segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pensamento/Lema da semana #342


"(…) a maneira de estar na vida de cada um
 tem consequências
e, para lá das que recaem sobre si mesmo, 
tê-las-á sobre aqueles de quem depende a educação, o ensino e a aprendizagem, 
não apenas o do português, da matemática ou do estudo do meio, 
mas, principalmente, o da vida (...)." 
Mário Cordeiro

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pensamento/Lema da semana #341

"Para mim, ler é hygge (…)." 
Anna Skyggebjerg

Foto: Unsplash
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domingo, 16 de abril de 2017

Uma Páscoa Feliz!


Aproveita cada minutinho desta Páscoa
para criares memórias felizes!
Desejo-te tudo de bom!

Imagem: fabQuote
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Brinquedos realmente educativos ou como somos fãs da Science4you

A minha filha tem um cantinho no quarto, dedicado à «colecção» de brinquedos da Science4you. A verdade é que ela é uma verdadeira fã (vá, confesso, eu também sou... 😂). Por um lado porque são brinquedos educativos - a criança aprende sempre algo de útil, por outro porque proporciona momentos de puro divertimento e por último, porque aumenta a cumplicidade entre mãe e filha - pois normalmente realizamos estas actividades em conjunto.

Estas férias resolvemos testar A Ciência das Velas. Vestimos a pele de cientistas e lá fomos nós fazer umas experiências...



Os brinquedos trazem normalmente o material para fazer as experiências, um livro educativo (este tinha 32 páginas) e ainda... o Passaporte de Ciência (na prática, são mais de 100€ em bilhetes para vários Museus!!!).

Os livros vêm recheados de imagens coloridas, o que os torna atractivos para crianças. Este fala de um pouco de história, da ciência por detrás das velas e obviamente das experiências. 
São várias as experiências previstas. Nós resolvemos experimentar, para já, a das «velas estrela e rosa».  Não ficaram lindas? 

Mas queremos fazer outras. Estamos particularmente curiosas com a de reciclar lápis de cera e transformá-los em velas...

Há ainda mais opções, como: fazer uma vela mosaico; criar velas a partir de cubos de gelo, balões de água ou com areia; e como fazer velas em situações de emergência.



Bom, mas vou mostrar-te os restantes brinquedos da «colecção»...

A princesa também tem a Fábrica de Cupcakes, que permite tanto fazer experiências - por exemplo para descobrir «para que serve o fermento», como para fazer os cupcakes propriamente ditos. 


Em baixo, à esquerda, uma das fotos do livro educativo, onde é explicada uma experiência com a seringa de pastelaria. À direita, duas receitas que experimentámos: o «cupcake bombom de morango» e o «cupcake de iogurte com cobertura de chocolate». Para experimentar e ainda por cima para provar 😉😋!


A Fábrica de Batons também faz parte da «colecção» (se seguires o  link no nome dos brinquedos, podes espreitar um vídeo demonstrativo, com as experiências que se podem fazer com cada um deles). Na foto, está um batom perfumado feito pela princesa. Cheira tão bem... 


Também se pode fazer gloss, batom a partir de lápis de cera, reciclar batons, resolver mistérios como um cientista forense... muito giro!



A Ciência dos Sabonetes foi oferecida à Letícia pelo Natal. Claro que passámos o resto das férias a fabricar sabonetes. Na imagem está um dos nossos exemplares.











O Meu Primeiro Spa é um dos favoritos da minha filha. Tem 21 experiências que podem transformar a nossa casa num verdadeiro Spa. Entre outras coisas, permite fazer: sais de banho, óleos essenciais, sabonete de flores secas, esfoliantes, máscaras faciais e para o cabelo, branqueamento dos dentes (nós experimentámos e resulta!), massagens com pedras quentes, escalda-pés relaxante...


Acho interessante, que na Science4you até uns simples headphones permitem estimular a criatividade. Estes chegam como uma tela em branco, para que a criança possa decorá-la à sua vontade. Muito giro!

Entretanto a princesa diz-me que anda a sonhar com dois outros brinquedos: o Globo de Plasma e a Fábrica de Cristais...

Deu para perceber que somos fãs?...

Fotos: Mafalda S.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Pensamento/Lema da semana #340


"Muitas vezes atribuímos o bem-estar emocional 
aos nossos genes ou à nossa personalidade,
pelo que é tentador concluir
que não há nada a fazer.
O problema, nesse caso,
está em pensar que não o podemos influenciar de forma alguma,
quando, na verdade, se nos for dado TEMPO, CONHECIMENTO e MOTIVAÇÃO,
é perfeitamente possível melhorar o bem-estar de cada um."
Bridget Grenville-Cleave e Ilona Boniwell

Foto: Unsplash
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Como estamos de felicidade pelo mundo

A Noruega foi este ano considerado o país mais feliz do mundo,
ultrapassando pela primeira vez a Dinamarca.

