segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Crianças agressivas

No passado Sábado eu, a Letícia e o meu marido fomos passear a um shopping. Como já é hábito, a minha pequena foi numa correria até um espaço onde as crianças podem brincar.

Estava a Letícia toda entretida com uns miúdos, quando entra uma menina pouco mais velha que ela. Felizmente tenho uma filhota muito sociável, pelo que assim que viu a outra criança, dirigiu-se a ela, chamando-a para brincar. Então não é que a outra a empurrou de modo brusco?!

A Letícia nem ligou e disse-lhe: "Então menina? Anda brincar!", fazendo-lhe uma festinha. Mas a outra ia ficando mais agressiva. A Letícia parecia não perceber o motivo de tal agressividade, pelo que foi dar uma voltinha com os outros miúdos. No entanto, a outra menina começou a correr atrás da minha e a Letícia toda contente, tentou brincar com ela. Até que a outra criança tentou agredir a Letícia. Bem... passei-me! Talvez não devesse intervir, mas o meu instinto protector está acima de tudo, e num tom ríspido disse à criança: "Menina, não é assim que se brinca. Bater não é brincar". Só aí a miúda acalmou, até que passado um bocado... recomeçou. Então a Letícia voltou-se para ela e disse-lhe "Sabes que mais, menina? És má! Vou brincar com os outros meninos" e seguiu divertida a brincar com os outros miúdos. Quanto à outra criança, colocou-se sozinha a bater nos brinquedos, sem interagir com qualquer outra criança. Dos pais, nem sinal... era a única que não estava acompanhada.

Confesso que sinto um certo mal-estar ao lembrar-me desta situação. Primeiro porque não suporto imaginar que alguém seja agressivo com a minha menina, e depois porque me fez confusão o comportamento da outra criança e o facto de estar tão sozinha... dá que pensar. [De notar que passado um bom bocado apareceu um familiar (um pouco rude, diga-se) para ir buscar a criança, mas o que é certo é que me fez impressão estar tanto tempo sozinha... soa-me a família algo disfuncional]. De qualquer modo, consola-me a forma como a Letícia lidou com a situação (na realidade, sinto que fiquei mais stressada do que ela).

sábado, 28 de agosto de 2010

Razões para optar por vestuário biológico

Quando estava grávida da minha filha recordo-me de estar a passear pelo Centro Comercial Colombo, quando vi uma loja de vestuário biológico para bebé. Entrei, achei tudo muito bonito, mas assustei-me um pouco com os preços. Pensando que a bebé iria usar aquelas roupinhas por tão pouco tempo, segui em frente e acabei por comprar roupinhas mais convencionais. Hoje talvez me arrependa de o ter feito.

Na verdade, nem sempre a roupa que vestimos é a mais segura para a saúde. Actualmente são utilizados inúmeros pesticidas no cultivo das matérias-primas que depois são utilizadas na produção de tecidos. Por exemplo, só no cultivo do algodão são utilizados 25% do total de pesticidas usados a nível mundial. O grande problema é que, de acordo com inúmeros estudos, o recurso a este tipo de químicos está relacionado com certas patologias como: cancro, alergias e asma.

Já a matéria-prima cultivada em modo de produção biológico (MBP), em que não são utilizados produtos perigosos e sendo submetidos a rigorosos controlos, são mais saudáveis e mais amigos do ambiente (não contaminando águas).

Assim, não podia deixar de vos falar das vantagens do recurso ao vestuário biológico:
- As fibras naturais absorvem o suor, sendo mais respiráveis do que as fibras não-orgânicas;
- Os tecidos naturais são mais facilmente tingidos, pelo que não necessitam de tantos químicos como os tecidos sintéticos;
- O vestuário biológico previne irritações ou alergias na pele;
- As fibras naturais têm origem em fontes renováveis, podendo ser replantadas. Já as sintéticas são feitas a partir de petróleo, que não pode ser reutilizado;
- Os tecidos são naturalmente mais macios e confortáveis para a pele, e não por sofrerem um processo de amolecimento artificial, com recurso a produtos químicos;
- Os tecidos são mais resistentes do que os não-biológicos, pois as fibras não são destruídas por produtos químicos durante o seu crescimento e transformação;
- Na produção de tecidos naturais está proibido o recurso a mão-de-obra infantil e a trabalhadores em regime de escravidão.

