quarta-feira, 24 de maio de 2017

Uma deliciosa receita vegetariana: Wraps de Ratatouille


Gosto de comida saudável com sabor, textura, cores. Gosto de sentir que o que faz bem ao corpo, também pode ser comfort food. Esta é uma daquelas receitas que me faz sentir assim. 

Adaptei-a do livro Ingrediente Secreto 1, do Henrique Sá Pessoa (um chef, cujas receitas nunca me deixam ficar mal). Partilho agora contigo a minha versão. Espero que gostes!







Ingredientes
1 embalagem de Wraps;
Creme vegetal para barrar (costumo usar Becel);
Folhas de alface lavadas, cortadas em pedaços grandes e sem o talo;
100 g de cebola roxa picada;
10 g de alho picado;
100 g de pimentos vermelhos sem pele, cortados aos cubos;
100 g de pimentos amarelos sem pele, cortados aos cubos;
100 g de curgetes com casca cortados aos cubos;
100 g de beringelas com casca cortadas aos cubos;
100 g de tomates cortados aos cubos;
2 colheres de sopa de polpa de tomate;
10 folhas de manjericão picadas,
sal q.b.
pimenta q.b.
azeite q.b.
(Nota: sempre que poderes, opta por ingredientes de origem biológica).

Modo de preparação:
Barra as folhas de wraps, de um dos lados, com creme vegetal (se quiseres podes aquecer as folhas previamente na frigideira ou microondas, conforme instruções da embalagem; se o fizeres, tem de ser antes de barrares com o creme). De seguida coloca alguns pedaços de alface por cima do wrap.

De seguida aquece um pouco de azeite e adiciona a cebola-roxa. Assim que começar a ficar translúcida adiciona o alho (adiciona-se só agora, para não queimar). Refoga em lume baixo.

Entretanto adiciona a beringela e um pouco mais de azeite (pois esta tende a absorvê-lo). Refoga uns 5 minutos em lume brando. Adiciona os pimentos vermelhos e amarelos, e refoga mais uns 4 minutos. Junta as curgetes e deixa cozinhar cerca de 3 minutos. Acrescenta a polpa de tomate e deixa em lume brando mais 4 minutos (se necessário, podes acrescentar um pouco mais de azeite). Por último, junta o tomate e tempera com sal, pimenta e o mangericão. Retira do lume e deixa arrefecer um pouco.

Coloca o ratatouille sobre os wraps, com um utensílio tipo escumadeira (para não encher o wrap de molho). Enrola os wraps e serve de imediato (na foto não está enrolado, apenas para mostrar o aspecto do ratatouille, mas podes enrolar com a forma habitual dos wraps).

E agora é deliciares-te com algo tão simples e saudável. Quem sabe rodeado/a pela família. Quem sabe a ver a tua série favorita. 

Bom apetite!

Foto: Mafalda S.
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terça-feira, 23 de maio de 2017

Como ultrapassei a depressão



"Aquilo em que nos concentramos, crescerá.
Podemos fazer crescer a nossa felicidade e a nossa positividade, 
aprender a ser optimistas
mesmo tendo nascido pessimistas
e desenvolver as nossas forças.
Pode não acreditar,
mas há mesmo luz no fundo do túnel."
Miriam Akhtar

Como tudo começou
Não nasci numa família propriamente optimista. Para além disso, a minha infância incluiu estar doente com frequência e a sombra da morte da minha irmã. Mas apesar de tudo, posso dizer que tive uma infância feliz. 

O ambiente em casa era cheio de carinho. Fartei-me de brincar, principalmente no meio da Natureza. A escola era um lugar onde adorava estar, dadas as boas notas e a presença dos amigos. Tinha dois animais de estimação invulgares: um gaio e um cordeirinho. Vivia numa aldeia onde todos se conheciam: desde o padeiro que sempre me dava um pão quentinho, ao vizinho Testemunha de Jeová que falava constantemente de Deus, à minha avó - que morava um pouco mais abaixo - que fazia vestidos lindos para as minhas bonecas e aqueles deliciosos fritos de Natal, ao avô que jogava comigo às cartas e me fazia um baloiço no quintal... Foram tempos muito agradáveis!

Mas um dia tudo mudou. A minha mãe ficou doente. Numa época em que os tratamentos não eram tão eficazes, o cancro acabou por se espalhar por todo o corpo. Acompanhei o seu sofrimento. Passei muito tempo em Lisboa, para poder visitá-la no hospital. Quando melhorava regressava a casa, mas era sempre por pouco tempo.

Fui buscar o diário dessa altura, e uma entrada no dia do meu aniversário foi assim:
Sábado, 24 de Julho de 1993 - 13 anos 
"Querido Diário, hoje foi o dia dos meus anos, e nunca passei um aniversário tão triste. Tão triste porque a minha mãe foi para o hospital com falta de ar (nada de bronquite, infelizmente descobriram que ela tem líquido num pulmão). Mesmo doente ainda ia a pedir aos meus primos para me cantarem os parabéns. Mas sem ela... nada valia a pena, acabei o meu 13.º aniversário a chorar."

Recordo-me das últimas palavras que ela me disse: "Tenho tanta pena de nunca poder ver os meus netos. Da tua irmã, não vi, porque ela se foi primeiro. E agora vou eu, e não poderei conhecer os teus filhos. Mas gostarei sempre de ti!Entretanto, regressei à terra e dois dias depois deu-se o pior. Sinceramente, tudo aquilo me parecia um pesadelo. Tinha esperança de acordar e de tudo ser diferente. Mas a realidade não foi assim.

