terça-feira, 9 de setembro de 2014

Anti Cancro, um livro que todos deveríamos ler

Este é um daqueles livros que fez com que mudasse uma série de hábitos na minha vida. Sinceramente, quero relê-lo, porque acho que vale mesmo a pena.

O autor, David Servan-Schreiber foi um médico doutorado em Ciências Neurocognitivas e investigador. Tudo mudou na sua vida, justamente quando faltou um dos voluntários, para uma das suas experiências de investigação ao cérebro. Assim sendo, ele próprio se disponibilizou para ser «cobaia». Fizeram-lhe uma ressonância magnética e foi assim que descobriu que tinha um cancro agressivo (cuja percentagem de sobrevivência era inferior a 2%). Na altura tinha 31 anos de idade.

Face a este problema Schreiber constatou que em quase todos os cancros havia uma maior ou menor percentagem de pessoas que conseguiam sobreviver. Começou a investigar tudo o que justificava essa sobrevivência, analisou centenas de estudos científicos e a par dos cuidados médicos, mudou radicalmente o seu estilo de vida.

Schreiber acabou por falecer com o dito cancro agressivo, uns incríveis 19 anos depois, aos 50. E, na minha modesta opinião, muito por causa da edição deste livro. No seu derradeiro livro, o "Antes de Dizer Adeus" ele revela que após ter escrito o "Anti Cancro", começou a ter uma vida frenética. Chegava a estar em vários países numa só semana, para discursar em congressos. Não se arrependeu de o ter feito, apesar disso lhe ter encurtado os anos de vida. Morreu feliz, apesar de tudo. Na altura tive imensa pena, pois foi uma mente brilhante que se foi.

Ao longo do livro, o autor revela-nos uma série de estudos científicos sobre o assunto e relata casos de pessoas que passaram por este problema (aprecio estes livros que explicam tudo à luz da ciência). Fala de um novo estilo de vida que no fundo ajuda a prevenir o cancro (afinal estima-se que só cerca de 5% do cancro é hereditário), ou que quando o problema já existe, é um complemento aos tratamentos médicos.

Schreiber fala-nos dos alimentos que poderão causar/prevenir o cancro (incluindo alimentos especificamente anti-cancerígenos), dos produtos domésticos e de beleza a evitar/adoptar, da forma como a nossa mente ou forma de pensar pode ajudar/prejudicar o nosso corpo, da importância de meditar/orar/relaxar, da importância do exercício físico, etc., etc. Tudo isto complementado por uma série de gráficos/imagens para melhor percebermos o que o autor escreve.

Foi este o primeiro livro que me chamou a atenção para os benefícios da meditação na saúde. Foi a partir daqui que passei a beber leite biológico, a usar produtos de limpeza ecológicos e a comprar produtos de higiene/beleza da The Body Shop. Mas tenho um longo caminho a percorrer... Quero reler este livro, porque deveria melhorar a minha alimentação (incluir mais vegetais, consumir mais produtos biológicos - o que não é fácil, na zona onde vivo a oferta de produtos bio é escassa), quero praticar mais exercício e, sobretudo relaxar mais, investir mais na meditação e afins. Este livro é sem dúvida um incentivo à mudança de hábitos.

De qualquer modo, se quiseres conhecer um resumo das sugestões de Schreiber, para prevenir/combater o cancro, lê este post, que escrevi em tempos.

Imagem: Wook

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Pensamento/Lema da semana #205


"Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as opiniões, 
porque não me envergonho de raciocinar e aprender." 
 Alexandre Herculano

Foto: Dia

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O melhor da semana


Os últimos tempos não têm sido fáceis. O regresso ao trabalho foi mais uma reentrada no ritmo frenético de sempre e um abrir de braços ao stress. Tenho saído tarde. Sinto-me bastante cansada. Com isto, pouco tempo me sobra para escrever no blogue, algo que me faz tão bem.

Mas a semana também é feita de coisas boas. Momentos que quero registar para sempre.

