health, editado em Portugal. Gostei! Fala de exercício, alimentação, controle de stress, felicidade, de como pôr o fim às insónias... Textos inspiradores que me dão vontade de ficar em forma. É das coisas que mais me inspira: ler sobre um assunto, motiva-me a agir!

E para me motivar mais um bocadinho (ou motivar alguém parecido comigo), eis alguns benefícios que o exercício nos pode trazer:

Benefícios para a vida:
- Aumenta a felicidade!!!;
- Aumenta a auto-estima;
- Aumento da qualidade de vida.

Benefícios no dia-a-dia:
- Aumenta a flexibilidade;
- Aumenta a energia;
- Reduz as insónias.

Benefícios para a saúde:
- Aumenta a esperança de vida em anos e em qualidade;
- Melhora o funcionamento do sistema imunitário;
- Previne uma série de doenças e ajuda a controlar problemas já instalados como: obesidade, diabetes, cancro, hipertensão arterial, osteoporose, dor crónica, etc.
- Ajuda a controlar o stress.

Benefícios para a beleza:
- Melhora o aspecto em geral;
- Desintoxica o corpo;
- Melhora a postura física;
- Tonifica o corpo;
- Combate a gordura e o excesso de peso.

Benefícios no trabalho:
- Aumenta a produtividade (se nos sentimos menos doentes e com mais energia, não admira);
- Melhora a memória;
- Reduz a propensão às doenças, logo há menos probabilidade de faltar ao trabalho.

Até já... vou praticar um pouquinho.

Foto: Jonny White

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Como tratar a dor de cabeça causada pelo stress


Há dias tentava manter-me concentrada cerca de 10 minutos (seguindo as orientações deste post). Nesse espaço de tempo uma funcionária veio perguntar-me algo, alguém me telefonou e uma colega perguntou-me qualquer coisa. Bolas, pensei! Nova tentativa. Até coloquei o despertador do telemóvel para tocar daí a outros 10 minutos. Assim que pousei o telemóvel, o telefone começou a tocar. Era alguém que me queria pedir informações... 

Seja por interrupções ou por outros motivos, por vezes sinto-me mesmo cansada ao fim de um de trabalho. O stress é elevado e, creio que por isso, com frequência sinto dor de cabeça e até nas costas.

Existem cerca de 150 tipos de dores de cabeça, mas a dor associada ao stress, costuma aparecer no período da tarde, quando o cansaço físico ou mental é maior. Se não for tratada pode durar entre 30 minutos a 7 dias. Situa-se em ambos os lados da cabeça e dá a sensação que nos estão a apertar o cérebro. Pode ainda estender-se para a nuca, o pescoço e ombros. Ao contrário de outras dores de cabeça, esta não se agrava com a prática de exercício físico e não está associada a náuseas ou vómitos. 

Esta dor de cabeça costuma melhorar com analgésicos comuns. Contudo, há pessoas que abusam e isso, obviamente, traz consequências para o organismo. Assim, se estas dores se repetirem frequentemente, a decisão acertada é mesmo consultar o médico.

Bom, mas em tempos estive numa formação sobre controle de stress. A verdade é que nos propuseram um exercício de relaxamento (daqueles em que fazemos pressão numa área do corpo e depois relaxamos, até passar por todo o corpo - isto enquanto uma voz calma nos vai dando orientações). Não adormeci, como aconteceu com outros participantes. Mas, surpreendentemente, as dores que sentia nas costas e na cabeça passaram por completo. Ainda hoje, quando realizo este tipo de exercícios (no meu caso preciso sempre de ouvir uma voz a orientar-me - costumo recorrer ao youtube), as dores ou abrandam ou passam por completo.

A verdade é que uma mudança de estilo de vida, pode melhorar significativamente este tipo de situação: a prática frequente de exercício físico, receber massagens, o desacelerar do ritmo diário, a prática de terapias de redução do stress, a meditação, dormir horas suficientes, mantermo-nos hidratados (consumindo água suficiente para o nosso organismo), evitar o consumo de café, álcool e tabaco e manter uma alimentação saudável. Em alguns casos, o médico poderá encaminhar para psicoterapia.

De qualquer modo, cada vez mais me convenço que uma mudança para um estilo de vida mais saudável é solução para muita coisa. Existe um estudo, em que até se conseguiu reverter o envelhecimento celular (espreita aqui). A sociedade exige muito de nós, mas está nas nossas mãos mudar, nem que seja aos pouquinhos.

Foto: Leland Francisco

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Pensamento/Lema da semana #183


"Quereis ser felizes por um momento? Vingai-vos.
 Quereis ser felizes para sempre? Perdoai.” 
Henri Lacordaire

Foto: b-cline

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Treina o cérebro para manteres o foco/concentração



Uma das maiores dificuldades no meu trabalho é conseguir concentrar-me numa tarefa, quando há tantas solicitações em simultâneo. Tento concentrar-me, mas de repente o telefone toca, depois chega um fornecedor, entretanto uma funcionária pede alguma orientação, nisto chega uma família... É muito complicado. Num dia, contei, só para mim, 30 telefonemas. Como é possível ser produtivo nestas condições? - pergunto-me. Como é possível não me sentir stressada ao fim de um dia de trabalho? 