Quando comecei a escrever este post, a ideia era dividi-lo em vários - dada a sua extensão. Mas decidi publicá-lo num só, para que em pesquisas futuras toda a informação esta reunida num único lugar. Se preferires, tens a opção de o ir lendo ao longo da semana.

««»»

Há poucos dias foi publicado o Relatório Mundial sobre a Felicidade. Como não podia deixar de ser, é um tema do qual tinha de falar.

O estudo abrangeu 155 países, e a verdade é que há uns bem mais felizes que outros. O nosso particularmente, não ficou bem classificado...

Segundo os autores, três quartos da variação destes resultados entre países, podem ser explicados por 6 factores económicos e sociais:

- o Produto Interno Bruto per capita;
- a esperança de anos de vida saudável;
- a liberdade para tomar decisões na vida;
- o apoio social (ter com quem contar nos momentos difíceis);
- a generosidade (medida por doações);
- a confiança (a percepção de ausência de corrupção no governo e nos negócios).

Foram ainda incluídos os resultados de um questionário em que as próprias pessoas classificavam, numa escala de 0 a 10, a sua qualidade de vida.

Com base neste resultados, foi elaborado um ranking da felicidade mundial.

O ranking da felicidade
Na prática, desde que este estudo é realizado, que os 10 países mais felizes do mundo se têm mantido nos lugares cimeiros, trocando apenas de posição entre eles.

Portugal encontra-se na 89.º posição, sinal de que algo não vai bem connosco.

A felicidade portuguesa tem diminuído nos últimos anos.

No primeiro ano em que o estudo se realizou, em 2012, Portugal estava na 73.ª posição. Desde então, tem vindo a descer. Neste momento, no contexto europeu, só são mais infelizes a Macedónia, a Bósnia-Herzegovina e a Bulgária.

Mas para teres uma ideia, eis a lista de países mais felizes e mais infelizes do mundo:


Coloquei ainda a posição portuguesa, a de alguns países de origem das comunidades de imigrantes em Portugal e a de alguns destinos da emigração portuguesa. Lamento faltarem alguns países, mas o estudo não abrangeu todos. 

Porque alguns países são mais felizes que outros
Os autores do relatório descobriram que grande parte da diferença na felicidade, entre os habitantes dos vários países, são explicadas por factores económicos e sociais (os 6 factores que referi no início do post).

Existem países como os EUA, em que apesar de terem um desenvolvimento económico elevado, as pessoas não são das mais felizes. Isto porque sempre se valorizou o crescimento económico, enquanto que os factores sociais têm sido subestimados. Dando só um exemplo, mesmo que se viva num país rico, se existirem muitas desigualdades na distribuição dessa riqueza, as pessoas tendem a ser menos felizes. O segredo reside algures no equilíbrio entre o social e o económico.

Os países mais felizes do mundo são efectivamente países ricos, mas têm muito apoio social, bons sistemas educativos, os habitantes são generosos, têm altos níveis de confiança (porque na generalidade todos são confiáveis - inclusive o sistema político - e as taxas de criminalidade são baixas). São dos países com mais igualdade social no mundo e a corrupção é mínima.

Já aos países mais infelizes, parece faltar tudo. São países marcados pela guerra, corrupção e por uma enorme desconfiança face às autoridades. A pobreza é elevada e há uma enorme disparidade na distribuição da riqueza. Mesmo em países onde não há guerra, a criminalidade é geralmente elevada e /ou existem bastante discriminações (de género, face a minorias étnicas ou a diferentes classes sociais).

Depois há aquele países que supostamente deveriam ser mais infelizes ou mais felizes, mas não são. Isto tem que ver com a cultura própria dos povos. Essa cultura faz com que desde cedo sejam transmitidos determinados valores, que para o bem ou para o mal, irão influenciar a forma de estar na vida dos seus habitantes. O Brasil é um desses casos. Apesar de tanta desigualdade, corrupção e altas taxas de criminalidade... as pessoas são mais felizes do que o esperado. A sua forma de estar na vida, é a chave da sua felicidade. Já a Dinamarca, tem tudo para ser feliz. Mas os valores que são transmitidos desde a infância acentuam ainda mais essa felicidade. Os dinamarqueses fazem do hygge (de que falei neste post) uma filosofia de vida, ou seja, realizam actividades que aumentam a felicidade, quase que numa base diária.

Outras ilações sobre o que nos faz felizes

A depressão e os transtornos de ansiedade têm mais impacto na felicidade
do que os rendimentos, o trabalho ou as doenças físicas.

Eis 9 descobertas sobre o que inspira a felicidade um pouco por todo o mundo:

1) As pessoas que trabalham por conta própria têm uma avaliação global da vida mais positiva. Apesar de tudo, há os prós e contras, pois este tipo de trabalhadores são mais propensos a experimentar sentimentos negativos como o stress e as preocupações.