Ontem fomos a mais uma ecografia. Tão lindo o meu bebé. Estava com os pezinhos cruzados e com as mãozitas a mexer. Adorei! O bebé está óptimo. Quanto a mim, estou com 20 semanas, mas só engordei 800g.

Outro momento especial é quando a Letícia fala para a barriga. Quando ela diz "Olá Luquinhas,é a maninha!", ele dá sempre um pontapé. Podemos fazer outros sons (por exemplo o de um ursinho que toca uma música de embalar), mas ele reage sempre é à voz da irmã.

O marido está contentíssimo. Eu no fundo sabia que ele desejava ter um rapaz...

Os serões têm sido calmos. Um pouco de jogos de cartas, conversa e a Letícia sempre a acarinhar a barriga. Muito querida a minha filhota.

É destes momentos simples, que é feito o melhor da minha semana.

Foto: Jennifer Lantigua

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Como poupar tempo em tarefas domésticas


"O tempo e a forma como o usamos é aquilo que precisamos de começar por reorganizar
para desenvolver áreas de interesse e prazer, e apreciar a vida por si mesma 
- e, assim, controlar a cada momento a vida e o destino."
Catarina Rivero e Helena Marújo


Se por um lado uma casa limpa e organizada, nos deixa mais relaxados, é um absurdo tornarmo-nos escravos das tarefas domésticas. A receita ideal reside no equilíbrio! A ideia é deixar justamente a casa limpa e organizada, mas fazendo o mínimo possível, para sobrar tempo para outras actividades que nos fazem felizes (passear com a família, ler um bom livro, desenvolver um hobby...).

Tal como grande parte das pessoas, tenho uma vida super-ocupada. Por isso tenho implementado algumas mudanças para perder menos tempo em tarefas domésticas. Contudo, sei que posso ir mais longe...

Eis 18 SUGESTÕES PARA POUPAR TEMPO EM TAREFAS DOMÉSTICAS:

1 - Planear, planear...
Tenho uma agenda para organizar as tarefas cá em casa. Vou alterando o seu formato, de acordo com as necessidades. De qualquer modo, nela incluo o planeamento de ementas, das compras e um cronograma de limpezas.

No que respeita ao cronograma de limpezas, separo as divisões da casa pelos dias da semana (ex. às Segundas as casas-de-banho, às Terças os quartos, etc.). Contudo incluo sempre um dia livre (normalmente o Domingo), para poder estar exclusivamente em família.

2 - Destralhar
Quantos menos tralha tivermos, menos tempo perdemos a limpar. Perdi imenso tempo nisso, mas fui de armário em armário e eliminei tudo o que não necessitava. Reduzi o número de tupperwares na cozinha, só tenho um serviço de jantar, deixei o mínimo de objectos em bancadas, eliminei papelada do escritório, doei roupa que já não usava.

Para além disso, acho que as divisões ficam bem mais bonitas, com um ar clean, sem excesso de objectos.


Diariamente, costumo perder alguns minutos (aproximadamente 10) a fazer uma ronda pela casa. Elimino rapidamente toda a tralha de cada divisão (é que não sei porquê, mas parece que esta tem o dom de se multiplicar).

3 - Fazer um mês dos aproveitamentos
Esta foi uma das melhores medidas que tomei, para manter o congelador, o frigorífico e a despensa organizados, sem grandes confusões ou produtos fora de prazo.

Normalmente quando compramos produtos alimentares, acabamos por não confeccionar tudo de uma vez. Podem assim sobrar umas pernas de frango no congelador, um pacote de massa na despensa, uma embalagem de gelatina, etc. Quando me apercebo que estes produtos alimentares começam a multiplicar-se, escolho um mês, e faço a ementa exclusivamente em função de todos os produtos que estão em casa. Nesse mês, com excepção dos frescos e do pão, não faço compras.

Assim acabo por manter os espaços de armazenamento organizados, raramente tenho produtos fora da validade e ainda poupo dinheiro.