Contudo, pelo que pesquisei, mesmo no meio do «ruído», se percebermos melhor o funcionamento do nosso cérebro e o usarmos a nosso favor, é possível melhorar o nosso foco/concentração e aumentar a produtividade.

O que acontece ao nosso cérebro, quando surgem distracções?
É realmente complicado para o nosso cérebro se concentrar no meio de tanta distracção. Cada distracção representa um alerta para o cérebro focar a sua atenção nessa mesma distracção. Mas entretanto surge outra distracção e o cérebro reage automaticamente para prestar atenção ao novo estímulo. É por isso que é mais fácil concluir tarefas se optarmos por nos concentrar numa só de cada vez (single-tasking), ao invés de fazermos muitas coisas em simultâneo (multi-tasking). A capacidade para o multi-tasking pode ser importante, mas a verdade é que reduz o nosso raciocínio, tendemos a cometer mais erros, a ficar mais stressados e a dizer coisas erradas.

Quais as boas notícias?
O nosso cérebro é como um músculo, podemos treinar os seus percursos neuronais para facilitar a concentração. Com o tempo, o cérebro habitua-se a manter o foco por mais tempo. Claro que o objectivo não passa por um foco constante, mas por pequenos blocos de tempo de maior concentração. E isso pode fazer a diferença nos nossos dias.

O que podemos fazer para treinar o cérebro para manter o foco/concentração?
1 - Manter o espaço organizado - Um espaço limpo e sem tralha ajuda à concentração. A ideia é removeres todas as coisas que possam distrair-te das tarefas que tens em mão. Limpa a tua secretária e deixa apenas os objectos que necessitas para trabalhar e algumas fotos ou lembranças que te ajudam a relaxar.

No final do dia, reserva uns minutinhos para organizares o teu espaço de trabalho e o deixares o mais liberto possível. Com o tempo, criarás o hábito de manter esse estilo de vida mais organizado.

2 - Limitar as distracções - As distracções são inimigas da concentração, por isso evita-as ao máximo. Eis algumas formas de o conseguires:
a) Evita distrair-te com a internet:
a.1) marca por exemplo um hora específica para consultares o teu e-mail, ires ao facebook, etc.;
a.2) se estiveres a trabalhar com recurso à Internet, não consultes assuntos que não estão relacionados com o teu trabalho  (tenta manter o menor número possível de separadores abertos, da Internet).

b) Não te distraias com conversa fiada:
b.1) não permitas que outras pessoas estejam constantemente a interromper a tua concentração. Se necessário pergunta-lhe o que pretende e explica-lhe educadamente que não podes falar naquele momento, que tens uma tarefa importante em mãos;
b.2) não sejas tu próprio(a) uma fonte de distracção para os teus colegas de trabalho. Tenta falar menos e deixar a conversa para os períodos de pausa.

c) Se estiveres num ambiente muito barulhento, podes tentar colocar uma música calma, num tom baixo. Normalmente, um ritmo de música mais lento, costuma acalmar a mente.

d) Pede ao recepcionista ou administrativo para só te transferirem os telefonemas da tua área. Por vezes o telefone está sempre a interromper-te, com assuntos que até nem têm tanto a ver contigo. É importante que quem atenda o telefone, consiga filtrar os telefonemas e encaminhá-los para a pessoa certa.

3 - Fazer uma lista de tarefas - Trata-se da famosa "to do list" ou lista de coisas por fazer. Faz uma lista desta, por exemplo ao início do dia ou da semana. Isto ajudará a que te concentres numa tarefa de cada vez. Para além disso, também será um estímulo para ti, sempre que riscares uma tarefa da tua lista.

4 - Priorizar as tarefas - Da tua lista de tarefas, define um grau de prioridade para as mesmas, da mais importante para a menos relevante (eu costumo numerá-las, sendo o número 1 a mais importante). Coloca as tarefas mais importantes em primeiro lugar, deixando as mais fáceis para o final de dia de trabalho, quando a capacidade de concentração é menor.

5 - Observar quando e onde te concentras melhor - Alguns estudos indicam que estamos realmente focados numa média de apenas 6 horas por semana. É por isso importante descobrires quais as horas em que és mais produtivo(a) e realizares tarefas que exijam mais concentração neste espaço de tempo.

Um outro aspecto é onde realizas o teu trabalho. Tenta fazer as tarefas mais difíceis num lugar mais reservado do escritório. Se necessário, pede para realizares determinados trabalhos fora do escritório, num local em que tenhas total concentração. No meu caso, ainda há dias fiz 2 trabalhos em casa, em 2 dias. Se tivesse ficado no escritório, tenho a certeza absoluta que nem numa semana conseguiria terminá-los. Existem mesmo estudos que indicam que a maioria das pessoas é mais produtiva fora do escritório (por não estarem sujeitas a tantas interrupções).

6 - Realizar primeiro as tarefas mais complicadas - Marca as tarefas que exigem mais criatividade ou concentração, para as primeiras horas de trabalho (quando a tua capacidade para o foco, é maior). Já as tarefas mais fáceis, deixa-as para o fim do dia.