2) As pessoas são mais felizes quando mantêm uma vida social activa durante a semana, ao invés de somente ao fim-de-semana.  Há povos que reportam mais felicidade ao fim-de-semana, quando não estão a trabalhar. Isto tem tudo a ver com o ambiente do local de trabalho! Contudo, esse efeito desaparece quando o ambiente é de «alta confiança», o chefe é visto como parceiro e não como um superior, o clima é de colaboração e não de competição, os colegas de trabalho são verdadeiros companheiros e não pessoas traiçoeiras. Neste caso, o próprio trabalho é um lugar de convivência positiva.

Participar noutro género de actividades sociais durante a semana (mas para isso é necessário ter horários que o permitam, de modo a não prejudicar a família), também pode ajudar, tais como: pertencer a um clube, praticar voluntariado, etc.

3) O desemprego afecta bastante a felicidade. Chega a deixar cicatrizes, pois mesmo que a pessoa encontre um emprego, os sentimentos de infelicidade que experimentou, tendem a permanecer. Em tempos li um estudo que referia, que pior que estar desempregado, só mesmo estar num emprego realmente mau.

4) A felicidade depende do tipo de trabalho. Por exemplo, os trabalhos executivos, de administração ou associados ao clero tendem a proporcionar mais felicidade do que trabalhos braçais como: a construção, o trabalho em minas, nas fábricas, nos transportes, na agricultura, na pesca ou na silvicultura.

5) Os rendimentos são mais importantes do que a educação. Algumas das pessoas mais ricas do mundo desistiram da faculdade, como Bill Gates ou Mark Zucherberg. É importante ter uma base monetária, que nos permita fazer actividades que nos façam felizes (viajar, por ex.). No entanto, independentemente do grau académico, estudar ao longo da vida, investir no desenvolvimento pessoal, tende a tornar as pessoas mais felizes.

6) O dinheiro não é tudo. Para sermos felizes no trabalho há outros aspectos a ter em conta: o estatuto social no trabalho, a qualidade das relações entre colegas, a estrutura de trabalho diário e a definição de metas.

7) É importante ter apoio social. Para cada 10% da população de um país que proporciona apoio social, os níveis de felicidade aumentam mais de 20%. Para além disso, pessoas que têm companheiros, relacionamentos sólidos com a família, ou amigos com quem possam contar, são mais felizes.

8) É prioritário cuidar da saúde mental. Segundo pesquisas para descobrir as principais causas da infelicidade e da miséria, receber um diagnóstico de uma doença mental, tem mais influência do que os rendimentos, o emprego ou uma doença física. De acordo com o relatório, a forma mais poderosa de as combater é eliminando a depressão e os transtornos de ansiedade (as formas mais comuns de doença mental).

9) A família, a infância e a escolaridade influenciam a felicidade na vida adulta. Se por um lado, os níveis de felicidade de um adulto são influenciados pela sua situação económica, social e de saúde actual, a verdade é que a bagagem que trouxe da sua infância, influencia fortemente a sua satisfação com a vida.
Entender o caso português: porque não somos tão felizes

Factores socioeconómicos, associados a alguns traços mais pessimistas da nossa cultura,
fazem com que não sejamos tão felizes.
A crise económica teve um efeito directo na felicidade dos portugueses, reduzindo-a. Mas só isso não explica o porquê de mesmo em alturas mais desafogadas, continuemos pouco felizes. Nos estudos do World Database of Happiness (realizados desde 1985), o ano em que fomos mais felizes foi em 1987. Ainda assim, só tivemos uma pontuação de 5,9 numa escala de 0 a 10 pontos (ver post). Vejamos assim, possíveis causas da nossa infelicidade (com links para notícias relacionadas com cada ponto):

- Prevalência de grandes desigualdades sociais. Quando nos comparamos com os outros e percebemos que há uma grande desigualdade salarial, isso deixa-nos mais infelizes. Estudos demonstram que as pessoas chegam a preferir ganhar um pouco menos, se todas as outras (classe política incluída) auferirem valores semelhantes ou inferiores ao seu. Nos países mais felizes este tipo de desigualdade é mínimo.

- Falta de confiança na justiça. Os portugueses sentem que a justiça nem sempre é eficaz e, novamente, percepcionam desigualdades no tratamento judicial.

- Prevalência de corrupção. Portugal encontra-se em 29.º lugar, numa lista de 176 países, o que até pode não parecer tão mau. Mas se repararmos nos países menos corruptos do mundo, por exemplo a Dinamarca está em 1.º, em 2.º a Nova Zelândia, em 3.º a Finlândia, a Noruega está em 6.º... Todos estes países fazem igualmente parte da lista dos 10 mais felizes. A corrupção não anda de mãos dadas com a felicidade. 

- Elevada incidência de problemas de saúde mental (depressão, transtornos de ansiedade...). Os portugueses apresentam uma das maiores taxas de consumos de ansíoliticos da União Europeia e são um dos maiores consumidores de álcool a nível mundial, o que também não ajuda. Há algo na própria cultura, associada aos factores socioeconómicos, que nos torna menos resilientes face aos problemas.