4 - Investir em objectos com mais de uma função - É algo em que tenho de melhorar, pois quanto mais objectos, mais trabalho. Tenho por exemplo uma picadora, um liquidificador, um ralador de saladas manual. E pergunto-me. Para quê ter tudo isto, quando um robot de cozinha reúne todas estas funções? Quem fala disto, fala de outras coisas. Não é o meu caso, mas quem necessita de secador de roupa, pode por exemplo optar por uma máquina de lavar roupa que já inclua essa função. Dois aparelhos ocupam mais espaço que um e é mais uma coisa para limpar.

5 - Reduzir o número de têxteis - Cá em casa temos um problema com alergias. Confesso que foi esse o motivo para me livrar de praticamente todas as carpetes. Para além de melhorar a nossa saúde, teve a consequência positiva de diminuir o trabalho que davam (retirar, sacudir, aspirar...).

A verdade é que ao espreitar blogues de decoração tenho reparado que há cada vez mais espaços com menos têxteis (naperons, cortinados, tapetes, etc.), que não deixam de ser lugares encantadores... e felizmente, menos trabalhosos.


6 - Optar por móveis de tamanho menor - Há quem adore camas king-size, mesas enormes, uma varanda cheia de objectos giros, mas que mal nos deixam circular. A verdade é que se optarmos por móveis menores e uma casa menos atulhada, torna-se mais rápido e mais fácil mantê-la organizada. Já implementei isso na minha varanda e durante a renovação da minha casa de banho pequena.

Observa o espaço desimpedido deste jardim, com poucos objectos e uma pequena mesa. Facilita sem dúvida a circulação e a limpeza.


7 - Não deixar roupa espalhada pela casa - A ideia é guardar a roupa (no roupeiro ou no cesto de roupa suja), logo que não necessitemos dela. Há quem tenha por hábito deixá-la na cadeira do quarto, no sofá, etc. A verdade é que se não arrumamos na hora, acumulamos, e acabamos por perder imenso tempo a apanhar o que ficou espalhado pela casa. (Espreita outras sugestões para não perder muito tempo com a roupa aqui).

8 - Descalçar os sapatos assim que entramos em casa - Cá em casa, assim que entramos, substituímos os sapatos da rua por chinelos. É uma forma de não espalhar sujidade por todo o chão da casa.


9 - Adquirir um chaveiro - Recebemos um de presente e colocámo-lo junto da entrada. Nunca mais as chaves ficaram desarrumadas, nem perdemos um tempo imenso a descobrir onde as enfiámos. É remédio santo!

10 - Adquirir organizadores - Passámos a ter organizadores de gavetas, cestinhos da despensa e casas-de-banho, etc. Estes ajudam-nos a definir um lugar certo para cada objecto e a delimitar espaços. Evitam que a tralha se multiplique  e que, por exemplo, uma gaveta se transforme numa confusão. 


11 - Colocar os electrodomésticos a trabalhar para ti - A ideia é aproveitar ao máximo todas as potencialidades dos electrodomésticos. Em vez de ralar manualmente podemos utilizar o robot de cozinha, fazer molhos no liquidificador, lavar a loiça na máquina, obter pão ralado na picadora... 

12 - Optar por electrodomésticos de fácil manutenção - Se por um lado os electrodomésticos podem ser bastante úteis, é importante optar por aqueles que são fáceis de manusear, de limpar (que possam ir à máquina de lavar loiça, por exemplo) e que ocupem pouco espaço a arrumar.

No meu caso, estou a pensar substituir o meu fogão de bicos (que dá uma trabalheira a limpar), por uma placa. Nem tem comparação o tempo que se poupa na limpeza.


13 - Utilizar electrodomésticos com a potência adequada - Quase que agradeci por a minha velhinha varinha mágica ter avariado. Comprei uma nova, bem mais potente. O que fazia em 7 minutos, faço agora em 2 ou 3. Outro electrodoméstico em que a potência faz toda a diferença, é o aspirador. Se este for mais eficaz, garantidamente poupamos esforço e tempo nas limpezas.


14 - Quando algo se suja, limpar de imediato - É a melhor forma de ter a casa com um ar sempre limpinho. É que quando deixamos acumular, a sujidade entranha-se e acaba-se por perder muito mais tempo a limpar. Se uma panela arrufar, é bem mais fácil limpar na hora...

