quarta-feira, 8 de abril de 2020

Como manter a casa limpa e desinfetada em tempo de pandemia


Confesso que não sou daquelas pessoas que estão entediadas em casa e a queixar-se por causa disso. Em primeiro lugar porque é meu dever de cidadã não contribuir para a propagação do Covid-19. Em segundo, porque tenho sempre coisas para fazer (e para ser sincera até gostava de ter mais tempo livre... para ler os meus queridos livros, ver um bom filme...). No entanto tenho andado extremamente ocupada e, as limpezas, incluem-se nas tarefas que passaram a ocupar mais tempo. 

Quero partilhar contigo, como limpo e desinfeto a casa em tempo de pandemia:

1 - O meu hall de entrada parece mais desarrumado. Mas é por uma boa causa. Logo à entrada tenho o único frasco de álcool-gel que consegui comprar (a preço de ouro). Tenho também um saco com bolinhas de algodão. Coloco um tapete improvisado e tenho um saco grande de pano. Quanto temos mesmo de sair, à chegada, retiramos roupa e sapatos (actualmente só saímos de ténis) e colocamos dentro do saco de pano (que é colocado a lavar na máquina, a 60 graus - estou para ver a conta da luz...). Desinfectamos as mãos com o álcool-gel e também o telemóvel ou outros objectos que tenham ido ao exterior (com a ajuda dos algodões). De seguida, vamos tomar duche.

2 - Quando as compras chegam, preparo num alguidar uma mistura de de água e lixívia. Li que esta misturinha dissolve a proteína do vírus. Coloco luvas e passo tudo por esta misturinha. Algumas coisas seco e guardo, outras (como frutas e legumes), deixo algum tempo a secar na varanda. É importante fazer esta higienização, porque este vírus é o meu oposto: gosta imenso de frio. Se colocarmos produtos no frio sem higienizar, o vírus até fica mais estável. 

3 - Depois de tudo higienizado, coloco os sacos das compras dentro da máquina de lavar e lavo a 60 graus (li que o que protege o vírus é uma fina camada externa de gordura, pelo que a espuma de sabão ajuda a dissolver essa gordura e a água mais quente ajuda a derretê-la). Claro que isto dá uma trabalheira, mas é por uma boa causa.

4 - As moléculas virais apreciam o frio, a humidade e a escuridão. Por isso, tento arejar a casa abrindo um pouco as janelas (não pode ser todo o dia, senão ficamos com alergias... vida de quem tem rinite alérgica, não é fácil). E tento deixar entrar luz natural. Por vezes ligo o aquecimento, para prevenir a humidade e para a casa ter uma temperatura agradável.

5 - Segundo o que li, o vírus gosta é de seres humanos e animais, ainda assim, consegue sobreviver algum tempo em algumas superfícies (dados tendo em conta uma temperatura do ar de aproximadamente 21ºC - ou seja, em diferentes condições, pode variar - por ex. a 30.º C, estas durações são mais curtas):
  • 3 horas - nas roupas;
  • 4 horas - no cobre (ex.: moedas);
  • 8 horas - em alumínio (ex.: latas de comida e refrigerantes);
  • 1 dia - no papelão (ex.: caixas de encomendas);
  • 2 a 3 dias - em plástico (ex.: pacotes de alimentos) e aço inoxidável (ex.: panelas);
  • 4 dias  - na madeira (ex: pavimentos e mobília);
  • 5 dias - no metal (ex.: maçanetas, chaves, jóias), no vidro (ex.: janelas, copos, garrafas), cerâmica (ex.: azulejos, pratos, canecas) e no papel (ex.: livro);
  • 9 dias (!!!) - no chão ou asfalto.

6 - Tendo em conta estes dados e sabendo que em caso de espirros as gotículas que transportam o vírus podem alcançar até 8 metros (caramba!), o melhor é desinfectar as superfícies e materiais, com alguma frequência. O ideal seria fazê-lo com álcool, com produtos à base de lixívia ou com a tal mistura de água com lixívia. Atenção que o álcool tem de ser superior a 65.º. Há quem fale em recorrer a bebidas alcoólicas, mas por exemplo a vodka mais forte tem álcool a 40º, logo, é ineficaz. O vinagre também não é útil, pois não dissolve a camada de gordura do vírus. Em último caso, quando não é possível recorrer à lixívia e ao álcool, mais vale a água e o sabão (a espuma de sabão ajuda a dissolver a gordura). Existem uns toalhetes (Clinell) que conseguem inactivar o vírus após passagem, num minuto. Quisera eu tê-los... Ah! Não te esqueças de escolher um produto que não danifique a superfície que vais limpar. 