O problema é que pouco depois, todo o ambiente familiar mudou também, conforme esta passagem do meu diário:
Terça-feira, 25 de Janeiro de 1994 - 13 anos
"Querido Diário, sinto-me tão triste! Não imaginas a falta que a minha mãe me faz. Cada vez parece que a saudade fica maior. 
Para além da sua presença, que me faz tanta falta, há coisas que perdi para sempre. Embora ela me chamasse a atenção quando eu errava, sempre me fez sentir que era para meu bem. Era ela quem me «ouvia» e hoje não tenho isso. E olha que às vezes, preciso de desabafar... como toda a gente, penso eu. Era ela que ficava contente com as minhas boas notas. Era ela que estava sempre ao meu lado, se tinha algum problema. Era ela que me fazia carinhos diariamente, como só ela sabia dar. 
Mesmo na minha família, antes dela morrer, era um lugar bom para se estar. Mas agora, nos últimos tempos, tudo se transformou num pesadelo. As discussões são constantes. Passei de boa menina, a alguém que tem imensos defeitos e pouquíssimas qualidades. Quando faço alguma coisa, há sempre algo que está mal. Se quero falar dos meus problemas, isso são só criancices, porque eu é que arranjo problemas. Quanto aos meus sonhos, isso são só ilusões, pois dizem-me que nunca conseguirei alcançar. Ah! E as boas notas... não interessam, já nem me perguntam por elas.
Estou farta e tão triste. Será que gostam realmente de mim? Duvido. 
A falta que a minha mãe me faz... "

A minha adolescência foi praticamente toda assim. Passei de uma infância bonita, para uma juventude problemática. 

Agora, à distância do tempo, percebo que quem me rodeava também estava a sofrer e não soube lidar com isso. Não deve ter sido fácil, principalmente porque também a minha irmã tinha partido.

Mas ainda aconteceu outro episódio marcante.
Quarta-feira, 26 de Outubro de 1994 - 14 anos
"(...) Nem acredito que isto aconteceu, ainda esta manhã ele estava bem. Mas quando vi o meu avô a entrar por aquela porta, vindo do hospital, nem parecia ele. Ele que sempre teve o rosto corado, vinha pálido como uma parede branca. Perguntei-lhe se sentia melhor. Mas ele respondeu que «não, nem por isso» e fomos caminhando até à cozinha, enquanto os meus tios estavam a verificar a medicação que tinham comprado. Nisto, ele caiu para trás, à minha frente e da minha avó. Começou a fazer uns gestos estranhos, como se estivesse a ter uma convulsão. Ele é careca, e reparei que a cabeça que antes estava pálida, naquele momento ficou toda roxa. Entretanto todos se juntaram na cozinha e eu nem queria acreditar. Chamaram uma ambulância, mas não havia nada a fazer. Corri atá a casa de um outro tio, com as lágrimas a correrem e um certo pânico que me invadia. Tinha de o avisar do sucedido. O pai dele, meu avô, tinha ido embora para sempre." 

Creio que foi aqui, que percebi realmente a finitude das pessoas que eu amava. 

Ainda assim, eu estava cá. Tinha imensos sonhos, e lutava por concretizá-los. Alcançava vitórias, atrás de vitórias, naquilo em que me esforçava. Contudo, sentia a falta da aprovação dos outros. Não tinha ainda capacidade para perceber que poderia ficar feliz por mim mesma. Ficava sempre à espera de uma qualquer aprovação, que muitas vezes não chegava. O ambiente em que vivia, mantinha-se também ele triste, pesado e... acabei por cair nas garras da depressão.

O que sentia
Muita, muita tristeza. Os pensamentos negativos eram recorrentes, incluindo a vontade de desaparecer. Sentia-me cansada e sem energia, até porque tinha perdido o apetite e as insónias eram constantes. A auto-estima era mínima, encontrava mil e um defeitos em mim e qualquer problema era motivo para me pôr a ruminar (a resiliência era coisa que não me assistia). A par disto, uma vontade de chorar enorme e de me fechar no quarto a ouvir músicas tristes ou de contestação. Em suma, vivia numa espiral de negatividade.

O que foi feito
Na altura levaram-me a uma médica, que tinha fama de ser muito competente nesta área. Era neurologista e receitou-me medicação. Nunca fui a um psicólogo. Talvez na altura tivesse ajudado.

Os resultados
Realmente a medicação ajudou, principalmente porque finalmente conseguia dormir. Mas não impedia que de tempos a tempos tivesse recaídas (até porque as causas do problema se mantinham).

Para além disso, nesta abordagem tradicional, o objectivo é conseguir a ausência de doença. E ficava-se por aí. Não implicava propriamente a presença de felicidade. Mas já era alguma coisa.

O que fez a diferença (na altura)


Recordo-me de como foi importante o apoio dos amigos. Junto deles sentia-me bem, como se de repente os problemas ficassem escondidos. Era um alívio desabafar com as melhores amigas. Juntas procurávamos soluções, à nossa maneira. Juntas vivíamos momentos alegres, que balanceavam os menos bons.

Eu própria me sentia útil, tendo um papel importante no seio do grupo. Apesar de não conseguir ultrapassar os meus próprios problemas, tinha imenso jeito para analisar e procurar soluções para os problemas dos outros. Então, quase sempre, quando saía, havia uma fila de gente para desabafar comigo. Saíam sempre da conversa, mais leves e a sorrir, cheios de motivação para agir. Alguns amigos chegavam a dizer, por piada, que eu devia cobrar consulta. Piadas à parte, fazia-me bem ajudar os outros, acho que me distraía dos meus próprios problemas. Hoje penso que se tivesse pedido ajuda a mim mesma, se tivesse fingido uma conversa e pedisse conselhos, conseguiria ter visto mais rápido a luz ao fundo do túnel.

Tive também apoio de duas pessoas muito especiais para mim. Foram uma espécie de mães substitutas. A minha tia P. e, claro, a tia N. Elas sim me escutavam e por vezes até interviam na situação, na tentativa de resolver as causas por detrás da minha tristeza. Nunca irei esquecer isso.