- Poucos anos de vida saudável na velhice. Por norma, com a idade as pessoas tendem a sentir-se mais felizes, mas isso não acontece em Portugal, onde os idosos reportam menos felicidade do que em qualquer outra fase da vida. Uma possível causa tem a ver novamente com a desigual repartição de recursos, que penaliza os mais pobres (afectando a alimentação, os cuidados de saúde, etc.).

- A organização do trabalho em Portugal, prejudica a saúde e a vida familiar. Os portugueses são dos que trabalham mais horas. Enquanto nos países nórdicos, os horários são mais reduzidos e as pessoas saem a horas, por cá sair a horas é frequentemente mal visto. O tempo para o lazer escasseia. As pessoas têm menos tempo para praticar desporto, estar em família, participar em associações... actividades que tendem a fazer-nos mais felizes.


Por outro lado, nem sempre as pessoas mais competentes, são as mais valorizadas. Também não é tão fácil demitir funcionários incompetentes ou que complicam mais do que ajudam (mesmo após lhes terem sido dadas ferramentas necessárias à sua evolução, como formação, por ex.). Apesar de algumas pessoas coleccionarem horas extra, não significa que são horas totalmente produtivas... Todas estas situações minam o ambiente do trabalho, desmotivam e influem negativamente na felicidade dos trabalhadores. Felizmente que há excepções!

- Para lá dos factores socioeconómicos, a educação que recebemos e a cultura portuguesa, não são das mais optimistas. Somos mais infelizes do que povos que vivem em piores condições de vida! Costumamos dizer que andamos "mais ou menos" e temos frequentemente uma visão de desesperança face ao futuro. E com isto, influenciamos desde cedo crianças e jovens, que não são também dos mais felizes. Com este pessimismo acabamos por não investir devidamente em actividades que nos poderiam fazer felizes - sendo que 40% da nossa felicidade, depende unicamente de nós!!!

A importância destes estudos
Estes estudos demonstram que se começa a dar importância à felicidade. Começa-se a perceber que esta é um dos caminhos para o progresso de um país. Chama-se por isso a atenção de legisladores, políticos e população em geral.

Na realidade, desde que estes relatórios existem, a felicidade é mais considerada nas políticas públicas. É um avanço! Apesar de haver um longo caminho a percorrer...

(Se quiseres consultar todo o relatório, clica aqui.)

E nós portugueses? O que podemos fazer para sermos mais felizes?

Uma das formas de transformar o país num lugar mais feliz
é investirmos na nossa própria felicidade.

Da minha perspectiva, podemos fazer o seguinte:

1) fazer valer o nosso ponto de vista e lutar por um país mais justo, que invista mais no bem-estar da população. Cumprindo os nossos deveres, associando-nos a movimentos que promovam este tipo de bem-estar (acções de voluntariado, assinatura de petições, associativismo, etc.).

2) investir na nossa própria felicidade, pois 40% depende unicamente de nós. Isto é possível através da prática diária de actividades que a ciência comprovou que aumentam a felicidade (sabe como dar o primeiro passo, aqui.) Ah! Isto é tão importante para nós, como para quem nos rodeia, pois a felicidade é contagiosa.

3) educando as nossas crianças para serem mais felizes e ter em mente que somos um modelo para elas (então que lhes demos um bom exemplo!). Sugiro que leias o post sobre como educar para a felicidade e ainda, os livros descritos nestes posts: como educar para o optimismo e sobre a educação dinamarquesa.

4) valorizando aquilo que temos de bom. Não falo só a nível pessoal, mas também do nosso país, ao qual por vezes damos mais valor quando estamos fora. Porque... é um facto, temos muita coisa boa!

««»»

Após escrever este texto, recordo o livro Thrive de Dan Buettner. Ele fala-nos de uma cidade, algures nos EUA, que nos anos 50 era como outra qualquer. O bem-estar da população era semelhante ao do resto do país. Entretanto, muitas políticas locais foram tomadas e as próprias pessoas foram mudando aos poucos. E hoje, chega a ser considerada a mais feliz das cidades, num país medianamente feliz. 

Isto faz-me acreditar, que melhorar é possível! (Ah! A cidade é San Luis Obispo.)

Fotos: 1.ª Moyan Brenn; 2.ª Rui Bittencourt; 3.ª Jill111; 4.ªJoão Campos e 5.ª Pexels .
Quadros: Mafalda S.
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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pensamento/Lema da semana #339


"(...) o que investir num pouco de hygge
decuplicará em felicidade."
Anna Skyggebjerg

Foto: 3025332
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terça-feira, 28 de março de 2017

O que tenho no meu frigorífico - produtos que uso e como os organizo

Em alguns dos e-mails que recebo, perguntam-me que produtos uso em casa, desde a alimentação, passando pela beleza, até à limpeza. Daí fazer este post, para mostrar, pelo menos alguns dos alimentos que consumo. 