7 - Há áreas (aquelas onde colocamos as mãos), onde há maior probabilidade do vírus se alojar. Logo, temos investir na limpeza destes locais: maçanetas, puxadores de móveis e electrodomésticos, torneiras, dispensadores de sabão, chuveiro, autoclismo e tampas de sanita, piaçaba, botões de elevador, corrimões (eu prefiro nem colocar lá as mãos), interruptores de luz, teclados de computador e tablets, comandos de TV, telemóveis, mesas, mobília onde nos sentamos, toalhas e guardanapos de cozinha (de momento, estou a lavá-los diariamente); 

8 - Tenho imensos panos de limpeza (feitos de toalhas e lençóis velhos), velhas esponjas de cozinha (que uso para lavar superfícies da cozinha e casa-de-banho) e 3 bases de esfregona. Por isso, logo que um pano (ou afins) começa a ficar sujo, continuo a limpeza com outro. No fim, lavo tudo na máquina. 

9 - Também é aconselhável manter a máquina de lavar limpa, para que a mesma funcione eficazmente. Primeiro tento limpar o máximo possível a sujidade das borrachas, recorrendo a um pano molhado. Depois, deito um copo com vinagre diretamente no tambor, que deve de estar vazio de roupas. Entretanto inicio um ciclo de lavagem de água quente, no mínimo a 60ºC. Isto deve de ser feito mensalmente. Li que existem produtos próprios para o efeito, mas nesta máquina nunca usei (na de lavar loiça, sim, costumo usar um produto de limpeza). 

10 - Esta é uma boa altura para destralhar. Um número menor de objectos, limita as contaminações e dá muito menos trabalho a limpar. Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas mantenho-me firme no meu objetivo do minimalismo

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De qualquer forma, se quiseres saber mais detalhes sobre a limpeza em tempo de pandemia, deixo-te um excerto da orientação n.º 008/2000 da Direção-Geral de Saúde. A mesma é destinada a hotéis e alojamentos, mas dá-nos orientações preciosas a nível de limpeza:

" (...) 3. Mudança de roupa dos quartos e limpeza e desinfeção das instalações: 
i. Dado que a intervenção de mudança de roupa da cama, gera aerossóis, é aconselhável separar as duas intervenções: limpeza e roupa (exemplo: 2 equipas diferentes) e dar um tempo de espera entre estas duas tarefas - respeitar um tempo de pelo menos 2-3 horas entre retirar lençóis e roupas de cama e atoalhados e realizar a limpeza de pisos e superfícies. 
ii. Equipar os profissionais encarregados de remover roupa e realizar a limpeza, com bata, luvas não esterilizadas, óculos de proteção e uma máscara de proteção respiratória do tipo FFP2.
iii. Ao remover a roupa de cama e atoalhados:
• Não agitar a roupa de cama; 
• Retirá-la sem a sacudir, enrolando-a no sentido de dentro para fora, fazendo um “embrulho”; 
• Não encostar a roupa ao corpo; 
• Transportar as roupas e colocar diretamente na máquina de lavar; 
iv. A roupa deve ser lavada à temperatura mais alta que puder suportar (dependendo da termoresistência) – ciclo de desinfeção pelo calor (pelo menos a 60ºC durante 30 minutos, ou entre 80-90ºC, com 10 minutos de contacto do calor com a roupa); 
v. Se a roupa não puder ser lavada a quente, deve ser lavada na máquina a temperatura entre 30-40ºC e a um ciclo de desinfeção final na máquina, com um desinfetante apropriado a este tipo de roupa e compatibilidade com a máquina. 
vi. Na ausência de uma máquina de lavar, embale as roupas e acondicione num saco impermeável, fechando-o bem e levar para a lavandaria e depositar a roupa diretamente para dentro da máquina; 
vii. Os resíduos recolhidos no quarto, devem ser acondicionados num primeiro saco bem fechado, que depois é depositado no 2.º saco. O 2.º saco deve ser identificado como resíduos biológicos e tratados por incineração ou autoclavagem. 
4. Manutenção das superfícies ambientais: 
i. O coronavírus (SARS-CoV-2) provavelmente pode sobreviver durante horas em superfícies secas e até 6 dias, em superfícies com humidade. 
ii. A limpeza húmida é sempre preferível, à limpeza a seco. 
iii. Não usar aspirador para limpeza de pisos. 
iv. Não é adequado o uso de aspirador de pó, porque põem em movimento no ar, as gotículas, nas quais o vírus pode estar contido e transforma-as em aerossóis. 
v. Para equipar o pessoal encarregado da limpeza de pisos e superfícies com uma bata impermeável, ou avental de plástico sobre o fardamento, luvas de uso único resistente a líquidos, máscara de tipo cirúrgica. 
vi. Cumprir o seguinte para a limpeza dupla de pisos e superfícies: 
a) Limpar as superfícies de cima para baixo e no sentido das áreas mais limpas para as mais sujas;
b) Usar panos de limpeza de uso único, diferentes e exclusivos para a área do quarto e para as casas de banho; 
c) O balde e esfregona de limpeza da casa de banho deve ser diferente do balde de limpeza e esfregona a usar no quarto; 
d) Para lavar as superfícies: pode usar-se detergentes de uso comum; 
e) Para desinfeção de superfícies: a Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha o uso de lixívia (solução de hipoclorito de sódio) numa concentração de pelo menos 5% de cloro livre, e álcool a 70º, para as superfícies metálicas ou outras, que não sejam compatíveis com a lixívia, de modo a evitar corrosão ou danificação. No entanto, existem no mercado vários produtos de limpeza e desinfeção de superfícies com ação virucida e que podem ser utilizados, nomeadamente, pastilhas de cloro para diluir na água no momento da utilização; soluções detergentes com desinfetante na composição (efeito 2 em 1), quer em apresentação de spray, líquida ou outra ou toalhetes humedecidos em desinfetante para a limpeza rápida de algumas superfícies de toque frequente. 
5. Limpeza e Desinfeção de Superfícies: 
i. Se há presença de sangue, secreções respiratórias ou outros líquidos orgânicos, absorver os líquidos com papel absorvente; aplicar a lixívia diluída em água na proporção de uma medida de lixívia, para 9 medidas iguais de água; deixar atuar durante 10 minutos; passar o local com água e detergente; enxaguar só com água quente e deixar secar ao ar; usar máscara na diluição e aplicação da lixívia; abrir as janelas para ventilação do espaço; 
ii. Para a desinfeção comum de superfícies: lavar primeiro com água e detergente; aplicar a lixívia diluída em água na seguinte proporção: uma medida de lixívia em 49 medidas iguais de água; deixar atuar a lixívia durante 10 minutos; enxaguar apenas com água quente e deixar secar ao ar; 
iii. As instalações sanitárias devem ser lavadas e desinfetadas com um produto de limpeza misto que contenha em simultâneo detergente e desinfetante na composição, por ser de mais fácil e rápida aplicação e ação; 
iv. Também o mobiliário e alguns equipamentos poderão ser desinfetados após a limpeza, com toalhetes humedecidos em desinfetante ou em álcool a 70º; 
v. Limpar primeiro o mobiliário do quarto; 
vi. Se houver kitchenette, lavar as louças na máquina a temperatura elevada; limpar e desinfetar armários, bancadas, mesa e cadeiras, não esquecendo de desinfetar os puxadores dos armários e das portas; de seguida, limpar e desinfetar a torneira, o lavatório e o ralo. 
vii. Limpar paredes até à altura do braço. 
viii. Retirar os cortinados e enviar para lavar, incluindo o cortinado da casa de banho; 
ix. Limpar o mobiliário; x. Lavar a casa de banho, começando pelas torneiras, lavatórios e ralos destes, passar depois ao mobiliário, de seguida a banheira ou chuveiro, sanita e bidé; 
xi. O mesmo procedimento repete-se para o chuveiro, não esquecendo de limpar bem o chuveiro, desenroscar a cabeça do mesmo e lavar e desinfetar; 
xii. Sanita: aplicar o produto que tem a função de detergente e desinfetante em simultâneo, no interior e exterior da sanita; deixar atuar o produto durante 10 minutos para que faça o efeito desejado, esfregar bem por dentro com o piaçaba, descarregar a água com o piaçaba ainda dentro da sanita para que este também fique limpo; pôr o piaçaba a escorrer; lavar e desinfetar o suporte do piaçaba; 
xiii. Com outro pano limpo de uso único, lavar a parte externa da sanita, começando pelo tampo (o menos sujo), seguindo-se a parte de cima da sanita e todas as partes exteriores com o mesmo detergente/desinfetante; passar depois só com água quente e deixar secar. 
xiv. Por fim, lavar o chão das instalações. 
xv. Abrir as janelas da área e deixar secar ao ar. (...)"