Na época, mesmo sem saber, já escrevia uma espécie de diário de gratidão. Apesar de desabafar nos momentos tristes mais marcantes, a maioria das vezes tentava escrever sobre o que me acontecia de bom. Evitava até escrever sobre coisas más. Assim conseguia perceber, que ainda tinha uma série de coisas, pelas quais me sentia grata.

Por último, sempre me esforcei por alcançar algum objectivo. Participei em concursos de jovens escritores, envolvi-me na música, tentei entrar para o curso que desejava. Na altura, como eram objectivos intrínsecos (que eu própria ambicionava, e não os outros), conseguia arranjar força para ter sucesso em todos eles. Porque no que tocava a objectivos propostos por outras pessoas, parecia que me faltavam forças para fazer o que quer que seja.

Foi isto, a par da medicação, que me manteve à tona. Apesar de toda a tristeza, conseguia que alguns acontecimentos positivos, me abstraíssem do ambiente pesado que sempre se mantinha.

O que melhorou a minha vida radicalmente


Desde há uma série de anos, que deixei de ter recaídas. O que não significa que não possam acontecer, mas tenho esperança que não regressem.

Voltando à minha história, entretanto fui estudar para fora. Casei, comecei a trabalhar e engravidei da minha primeira filha. O ambiente familiar foi melhorando aos poucos. Fomos recuperando os antigos laços e hoje somos uma família unida novamente. As mágoas ficaram para trás, até porque hoje entendo, que quem estava à minha volta também se sentia em baixo, em estado de revolta e achando a vida injusta. Mas o perdão falou mais alto, até porque temos de dar valor às pessoas, enquanto elas permanecem connosco. Hoje posso dizer que estou bem, livre de qualquer ressentimento.

Mas ainda assim, uma depressão deixa marcas e há algo que me fez ultrapassá-la e melhorar radicalmente a minha vida.

Quando estava grávida, tinha-me transformado numa espécie de workaholic, sob pressão constante e com muito pouco tempo para quem mais amava. Os nervos andavam sempre à flor da pele e, francamente temia uma recaída, quanto muito pelo stress e cansaço. Mas o facto de esperar uma criança... fez-me querer mudar! Queria que a minha filha crescesse num ambiente mais calmo e optimista. Queria ser feliz para também a poder fazer feliz a ela.

Foi aí que encontrei o que iria mudar a minha vida para sempre: a Psicologia Positiva. 

Comecei a ler tudo o que encontrava sobre o tema. O foco da psicologia positiva é a felicidade e o bem-estar das pessoas, e aborda temas como: a felicidade, as emoções positivas, o optimismo, a resiliência, a meditação, os pontos fortes, as relações positivas, a fixação de objectivos e a ligação entre o corpo e a mente. Bem, apaixonei-me completamente por esta temática e comecei a aplicar uma série de estratégias para aumentar a minha felicidade e de quem mais amo.

Foi neste ponto que assumi as rédeas da minha vida. Percebi o quanto as minhas escolhas e acções faziam a diferença no meu presente e futuro. Passei também a não depender dos outros para sentir aprovação. Comecei a ficar  feliz, eu própria, com o que tinha melhorado ao longo da vida. Isso tem-me incentivado a criar uma mentalidade de crescimento, ou seja, passei a acreditar que se me empenhar posso melhorar enquanto pessoa. E tento melhorar, na prática.

Alterei também a minha forma de lidar com os problemas. Para ser sincera, não é nada fácil para mim, evitar a ruminação. Mas ao contrário de antigamente, faço um esforço e procuro concentrar-me na busca de soluções. Por vezes, para que as ideias fiquem mais claras, vou fazer alguma coisa que não tenha nada a ver com o assunto (ex. cozinhar, ver um filme cómico, ler um livro, etc.). Quando volto a concentrar-me no problema, já consigo pensar com mais clareza.

Quando cometo erros, tento encará-los como uma liçãoPercebo que para a próxima terei de fazer diferente, e não adianta perder tempo a martirizar-me. Isso ajuda-me a não pensar tão negativo.

Os grandes intervenientes na recuperação da depressão são as emoções positivas. Assim, passei a trazer para o meu dia-a-dia, momentos que me trouxessem essas sensações. E não é nada de complicado, podem ser actividades como: ler embrulhada numa mantinha, assistir ao nascer do sol, dar caminhadas na natureza, fazer um serão de jogos em família, assistir a um bom filme, viajar, etc. A ideia é saborear as coisas simples da vida, muito ao estilo do hygge dinamarquês. (Encontra mais sugestões para este género de actividades, neste post).

Outro aspecto que faz toda a diferença é termos objectivos, alcançáveis, pelos quais possamos lutar. Dá uma enorme auto-confiança saber que temos capacidade para alcançar os nossos sonhos. Mas é fundamental começar por objectivos menores, facilmente alcançáveis, como destralhar uma gaveta. Assim, não daremos o «passo maior que a perna», não desanimaremos com falhas e teremos motivação para coisas maiores (mudar para um estilo de vida mais saudável, destralhar a casa inteira, saldar as dívidas, fazer determinado curso...). 

Passei também a dar um sentido à minha vida, através da descoberta do meu propósito de vida (descobre o teu próprio propósito, com a ajuda deste post). No meu caso, senti que tinha de dar o meu contributo para um mundo melhor, partilhando todo o conhecimento que ia adquirindo sobre a felicidade. A ideia era servir de inspiração. Mesmo que isso requeresse um enorme esforço da minha parte, valeria muito a pena, pela sensação de ajudar alguém a ser mais feliz. Foi aí que nasceu este blog. Apesar de não ter o tempo que desejava para ele, tem feito uma «gigantesca» diferença na minha vida.

Por último, talvez pelo que passei na vida, dou muito mais valor àquilo que tenho. Sinto-me grata, principalmente pela presença das pessoas que mais amo. Tento aproveitar o máximo que posso com eles e não perder tempo com coisas que nada acrescentam.

E o futuro?