15 - Utilizar o método do speed cleaning - Apesar de gostar de fazer limpezas mais profundas, por vezes chego tarde do trabalho e, opto por este tipo de limpeza rápida. Eis como funciona:
a) concentramo-nos em limpar somente o essencial, o que está sujo (ex.: não vamos limpar o forno, se este nem foi utilizado);
b) fazemos uma primeira ronda a arrumar tudo o que está fora do sítio;
c) reunimos todos os materiais necessários para a limpeza (panos do pó, produtos de limpeza, aspirador, esfregona...), para não termos de andar constantemente a ir buscar produtos;
d) seguimos uma ordem de limpeza - eu costumo limpar de cima para baixo e da esquerda para a direita no sentido dos ponteiros do relógio (o objectivo é não perder tempo a andar de um lado para o outro).


16 - Trabalhar em equipa - Tenho alguma dificuldade neste ponto. O marido chega tarde e, sei que deveria envolver mais a minha filha. Há semanas fiquei surpreendida com ela. Só tem 6 anos e insistia que queria ajudar-me a limpar os vidros. Eu, já com receio de me dar ainda mais trabalho, recusei. Mas ela tanto insistiu, que acabou por limpar. E, para minha surpresa, deixou os vidros impecáveis (melhor do que muitos adultos). 

É realmente importante deixar de ser tão exigente e envolver  as crianças desde cedo. Tal como fazer perceber aos companheiros, que quando colaboram, não nos estão a ajudar, mas a cumprir a sua obrigação.


17 - Se puder, contratar alguém para ajudar - Como por vezes chego tarde do trabalho, acabava por acumular a limpeza e as roupas por passar para o final do dia e fim-de-semana. Com isso tinha substancialmente menos tempo para mim e para a minha família. E, sinceramente, o que deverá ser prioridade? Eles ou a casa? A resposta é óbvia.

Apesar de não ter sempre ajuda, o meu marido contratou alguém para de vez em quando vir fazer limpezas. Na altura foi-me difícil aceitar. Hoje percebo que o dinheiro que gasto, compensa cada minuto ganho.

18 - Não querer a perfeição - Uma casa é para ser vivida e é normal que haja alguma desarrumação. Uma casa em que não podemos tocar em nada com receio de desarrumar, não é propriamente um lar, está mais para museu. Por isso limpa, organiza, mas sem entrar em excessos... dá espaço a ti mesmo para seres feliz!


Fotos:  1.ª Mitchell Wall Architecture & Design; 2.ª El Mueble; 3.ª Alvhem; 4.ª Bo Bedre; 5.ª HQ archi; 6.ª El Mueble; 7.ª DNB Eiendom;  8.ª Deulonder;  9.ª The New York Times;    10.ª Mi Casa; 11.ª El Mueble.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Indignação e tristeza!


Esta semana tem sido complicada. Sinto-me triste, desiludida, para não dizer verdadeiramente indignada. Sinto que todos os dias me aparece uma batalha nova para travar, e isso por vezes cansa. Estou francamente farta de pessoas que discriminam os meus e outros idosos, sem pensarem o quanto os podem magoar.

Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa picuinhas, que passa a vida a criticar os outros. Tento sempre perceber a razão das acções das pessoas. Prefiro falar com respeito, em vez de agredir. Estou longe de ser perfeita, mas preocupo-me realmente com as consequências das minhas acções, nas outras pessoas. Mas há atitudes verdadeiramente injustificáveis!

Como é hábito, quando chega o Verão, os meus idosos costumam ir semanalmente às praias fluviais da zona. É certo que a maioria precisa de ajuda. Alguns têm andarilhos, outros cadeiras-de-rodas, outros bengalas. Mas todos eles, como qualquer outra pessoa, gostam de descontrair... passear, ir à piscina, ou simplesmente sentar na esplanada a comer um gelado.