Foto: Pascal Helmer

terça-feira, 7 de abril de 2020

Pensamento/Lema da semana #495


"A tristeza é uma das piores doenças do Ser Humano.
Ela corrói o coração, opaca a alma
e consome as nossas energias.
Nunca percas a Fé e as Esperanças.
Quanto mais longe achas que Deus está de ti,
mais perto Ele estará carregando-to em Seus braços."
Papa Francisco

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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Pensamento/Lema da semana #494


"Não deixes que as dificuldades
apaguem a chama da FÉ e ESPERANÇA
que há no teu coração."
Autor desconhecido

Foto: Stock Snap
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terça-feira, 24 de março de 2020

Pensamento/Lema da semana #493


"Enquanto dura a pandemia 
vê a tua casa, não como uma prisão, 
mas como um REFÚGIO." 
Mafalda S. 
(A Felicidade é o Caminho)

Foto: Sophkins
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quinta-feira, 19 de março de 2020

Sobre estes tempos difíceis


O dia amanheceu com cores cinzentas. Os carros continuam a passar na rua, mas as pessoas já não caminham. Ou se o fazem, são poucas. Ontem foi declarado o estado de emergência, mas fico com a sensação que pouco muda.

Este ano está a ser complicado para mim e para a minha família. Mesmo antes de se falar neste  vírus maldito, começámos a ficar doentes. A minha asma regressou em definitivo. Estive tanta vez doente, que desde o início do ano já perdi quase 5kg. A Letícia teve as suas crises de asma, habituais no Inverno. O Lucas desde que começou a frequentar a escola, que apanha tudo e mais alguma coisa e ainda teve uma reação alérgica a um antibiótico. O meu pai, já com 80 anos, tem andado bastante doente e ainda não sabemos porquê. Tudo isto, desde o início de 2020. Não tem sido um ano fácil.

Por isso, quando ouvi falar no vírus que começou na China, fiquei preocupada. Sei que muita gente desvalorizou, dizendo que era algo um pouquinho mais forte do que uma gripe. Que por ano também morriam imensas pessoas com gripe. 

Devo dizer que fiquei impressionada pela negativa, pela falta de capacidade de algumas pessoas, em se colocarem no lugar dos outros. Claro que a gripe mata. Com o trabalho de anos junto de idosos, sei como isso é verdade. Ainda assim, os números de que se falam, são diluídos ao longo do ano. Não é comparável com a quantidade de mortes que este vírus traz, num tão curto espaço de tempo.

É certo que com a maioria das pessoas irá correr tudo bem. Então e os mais fracos? Aqueles que têm doenças crónicas e os idosos? "Não tomarei as devidas precauções porque a minha saúde até é porreira." (esquecendo-se de que quem pode contagiar, pode ser alguém com um sistema imunitário mais fraco). Isto é de uma insensibilidade e egoísmo, que me deixaram revoltada.

Tendo em conta o que se estava a passar na Ásia e sabendo que as pessoas se deslocam, achei igualmente incrível a reação dos líderes europeus. Falta de controle absoluto nas entradas nos diferentes países (aeroportos, cruzeiros, fronteiras terrestres). E nada de se precaverem com mais equipamentos hospitalares. 

A meu ver, e é só a minha opinião, teria sido mais fácil fechar fronteiras a tudo o que não era essencial (muito ao estilo de Macau). As pessoas deveriam ficar em casa, com excepção dos serviços essenciais, logo aquando do surgimentos dos primeiros casos.