Se o que fiz nos últimos anos tem resultado, pretendo manter as mesmas estratégias. Continuar a fazer coisas pelo meu propósito de vida, e, quase que numa base diária, criar momentos para saborear as coisas simples de vida. 

O objectivo é mesmo a felicidade duradoura, para mim e para os que me rodeiam. Para isso quero continuar a aprender mais e mais. E tentar melhorar o o que for possível.

E tu, o que podes fazer?
A depressão é mais profunda do que uma tristeza passageira. Existem também vários graus de depressão, uns mais graves que outros. Para descobrires se estás realmente deprimido/a, experimenta fazer este teste. Tem em atenção que este tipo de testes são extremamente sensíveis aos estados de espírito do momento, pelo que deves pensar em como te tens sentido nos últimos tempos e não só hoje. Se necessário, repete o teste uma semana depois. 

Se realmente estiveres deprimido/a, lembra-te que há luz ao fundo do túnel, e o primeiro passo é procurares ajuda médica e psicológica.

Como referi, acredito que a psicologia positiva, aliada ao tratamento médico faz toda a diferença. Por isso, sugiro-te a leitura do livro "Vencer a Depressão com a Psicologia Positiva" da psicóloga Miriam Akhtar. A autora sentiu a doença na própria pele e, quando nada resultou, foi a Psicologia Positiva que mudou a sua vida. Acho este livro muito, muito bom  (já falei dele neste post).


Vai à luta, porque a vida é demasiado curta
para não aproveitares cada momento.
As tuas acções poderão fazer uma diferença gigantesca na tua vida.
Não desistas, porque mesmo com depressão,
há luz ao fundo do túnel.
Agarra-te a essa luz, e AGE,
para trazeres a felicidade para a tua vida. 

Foto: 1.ª Anemone123; 2.ª Pexels; 3.ª Unsplash
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pensamento/Lema da semana #346


"Tente não se perder a comparar-se com os outros. 
Descubra os seus dons e deixe-os brilhar!
Jennie Finch

Foto: Unsplash
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pensamento/Lema da semana #345


"Não espere por grandes líderes;
 faça você mesmo, pessoa a pessoa. 
Seja leal às ações pequenas 
porque é nelas que está a sua força." 
Madre Teresa de Calcutá


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terça-feira, 9 de maio de 2017

Como manter a casa limpa e arrumada diariamente #3 - Organizar para manter arrumado


Trazer boas energias à nossa casa. Mantê-la como um verdadeiro refúgio, não descurando do tempo para nós e para quem mais amamos. São estas as metas desta série de posts. 

Começámos pelo destralhar para simplificar. Hoje vou dar-te sugestões de organização, que te ajudarão a manter a casa arrumada e, em consequência, a perder menos tempo com tarefas domésticas (ou à procura de objectos, verdade seja dita!).

Espero que te sirva de inspiração!

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14. Organiza por categorias de objectos - após o destralhe, quando chegamos à fase de arrumar, devemos evitar espalhar objectos da mesma categoria pela casa. A ideia é mantê-los próximos, definindo-lhes um lugar específico. Ah! É importante que este lugar faça sentido, para todos os moradores da casa. 

Isto ajuda a memorizar o lugar de cada objecto, prevenindo desarrumações. Permite também poupar tempo, porque quando realizamos uma actividade, não temos de ir buscar os objectos associados à mesma, a lugares muito dispersos. Por exemplo os utensílios para o pequeno-almoço, podem ser guardados junto do lugar onde é preparado. 

15. Organiza por áreas maiores e menores - o objectivo é, novamente, facilitar a memorização dos lugares dos objectos, para que depois de usados regressem à sua «casa». Assim, organiza-os das seguinte forma:
a) áreas maiores - por ex. a área dos produtos de beleza, área dos sapatos, área dos medicamentos, área dos produtos de limpeza, etc.
b) áreas menores - por ex. no meu caso, após um gigantesco destralhe, tenho a área de produtos de beleza dividida em 3 áreas menores: 
  1. produtos para o banho (que ficam junto da banheira, na casa de banho maior);
  2. produtos para o corpo e cabelo;
  3. produtos para o rosto e maquilhagens (ambos os produtos do ponto 2 e 3, estão guardados nos cestos abaixo, que ficam na casa de banho menor, justamente onde os utilizo).
Entretanto, dividi o conteúdo dos cestos em áreas ainda menores: as sombras para os olhos têm um compartimento, os vernizes para as unhas outro, os cremes para o rosto outro, etc. (para algumas pessoas esta maquilhagem pode parecer insuficiente, mas eu reduzi-a mesmo bastante e, no fim... não dei pela falta de nada).

Reunir objectos de uma mesma categoria, em áreas específicas,
ajuda a memorizar o lugar de cada objecto.

16. Guarda os objectos, de modo a que com um olhar rápido, identifiques imediatamente o que tens - isto significa que tudo deve de estar visível. Deves evitar empilhar objectos que não sejam iguais (ex. evitar colocar canecas em cima de pratos, mas podem-se empilhar pratos iguais) e, principalmente em prateleiras, deves colocar os objectos maiores atrás e os menores à frente.

17. Faz esquemas de organização - tenho pena de não ter feito esquemas para tudo o que tenho cá em casa, pois estes ajudam bastante, principalmente para os objectos que não usamos no dia-a-dia. A ideia é assim que tiveres organizado uma área maior, faças um desenho (num caderno ou no computador) representando essa área e identificando as categorias de objectos que estão lá guardadas. 

Na imagem abaixo está o esquema de organização do meu móvel do hall de entrada, onde guardo parte dos têxteis da casa. Isto permite que encontre rapidamente um objecto que não uso no dia-a-dia. Facilita nas mudanças sazonais (por exemplo no roupeiro, quando quero mudar da roupa de Verão, para a de Inverno. Ao olhar o esquema já sei onde colocar cada tipo de roupa). Permite também verificar se aquele tipo de organização ainda faz sentido, ou se necessita de algum ajuste (porque as necessidades vão-se alterando ao longo do tempo).

