segunda-feira, 4 de abril de 2016

Pensamento/Lema da semana #287


"(…) se queremos algo bem feito, 
devemos nos dedicar, estudar, conhecer com profundidade o assunto. 
E quando amamos algo, 
as horas voam quando estamos entretidos e focados." 

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Destralhamento total da casa - Ponto de situação #7

Hoje venho fazer mais um ponto de situação do meu «plano para destralhar totalmente a casa». Posso dizer que começo a ver o ambiente a modificar-se radicalmente. E sabes o que sinto? Um alívio enorme, uma sensação de paz que nunca imaginei. Confesso até, que após destralhar algumas áreas, não resisto e vou espreitá-las uma data de vezes - só pelas boas energias que aquelas visões me dão.

Bom, mas vamos ao ponto de situação.

Número de áreas a destralhar e organizar
Se já conheces o meu plano, sabes que distribui o destralhamento e organização por áreas muito pequenas. Assim, neste momento, de um total de 210 áreas, faltam-me 55!

Mas como referi neste post, surgiu um imprevisto. Na altura da elaboração do plano, esqueci-me de considerar a despensa. Deste modo faltam-me efectivamente 55 áreas + 17 = 72 no total. A piada é que por acaso a despensa, é uma das divisões que já se encontra totalmente destralhada.

Cronograma
Cada área a destralhar corresponde a 1 dia, e o objectivo a que me propus é de destralhar 4 áreas por semana. 

Anteriormente, tive o destralhamento bastante adiantado, mas neste momento só tenho uma semana de adianto (ou seja, é como se tivesse destralhado até à semana de 4 a 10 de Abril). O Luquinhas ficou doente, entretanto a Letícia entrou de férias e o tempo escasseou para os destralhes. De qualquer modo, fico satisfeita por estar a cumprir com os objectivos.

Motivação
Estou novamente com a motivação em alta! Creio que por ver resultados e por voltar a ler o livro da Marie Kondo para aí pela terceira vez (falei deste livro neste post). A sério, se quiseres ficar motivado/a para fazeres o teu próprio destralhamento, lê este livro, é super-inspirador!

Uma questão - Até que ponto devemos destralhar?
Apesar de discordar de algumas das indicações da Marie Kondo, neste ponto concordo em absoluto: devemos destralhar até «fazer um clique», até sentirmos "agora sim, sinto que está destralhado como sempre sonhei". Mas como se descobre esse «clique»? Afinal trata-se de um sentimento muito pessoal...

A primeira coisa a ter em mente é o que devemos guardar: somente coisas realmente úteis e/ou que nos dão alegria. Por exemplo no meu caso, é impensável desfazer-me dos meus livros (que leio, releio - neles busco inspiração, ou apenas divertimento). Estes são dos poucos objectos que realmente me proporcionam momentos felizes, pelo que não me sentiria bem longe deles. Mas para alguém que não seja apaixonado/a por livros, faz todo o sentido livrar-se de parte dos mesmos. Ainda no meu caso, que não ligo tanto a maquilhagem, posso dizer que me desfiz de grande parte delas e só guardei o mínimo num cestinho da casa de banho. Para outra pessoa, isto poderia ser impensável.

Assim, este «clique« é realmente muito pessoal.

→ Como faço o destralhamento, até sentir o dito «clique»?

1. Dou uma primeira volta pela área a destralhar, analisando cada objecto. Em grande parte dos casos (especialmente ultimamente), consigo deixar tudo destralhado à primeira, mas nem sempre isso acontece: ou porque tenho algumas dúvidas, ou porque continua a haver falta de espaço.

2. Então faço uma segunda ronda (até faria mais se necessário), analisando os objectos sobre os quais tenho dúvidas e volto a perguntar-me: se aquilo é realmente útil ou se me dá tanta alegria ao ponto de me dar trabalho extra a limpar e ao ponto de ocupar mais um espaço naquela área.

3. No final, e ao contrário do primeiro destralhe que fiz há uns anos, não permito que sobre um «monte das dúvidas». Assim, por norma acabo por destralhar aquilo que me traz dúvidas, porque na segunda ronda quase sempre percebo que aquilo não me faz falta ou que o espaço fica melhor organizado sem aquele objecto.

4. É também importante ter em mente, que devemos ter os espaços arrumados de forma a que com um olhar rápido, percebamos imediatamente o que temos. Ter isto em mente, ajuda-me a perceber como quero deixar determinado espaço, e por consequência, o que não quero que fique ali.