Desde que comecei a tentar introduzir alimentos mais saudáveis, que muitos produtos foram substituídos. Mas ainda não fazemos a alimentação "ideal". Sinto que este processo, tem de ser gradual, feito de erros e acertos, para chegarmos ao tal ponto de comer saudável com um sabor que nos agrade.

Porquê optar por uma alimentação saudável?
Por uma questão de saúde mesmo. Claro que o objectivo é ter uma boa saúde global. Mas tenho de admitir que entre os principais motivos que me leva a querer mudar, é a sombra do cancro, que tem afectado tantas pessoas próximas. Há algum tempo que leio sobre possíveis causas e o que fazer - pelo menos para prevenir. Uma das causas de maior peso é sem dúvida a alimentação.

Não imaginam a quantidade de casos, que há na minha zona. A minha própria mãe faleceu com cancro da mama, a minha avó com leucemia. No prédio onde vivo, entre quatro famílias, duas foram afectadas e uma das doentes faleceu (com cancro no cérebro). A minha melhor amiga, um pouco mais nova que eu, neste momento está doente. E na minha terra os casos sucedem-se. No mês passado uma rapariga de 20 anos faleceu, outra da mesma idade descobriu que estava doente. Uma menina de 5 anos também faleceu, etc., etc. Poderia continuar com os relatos. Mas creio que são dados mais que suficientes para tentar mudar.

Na minha aldeia natal, aqui perto, está instalada a 2.ª fábrica mais poluente de todo o país. Uma outra fábrica da mesma aldeia, foi notícia recente na TV, pela quantidade de casos de cancro existentes em ex-funcionários. O rio Tejo, que me proporciona uma vista tão linda, está super-poluído. Têm havido manifestações, por isso mesmo. E é justamente esse rio, que serve para regar grande parte dos terrenos agrícolas. Se juntarmos alguns químicos usados em agricultura não biológica...  

Não vou continuar, porque isto dava pano para mangas... Mas podemos mudar, pelo menos o que está ao nosso alcance: a alimentação.

E é por isso que hoje vou, literalmente, abrir as portas do meu frigorífico para quem me lê.

Onde refrigero e congelo os alimentos 
Cá em casa tenho um frigorífico e uma arca verticais, exactamente do mesmo tamanho. Só assim tenho espaço suficiente para guardar tudo. Os mesmos estão separados por áreas, onde reúno alimentos da mesma categoria.

Apesar de não ir falar propriamente do congelador, este tem 6 gavetas, organizadas da seguinte forma, de cima para baixo: 1) carnes vermelhas; 2) carnes brancas; 3) pão (sim, eu congelo, para não ir todos os dias ao hipermercado); 4) peixe e marisco; 5) legumes (colocados na maior gaveta); 6) legumes II (são aqueles legumes que já vêm congelados do hipermercado, os da gaveta anterior, sou eu que corto em pedacinhos e congelo).

Alteração de ementa mensal para semanal
Quem me acompanha há algum tempo, sabe que de início fazia ementas mensais. A ideia era fazer grandes compras unicamente 1 vez por mês. Apesar de por um lado dar menos trabalho, nem tudo resultou:
- havia mais acumulação (e grandes desperdícios) de produtos: nem sempre nos apetecia refeições programadas com tanta antecedência e por vezes as sobras eram suficientes para mais refeições. Acabavam por ficar uma série de ingredientes por usar, estragando-se uma data deles;
- havia mais desarrumação no congelador e no frigorífico, devido à enorme quantidade de produtos e por organizá-los só uma vez por mês;
- acabava por ter de ir às compras, na mesma, todas as semanas (para comprar o pão e os frescos).

Passei assim a fazer ementas semanais. Hoje há menos desperdício, o que nos permite comprar produtos mais saudáveis, normalmente mais caros. Como organizo o frigorífico sempre que faço compras, é também mais fácil mantê-lo arrumado.

Por exemplo quando tirei estas fotos, vais ver coisas no frigorífico associadas à ementa da semana. Por curiosidade, a ementa foi a seguinte:

Segunda-feira - Canja / Bifinhos com cogumelos e salada mista
Terça-feira - Gratinado de Tofu e salada de pepino, tomate cereja e pimentos grelhados (esta receita foi escolhida, por causa deste objectivo)
Quarta-feira - Sopa de feijão verde / Jardineira (substituíndo as ervilhas, que não apreciamos muito, por feijão verde) e salada de alface
Quinta-feira - Arroz de marisco e salada de alface com cenoura 
Sexta-feira - Tagliatelle à carbonara light com espinafres salteados
Sábado - Sopa de nabiças / Falafel com molho de iogurte e hortelã (experimentei a receita da Filipa Gomes) e salada pepino e tomate em cubos
Domingo - Almoçar fora

Nota: consumimos sopa diariamente, mas em alguns dias comemos a confeccionada no dia anterior. A sobremesa é por norma, fruta da época. Ao Domingo ao jantar, costumamos fazer um lanchinho ou comemos algumas sobras.