Os esquemas de organização ajudam a planear a organização de objectos
e a encontrar o que não usamos no dia-a-dia.

18. Coloca etiquetas, sempre que necessário - isto facilita a separação de áreas maiores, em categorias menores e a identificação do seu conteúdo.

A identificação do conteúdo dos recipientes pode ser feita com recurso a etiquetas.

19. Assim que chegas da rua, coloca o que vem de fora no respectivo lugar. - arruma de imediato os sapatos, malas, carteiras, mochilas, papéis, chaves, casacos... tudo nos respectivos lugares.

Assim que chegamos da rua,
devemos guardar o que vem de fora no respectivo lugar.

20. Coloca um chaveiro junto da porta de entrada - desde que recebemos um de presente, nunca mais as chaves ficaram desarrumadas, nem perdemos tempo à sua procura. Uma estratégia simples, que faz toda a diferença!

Ter um chaveiro previne perdas de tempo à procura de chaves.

21. Tem uma caixa de entrada para centralizar os papéis - a ideia é ter um local onde colocar diariamente os papéis que chegam do exterior e que ainda não podem ser arquivados. 

A minha caixa de entrada é semelhante à da foto. A cada compartimento corresponde a uma categoria, que designei da seguinte forma: «correspondência» a que tenho de dar resposta ou que não tenho tempo para ler naquele momento, «contas» que precisam de ser pagas, «recibos» para entregar na contabilidade. Tudo o resto ou vai para o lixo ou é arquivado. Claro que esta caixa deve ser verificada com alguma frequência (por ex. semanal), para que os papéis não acumulem.

Uma caixa de entrada para papéis,
permite centralizar os documentos que chegam do exterior.

22. Usa organizadores - estes consistem em pequenos recipientes, organizadores de gavetas, cestos... que ajudam a delimitar espaços e a definir um lugar para cada objecto. Por ex. uma área maior como uma gaveta, pode ser divida em áreas menores recorrendo a organizadores de gavetas. 

E o melhor é que nem precisas de comprar organizadores profissionais, podes sempre reciclar materiais que já tenhas em casa (velhos tupperwares, caixas de sapatos, copos, vasos, etc.).

Um organizador de gavetas,
ajuda a que os objectos não se misturem no seu interior.

23. Aproveita os espaços vazios - por vezes os nossos armários têm muitos espaços desaproveitados, o que leva a que empilhemos diferentes objectos. Contudo, este não é um bom método para manter os espaços arrumados (empilhados, só objectos iguais!). Um truque para duplicar os espaços de arrumação é incluir prateleiras extra, colocar suportes para chávenas/canecas (no armário da cozinha) e para gravatas (num roupeiro), usar delimitadores de espaço (como organizadores de gavetas). 

Por exemplo o meu armário de cozinha, é pequeno e tem muitos espaços desaproveitados. Por isso tenho os tais suportes de chávenas e para separar os diferentes tipos de pratos, recorri a uma prateleira extra (que na realidade era uma grelha que vinha com o microondas).

Recorrendo a prateleiras extra, podes duplicar os espaços de arrumação.

24. Mantém os brinquedos organizados - escolhe com os teus filhos, os brinquedos mais bonitos para decorar o seu quarto. Os restantes guardem em caixas organizadoras.

No caso da minha filha, que por ser mais velha tem mais brinquedos, ela tem 6 caixas organizadoras debaixo da cama (espreita-as neste post). Cada uma delas identifica o tipo de brinquedos que estão no seu interior.

Já o bebé tem os brinquedos favoritos ao seu alcance (normalmente carrinhos). Mas aqueles com que não brinca todos os dias, estão dentro de 2 caixas organizadoras transparentes, de grandes dimensões. Assim, ele diz-me que com que brinquedo lhe apetece brincar. Eu dou-lho. Quando se farta daquele, arruma o primeiro e escolhe outro. Fez uma enorme diferença! Anteriormente a minha sala estava apinhada de brinquedos, com um ar super-desarrumado. Agora está apenas ocupada com o que ele realmente estiver a brincar (até porque eles não conseguem brincar com 15 brinquedos ao mesmo tempo!).

As caixas organizadoras ajudam a manter os brinquedos organizados.

25. Guarda só os artigos de revistas/jornais que te interessam – cá em casa tenho um cesto para as revistas que vou comprando ao longo do ano. Mas normalmente no início de Janeiro, deito fora as revistas e guardo em micas transparentes, somente os artigos realmente importantes. Tenho 4 dossiers onde guardo esses artigos separados por temáticas. Os dossiers estão também eles separados por categorias maiores, nomeadamente: dossier "Felicidade", dossier "Saúde & Bem-Estar I"; dossier "Saúde & Bem-Estar II"; dossier "Vida Prática".

Isto reduziu consideravelmente o volume de papel cá em casa! 

No teu caso, podes optar por digitalizar. Mas eu sou da velha guarda, adoro folhear aqueles artigos!

26. Organiza o material de limpeza por sectores - podes colocar um recipiente com os produtos para limpar a casa-de-banho, outro para a cozinha, outro para a sala etc. Desde modo, quando quiseres limpar, não tens de andar à procura dos produtos, nem terás de andar para trás e para a frente, trazendo algum produto esquecido.

Separar os produtos de limpeza por sectores,
permite ter tudo à mão, rapidamente.

Outra opção, destina-se a pessoas (como eu) que usam um mesmo produto para diferentes divisões. Neste caso, podes separá-los na despensa pelas seguintes categorias: produtos para os móveis, produtos para o chão, limpa-vidros, detergentes para loiças da casa de-banho, etc. Antes da limpeza leva um recipiente à despensa e recolhe todos os produtos que precisas naquele momento. Assim também terás tudo à mão.