No entanto, tenho de vos chamar à atenção para os factos pouco saudáveis relativos ao fabrico e uso da roupa convencional:
- as lavagens não fazem desaparecer os produtos químicos utilizados no fabrico da roupa convencional, porque estes estão completamente impregnados na roupa;
- quando transpira, alguns químicos que fazem parte dos tecidos são absorvidos pela pele;
- uma única gota de aldicarb (pesticida mais utilizado na produção de algodão convencional), é suficiente para matar uma pessoa;
- por cada hectar de algodão plantado é gasto cerca de um quilo de pesticidas;
- as plantações são regadas por águas que desaguam nos rios e mares, contaminando-os;
- as impressões plastificadas nos tecidos podem conter níveis elevados de ftalatos, reconhecidos por serem extremamente cancerígenos, o que implica que bebés que chupam e trincam as roupas, possam inadvertidamente ingerir estas substâncias;
- dos países maiores produtores de algodão tradicional, somente os EUA não recorrem ao trabalho infantil.

É claro que irão existir sempre pessoas a dizer que não existem provas concretas de que a roupa convencional apresente riscos relevantes para a saúde. No entanto, a título de exemplo, já foi reconhecido através de diversos estudos que a exposição ambiental a determinados químicos é responsável pela maior parte dos cancros. A questão é que esta doença pode levar entre 5 a 40 anos a desenvolver-se, pelo que nem sempre é fácil apontar o principal culpado em cada caso. Mas por algum motivo, os casos de cancro aumentaram subitamente nos últimos 50 anos, a par das alterações ambientais. Eu prefiro jogar pelo seguro, e apostar na prevenção.

Bom, mas para vos deixar boas notícias, chamo-vos à atenção para o facto de já existirem no mercado, peças de vestuário biológico, a preços mais acessíveis. Por exemplo a C&A já disponibiliza este tipo de artigos, optando por ganhar um pouco menos (pois este é um processo mais dispendioso), mas favorecendo a saúde do consumidor e a protecção do meio ambiente.

Creio que com pequenos passos podemos construir um mundo melhor e mais feliz para nós e para os nossos filhos. E se a saúde e o ambiente influenciam a nossa felicidade, tenho de subscrever as palavras do médico e investigador Michael Lerner, que abaixo transcrevo:

“Não podemos viver saudáveis num planeta doente”.
Michael Lerner

Foto: BabyBe

GOLDSMITH, S., Seja Ecológico Escolha Biológico, Civilização, Porto, Março de 2008; SERVAN-SCHREIBER, D., Anticancro - Um Novo Estilo de Vida, Caderno Editora, Alfragide, Agosto de 2008; "O Algodão (bio) Não Engana!" in revista Vida Saudável, Edimoto, Lisboa, Setembro de 2009.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

50 sugestões para momentos mágicos com os filhos

Já disse aqui algumas vezes, que procuro organizar semanalmente «o momento especial da semana», o que consiste basicamente na realização de actividades em família. Adoro estes momentos, pois para além de serem uma boa desculpa para estarmos todos juntos, acabo por proporcionar um pouco de «magia» à vida da minha filha.

Como estava sem ideias para esta semana, recorri à Internet e encontrei um artigo muito interessante que abaixo transcrevo. Espero que também vos ajude a proporcionar momentos mágicos aos vossos filhos.

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1 - Molengar - Passar a manhã na cama dos pais sem tomar banho, a comer bananas (nota minha: esta parte da fruta não me ocorreria) e a conversar.

2 - Ouvir histórias dos pais em pequeninos - Especialmente as menos edificantes, em que eles se portavam mal e fugiam à escola.

3 - Caçar gambozinos - Basta uma lanterna e um quarto escuro. A versão fantasmas também funciona bem, mas não com os muito pequeninos, que se assustam.