7 - Reduzir o multi-tasking - Ok, por vezes faço várias coisas em simultâneo. Por exemplo enquanto cozinho, vou colocando a mesa, lavando loiça e, normalmente ainda estou a ouvir algum filme no youtube. Por vezes praticar multi-tasking pode ser útil, mas devemos limitá-lo. No trabalho, o ideal seria concentrarmo-nos numa tarefa de cada vez. Isto porque o multi-tasking confunde o cérebro e reduz a velocidade de raciocínio.

8 - Melhorar a concentração de forma progressiva - Escolhe uma tarefa da tua lista e define um período de tempo para trabalhares nela, em que te comprometes a evitar quaisquer distracções. Podes escolher, por exemplo, um período de 5 minutos. Após algum tempo a trabalhares em blocos de 5 minutos, aumenta esse período de concentração de total em 5 min. Vai aumentando estes períodos de 5 em 5 minutos, até conseguires focar a tua atenção, pelo menos durante 30 minutos. Este exercício melhorará progressivamente, a capacidade de concentração do teu cérebro.

9 - Treinar o cérebro como um músculo - Quando realizas muitas tarefas em simultâneo, ou te distrais frequentemente, estás a treinar o teu cérebro para este ser desfocado. Pratica exercícios como os descritos nos pontos 8 e 13. Se te esforçares por realizar este tipo de exercícios diariamente, com o tempo tornam-se um hábito. A consequência disso é que modelas os percursos neuronais do teu cérebro, fazendo com que te concentres mais facilmente e com pouco esforço.

10 - Reservar tempo para pequenas pausas - A verdade é que ao fim de um tempo de total concentração, o cérebro necessita de relaxar, para que possa manter-se produtivo. Faz por exemplo uma pausa de 3 a 5 minutos após 30 minutos de trabalho, ou um intervalo de 5 a 10 minutos ao fim de uma hora de trabalho. Aproveita para fazer um lanchinho, falar com um colega, esticar as pernas... o importante é desviares um pouco a tua atenção, para revigorares a tua energia.

11 - Considerar tempo para as interrupções - Seria utópico pensares que deixarás de ter interrupções. O ideal seria definires um "horário de atendimento" para ouvires as outras pessoas. Dependendo do teu tipo de trabalho, isto pode não ser possível. Sendo assim, o ideal é fazeres um registo do teu tempo (aquilo que despendes em em cada tarefa, incluindo as interrupções), para perceberes quanto tempo perdes por dia com estas interrupções. Esta visão permitir-te-á verificar onde podes minimizá-las. Mas, poderás igualmente aferir, qual o tempo que tens mesmo de considerar para interrupções às quais não podes fugir. O facto de preveres este tipo de situações, dar-te-á uma sensação de algum controle, minorando o stress que possas sentir.

12 - Manter a motivação para a tarefa em mãos - Por vezes perdemos o foco, porque não encontramos sentido naquilo que estamos a fazer. Umas das formas de te manteres motivado(a) e não te desconcentrares, passa justamente por encontrar um propósito naquilo que fazes. Podes sentir que com aquela tarefa estás a fazer a diferença na vida de alguém, estás a colaborar para um produto que será útil ao consumidor, estás a contribuir para um mundo melhor, ou conseguirás dinheiro para aquelas férias de sonho. Por vezes ajuda se escreveres o teu propósito e, olhares para essa frase sempre que a tua atenção quiser fugir.

13 -  Realizar actividades de treino de concentração - Existem actividades nas quais podes treinar a tua concentração (lembra-te que isto é importante para o que disse no ponto 9 - treinar o cérebro como um músculo). Um exemplo disso são a leitura, a meditação de atenção plena, um hobbie que realmente adores (tendemos a concentrarmo-nos melhor nas actividades que nos dão prazer, as chamadas experiência de fluxo). Dedica alguns minutos do teu dia a este tipo de actividades. Elas estimulam a tua capacidade para manteres o foco, numa única tarefa de cada vez.

14 - Dormir o suficiente - É fundamental teres um sono reparador. Se não dormires o suficiente ou se tiveres um má noite de sono, aumentam as tuas dificuldades de concentração e ficarás mais irritável. Tenderás a ficar mais esquecido(a) e com mais problemas de coordenação motora (os teus reflexos ficam mais lentos). O sono é por isso crucial para conseguires manter o foco.

Vou testar estas sugestões a partir de hoje. Estou ansiosa por ver os resultados.

Foto: Ray Wewerka

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Mind map com estratégias de gestão de tempo


Este mind map resume uma série de técnicas de gestão de tempo numa só página. Gosto de recorrer a mind maps por isso mesmo, fica mais fácil recordarmos um série de informação olhando para um simples desenho. 

Observa por exemplo a técnica SMART (junto à imagem da camisa azul com gravata), que visa facilitar a concretização dos nossos objectivos. Para tal estes devem ser específicos, mensuráveis, alcançáveis, desafiadores ou relevantes e limitados no tempo. Olhando para o mind map facilmente nos lembramos desta técnica e de outras, que facilitam a gestão de tempo.