Fico preocupada com a saúde dos mais fracos (a da minha família inclusive) e com a grave crise económica que se adivinha. Sinceramente acho que quanto mais rápido deixássemos de fazer a vida normal, mais rapidamente se controlaria o problema. Menos mortes e menos danos na economia. Esta coisa de ir a conta gotas, não me acalma minimamente. Por outro lado, também me preocupa a situação dos profissionais de saúde. Quer pelo facto de poderem contrair a doença, quer por correrem o risco de entrarem em exaustão - porque estão a surgir um elevado número de casos, em simultâneo.

O meu marido tem uma empresa e estou francamente preocupada. Se isto se prolongar, adivinham-se tempos difíceis. Aguentar dois ou três meses é uma coisa. Outra, é esta situação afectar a sociedade por mais tempo. Nem todas as empresas vivem de teletrabalho. E as soluções apresentadas pelo governo, para as empresas, não me deixam tranquila. O mais certo teria sido mesmo, conter a situação logo que surgiu (novamente, é só a minha opinião).

De qualquer modo, ontem surgiram notícias promissoras. Sabemos que a vacina vai demorar, mas um medicamento já em uso (sem necessitar por isso de testes), está a ter resultados promissores (pelo menos nos casos em que a situação não é já muito grave).

Por outro lado, é neste momento, que me agarro à história. Isto porque já aconteceram situações semelhantes, que se resolveram.  Todas as pandemias passaram e esta também passará. Com a diferença de que antigamente não tínhamos, nem de longe, os medicamentos e meios que temos hoje. Isto dá-me esperança! 

Quanto a mim e aos meus filhos, que estamos em casa, tentamos trazer alguma normalidade às nossas vidas. O pequenino entretém-se a brincar (com legos, carrinhos, a fazer trabalhos manuais e bolos com a mana e a ver desenhos animados...). A Letícia continua a fazer actividades para a escola e inclusive a ter algumas aulas via skype. (De louvar o esforço dos professores em trazer alguma normalidade à vida das crianças). Eu ando super-ocupada, entre as tarefas domésticas e o trabalho on-line. Sou sincera, ainda não tive tempo para pausas... poder ver um filme, ler um bom livro ou "passear" pela Net. Sinto-me cansada, mas ainda não tive tempo para momentos mais ociosos. O marido, por enquanto, tem mantido a actividade profissional no exterior, mas de forma mais reduzida. O provável é que pare mesmo algum tempo.

Mas em resumo, eis o que pretendo fazer, durante este tempo:

- manter os devidos cuidados, para tentar evitar a contaminação (evitar idas à rua; quando vamos, manter a distância social; ao chegar a casa desinfectamos/lavamos as mãos e a roupa segue de imediato para a máquina; as compras também passam por uma limpeza extra);
- manter a cabeça ocupada com tarefas (domésticas, relacionadas com os meus objectivos pessoais ou de trabalho) e também com lazer (ver as minhas séries preferidas, ler os meus livrinhos...);
- mimar os familiares que estão em casa e manter o contacto com quem está à distância (neste ponto, as novas tecnologias ajudam imenso!).
- evitar ver noticiários em excesso e assistir a programas sobre outros temas (incluindo programas que nos façam rir).
- sou uma pessoa de fé (não acredito em religiões, mas sim em Deus). Circula na Net um pedido do bispo da minha zona, para paramos uns minutos ao meio-dia e fazermos uma oração colectiva, a pedir para que tudo se resolva. Irei participar. Tenho fé de que estas orações conjuntas irão ajudar-nos!

Por último, como alguém disse um dia "Que nunca nos falte a esperança de dias melhores".

Muita força para quem me lê. Por mais difícil que pareça, iremos vencer esta batalha!

Foto: Stock Snap.
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terça-feira, 17 de março de 2020

Pensamento/Lema da semana #492


"Apesar de todas as tempestades, 
todos os tropeços, todas as lágrimas, 
a gente sempre terá de acreditar que algo de bom está por vir." 
Autor desconhecido

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segunda-feira, 9 de março de 2020

Pensamento/Lema da semana #491


Acordar com saúde
é um tremendo privilégio.
Seja grato/a!”
Autor desconhecido

Foto: Lazare
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