3 - Uma batalha de almofadas - É outro clássico, e tem a vantagem de só precisar de... pois, de almofadas, e de muita energia (nota minha: é impressão minha ou a autora deu duas sugestões com o número 3? Boa! Assim ficamos com um total de 51 dicas e não 50).
4 - Subir e descer escadas rolantes - Os pais citadinos provavelmente não acharão graça nenhuma a qualquer coisa que fazem todos os dias, mas as crianças continuam a vibrar imenso com umas escadas rolantes (nota minha: vá lá, a minha filha não é a única a apreciar esta actividade).

5 - Andar de eléctrico e de comboio - Eléctricos típicos já há poucos, mas vale a pena tirar uma manhã para fazer de turista e andar lá dentro a abanar uma bandeirinha e a dizer adeus.

6 - Atravessar o rio de barco - Qualquer rio serve: tem sempre um sabor de aventura. Antes de ir, pode contar uma história de piratas para apimentar a coisa.

7 - Fazer colecção de bichos - Leve-os a um sítio onde eles existam e deixe-o encher o bolso de joaninhas e bichinhos-de-conta. Claro que depois é melhor soltá-los.

8 - Subir aos monumentos e elevadores - Quase todos os miúdos amam o facto de estar mais alto do que o costume e ver o mundo de outra perspectiva.

9 - Bodeguices - Leve-os lá para fora ou cubra o chão com uma toalha impermeável e dê-lhes um bocadinho de farinha, arroz cru ou terra e água para fazer jantares de bonecas diferentes e com muitíssimo mais assunto que só tachinhos vazios.

10 - Bolas de sabão - Não há mais nada acrescentar. Funcionam sempre (nota minha: verdadinha... ando eu a gastar dinheiro em brinquedos caros, quando a Letícia parece preferir coisas simples como esta).

11 - Um piquenique - Não é preciso grandes preparos: sanduíches, sumos, toalha, um sítio bonito. Chove? Faça um piquenique dentro de casa.

12 - Acampar - Lá fora ou debaixo da mesa da sala. Não esqueça as lanternas.

13 - Uma sessão de cinema - Faça uma sessão de vídeo diferente, com pipocas e bilhetes como num cinema a sério.

14 - Um cachecol - Que tal ensinar as suas crianças (raparigas e rapazes) a tricotar?

15 - Uma família de papel - Se eles sabem desenhar bem, peça-lhes para desenharem uma família de bonecos de papel e depois recortem-nos.

16 - Uma caça ao tesouro - É sempre um sucesso absoluto, é facílimo de preparar, e dá para fazer com crianças de todas as idades. Espalhe pela casa papelinhos com pistas que eles têm de adivinhar, por exemplo: "Sou o sítio onde deitas a cabeça para dormir", de pista em pista até chegar ao ‘tesouro', que pode ser aquilo que quiser.

17 - Uma piscina de bonecas - Encha um alguidar com água, arregace-lhe as mangas, e deixe-a levar as Barbies à piscina.

18 - Uma toca - Quem tiver quintal pode fazê-la ao ar livre (enfim, quando não chover...) mas mesmo em casa é outro clássico que funciona sempre. Só é preciso algumas cadeiras e cobertores.

19 - Um baptizado - As Ritas e Joanas da sua filha já estão todas baptizadas? Não? Tem uma boneca nova? Então mãos à obra: façam bolinhos e refrescos, convidem a avó ou uma amiga para ‘madrinha', e façam a festa a rigor.

20 - Um guarda-roupa de teatro - Peça à mãe, às tias e aos avós roupa velha, sapatos de salto alto, acessórios e chapéus que já não queiram, e montem um verdadeiro guarda-roupa teatral. Depois é só transformarem-se noutras pessoas ao sabor da imaginação.

21 - Um banquete de reis e rainhas - Pode seguir-se às máscaras. Faça coroas de papel e quando estiverem todos bem coroados e ataviados, ponha a mesa e faça-os entrar no banquete. Pergunte-lhes de que país são reis e peça-lhes para inventar o nome.