O que tenho no frigorífico e como o organizo

Na parte de cima guardo basicamente produtos para tempero: ervas aromáticas, molhos e pickles. Tenho mostarda, molho inglês (que usei numa única receita... e agora onde é que gasto o resto?!) e um molho de iogurte para temperar saladas (eu sei, até agora não são opções saudáveis). Também costumo ter aqui óleo de palma (para a minha querida moqueca!). A polpa de tomate é orgânica (olha só o detalhe: até o papel colado na embalagem é reciclado!). 


Esta parte está meio vazia, mas devido à hora, pois já tínhamos comido praticamente todas as sobras. Nesta parte guardo duas coisas: as sobras e os preparativos para as refeições. Tenho ali um arroz basmati que sobrou e tenho uma marinada para a refeição seguinte.


Algum tempo depois, já tinha a salada mista preparada para o jantar (claro que o tempero foi só na hora).


Na zona central, tenho os ingredientes usados para o lanche. Já não costumo comprar este iogurte natural que tem mais gordura (apesar de ser o meu favorito), mas esta semana preciso dele para o falafel. Os miúdos andam meio enjoados de iogurte, pelo que desta vez não comprei. Ela anda numa de comer os palitos com «queijo da vaca que ri» e ele anda numa de fruta. Atrás do queijo da Letícia está também uma espécie de requeijão. Quanto aos enchidos, são consumidos pelo meu marido (não devia, mas as mudanças fazem-se aos poucos). Tenho vários frutos vermelhos, que adoramos simples ou juntando a outros alimentos (iogurte, papas de aveia, batidos...). Há também um doce de morango, orgânico.


A parte para colocar garrafas é mais usada no Verão, onde colocamos várias garrafas de água. Na parte de baixo, tenho cogumelos bio, tofu e... queijo ralado. 🙈


Tenho 2 gavetas onde guardo os legumes (que não congelo). Na de cima guardo os ingredientes para saladas. A alface é do quintal do meu pai. Com excepção dos pimentos e dos oregãos, são todos alimentos bio. 

Quanto à organização, uma coisa que me ajuda a manter tudo arrumado foi passar a usar organizadores no frigorífico, separando os vários alimentos (uso os meus velhos tupperwares de plástico, pois para comida quente, passei a usar de vidro). 


Na segunda gaveta, tenho os legumes que normalmente uso nas sopas ou segundos pratos (sim, eu costumo usar muuuiittass cenouras durante a semana: nas sopas, saladas e lanchinhos. Aqui, os produtos orgânicos são: as cenouras e os curgetes. Os outros produtos não consegui comprar na versão bio, até porque na minha zona, encontrá-los, não é tarefa fácil.

Agora seguimos para a porta do frigorífico.


Na parte de cima guardo as margarinas vegetais. Não usamos muito, mas quando o fazemos usamos Becel. Tenho também concentrado de tomate. Presentemente, raramente uso (por acaso noutros tempos, era um ingredientes que usava com muita frequência). Os ovos são bio.


Aqui tenho leite meio gordo e leite de aveia, ambos bio. Tenho uma garrafa de água, que nesta altura no ano é somente usada pelo marido. Recentemente passámos a comprar de vidro, pois é mais saudável e ecológico que o plástico. No hipermercado são realmente gentis, pois mandam vir mais garrafas, especialmente para a minha e outra família. Bem... deves de ter reparado naquele frasco de chantilly... É que tinha tantas saudades de fazer um capuccino em casa!... Substituí o café por cereais bio, mas não resisti a pôr chantilly. São desejos ocasionais que às vezes me dão. 😂

Entretanto, passeio-o para a prateleira debaixo, para o afastar dos meus olhos... Para além disso, estava mesmo a mais, pois é neste espaço que costumo guardar os meus smoothies (o nosso mais recente vício).


Na última prateleira guardo os vinhos que uso para cozinhar (por norma branco e tinto) e as natas. Neste último caso uso natas light (por não terem tantas gorduras saturadas) e, sempre que posso, creme de soja. 

Vendo eu própria o meu frigorífico, constato 2 coisas:
- tem-se mantido mais arrumado;
- ainda tenho uma data de ingredientes não tão saudáveis quanto gostaria, mas pronto, estou a tentar melhorar.

Claro que para uma alimentação saudável, não dependem só o tipo de alimentos, mas também os utensílios utilizados e a forma como são confeccionados (sim, há por aí muitos vegetarianos, que não comem propriamente de forma saudável). Tenho noção que tenho muito que aprender. Mas para a mudança ser consistente, tem de ser gradual (principalmente com crianças em casa).