E tu? Também recorreres a mind maps ou outros esquemas, para resumir a informação?

Imagem: mindtools.com

terça-feira, 1 de Abril de 2014

No que deveríamos investir o nosso tempo

Falo com frequência da gestão de tempo. A verdade é que a vida passa demasiado rápido e se, conscientemente, organizarmos o nosso tempo segundo as nossas prioridades, teremos uma vida bem mais feliz.

Mas então, que prioridades devemos considerar nas nossas vidas? Em que deveríamos investir o nosso tempo?

Supostamente, cada pessoa saberá o que é mais importante para si. De qualquer modo, vou indicar-te algumas coisas que talvez devesses considerá-las prioritárias e onde deverías investir algum tempo.

1 - Nos teus filhos - O pediatra Mário Cordeiro indica que se dedicarmos pelo menos 10 minutos por dia inteiramente aos nossos filhos (sem outras distracções como a televisão, a Internet, etc.), conseguimos fazer a diferença nas suas vidas. As crianças sentem-se mais amadas, com auto-estima mais elevada e fazem menos birras. Já o sociólogo Sérgio Sinay refere que os pais que dedicam tempo excessivo atrás do material, descuidam dos seus filhos, que por sua vez tendem a privilegiar os bens materiais, em detrimento das relações. Claro que se pudermos esticar os 10 minutos exclusivos de que falei inicialmente, tanto melhor. Estamos a fazer a diferença na vida dos nossos filhos.

2 - Na tua cara metade - Por vezes tomamos o(a) nosso(a) parceiro(a) como certo(a). Pensamos que ele(a) já sabe que o amamos, e esquecemo-nos de o dizer, de o demonstrar, de lhe dedicar tempo. Mas o amor, como tantas outras coisas, é como uma plantinha: necessita de ser bem cuidada para florescer. Caso contrário, pode morrer, sem que nos apercebamos. (Eis algumas formas de demonstrares o teu amor no dia-a-dia).

3 - Nas outras relações sociais valiosas - Conviver frequentemente com as pessoas que nos são mais valiosas (os nossos melhores amigos, os familiares de que mais gostamos e que nos apoiam) é das coisas que, comprovadamente, mais contribuem para a nossa felicidade. É importante termos quem nos escute, quem nos motive a continuar e com quem nos possamos divertir. Mas é essencial dedicarmos algum tempo a estas relações, para que as mesmas sejam fortalecidas.

4 - Na tua saúde - A verdade é que ao longo dos anos temos tendência a abusar do nosso corpo (são as noites mal dormidas, o excesso de stress, a má alimentação, a falta de exercício...). Se de início vamos deixando andar, com o tempo podemos sofrer sérias consequências. E aí, já é bem mais complicado recuperar tudo o que perdemos. A verdade é que quando nos sentimos saudáveis o nosso corpo é «silencioso», nem nos lembramos dele. Contudo, numa situação de doença, esta afecta significativamente a nossa felicidade. Por isso, mais vale perder algum tempo hoje, para evitar dissabores futuros.

5 - Em ti mesmo(a) - Ter tempo para cuidarmos de nós ou fazer algo que gostamos muito, é vital para o nosso bem-estar. Este tempo permite-nos recarregar baterias, relaxar, melhorar nossa saúde e recuperar do stress. Torna-nos inclusive melhores pais e esposos. E bastam uns minutinhos por dia... E o que deves fazer com esse tempo? Algo que te agrade e que te faça sentir melhor (por ex. um banho relaxante, meditar, envolveres-te num hobbie, etc., ou até não fazeres absolutamente nada, mas ficares a descansar alguns minutos).

6 - Em experiências positivas – As experiências positivas (por ex. uma viagem, um piquenique em família, etc.) tendem a fazer-nos mais felizes do que os bens materiais (por ex. adquirir aquele novo telemóvel). A verdade é que as experiências positivas proporcionam uma felicidade duradoura, enquanto que os bens materiais proporcionam um pico de felicidade, que em pouco tempo se esbate até perder todo o efeito. Perdemos assim facilmente o interesse por aquele bem material, até porque estão sempre a surgir coisas novas que parecem ainda mais interessantes... Uma experiência positiva permite-nos sentir a alegria da antecipação, o prazer de saboreá-la no momento em que a vivemos e cria lembranças felizes quando fica no passado. É por isso importante direccionar parte do nosso tempo para este tipo de experiências (descobre como aumentar as tuas experiências positivas, aqui e aqui).

7 - Na tua própria felicidade - A felicidade é normalmente aquele objectivo que todos desejam alcançar. Contudo, não são muitos os que investem realmente tempo a consegui-lo ou então procuram a felicidade nos lugares errados. De acordo com a investigadora Sonja Lyubomirsky, 40% da nossa felicidade depende das actividades que intencionalmente fazemos, ou seja, está das nossas mãos introduzir na nossa rotina diária actividades que nos fazem felizes. E o importante disto, é que com a repetição destas actividades, os percursos neuronais do nosso cérebro associados às mesmas, vão sendo reforçados. Com o tempo, o próprio cérebro irá ser programado para ser mais feliz (não é divagação da minha parte, chama-se neuroplasticidade do cérebro). Mas se não souberes por onde começar, lê este post e começa a mudar a tua vida aos poucos, mas consistentemente.