22 - Um saco-mistério - Ponha um objecto pouco óbvio dentro de um saco. Primeiro, eles têm de apalpar o objecto pelo lado de fora. Se não adivinharem, têm de meter a mão no saco. Se mesmo assim não adivinharem, vá dando pistas.

23 - Uma praia artificial - Se não pode levá-los à praia de verdade, invente uma dentro de casa: espalhe as toalhas no chão, comam um gelado, tomem banho de alguidar ou então arranje um lençol azul e faça com que duas crianças criem uma ‘onda'.

24 - Uma casa assombrada - As crianças adoram assustar-se: sirva-se da sua imaginação para criar um percurso absolutamente aterrador. Pode pôr massa cozida, ossinhos de frango limpos e ketchup em várias tigelas, pendurar lençóis ou cortinas, acender velas, baixar a luz. Geralmente, a coisa funciona melhor aos pares: uma das crianças guia outra através da ‘casa assombrada', a criança vendada mete a mão nas tigelas e a outra diz-lhe que o que lá está são esqueletos, intestinos, etc. Não se esqueça da música aterradora.

25 - Uma dança tribal - O que é que desejam? Um dia de sol? Boas notas no teste de matemática? Peça a cada um que faça um desejo enquanto dançam à volta da mesa. Acaba sempre toda a gente a rir, mas não se esqueça de lhes dizer que, se não estudarem para o teste, bem podem pedir...

26 - Um passeio diferente - Dê-lhe um cesto para ir apanhando folhas caídas e pauzinhos engraçados e pedras. Em casa podem fazer uma colagem com tudo o que trouxeram.

27 - Um cadáver... esquisito - Lembram-se? Cada pessoa escreve três linhas e dobra as duas primeiras para que a seguinte só possa ler a última e continuar a partir daí (nota minha: que raio de nome deram a esta sugestão).

28 - Um tigre na selva - É o clássico jogo da apanhada, mas mais imaginativo: uma pessoa faz de tigre e a outra de caçador. Também funciona bem com ‘caça-fantasmas'.

29 - Um concurso de nódoas - Pois, é preciso roupa absolutamente para estragar. Mas vista-os de maltrapilhos, leve-os a um sítio onde se possam sujar à vontade e vejam quem consegue a maior e mais nojenta nódoa.

30 - Um álbum de família - Façam uma história da família, com fotografias ou desenhos e curiosidades sobre as pessoas. Como é que o tio Júlio conheceu a tia Ana? A avó Luísa casou vestida de noiva? Qual é o prato preferido do primo Paulo?

31 - Um brasão - Explique-lhes o que é um símbolo, peça a cada um para escolher algumas coisas que o representem - um bolo de chocolate? Um gato? Uma bola? - e peça-lhes que desenhem o seu brasão. Depois recorte e pendure na parede, ou ao peito de cada um.

32 - Uma exposição colectiva - Cada criança faz um ou vários desenhos e depois fazem todos uma exposição, com preços, bilhetes e guia. Convém que os ‘quadros' sejam baratinhos, não é, senão pobres pais...

33 - Uma radionovela - É muitíssimo divertido e não é complicado: só vai precisar de um gravador. Escolham uma história para ler e vejam com antecedência que efeitos sonoros podem fazer: água a cair num copo para uma cascata ou um rio, um par de sapatos para alguém a chegar, uma porta a bater para alguém que se vai embora, etc. Depois é só ler a história com os efeitos incluídos, e depois ouvir, e tornar a ouvir...

34 - Um programa de televisão - Aqui vai precisar de uma caixa de cartão de onde possa recortar o formato de uma televisão. Depois podem fazer uma grelha televisiva completa: ‘talk-shows', anúncios, telenovela, debates...

35 - Um fim diferente - E se a Branca-de-Neve tivesse comido uma laranja em vez de uma maçã? E se a Bela Adormecida tivesse acordado e visto um príncipe muito muito feio? E se a Cinderela não tivesse ido ao baile? As crianças mais pequenas não costumam achar graça a mudar uma vírgula sequer da história, mas as mais crescidas podem divertir-se a criar fins alternativos.