Para já, vou-me inspirando na frase de Hipócrates:
"Que a alimentação seja o teu único remédio."

E tu? Tentas ter uma alimentação saudável?

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #338


"(...) 40 por cento da sua felicidade podem ser controlados por si,
isto é, há toda uma gama de actividades que pode realizar
que aumentarão (ou diminuirão) a sua felicidade."
Bridget Grenville-Cleave e Ilona Boniwell

Foto: Kisss
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terça-feira, 21 de março de 2017

O livro sobre um dos maiores estudos a nível mundial, de Experiências de Quase Morte (EQM)

Se já me conheces um pouquinho, sabes que ler é uma espécie de vício pessoal. Leio sobre uma série de temas que me interessam. Mas aqui, só escrevo sobre livros com temas comuns ao blog. Para além disso, selecciono só aqueles que realmente adorei ou os que, mesmo discordando de um ou outro ponto, me trouxeram alguma aprendizagem relevante.

Daí que falar no "Provas de Vida Depois da Morte" do Dr. Jeffrey Long e de Paul Perry, pode soar estranho. Mas acredita que faz todo o sentido, num blog sobre felicidade.

Quando estava a tirar o curso, recordo-me de fazer um trabalho na área de gerontologia (estudo do envelhecimento nos domínios psicológico, biológico e social), onde teria de analisar a forma como os idosos encaravam a morte. Mais tarde, já a nível profissional, pude constatar a veracidade daquilo que tinha estudado. Haviam idosos com muito medo da morte (particularmente sempre que viam algum conhecido a morrer), outros que (tentavam) não pensar muito no assunto (mas que também ficavam meio abatidos quando haviam falecimentos) e outros que não tinham tanto receio da morte. Este último grupo tinha uma particularidade. Sentiam que a sua vida tinha valido a pena (não estavam amargurados e assim), e/ou tinham bastante fé de que havia vida depois da morte. Esta crença fazia literalmente a diferença e, ajudava-os a ter uma velhice bem mais agradável.

A verdade, é que crer que há algo mais depois da morte, dá-nos esperança de que a nossa vida continuará (mesmo que noutro plano), como também na possibilidade de reencontrarmos os nossos entes queridos. 

Pessoalmente, gostava de acreditar nisso. Afinal já passei por perdas bastante dolorosas, como a da minha mãe e da minha irmã. Mas ao contrário do que seria de supor, sempre li bastante sobre como as experiências de quase morte (ou EQM) são na realidade uma ilusão, supostamente causadas pelo nosso cérebro. Parece que só este lado da história, me parecia viável à luz da ciência.

Até que decidi conhecer a outra face da moeda. Pesquisei uma série de livros sobre o assunto e escolhi este, o "Provas de Vida Depois da Morte". A escolha não foi por acaso...

O seu autor principal, o Dr. Jeffrey Long, cresceu no seio de uma família ligado às ciências. O seu pai, por exemplo, chegou a ser nomeado para um prémio Nobel. O próprio Dr. Long enveredou pela área da medicina, sendo especialista em radiologia oncológica. Quanto ao co-autor desta obra, trata-se de Paul Perry, um escritor. Este é pois um livro que aborda este assunto, tendo por base o método científico.

O Dr. Long levou a cabo um estudo, por meio de questionários, a pessoas que passaram por EQM. Este estudo abrangeu pessoas de diversas etnias, idades e culturas, um pouco por todo o mundo.

Ao longo do livro o Dr. Long apresenta-nos 9 provas de que a vida de alguma forma subsiste após a morte. O autor dedica um capítulo a cada uma dessas provas e o mais interessante, apesar da diversidade das pessoas estudadas, é o facto de haver tantos aspectos em comum nas várias descrições.

De entre as provas apresentadas, fala-se de coisas como um nível de consciência mais elevado do que o da vida quotidiana, o facto de se conseguir ver e ouvir conversas do pessoal médico (ou até do que se passa em salas ao lado), o facto de pessoas que vêem mal ou que são totalmente cegas verem nitidamente, as revisões de experiências de vida, o encontro com familiares já falecidos, etc.

Juntamente com a descrição destas experiências e tentativa de interpretação das mesmas, são descritos relatos de quem passou por tal. São analisados estatisticamente a percentagem de casos de quem teve EQM e que passou por determinada experiência. São inclusive descritos os argumentos dos cépticos contra cada uma das evidências e, de seguida, contrapostos, com justificações para cada argumento.

O livro é realmente muito interessante, especialmente para quem se encontra numa fase final da vida, ou que tenha perdido entes queridos. Trata-se de uma leitura reconfortante.

Algo que me impressionou (e que os cépticos não conseguem explicar) é quando alguém «se encontra» com um familiar que desconhecia até então (por exemplo por ter falecido há muitos anos), e mais tarde encontra uma foto daquele familiar e lhe explicam quem é. É algo que sempre me intrigou e para o qual não tenho uma explicação lógica (excepto a de que talvez exista algo mais, para além desta vida).