27. Cria uma decoração anti-tralha - há lugares que por mais que organizes, acabam sempre desarrumados. Certamente que conheces bem estes sítios... por ex. o armário do hall de entrada (onde se acumulam chaves, carteiras...), a sala onde nunca sabemos dos comandos electrónicos, ou os carregadores de telemóvel que parecem estar sempre espalhados na bancada da cozinha. 

Para acabar com a desarrumação de uma vez por todas, coloca caixas ou recipientes decorativos nesses lugares críticos, para guardar os objectos que costumam estar desarrumados. Por exemplo no hall, coloca um recipiente para as carteiras, um bengaleiro para malas e casacos, um chaveiro para as chaves. Na sala coloca um recipiente em cima da mesa, para os vários comandos electrónicos. Na cozinha, na gaveta que estiver imediatamente debaixo do lugar onde carregam os telemóveis, coloca organizadores para guardares os vários carregadores. 

28. Mais uma vez... encontra inspiração! - estes são os meus livros favoritos, com ideias de organização que ajudam a manter a casa arrumada:

Livros com ideias de organização,
que ajudam a manter a casa arrumada.

- "Alegria" da Marie Kondo - Se o primeiro livro da Marie Kondo é melhor para o destralhe, acho este perfeito para nos inspirar na organização de objectos.  Tem sugestões, muitas vezes ilustradas, para aprenderes a dobrar a roupa (de modo a maximizares o espaço existente), para arrumares livros, papéis, komono (DVD's, material de escritório, cosméticos, ferramentas, utensílios de cozinha, produtos de limpeza, etc.), e lembranças (fotografias, recordações dos filhos, etc.). O livro tem realmente muitas (e boas) ideias!
- "Clutter Rehab - 101 Tips and Tricks to Be an Organization Junkie and Love it!" da Laura Wittmann - Trata-se de um livro pequenino, para uma leitura rápida. Mas vem recheado de truques, para nos ajudar a organizar os objectos em casa.

Novamente, se só poderes optar por um dos livros, sugiro-te o primeiro. É o mais detalhado, com informação realmente interessante.
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Depois de dares mais este passo, certamente começarás a notar diferenças no ambiente de casa. Mas faltam outros passos ainda. O próximo terá a ver com o planeamento das tarefas domésticas.

Espero que continues por cá. Boa semana!

Fotos: 1.ª - Svenksfast; 2.ª, 3.ª, 5.ª, 8.ª e 9.ª Mafalda S.; 4.ª - Skandia Maklarna; 6.ª - BHG; 7.ª - El Mueble; 10.ª - School of Decorating; 11.ª Wook.
Figura: Mafalda S.
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Pensamento/Lema da semana #344


"Quando chegamos a casa depois de um longo dia de trabalho,
precisamos de espaço para relaxar,
tanto física como mentalmente.
Se tropeçamos em objectos no caminho até ao sofá
ou olharmos em redor para a confusão,
ficaremos nervosos, sufocados e irritados.
Por outro lado, se a sala estiver livre e arrumada,
teremos espaço - e paz de espírito de sobra -
para nos recostarmos, relaxarmos e respirarmos."
Francine Jay

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Outro livro sobre Hygge e qual prefiro, o da Anna ou do Meik

Gosto de ler sobre Hygge. Simplesmente, porque me sinto mais inspirada para praticá-lo e o hygge é sem dúvida uma forma de trazer felicidade aos nossos dias.

Já tinha escrito sobre "O Livro do Hygge" do Meik Wiking (podes espreitar o post aqui), um livro que simplesmente A-DO-REI!!! Desde então que me perguntam qual prefiro, se o do Meik, se este da Anna.

Vou por isso, falar um pouco deste último, o "Hygge - Ser Feliz à Dinamarquesa" de Anna Skyggebjerg.

Na verdade comprei-o não por sentir que faltava algo ao livro do Meik, mas sim para continuar motivada para praticar  o hygge diariamente.

O livro da Anna lê-se de forma super-rápida. Tem menos texto em cada página e o próprio livro tem menos páginas que o do Meik (168 páginas, enquanto que o dele tem 288). 

A quase totalidade do livro da Anna é dedicada a sugestões de actividades para sentir o desejado Hygge. Agrupou essas actividades em partes maiores, nomeadamente:
  1. HYGGE com Amigos e Família (ex. de 2 actividades sugeridas pela autora: jogos de tabuleiro / passeios em família);
  2. HYGGE com as Crianças (ex.: dias de chuva / arcas de tesouros);
  3. HYGGE para UM (ex.: um diário de gratidão / ler);
  4. HYGGE em Casa (ex.: velas / mantas e almofadas). 
Claro que a autora não se limita a enumerar actividades. Ela explica como devemos realizá-las para nos proporcionar o hygge.

Só tenho pena que as imagens do livro da Anna (basicamente figuras feitas no computador, a preto e branco) sejam muito menos bonitas que as fotos cheias de cor do livro do Meik.

Comparando agora os dois livros, posso dizer que este da Anna é mais leve e ideal para quem quer uma abordagem mais simples e resumida. O do Meik é mais científico e completo. Mas qualquer um deles é óptimo para ler embrulhado/a numa mantinha, com uma bebida quente ao lado e umas velas acesas. Parece piada, mas os próprios livros do hygge, proporcionam hygge.

Não estou arrependida de ter os 2, pois quero manter o espírito aberto a esta ideia dinamarquesa. Gosto de intercalar livros sobre o mesmo tema. Até já estou de olho num terceiro o "Alegria HYGGE" da também dinamarquesa Pia Edberg.

Mas vamos aos «finalmentes». Ainda assim, se só pudesse escolher um deles, seria o do Meik. É realmente muito bom!

Foto: Mafalda S.
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"A Felicidade é o Caminho" também está aqui:

terça-feira, 2 de maio de 2017

Como manter a casa limpa e arrumada diariamente #2 - Destralhar para simplificar


Fecha os olhos. Imagina a tua casa organizada, com cheirinho a limpo. Sem coisas espalhadas. Só com os objectos que te são úteis ou que realmente adoras. Um espaço cheio de energia positiva - onde sabe bem relaxar ao fim do dia, ou passar bons momentos com quem amas. 