36 - Um instrumento - Descubra pela casa o que é que pode dar para fazer uma banda. Tampas de panelas? Colheres e copos? Baldes? Garrafas com areia? Duas pedras?

37 - Um concerto - Pode seguir-se à criação dos instrumentos. Façam ‘bilhetes', convide o pai, o cão, e as bonecas, e depois de todos sentados façam o concerto.

38 - Um festival da canção - ainda mais divertido porque cada um deles pode ser de um país diferente e vestir-se de forma que represente o seu país. Claro que se eles são pequeninos não vai pedir-lhes que cantem em francês ou inglês, mas cada um pode escolher a sua cantiga. Se houver um júri, mais divertido será. Pode haver vários prémios: o mais afinado, a melhor cantiga, o mais bem vestido, o que dançou melhor...

39 - Uma peça de teatro - Se tiver crianças imaginativas, elas mesmas podem inventar uma história para representarem. "Era uma vez um rei que foi para a guerra". Vistam-se a rigor, façam o cartaz a anunciar a peça, convidem os tios, e está o espectáculo montado.

40 - Um almoço de porcarias - Se as suas crianças comem geralmente bem, leve-as um dia ao supermercado e deixe-as escolher aquilo que lhes apetecer para o almoço. Depois ficam com dores de barriga? Talvez não. Pode ter uma surpresa...

41 - Um banho à luz das velas - Especialmente perfeito depois de um dia ocupado. Vá é com calma, um banho à luz das velas não pode ser à pressa.

42 - Uma máquina do tempo - Já foi testada por vários pais e resulta sempre bem a curto e a longo prazo: ponha dentro de uma caixa ou de uma mala fotografias, textos, recordações deste ano, e combine um prazo para tornar a abrir a caixa: para o ano ou daqui a dez anos? Quanto mais comprido o prazo, maior a surpresa...

43 - Um banco - Um deles fica com o banco onde estão as moedas maiores e as notas, os outros com as moedas pequenas. Vá fazendo perguntas básicas e quando eles responderem certo, dê moedinhas de cêntimos. Quando eles tiverem o suficiente, podem ir trocá-las ao banco por moedas maiores. Este é um excelente jogo para aprender a lidar com o dinheiro. Não se esqueçam é de lavar bem as mãos no fim...

44 - Um circo - Quem vai ser o palhaço? Quem vai ser o domador de cães (ou o cão?)? Quem vai ser a trapezista, o malabarista, o ilusionista, o vendedor de chocolates?

45 - Rimas - Peça-lhes para escolherem duas palavras que rimem e para depois fazerem uma frase. Pode ser ‘nonsense': "Quem tem um cão corre atrás do balão"...

46 - Fugir dos tubarões - Se não se importar de os ter a nadar por cima de mesas e cadeiras, faça um percurso onde ele nunca pode pôr os pés no chão (o ‘mar').

47 - Uma colecção de sonhos - Com o que é que sonhaste hoje? As crianças pequenas geralmente não se lembram. Mas com as mais crescidas, é uma boa terapia habituá-las a pensar nisso. Além de que há sonhos que dão imensa vontade de rir (nota minha: eu sei... tenho um primo que em pequeno, sonhou que estava a navegar pelo Tejo... numa casca de laranja).

48 - Adivinhar o filme - É o clássico jogo das charadas. Só podem falar com as mãos, o corpo, os olhos, e os outros têm de adivinhar que filme é aquele.

49 - Escrever ao espelho - Já repararam como ao espelho algumas letras ficam diferentes? Brinquem a mandar mensagens às pessoas que vivem do outro lado do espelho.

