quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Como o patinho feio se transformou num cisne ou a história de Karen Fischer

Há pessoas que definitivamente me inspiram. Fazem-me acreditar que o esforço vale a pena. Que a concretização dos sonhos, depende, na maioria das vezes do nosso empenho. Uma dessas pessoas é Karen Fischer.

Vou contar-te a sua história, para perceberes onde quero chegar...

Na adolescência Karen sentia-se tão mal na sua pele, ao ponto de desejar ser invisível. Como ela mesma conta "Quando andava no secundário, como tinha as pernas magras como palitos, cabelo louro ralo e dentes proeminentes (acabei por usar aparelho), raramente sorria, e os meus problemas de pele começaram na adolescência com uma plantação regular de borbulhas a decorar-me a testa oleosa. Além de tímida, desajeitada e borbulhenta, geralmente também não me sentia bem. Parece que tinha sempre o nariz a pingar, dores de cabeça e olheiras".

Na altura Karen detestava comida saudável. Fora de casa comia sandes, empadas de carne, folhados de salsichas, batatas fritas, leite com morangos, bolos com cremes. Na escola não consumia qualquer legume. Em casa ingeria alguns, quase que obrigada pela mãe. Também só comia pão branco (não gostava da textura do pão escuro) e estava viciada em lacticínios (quase todos os dias bebia um litro de leite e comia duas taças de gelado).

Karen foi-se sentindo cada vez pior. Quando ajudava a mãe nas tarefas domésticas, a sua pele era extremamente sensível a certos produtos. Só o facto de lavar a loiça, fazia com que as mãos ficassem irritadas e vermelhas.

Continuando, com a sua própria descrição: "A partir dos vinte anos comecei a fazer troça do facto de andar cansada há dez anos, mas o assunto não era para rir. Consultava vários médicos por causa da minha letargia constante e debitava a grande velocidade uma enorme lista de sintomas. Mandavam-me fazer diversos exames, cujos resultados se revelavam normais, e diziam-me mais uma vez que eu não tinha nada. «Mas estou sempre cansada e terrivelmente irritada», pensava eu, «e eles não repararam na minha testa cheia de borbulhas!»".

Numa dessas idas ao médico, um deles disse-lhe que deveria fazer uma alimentação mais saudável e praticar exercício físico. Não se sentiu muito inspirada. Ainda tentou ir ao ginásio, mas ao fim de um único dia sentiu sintomas semelhantes aos da gripe. Sentia-se tão adoentada que desistiu. Voltou ao seu velho estilo de vida sedentário (a ouvir música no quarto, enquanto engolia batidos de morango).

Entretanto começou a trabalhar na televisão. Sentia-se bem no primeiro dia, mas no dia seguinte já estava cansada e sentia-se terrivelmente mal durante o resto da semana. Também adoecia com frequência.

Por essa altura apanhou uma gripe que a incapacitou. Consultou dois médicos, que a aconselharam a descansar e a beber muita água. Fez isto, mas sem quaisquer resultados.

Após 6 semanas sem ver grandes melhoras, resolveu consultar uma naturopata. Sentia-se pouco  à vontade, mas estava tão farta de andar doente e cansada que acabou por o fazer. Foi então que a naturopata a questionou acerca da sua dieta e do estilo de vida. Disse-lhe: "Somos o que comemos!". Com um preparado de ervas que a naturopata lhe deu, começou a sentir-se melhor ao fim de dois dias (assim como a ingerir uma quantidade ligeiramente maior de fruta e legumes).

Foi este o ponto de viragem. Karen decidiu que iria mudar de estilo de vida! Eis o que ela fez:
- Começou a investigar sobre os alimentos que influenciariam positivamente a sua energia e o seu aspecto (sem ter de recorrer a maquilhagem);
- Mudou a sua dieta (muito lentamente, mas mudou), para uma alimentação mais saudável;
- Começou a fazer exercício físico (também muito lentamente, aumentando progressivamente).