5. Se há algum objecto do qual não me quero desfazer, mas que não faz sentido estar na área que estou a organizar, basta mudá-lo de área. Presentemente, o que também me facilitou a tarefa de organização, é o facto de já não ter objectos da mesma categoria espalhados pela casa - por ex. medicamentos - tendo optado por reuni-los todos na mesma área. Assim, fica mais fácil definir o que realmente preciso em cada área. A única excepção que faço são aos produtos da despensa, pois guardo aqui as reservas de produtos. Tenho por exemplo um champô da casa-de-banho e outro de reserva na despensa. Mas é a única excepção. 

Por último deixo-te uma foto do meu destralhe, para perceberes como estou a ir longe no mesmo. À esquerda está a gaveta já organizada, neste caso com documentos. À direita está um saco com a tralha que saiu daquela gaveta (oh my God! até tive vergonha de mostrar esta foto). Aliás continuo intrigada: como foi possível caber tanta coisa numa única gaveta?...


Aproveitei as pastas que recebi em seminários e reuni os documentos de dada categoria em cada pasta. Cada pasta tem uma etiqueta a identificar o seu conteúdo - apesar de não dar para ver na foto. Assim, por exemplo no monte da esquerda encontram-se as pastas, minha e do meu marido, com os certificados de habilitações. Tenho ainda outra pasta para a frequência de seminários. No monte do meio já tenho os documentos de identificação (cada um cá de casa tem a sua pasta). No monte da direita cada um de nós tem uma pasta respeitante a assuntos de saúde. Anyway, o que importa é que agora não há papelada que nada tenha a ver com estes assuntos nesta gaveta. O que era importante foi transferido para outra área, o que não era (a maioria das coisas) foi direitinha ao saco do lixo. Imagina que para além dos documentos, ainda tinha uma série de cópias dos mesmos. Sem comentários...

O efeito mais positivo, após sentir que tinha a quantidade certa de objectos em cada área, é que não voltei a colocar objectos extra nos espaços destralhados. Recordas-te do meu roupeiro, destralhado em Janeiro? Continua igualzinho, super-organizado e sem um mínimo sinal de tralha. Por isso é realmente importante destralhar até atingirmos a dita sensação: "agora sim, sinto que tenho a quantidade certa de objectos!".

Foto: Mafalda S.

terça-feira, 29 de março de 2016

Artigo na revista "Vida & Saúde Natural"


Já está nas bancas a revista trimestral "Vida & Saúde Natural", que desta vez contou com um artigo nosso.

Espreita o artigo "20 dicas para uma vida mais saudável", sobre hábitos que podes ir incutindo, para (comprovadamente) teres uma vida mais saudável. 

Espero que gostes do artigo, e sobretudo que te inspire a melhorar a tua vida. Espreita também o resto da revista, pois tem outros artigos bem interessantes.

E é tudo por hoje. Boa semana!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pensamento/Lema da semana #286


"Organização é como reeducação alimentar: 
vamos aprendendo aos pouquinhos como funciona e tomando pequenas atitudes no dia-a-dia 
que vão construindo os resultados ao longo de toda a nossa vida. 
A reeducação torna-se um hábito 
e, com ele, o nosso caminho vai sendo moldado de acordo com o que queremos." 
Thais Godinho

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terça-feira, 22 de março de 2016

Ideias erradas que temos sobre a meditação

Ando a ler um livro fantástico sobre meditação mindfulness ("Mindfulness - Atenção Plena" do Dr. Mark Williams, professor de Psicologia Clínica da Universidade de Oxford). O livro é muito giro (falarei dele noutra ocasião), e fez-me abrir os olhos para algumas ideias erradas ou mitos que nos afastam da prática da meditação.

Hoje pretendo desmistificar essas ideias, para que se alguma delas te esteja a impedir de meditar, possas finalmente fazê-lo.

Eis os mitos sobre a meditação:

1 - "Para meditar terei de adoptar uma nova religião." - Apesar de surgir frequentemente associada a religiões orientais, há dados históricos que comprovam que ela é quase tão antiga como a humanidade, tendo-se desenvolvido em diferentes culturas com diferentes nomes. Quem pratica meditação tanto pode ser religioso (inclusive de diferentes religiões), como ateu. Podes assim passar a ver a meditação, antes como um método de treino mental. Se começares a meditar, não tens que adoptar uma nova religião.

2 - "Para meditar preciso de me sentar no chão de pernas cruzadas." (como na imagem acima) - Se quiseres podes fazê-lo, mas grande parte das pessoas que praticam-na sentadas ou até deitadas. No caso do mindfulness, há inclusive sugestões para meditares no autocarro, no comboio, durante uma caminhada, etc. Assim, é possível meditares em praticamente qualquer lugar.