As funcionárias e voluntárias que os acompanharam durante as minhas férias, relataram-me entretanto episódios discriminatórios que haviam sucedido. Ontem, e porque um idoso tem todo o direito a frequentar um local público, foram novamente à praia fluvial. Então não é que me telefonaram a dizer que tinha sucedido de novo?! Só posso dizer que... bem, "passei-me" completamente.

O que se passa é que a gerente do bar da praia fluvial, aos berros, os expulsou da explanada (isto apesar dos idosos irem lá enquanto clientes, a consumir). Argumentos dela: eles têm mau aspecto (são idosos e dão mau aspecto ao bar), cheiram mal (parvoíce! pois levamos produtos de higiene para os mudar e se sujarem a roupa, temos sempre roupa de reserva) e atrapalham os outros clientes (pois usam andarilhos e afins). Para além disso, usam demasiado a casa-de-banho para deficientes (pois quando as casas de banho para pessoas sem deficiência estão a ser limpas, todos os utilizadores da praia têm de utilizar a dos deficientes, e se os idosos a estão a utilizar... atrapalham). Pela ideia da gerente a solução para eles era colocá-los numa fila de cadeiras (preferencialmente trazidas da Instituição) encostados junto das casas-de-banho. Ainda nem consigo acreditar que aquela pessoa desumana disse isto. O pior é que os idosos aperceberam-se e ficaram absolutamente tristes, com tamanha humilhação e falta de respeito.

Fiquei possessa!... Indignada e com os nervos à flor da pele. Em 10 anos que estou naquela Instituição, nunca tinha tido nenhum problema nas praias fluviais que frequentamos. As pessoas que estavam à frente dos bares sempre primaram pela simpatia e até se ofereciam para ajudar em alguma coisa. Mas a nova gerência deste bar... indigna-me.

Contactei dois elementos da Mesa Administrativa e dirigimo-nos à praia fluvial. Pedi pela primeira vez na vida o livro de reclamações e disse tudo o que me estava entalado à senhora, com a óbvia colaboração da Mesa Administrativa e funcionárias.

A verdade é que o que aconteceu é muito grave e ILEGAL. Estão previstas na lei coimas para quem faça discriminação quer devido à idade, quer por ser portador de deficiência. Para não falar dos nossos valores. É um absurdo andarmos por aí a magoar as outras pessoas, a dar-lhes pontapés na auto-estima. E não devemos esquecer... provavelmente um dia também seremos idosos.

A senhora teve a lata de dizer que gosta muito de idosos e que inclusive já trabalhou num Lar na Suíça (Jesus!...). Que não foi por ela, mas que recebia reclamações de clientes. Perguntei-lhe de quantos clientes, pois tive a paciência de telefonar a averiguar se nos anos anteriores tinha existido alguma reclamação acerca dos nossos idosos e a resposta foi sempre "absolutamente nenhuma". Ela respondeu-me 1 mesa de clientes. Pois... gosta muito de idosos, mas discriminou-os para defender uma outra mesa de mais pessoas discriminadoras... Depois argumentou que os idosos gastavam pouco comparativamente aos outros clientes (mas consumiam, certo?)... 

Felizmente outros frequentadores da praia vieram em nossa defesa e disseram que a acção dela era absolutamente injustificável. Que a viram a expulsar os idosos e que os viu tristes a um canto, revoltados e que só faltou chorarem. Que a senhora deveria ter vergonha das suas atitudes.

No fim, ela acabou por dizer que foi longe demais. Foi-lhes pedir desculpa, dizendo que lhes oferecia um gelado. Frisei que eles não queriam gelados... queriam respeito!

Estou realmente triste com os valores de algumas pessoas. Devemos ser menos egoístas e pensar na consequência dos nossos actos nas outras pessoas. E logo nós que quando vamos para estes locais, já preparamos tudo de modo a incomodar o menos possível quem quer que seja... Não podemos esquecer que aqueles que hoje são mais velhos, cuidaram das gerações mais jovens, trabalharam para melhorar as vidas dos seus filhos, contribuíram para a modernização da sociedade. São seres humanos que ouvem, sentem, sofrem e amam. Também têm o DIREITO a ser FELIZES!

Estou farta destas situações...

Foto: Elisa Paolini
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