É este o objectivo que deves ter em mente. Foi isto que me levou a agir, a mim. 

Vamos assim à 1.ª parte desta série de posts. Esperemos que no fim, estejas motivado/a para agir e que transformes a tua casa num lugar mais agradável. Comecemos por "destralhar para simplificar".

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1) Destralha a tua casa - esta é talvez a medida mais eficaz, para reduzires o teu trabalho diário! Pode levar tempo (eu demorei 1 ano e 2 meses - só podia fazer pouco de cada vez), mas faz uma diferença incrível. A ideia é analisares cada objecto que tens em casa e só manteres o que te é útil ou que te traz alegria.

2) Encontra inspiração - para te motivares e para teres ideia de como destralhar a tua casa podes inspirar-te no meu próprio «plano para o destralhamento total da casa» e no percurso que fiz ao longo do tempo (post 1, post 2, post 3, post 4, post 5, post 6, post 7, post 8, post 9). [Nota: Para ser franca, apesar de ter alcançado o objectivo do destralhe, não conclui esta série de posts. Mas ainda tenciono fazê-lo.]

Outra fonte de inspiração, são os livros. Para além de te darem motivação para o destralhe, ainda partilham uma série de técnicas úteis. Eis os meus preferidos:

Livros inspiradores, para destralhares e organizares a tua casa.















- "Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida" da Marie Kondo (dei a minha opinião sobre este livro aqui);
- "Alegria" também da Marie Kondo - É uma espécie de complemento ao primeiro livro. Tem um resumo do método de destralhe KonMari, mas é essencialmente composto de dicas práticas - imagens incluídas - para arrumar uma multiplicidade de objectos (de modo a mantê-los sempre organizados e a ocupar pouco espaço). Claro que se só poderes optar por um dos livros, sugiro-te o primeiro.
- "Menos é Mais" da Francine Jay - Um livro para nos inspirar a levar um estilo de vida minimalista (sem radicalismos) e com ideias práticas para o destralhe e organização, das várias divisões da casa.

3) Destralha por categorias de objectos - percorre  as várias divisões da casa e reúne todos os objectos da mesma categoria (por ex. canetas, maquilhagens, roupas, etc.). De seguida, coloca-os todos juntos num espaço livre da tua casa (por exemplo, num canto do escritório) e analisa-os um a um. A verdade é que só reunindo tudo, teremos noção da real quantidade de objectos que adquirimos (ui... por vezes até temos coisas repetidas). Isto ajuda-nos a identificar o que temos a mais.

Destralhar por categorias de objectos,
ajuda-nos a identificar o que temos a mais.

4) Coloca o mínimo de objectos nas bancadas - durante o destralhe, retira mesmo todos os objectos das bancadas. Depois vai colocando somente um ou poucos objectos decorativos que realmente adores e algum objecto que uses frequentemente (por ex. a máquina do café na cozinha). Superfícies desimpedidas demoram muito menos tempo a limpar e transmitem mais calma.

Bancadas com poucos objectos são muito mais fáceis de limpar.

5) Evita ter objectos no chão para além da mobília - percorre todas as divisões da casa e elimina o máximo de coisas que estão espalhadas pelo chão. Para além da mobília, as únicas excepções podem ser alguma carpete, vasos ou iluminação. Mas tudo sem exageros. Lembra-te, quanto mais coisas tiveres, mais tempo terás de lhes dedicar.

Um chão livre de tralha, permite uma limpeza bem mais rápida.


6) Reduz o número de têxteis decorativos - uma casa com poucos têxteis, não tem de ser menos bonita. Cá em casa, os têxteis limitam-se a cortinados, almofadas (poucas) e 2 mantas. Retirei todos os tapetes e carpetes. Na realidade, fiz isto por causa das alergias, mas a verdade é que agora tenho bem menos trabalho a aspirar.

Menos têxteis, significa menos trabalho e menos alergias.

7) Define um lugar para cada objecto  - 
a ideia é categorizar cada objecto e guardá-lo num sítio específico, por norma junto de objectos semelhantes e próximo do lugar onde irá ser utilizado. Tem de fazer sentido o objecto estar naquele lugar, para ser funcional e para te lembrares de que é ali que deve de ser guardado. 

Vou exemplificar. A tua maquilhagem pode estar guardada num cesto na casa-de-banho, se é lá que te maquilhas. Podes colocar divisórias nesse cesto para criar áreas menores para os batons, as sombras, os pincéis... Será funcional, porque quando o quiseres utilizar, basta tirares o cesto, onde tens tudo o que necessitas. Facilita também a arrumação. Como todos os objectos da mesma categoria estão aqui reunidos, evita que hajam coisas semelhantes espalhadas pela casa, pelo que também encontras mais facilmente o que queres. 

Sugiro-te ainda que definas uma categoria para todos os objectos, que não consideres nada como tralha (se não encontrares objectos semelhantes, podes criar uma categoria nova, mas categoriza-o!). Isto evita a ter espaços entupidos de objectos que não sabemos muito bem onde os colocar. Cá em casa deixámos inclusive de ter uma «gaveta da tralha». 

Cada objecto deve de ter um lugar próprio.

8) Depois de usares, devolve ao lugar a que pertence  - 
esta é uma regra básica para prevenir trabalho extra. Arrumar na hora, é super-rápido. Quando não o fazemos, as coisas vão acumulando e acabamos por perder bem mais tempo a arrumar. 

Uma coisa que pode ajudar, é adquirires o hábito mental de avaliares o espaço por onde passas. Este deve ser deixado, como foi encontrado antes  de haver desarrumação. 

Mas não sejas paranóico/a. A casa é para ser vivida e é normal que haja desarrumação, quando nos envolvemos em alguma actividade. Os objectos devem de ser devolvidos, mas só quando nos fartamos e vamos fazer outra coisa.