3 - "Para meditar é preciso despender muito tempo." - Há meditações mais longas e outras mais curtas (5 minutos, por exemplo), por isso mesmo para quem tem pouco tempo disponível (como eu), é possível meditar. Contudo, para colher benefícios da meditação, é preciso ter paciência e ser persistente. Se desistes de meditar ao fim de 5 dias, ou se tens uma prática irregular, é possível que tenhas mais dificuldade em obter benefícios além de um pontual relaxamento. Este é sem dúvida um aspecto em que eu própria tenho de melhorar! É uma questão de priorizar o que é importante nas nossas vidas.

4 - "A meditação é complicada." - A meditação não tem a ver com "conseguir" ou "não conseguir" qualquer coisa, pois mesmo quando parece que estás a falhar, podes daí retirar alguma aprendizagem. Com a meditação vais aprender a observar os teus pensamentos (que frequentemente surgem quando estás a meditar, aparentemente como distracção - mas não há nada de errado nisso!). É a aprendizagem do distanciamento em relação aos pensamentos (que podes praticar justamente quando surgem estas "distracções"), a percepção de que tu não és os teus pensamentos (pois podes inclusive observá-los), que irá fazer com que adquiras mais inteligência emocional. Não há certo, nem errado. Tudo faz parte da aprendizagem.

5 - "A meditação vai entorpecer a minha mente, impedindo-me de lutar pelos meus objectivos ou passando a ver o mundo de modo excessivamente optimista." - Se a meditação te desmotivasse ou incentivasse a não lutar pelos teus objectivos, então não haveriam tantas empresas a tentar proporcionar esta prática junto dos seus funcionários (como a Google, a General Mills, a Target, etc.). Na realidade, a meditação tende a tornar as pessoas mais criativas, focadas e determinadas (ah! e mais resistentes ao stress!). Para além disso, os seus praticantes podem tornar-se efectivamente mais optimistas, mas não irrealistas (não passam a aceitar o inaceitável). Passam sim a ver o mundo com maior clareza, permitindo-lhe agir de forma mais sábia e fundamentada, implementando na prática os seus valores mais profundos.

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Se quiseres aprofundar os teus conhecimentos sobre meditação mindfulness espreita este post, que inclui um vídeo com meditação guiada.

Foto: weheartit
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segunda-feira, 21 de março de 2016

Pensamento/Lema da semana #285







“A coisa mais importante não é o que acontece na tua vida, 
mas como tu escolhes 
reagir ao que acontece.”
Rachel Brathen























Foto: Catrin Austin
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sexta-feira, 18 de março de 2016

"Do sentimento de inferioridade à autoestima" - um livro que nos dá uma ajuda

Ia a passear na minha cidade, quando vi este livro numa montra e não resisti... tive de comprá-lo. Aquela capa é muito apelativa!...

Mas qual é a minha opinião sobre "Do sentimento de inferioridade à autoestima" de José Maria Quintana (professor catedrático em Ciências da Educação, que começou a estudar este tema há mais de 50 anos)? Quando comecei a ler senti-me um pouco enganada, pois não é um livro com a profundidade que esperava. Mas ainda assim, depois de terminar a sua leitura, percebi que valeu a pena, pois deu-me as bases a partir das quais tanto um adulto como uma criança podem superar o sentimento de inferioridade.

O livro está dividido em 4 partes e cada parte reúne capítulos menores. Os capítulos são super-curtinhos, pelo que é de leitura bem rápida (2 a 3 páginas por capítulo). 

Os temas, que achei aliás bem interessantes, são os seguintes:
- o autor começa por falar do sentimento de inferioridade e dá exemplos concretos onde isso se passa;
- de seguida fala das consequências do sentimento de inferioridade (felizmente, algumas até são positivas!);
- são entretanto descritos os métodos que resultam e que não resultam para superar o sentimento de inferioridade. São também descritos que métodos devem de ser usados, consoante a causa do sentimento de inferioridade;
- por último são explicadas formas de superar a timidez e de adquirir auto-estima.

Na realidade, em grande parte do livro fala do sentimento de inferioridade tanto de crianças, como de adultos (acho que até fala mais neste último grupo). Por isso, considero que o livro é bom também para nós.

Só mais para o fim, o autor se começa a concentrar mais nas crianças e jovens. No último capítulo, fala inclusive de diversos casos de pessoas que se sentiam inferiorizadas e qual o tratamento para superar a situação.

Este livro é um óptimo ponto de partida para adquirir mais auto-estima. Contudo, só tenho pena que o autor não tenha aprofundado mais os métodos a utilizar, dando mais exemplos.

Ainda assim, acho que valeu a pena a sua aquisição, porque aprendi coisas que antes realmente desconhecia.

Foto: Mafalda S.
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