8 - Na sociedade em que vives - É muito fácil criticar, mais difícil é agir. Mas uma sociedade só evolui com o contributo de todos. Mesmo que sintas que remas contra a maré, segue o exemplo da Madre Teresa. Ela dizia o seguinte "O que eu faço, é uma gota no meio do oceano. Mas sem ela, o oceano será menor". E em que é que podes ajudar? Em tanta coisa... (aqui estão uma série de exemplos). Espalhando simpatia para quem falas, separando os resíduos domésticos, sendo voluntário(a) em alguma causa social, comprando produtos aos agricultores locais, sugerindo melhorais na comunidade a quem governa (por ex. junto das Câmaras Municipais), mantendo os teus espaços exteriores bonitos e limpos...

Se necessário inscreve este tipo de prioridades na tua agenda. Mas não deixes de investir algum tempo nas mesmas. Acredita, sentirás que vale a pena!

Foto:  Ron Aguilar

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Tornar o trabalho mais produtivo


A gestão doméstica foi algo que melhorou substancialmente a minha vida. Mais organização, trouxe-me menos stress e, acredita, isso ajudou-me a ser mais feliz do que era há uns anos.

Contudo, ao nível de trabalho também tenho de fazer alguma coisa. A verdade é que por vezes me sinto «esmagada» pela quantidade de tarefas que tenho em mãos. Sinto que nunca tenho tempo para fazer o que pretendo.

Após analisar, concluí que tenho 2 problemas essenciais por resolver:
1) O facto de ser interrompida um número impressionante de vezes ao longo do dia;
2) O facto de ter acumulado uma data de papéis em todas as gavetas da minha secretária.

Ponderando bem, eis o que penso que pode tornar o meu trabalho mais produtivo:
1) Ter uma agenda de trabalho adequada às minhas necessidades (este é um ponto a meu favor, acho que finalmente tenho uma agenda que resulta comigo);
2) Reservar algum tempo por dia para eliminar tralha e organizar a papelada (no meu caso tem mesmo de ser na primeira hora de trabalho. Se deixo para depois, acabo por não organizar absolutamente nada);
3) Organizar um espaço só meu, onde possa trabalhar algum tempo sem estar constantemente a ser interrompida (a minha Direcção já autorizou isto há imenso tempo, mas ainda não tive disponibilidade para criar o dito gabinete de trabalho);
4) Delegar tarefas que podem ser elaboradas por outras pessoas (a verdade é que por vezes não o faço por falta de confiança mesmo, devo admitir. Para além disso, tenho de deixar de ter «mentalidade de bombeiro» e de querer apagar todos os fogos. Talvez se eu despender algum tempo a ensinar os outros e demonstrar exactamente o que pretendo, as coisas corram melhor);
5) Seguir as dicas de organização do escritório, que já utilizei quando organizei o cá de casa.

Espero que estas tácticas resultem!...

quinta-feira, 27 de Março de 2014

Usar a Internet de forma útil


Ultimamente ando a mudar a minha postura face à Internet. Eu adoro a Internet, acho que foi um grande salto para a humanidade. Pelo menos poupo imenso tempo no trabalho, recorrendo à Internet. Encontro dicas preciosas para aplicar na minha vida pessoal. E, ok, também me divirto. Mas há mais vida para além da Internet...

A verdade é que, se deixarmos, a Internet pode ser uma grande sugadora de tempo... E esse tempo precioso pode fazer-nos falta (para estar em família, concluir as nossas tarefas, descansar...).

Foi por isso que passei a desligar-me um pouco da Internet... A verdade é que estava registada em vários sites, recebia muita informação e perdia tempo excessivo a navegar. 

Eis o que passei a fazer para não perder demasiado tempo na Internet:
- Limitei o número de plataformas a que recorro diariamente, essencialmente às seguintes:
a) e-mail - ainda assim tenho 3 e'mails: o pessoal, o do blogue e um onde recebo mais publicidade, contas, etc.;
b) facebook - utilizo essencialmente para mensagens pessoais com amigos. Sinceramente não publico muito, muito menos descrevo minuciosamente tudo o que faço... (aliás as minhas publicações são mais ao nível da página do blogue). Apaguei também algumas pessoas que não são realmente meus amigos e não aceito pedidos de pessoas que não conheço.
c) blogger - onde escrevo e onde sigo os meus blogues favoritos;
d) youtube - costumo colocar filmes ou música, enquanto realizo tarefas domésticas;
e) sapo ou google - para saber as notícias do dia (aqui incluo o site "Boas Notícias") e para espreitar os jornais/revistas do dia;
f) flickr (creative commons) - utilizo para colocar imagens no blogue, de outras pessoas, mas tendo a garantia de que não estou a violar direitos de autor.

- Passei a controlar o tempo que passo online (sem ser muito rígida). Normalmente, a partir da hora de jantar é para estar em família. Só recorremos à Internet, por exemplo para ver filmes no youtube.