Só então começou a sentir-se melhor.

Mais uma vez, citando a Karen "Aos 27 anos e grávida tinha mais vitalidade que na adolescência. A minha pele também melhorara, e já não precisava de pôr o cérebro a funcionar com uma chávena de café, ou quatro. Foi nessa altura que me dei conta do que perdera nesses anos todos - há quem se sinta saudável o tempo todo!".

Entretanto, para aprofundar conhecimentos Karen concluiu os estudos em Ciências da Saúde, seguido de um curso de Nutrição. Familiarizou-se com a bioquímica nutricional, ou seja, com o modo como os nutrientes funcionam no corpo.

Quando a sua filha, ao fim de duas semanas de vida, teve um eczema grave (situação hoje resolvida), decidiu tornar-se numa nutricionista especializada em saúde da pele.

Após o ponto de viragem na sua vida, Karen nunca desistiu, investigou, pôs em prática, formou-se... e hoje é a mulher linda da foto.

No seu livro "Dieta para uma Pele Saudável", Karen descreve 8 regras para uma pele saudável, que muito resumidamente transcrevo:

Regra n.º1: Pensar mais verde - consumir mais legumes de folha verde escura e mais alimentos alcalinizantes (ex.: saladas, abacates, amêndoas, bananas, legumes crus ou cozidos);

Regra n.º2: Comer alimentos mais hidratantes - aqui incluem-se as gorduras saudáveis, nomeadamente ricas em ómega 3;

Regra n.º3: Comer menos! - não saltar nenhuma refeição, mas comer menores quantidades em cada uma;

Regra n.º4: Ter um sono reparador;

Regra n.º5: Praticar exercício durante 15 minutos por dia (pode até ser mais, mas não se devem exceder as 2h de exercício);

Regra n.º6: Cuidar bem da pele todos os dias - limpeza e aplicação de produto adequado ao tipo de pele (mas sem excessos);

Regra n.º 7: Proteger-se do sol - passando a usar chapéu e aplicando protector solar, se vai estar exposto(a) ao sol;

Regra n.º 8: Relaxar e fazer as pazes com o corpo - tirar uns minutos por dia para relaxar e aprender a elogiar o que o teu corpo tem de bom.

Bem vistas as coisas, um estilo de vida saudável, passa quase sempre pelas mesmas coisas. As regras acima descritas acabam por resolver não só problemas de pele, mas um pouco de todos os problemas de saúde. A pôr em prática, portanto!

Foto: Fiona-Lee Quimby

7 comentários:

  1. Mafalda, confessa lá, isto hoje é para mim, certo?!? :)
    Há momentos e dias que desistimos de começar a subir o poço, depois tudo muda.

    Beijinho e obrigada pela história inspiradora :)

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  2. Eu também estou na fase do lentamente, muito lentamente...mas mudando.
    As tuas dicas são preciosas.
    Beijinhos

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  3. Belo exemplo!
    O primeiro passo é decidirmos mudar e aceitarmo-nos.
    Por exemplo, eu sempre me senti mal por ter o peito pequeno. Mas hoje, na casa dos 40, vejo que tenho um peito rígido, e se ele fosse grande seria flácido, descaído...gosto muito dele agora.
    Gosto muito do meu corpo e agradeço, diariamente, por isso. Cada dia gosto mais de mim e isso faz-me sentir bem melhor!
    Bjinho

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  4. Grande exemplo! As dicas e os conselhos no dia-de-hoje são o que não faltam. O que falta muitas vezes é a motivação. :)

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  5. Mais um post que adorei ler!!!!
    Obrigada pela partilha!
    Embora já saiba daquilo que li aqui é sempre bom voltar a ler.
    Obrigadaaaaa, estava a precisar desta dose!
    Beijinhos

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  6. Adorei! Também mudei minha alimentação por me sentir cansada e gripada o tempo todo, cortei glúten lactose e meu corpo melhorou 100%.

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