50 - Uma passagem de modelos - Abra-lhes o seu armário e deixe que eles se vistam e dispam com roupa, sapatos e acessórios dos pais. Depois afaste as cadeiras e a mesa e veja-os desfilar.
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Utilizando ou não estas sugestões, não deixem de proporcionar momentos mágicos aos vossos filhos. Um pouco de magia, de acordo com a autora Roni Jay, pode constituir um forte contributo para a felicidade dos vossos filhos.
Texto: Catarina Fonseca, revista Activa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Socorro!... Doem-me os dentes

O meu fim-de-semana foi completamente arruinado por uma terrível dor de dentes. Para agravar, sou uma daquelas pessoas que só se preocupa com a saúde quando está doente e só vai ao médico em último caso. Ai, ai... tenho muito que mudar...

Por outro lado, tenho o infeliz defeito de não usar fio dentário tantas vezes quantas devia. Se esta dor de dentes há-de trazer algo de positivo, há-de ser a minha nova resolução: passar a usar fio dentário todos os dias antes de deitar. Para tornar um comportamento num ritual são necessários entre 20 a 30 dias a repeti-lo, pelo que espero que daqui a um mês já me tenha redimido dos maus hábitos.

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Como não podia deixar de ser, quero deixar aqui umas dicas para manter uma boa saúde oral:
- Escove os dentes todos os dias após as refeições, durante cerca de 2 minutos;
- Utilize o fio dentário pelo menos uma vez por dia, antes da última escovagem (o fio consegue aceder aos resíduos alimentares que se alojam entre os dentes e que a escova não consegue alcançar);
- Troque de escova mais ou menos de 3 em 3 meses, de modo a que esta mantenha a sua capacidade de limpeza;
- Por vezes o dentista também pode indicar-lhe o uso de elixires orais, como complemento da pasta dentífrica;
- Evite os principais tipos de alimentos que provocam cáries dentárias: bebidas gaseificadas e doces;
- Visite o dentista anualmente e ao primeiro sinal de dor.

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Se chegarem ao ponto a que eu cheguei, eis algumas dicas para acalmar a dor de dentes, até chegarem ao consultório do dentista:
- Lave os dentes e passe com fio dentário, insistindo particularmente nos dentes que estiverem a doer (poderá resolver o problema quando a causa da dor estiver relacionada com restos de comida entre os dentes);
- Tome um medicamento com paracetamol, tendo em atenção que este só actua sobre a dor e não sobre a causa da mesma;
- Adormeça a dor bochechando com um pouco de uísque (comprovei que resulta mesmo, pena que por pouco tempo);
- Adicione uma colher de sopa de sal grosso a um copo de água morna e bocheche com esta solução;
- Massaje a zona dorida e coloque um saco de gelo sobre a zona dos dentes que dói, durante cerca de 5 minutos;
- Aplique uma gota de óleo de cravinho (pode ser comprado em farmácias e ervanárias) sobre o dente que tem dor, procurando não a ingerir;
- Não utilize o dente para mastigar.

Em jeito de conclusão, o melhor remédio para a dor dentes ainda é a prevenção. Tenho de sublinhar isto, porque a saúde pode contribuir para a felicidade... temos é de lhe dar o devido valor.

sábado, 21 de agosto de 2010

Temos artista...

Num dia desta semana, estávamos a festejar o aniversário do meu pai, quando a minha pequena nos fez rir a todos.

Pediu-me um fio que trazia ao pescoço, foi buscar uma espécie de xaile de Verão e enfeitou-se com aquela indumentária. Depois, na presença de tios, avós e papás, voltou-se para todos e disse: "Senhoras e senhores, meninas e meninos, eu vou apresentar... (alguns gaguejos aqui)... vou apresentar um espectáculo!". Depois seguiu-se o «espectáculo»; com um gestos efusivos ela dizia: "Temos todos de ter muito cuidadinho com o leão, o macaco e a girafa!". Enquanto ríamos à gargalhada e batíamos palmas, ela fez uma vénia e disse sorridente "Muito obrigada, meus senhores!".

Então é isto que os avós lhe ensinam...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Síndrome pós-férias

Este ano apesar de ter estado de férias no Verão, só fui para fora em Maio e irei em Outubro... Sinto aquele desejo bom de antecipação e já sonho com aqueles dias de profundo relaxamento. No entanto, tenho consciência que grande parte das pessoas aproveitam o Verão para sair do seu ambiente habitual.