- Cancelei subscrições de newsletters de vários sites. Presentemente só recebo algumas sobre investigação em torno da felicidade e da wook (adoro estar a par das novidades literárias).

- Falei com os amigos e já muito raramente me enviam aquelas correntes de e-mails, com powerpoints ou mensagens, que honestamente me enchiam a inbox do e-mail.

- Consulto o e-mail praticamente só 2 vezes por dia;

- Não jogo na Internet;

- Passei a escrever para o blogue, praticamente só aos fins-de-semana, o que se tem traduzido numa redução do número de post's. Contudo, desta forma tenho mais tempo para investigar, para as minhas tarefas de casa e para estar em família... e isso também me faz feliz (seria ridículo, se um blogue sobre felicidade se tornasse em mais um factor de stress na minha vida. Assim, pelo contrário, continua a ser uma fonte de prazer).

Contudo a Internet também pode ser útil e uso-a a meu favor:
- poupa-se bastante tempo se pagar as contas online, ou até se fizer compras na rede (em sites seguros, obviamente);
- por vezes navegar um pouco, aprender coisas novas, torna-se relaxante - o importante é não cair em exageros;
- existem dicas preciosas, que podem melhorar as nossas vidas, em blogues e sites. Espreito sempre os meus favoritos;
- o facto de escrever num blogue melhorou substancialmente a minha vida. Sinto que sou melhor pessoa hoje, do que quando comecei esta jornada.

Isto é o que funciona comigo. Não significa que seja a situação ideal para ti. Mas a verdade é que todos temos o mesmo tempo, e devemos ponderar se o estamos a gastar da melhor maneira.

Foto: Chris Gin

terça-feira, 25 de Março de 2014

As férias em fotografia: Hungria - Budapeste


Tenho saudades de escrever sobre viagens... Escrever faz-me reviver esses dias felizes. Hoje vou falar de mais uma das paragens na minha road trip pela Europa: trata-se da Hungria, mais propriamente, Budapeste. Posso dizer que este foi sem dúvida um dos meus locais preferidos em toda a Europa (já falei aqui do País Basco em Espanha, de Paris na França e de Estugarda e arredores na Alemanha).

Bom, mas vamos falar da Hungria, ou de Magyarország (nome que os húngaros, ou povo Magyar, chamam ao seu país).

A primeira imagem com que fiquei parecia a de um conto de fadas. Vimos imensas casinhas espalhadas entre um arvoredo deslumbrante. Isto por uns bons quilómetros.

Adiante, a entrada de Budapeste pareceu-me estranhamente familiar. Parece igualzinha à entrada de Faro - para quem vem de Albufeira. Se não fossem aqueles placares publicitários com uma língua estranhíssima, diria que estava no meu país. 


Chegámos assim a Budapeste. Final de Julho e uma temperatura de trinta e poucos graus. O rio Danúbio estava absolutamente deslumbrante. Na foto, está um dos barcos que se enche de turistas para passear naquelas águas, enquanto se vislumbra a romântica Budapeste.


Uma coisa que não esperava: ver tanta gente a andar de bicicleta e a praticar desporto. Aqui podem-se avistar pessoas ao fundo, neste tipo de passeios. Neste parque (uma das muitas áreas verdes da cidade), há de algo interessante. Reparaste que há bancos de jardim individuais? Agora um vislumbre daquela língua estranhíssima. Espreita só na escultura... incompreensível.

É algo que me admira na Hungria. Um povo que sofreu tanta invasão, conseguiu manter a sua língua praticamente inalterada, ao longo de séculos. Mesmo assim consegui aprender umas palavras:
Igen - Sim
Nem - Não
Híd - Ponte (é normal ter aprendido esta palavra, afinal só esta cidade tem 10 pontes!!!)
Duna (pronuncia-se «dunó») - Danúbio (agora percebo porque é que a principal televisão húngara se chama Duna TV)
Köszönöm (pronuncia-se «quesseném») - Obrigado
Szeretlek - Amo-te

Em suma, esta língua é terrivelmente difícil. Mas o interessante é que estive com uma professora de inglês, que me dizia não perceber absolutamente nada quando eu falava em português. Disse-me que o som na nossa língua era muito engraçado... que lhe lhe lembrava algo como o croata... "Croata??!!" - admirei-me, é que não tem mesmo nada a ver.


Mas voltando a Budapeste, aqui está mais uma foto de uma rapariga a andar de bicicleta (há uma ciclovia com duas vias - sinalética incluída - ao lado da estrada principal para veículos automóveis). O melhor de andar por aqui, é que se pode fazer desporto enquanto se observa o Danúbio e os muitos edifícios históricos. Mas mesmo nas aldeias mais pequenas há ciclovias (para ser franca, a ideia com que fiquei, é que pura e simplesmente aproveitaram os passeios das aldeias e colocaram lá um sinal de ciclovia... assim os caminhantes dividem os espaço com os ciclistas).