Um tema que gostaria de ter visto mais desenvolvido, foi a parte das EQM não ocidentais. Li algures que o encontro com Seres Espirituais (que é algo que também acontece com frequência), varia consoante a religião, sendo por isso algo influenciado pela cultura. Neste capítulo, são porém relatados mais factores em comum, do que propriamente divergências. No estudo do Dr. Long, não foram encontradas diferenças culturais significativas (o que há por vezes são diferentes formas de interpretar uma mesma experiência).

Após vários anos de investigação, o Dr. Jeffrey Long passou a acreditar que realmente existe vida após a morte. Como ele mesmo refere "As descobertas da NDERF (Near Death Experience Research Foudation) e de outros estudos sobre as EQM concordam com a conclusão de que na consciência e na memória existe muito mais do que se pode explicar unicamente pelo nosso cérebro físico".

Este livro dá sobretudo esperança. Impressiona pela positiva, especialmente pela vontade do autor justificar qualquer dúvida que possa existir no nosso ser.

Não sei qual é realmente a realidade, 
mas com esta leitura fiquei com menos receio da morte 
e, sobretudo, com esperança 
de que talvez um dia possamos rever os nossos entes queridos. 
Quem sabe...

Foto: wook.
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #337


"É difícil organizar-se quando não tem nenhum método definido ou muita motivação para isso."
Thais Godinho

Foto: Kaboompics
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #336


"O exemplo tem mais seguidores do que a razão." 
John Christian Bovee

Foto: Pexels
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Por onde anda a tia N.


Há uns anos atrás escrevi sobre a minha tia N., talvez a única pessoa que conheço genuinamente feliz. Admiro-a tanto! Teve bastantes amarguras na vida, nasceu numa família bastante pessimista e ainda assim, mantém o sorriso. Não foi à escola, mas em palavras simples traduz aquilo que a psicologia positiva estuda há muito.

Hoje a tia tem 91 anos. Teve uma série de quedas sucessivas, que a debilitaram. Chegou a estar numa cama, mas recuperou. Voltou a andar, apesar de ter ficado mais dependente. As duas filhas são pessoas doentes, pelo que a tia optou por ir para o Lar de Idosos lá da terra. A filha que vive perto, visita-a todos os dias. A outra, quando vem à terra faz exactamente o mesmo.

Ainda assim... sempre de sorriso no rosto. O seu quarto (bem bonito, por acaso), é como se fosse a sua nova casa. Passa os dias ocupada, em trabalhos manuais, a fazer exercício, a cantar ou até a participar em filmes. Sempre que folheio o boletim daquele Lar, lá está ela, muito entretida nos seus afazeres. Já por duas vezes enviou um desenho com uma mensagem especial para a minha filha. A Letícia faz-lhe o mesmo e ela fica com a lágrima no olho. Não de tristeza, mas porque é bom sentir-se amada, e ela é, sem sombra de dúvida.

Certa vez perguntei-lhe: "Tia, como tem genica para tanto? Está sempre ocupada." Ela responde: "Às vezes sabe Deus, com as dores nem me apetece. Mas depois digo a mim mesma que não pode ser. Tenho de fazer um esforço e continuar em frente. Quando dou por mim, já estou entretida com qualquer coisa e até me sinto melhor".

Outra coisa que admiro é o facto dela não se deixar contagiar pelas pessoas pessimistas que por vezes a rodeiam. Ela diz: "Só tenho pena que a minha colega de quarto não seja lá muito faladora... Ao menos não me chateia quando quero descansar. E fora do quarto, tento juntar-me às pessoas que gostam de estar entretidas  como eu, que são mais bem humoradas. Entretemo-nos com algum trabalho manual e a conversar... tanta tropelia que eu fiz na juventude!". Logo de seguida conta-me uma das suas 1001 histórias, com detalhes picantes incluídos. Eu e a família rimos até às lágrimas.

Depois diz-me aquelas coisas queridas como: "Para mim, és como uma filha!" Não tem vergonha de dizer o que sente. E eu retribuo, dizendo-lhe que para mim ela é como a minha segunda mãe. E sinto-o assim. Talvez o facto de ela dar tanto amor, acabe por lhe retribuir na mesma moeda.

Não aprendeu nos livros. É assim naturalmente e, por isso, uma das minhas maiores fontes de inspiração. Em tempos passei uma tarde com ela e aproveitei para lhe perguntar como é que ela conseguia ser tão feliz. Tem que ver com a sua atitude perante a vida e ela ensinou-me isso em 14 lições (podes espreitar o que ela me disse, neste post). Nem sempre sigo o seu exemplo. Mas basta-me recordar as suas palavras para a vida me correr melhor. E então só me apetece dizer: "Obrigada tia! Gosto mmmuuuiiitto de ti!"

Foto: skeeze
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