9) Arruma enquanto percorres a casa  - alguns chamam-lhe «a dança dos cómodos» e consiste em aproveitarmos para levarmos objectos que estão fora do sítio, quando vamos de uma divisão para outra. 

Depois de conhecer esta estratégia, comecei a praticá-la. A verdade é que se transformou num hábito de tal forma entranhado, que chega a ser estranho... Não sei como, mas arrumo automaticamente, quase sem me aperceber. Por vezes ouço o meu marido "Já arrumaste aquele copo? É que eu ainda o ia utilizar.". Quando dou por mim, já o coloquei na máquina de lavar louça e nem me lembro de o ter feito. Ah! Depois, pensando bem... "Sim, arrumei." Sem comentários... 

10) Antes de comprares, verifica se é mesmo necessário ou se te traz alegria  - aqui é um pouco o oposto do ponto anterior. Em vez de comprares por hábito, mesmo que seja uma excelente promoção (aproveita, só mesmo se utilizares), avalia o objecto antes de o trazeres. Precisas mesmo disso? Adoras realmente? Pensa duas vezes, porque será algo que irá ocupar mais espaço lá em casa. (Isto vale também para assinaturas de revistas). Ah! E quanto mais gastares em coisas, menos terás para experiências positivas como viagens, jantares, etc. 

Outra coisa que deves de ter em mente, é que um objecto bonito, fica em destaque se não estiver rodeado rodeado de mil e uma coisas. Se entupires a casa com bibelôs, aquele objecto que tanto adoras, que provavelmente trouxeste de uma viagem especial com o teu marido... será só mais um. Fica mais difícil, para aquele objecto, evocar emoções positivas em ti.

Um objecto decorativo, como uma jarra, parece muito mais bonito se estiver em destaque.



11) Impõe limites à quantidade de objectos  - não me refiro a um «número mágico», isso varia de pessoa para pessoa. Claro que podes definir para ti que só terás x peças de roupa, mas pessoalmente, prefiro limitar de outra forma.

Quando organizei os objectos em áreas menores, arrumei de forma a que com um olhar rápido consiga perceber imediatamente tudo o que está em dada área. Não há objectos em monte ou empilhados (excepto em coisas iguais, como os pratos da cozinha). Assim, o meu limite são essas áreas. Não comprarei mais maquilhagens, do que as que cabem no seu cesto. Não irei ter mais decorações de natal, do que as que cabem na sua caixa, etc. Quanto muito poderei comprar para substituir algo velho ou que ocupe uma área que tem realmente pouca coisa.

Por vezes, é certo que tenho de reajustar alguns limites. Na despensa, felizmente reduzi a área dedicada aos doces, enquanto que aumentei a área para produtos saudáveis (chia, quinoa, etc.). Mas nesse caso, houve uma boa justificação. E para esticar um limite, encolhi outro.

12) Opta por artigos práticos e versáteis  - isto também vem na linha de fazer compras de forma consciente. Tentar comprar roupa, móveis, electrodomésticos, fáceis de manter e limpar. E, de preferência, que desempenhem mais do que uma função. Por exemplo, se necessitas de uma secadora de roupa, porque não compras uma máquina que lave e simultaneamente seque? Assim, terás só 1 electrodoméstico em vez de dois. 

13) Faz destralhes periódicos  - depois de destralhar, temos de fazer uma manutenção, para não perdermos o controle da situação. Há a desarrumação diária, decorrente das actividades em que nos envolvemos, mas há também coisas que se vão acumulando com o tempo (por ex. caixas de medicamentos, novos manuais escolares, prendas que recebemos, etc.). 

Eu costumo destralhar com a seguinte frequência (claro que no teu caso, deves destralhar como for mais prático para ti):
- destralhe diário - uns 15 minutos antes de jantar percorro toda a casa. Arrumo o que está fora do sítio e deito fora o que é tralha. Antes de deitar, basta arrumar os objectos das actividades em que nos envolvemos ao serão;
- destralhes semanais - no meu caso, sempre que faço compras, aproveito para retirar o que está a mais no frigorífico;
- destralhes mensais - em cada mês, aproveito para destralhar uma área específica: cestas com medicamentos, arca congeladora, etc.;
- destralhes bi-anuais, quando muda das estações quentes para as frias e vice-versa - em vez de ter tudo misturado, passei a ter mais acessível no roupeiro, a roupa da estação em questão. Assim, quando muda a estação, é uma desculpa para verificar a roupa que tenho e se necessito de desfazer-me de alguma coisa;
- destralhes anuais, durante a «limpeza geral de Verão» - sim, eu faço as limpezas maiores no Verão e não na Primavera. Gostos!... Mas é nessa ocasião que aproveito para verificar o interior de todos os armários e retirar o que já não faz sentido;
- destralhes ocasionais - estes são feitos quando sinto que tenho de o fazer, devido a alguma alteração no estilo de vida (por exemplo, quando reduzi o espaço para doces na despensa) ou simplesmente por que me apetece.

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Este é o primeiro passo para manter uma casa limpa e arrumada diariamente. É talvez o mais difícil e demorado, mas vale muito a pena. Até porque depois do «grande destralhe», os destralhes seguintes são quase mínimos (pelo menos no meu caso) e a manutenção fica radicalmente mais fácil.

Se tudo isto te parecer complicado, lembra-te que estás a criar boas energias para a tua casa. Como será bom chegares ao fim do dia, e teres tempo para te sentares no teu recanto favorito a ler um bom livro. De preferência com imagens bonitas ao teu redor, num espaço que convida ao relaxamento. 


Fotos:1.ª karlssonuddare; 2.ª Wook; 3.ª Pexels;   4.ª Skeppsholmen; 5.ª Esny; 6.ª e 8.ª Interior Design and Decoration7.ª El Mueble; 9.ª svenskfast.
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