Aqui está a entrada dos Banhos Széchenyi. Estes banhos termais localizam-se num sumptuoso palácio de 1909, em estilo rococó. Possui piscinas de água quente, interiores e exterior, sauna e spa. O mais giro é que há pessoas a tomar banho, enquanto jogam xadrez. Há noite, este espaço transforma-se numa espécie de discoteca e as pessoas dançam mesmo dentro das piscinas.


Posso dizer que Budapeste me fez sentir - pela primeira (e única) vez em toda a viagem - que tinha poder de compra. Sinceramente, esta cidade lindíssima tem preços muito acessíveis. E foi por isso que pela primeira vez resolvi reservar quarto num hotel 5 estrelas. A experiência realmente vale a pena!

Budapeste é a única capital do mundo com águas termais... cerca de 125 nascentes, que ainda por cima são quentinhas e têm efeitos medicinais. Devido às suas águas abundantes, os celtas chamaram a budapeste Ak-Ink, que os romanos transformaram em Aquincum.

E não é que as piscinas do hotel eram justamente de águas termais? Bem, foram as melhores piscinas em que já estive... Uma estava a 20 e tal graus, mas todas as outras estavam a 30 e tal... uma delas a 38.ºC. Tinha ainda o Spa Afrodite, uma sauna e uma daquelas piscinas com peixinhos (daqueles que costumam ser usados no tratamento da psoríase). Conclusão: fiquei com a sensação de que estávamos numas termas.

Budapeste é na realidade a reunião entre três lugares antigos: Óbuda (= velha Buda), Buda e Peste. Os romanos deixaram por ali muitos vestígios, cujas ruínas têm sido escavadas desde o século XIX. Nós ficámos justamente próximos destas ruínas, e o curioso é que à entrada do hotel existe mesmo o que parece ser parte de uma parede romana, com inscrições em latim sobre o imperador César. 

Mas falando do hotel... foi a primeira vez que andei de carro dentro de um elevador (coisa estranha!). Chegámos ao estacionamento e por breves momentos ficámos impressionados com os automóveis caríssimos de matrícula russa... Depois fomos interrompidos por um funcionário que trazia um carrinho para levar as nossas bagagens. Já no quarto... bem, nunca tinha sentido uns lençóis tão macios (tenho de comprar uns cá para casa). Finalmente tínhamos televisão portuguesa (até a Euronews tinha uma tecla de selecção e podíamos ouvi-la em português). Não sei, mas quando ficamos muito tempo fora, sabe bem ouvir a nossa língua... O hotel tinha ainda as habituais lojas de souvenirs. Comprei alguns (os meus objectos de decoração preferidos são mesmo recordações de viagens) e também, como já é hábito, um livro sobre o local.

As manhãs no hotel começavam ao som de música calma. A Letícia deliciava-se com o que encontra-se mais parecido com o pequeno-almoço português (por exemplo leite com chocapic). Mas nós tentávamos experimentar o que fosse novo para nós. Ali é hábito fritarem-se alguns legumes às rodelas (courgette por exemplo - e não é que fica delicioso?). Têm também uns patés de legumes (como paté de beringela - maravilhoso!). Usam-se os típicos ovos, enchidos, queijos e bolos deliciosos. 

E agora apresento uma refeição principal: o nosso jantar...


Não, não experimentámos a tradicional sopa Goulash, pois tínhamos comido na outra vez que estivemos na Hungria. Ficámo-nos pela sopa da foto, que era absolutamente deliciosa... Uma espécie de sopa de caranguejo, com ovas de caranguejo e caviar. O prato foi o melhor esparguete carbonara de sempre (nada típico húngaro... mas incrivelmente bom). 


Bem, definitivamente na Hungria não passo fome. É tudo delicioso. A sobremesa não se ficou atrás. Provei um «cheesecake cremoso de morango com gelado de baunilha». Meu Deus, onde arranjaram uma sobremesa tão maravilhosa?

Depois disto, passeámos pela cidade.


É incrível a quantidade de edifícios históricos, tendo em conta que 70% destes foram danificados na 2.ª Guerra Mundial. Na imagem também um típico eléctrico húngaro. São baratos e eficientes. 


Aqui uma imagem de final de tarde do lindíssimo parlamento húngaro. Trata-se de um dos maiores edifícios do mundo do género, e está muito bem conservado (se reparares, estavam a decorrer obras de manutenção). O edifício levou 19 anos a ser construído (com cerca de 700 salas, não admira) e dizem que é adornado por meio milhão de pedras preciosas e 40 quilos de ouro. Jesus!


Agora o vislumbre daquele que foi considerado o café mais bonito do mundo: o New York Café. Inaugurado em 1894, era o local predilecto dos intelectuais e famosos de Budapeste. Hoje é também restaurante. Apenas observei do exterior (há noite fica todo iluminado), mas sei que o interior é absolutamente lindíssimo. Acho que vale a pena espreitares o site do café, só para teres uma ideia...


Esta é a principal estação ferroviária de Budapeste, a Budapest Keleti (em português: a Estação Oriental de Caminhos de Ferro), construída em 1884. Daqui seguem comboios para as principais cidades europeias: Viena, Munique, Sófia, Zurique...