O pior, muitas vezes, é o regresso. Quantos de nós já sentimos uma certa angústia, tristeza, apatia e até cansaço, no regresso de umas férias relaxantes? Se já sentiu isto, provavelmente está a sofrer de síndrome pós-férias que, segundo alguns estudos, afecta cerca de 35% dos trabalhadores (com maior incidência nas mulheres).

Assim, para que o vosso regresso ao trabalho corra da melhor maneira, deixo-vos aqui algumas dicas para superarem o síndrome pós-férias:
1) Tente regressar uns dias antes do retorno ao trabalho, para se adaptar de novo à sua rotina anterior (comece a dormir e a comer às horas habituais).
2) Distribua as suas férias em vários períodos do ano, e não somente no Verão.
3) Estimule a produção de serotonina (a chamada «hormona da felicidade»), através da realização de exercício físico e da ingestão de alimentos como bananas, laranjas, cereais integrais, peixes gordos e frutos do mar, chocolate amargo e legumes coloridos.
4) Prolongue a sensação de férias, realizando algumas das actividades que o ocuparam durante esse período. Se passou férias na Turquia, que tal sair para comer um Doner Kebab? Ou que tal fazer uma visitinha a um SPA local?
5) Concentre-se nos aspectos positivos do trabalho: nos amigos, nas regalias, na garantia de ter um salário ao fim do mês numa época de tanto desemprego;
6) No regresso ao trabalho comece por realizar as tarefas mais urgentes, deixando o que não for imprescindível para mais tarde (vá acelerando aos poucos).
7) Nos primeiros dias de trabalho, tire dois minutos de “férias mentais” de duas em duas horas. Procure ficar sozinho, feche os olhos e imagine-se no lugar mais fascinante por onde passou. Inspire e expire três vezes, enquanto relaxa os ombros e o pescoço.
8) A vida não é só trabalho, pelo que tente encontrar outros desafios para além do emprego: tocar um instrumento, dedicar-se à fotografia… ou escrever um blog (porque não?).
9) Tenha uma agenda onde registe actividades especiais a realizar (aniversários, viagens, jantares, etc.).
10) Tente fazer uma actividade especial em cada semana do ano: sair ao fim-de-semana para um sítio bonito, conhecer um restaurante diferente, realizar uma actividade que nunca tenha experimentado, ir ao cinema, sair com amigos…
11) Comece de imediato a planear as próximas férias (esta agrada-me!).
Resta-me desejar que façam umas boas férias e que tenham um bom regresso!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A influência do ambiente na nossa felicidade

Tenho de confessar... o aspecto que mais pesou na compra da minha casa, foi a sua vista (na foto acima exposta, um amanhecer da minha varanda). Acredito que o ambiente que nos rodeia pode realmente influenciar as nossas emoções, quer pela positiva, quer pela negativa. Por vezes entro em casas de pessoas cujo ambiente é tão pesado e sombrio, que não consigo evitar um certo desconforto. Já noutras casas, o ambiente é tão agradável e acolhedor, que parece convidar-nos a ficar.

Investigadores britânicos da London School of Economics resolveram estudar isso mesmo. Através de um aplicativo para iPhone, o Mappiness, irão tentar descobrir qual a influência do ambiente na felicidade humana. O dispositivo irá verificar, entre outras variáveis, se a poluição, o ruído, as condições meteorológicas e os espaços verdes podem afectar o estado emocional das pessoas.

Não sei qual será o resultado desta investigação, uma vez que só foi lançada na passada Segunda-feira, mas tenho uma suspeita... Penso que o ambiente onde estamos deve fazer toda a diferença. Não deve ser por acaso que um aspecto comum aos países ricos e pobres mais felizes, é o facto de terem paisagens deslumbrantes. Para mim, um bom ambiente faz toda a diferença.

Caso tenham interesse em conhecer melhor este projecto, cliquem aqui.

Foto: Mafalda S. - Vista da minha varanda
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