Este é um detalhe da Praça dos Heróis. A sua construção teve início quando o país celebrou 1.000 anos de existência (em 1896) e só terminou em 1929. Este monumento foi construído em homenagem aos homens que contribuíram de alguma forma para a construção do país. Na estátua, ao centro (na foto, encontra-se à esquerda) está o anjo Gabriel. No resto do conjunto escultórico encontram-se uma série de estátuas de líderes húngaros.


Esta foto já é de 2006, data da minha primeira viagem a Budapeste. Na altura comemoravam-se os 400 anos do nascimento de Rembrandt, que tem obras expostas neste local. Trata-se do Szépművészeti Múzeum (Museu de Belas Artes de Budapeste) e é um local que merece uma visita. A colecção do museu é composta por 6 secções de arte internacional: arte egípcia, arte antiga (com artefactos gregos e romanos), escultura antiga, pinturas antigas, colecção moderna e colecção gráfica. Inclui obras de nomes sonantes como Rafael, Leonardo da Vinci, Goya, Monet, Rodin, Renoir, etc. O museu dedica ainda uma secção a Victor Vasarely, um artista húngaro que doou uma grande quantidade de obras ao museu.


Esta foto é igualmente antiga. Eu estava em cima de uma das pontes de Budapeste e, se reparares deste lado avistavam-se outras duas pontes. Mas se olhássemos para o lado oposto, certamente veríamos mais pontes. Só posso dizer que à noite, quando todas as pontes e monumentos estão iluminados temos uma vista de cortar a respiração, é mesmo emocionante de tão bonito. Pena este ano não ter tirado uma foto há noite.

Bem, mas regressemos às fotos actuais.


Sinceramente, esta imagem não te lembra Lisboa? Acho os eléctricos húngaros, mais antigos, super-parecidos com os nossos. Aqui vê-se ainda uma estrada principal, com uma ciclovia e um passeio pedestre à direita. Os húngaros não se podem queixar... não faltam vias para as pessoas se deslocarem.


Este arvoredo lindíssimo faz parte do Elvis Presley Park. Achei estranho, a escolha do nome. Só depois me disseram que este parque foi criado para homenagear o cantor, que durante a Revolução Húngara de 1956 (uma revolta contras as políticas impostas pelo governo Húngaro e da União Soviética), apoiou a causa húngara. No programa "The Ed Sullivan Show" dedicou-lhes a música "Peace in the Valley" e apelou às pessoas para que fizessem doações para serem enviadas para a Hungria.

Para além desta homenagem, Elvis também foi declarado cidadão honorário póstumo de Budapeste.

Estava explicada a escolha do nome.


Com crianças é sempre complicado experimentar comida muito diferente, pelo que também visitámos esta pizzaria. Estava decorada com imagens de pessoas de diferentes países. Tinha ainda uma vitrine com bebidas de todo o mundo (nadinha português). Mas gostei mesmo foi daquela pequena escultura, que decorava a parede vermelha (gostava de ter algo parecido cá em casa).


E este foi o nosso almoço... escolhido pela Letícia. Uma pizza com os seus ingredientes preferidos: queijo, cogumelos, milho e molho de tomate. Para sobremesa, uns deliciosos crepes com molho de morango. Acredita, foram os melhores crepes da viagem.


E deixámos Budapeste, com esta imagem na mente. O Sol nascia. À esquerda a «ponte das correntes» (a primeira a ser construída em Budapeste), seguida da «ponte Erzébet». Do lado direito o Palácio Real. E ao fundo, bem no topo da Colina de Géllert, está o monumento da libertação (uma estátua que se vê muito ao longe nesta foto), uma homenagem feita em 1947 aos soldados soviéticos que libertaram a cidade do domínio Nazista.

Uma cidade que, sem dúvida, me marcou...


Apesar de ter adorado a Hungria, vim com a sensação de que o resto do país não é propriamente desenvolvido. As pessoas sentem-se infelizes com as desigualdades sociais e com os seus baixos rendimentos. Fora dos grandes centros, há muitos espaços degradados. As estradas estão esburacadas e os transportes pareceram-me muito antiquados. Mesmo assim, apaixonei-me por este país.

Nas fotos que aqui coloco, as casas de aldeia estão em boas condições, mas nem todas são assim. Contudo, mesmo que as casas estejam um pouco degradadas, normalmente os espaços exteriores, estão muito bonitos. Nesta aldeia, aqueles arbustos estavam dispostos praticamente ao longo de todos os passeios. Mesmo os quintais das pessoas estão muito bem tratados (sinceramente, bem mais organizados que os nossos).


Mais um lugar encantador. Tinham estes vasos artesanais espalhados por toda a aldeia.

E depois haviam os habitantes, novamente nas suas bicicletas. Tenho pena de na zona onde vivo não ter condições para o fazer, porque se tivesse, utilizaria muito mais este meio de transporte.


E a última imagem da Hungria. Um campo de girassóis. Tinha de ser, tal é a quantidade de campos com esta flor.

Sinto que vou ter saudades desta terra. Enquanto isso, petisco algumas sementes de girassol. Este sal todo não deve ser saudável. Mas sabe tão bem...

Fotos: Mafalda S. 
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