segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Pensamento/Lema da semana #415


"Uma criança amada tem mais hipóteses de ter um cérebro mais desenvolvido. 
Alguns estudos da Universidade de Harvard 
revelam como o amor ou a falta dele 
consegue afectar o desenvolvimento cerebral, 
inclusivamente temos «ligações» que podem nunca funcionar 
em consequência da falta de amor e de uma relação de vinculação estável." 
Ana Manta

Foto: Jill 111
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Pensamento/Lema da semana #414


"Uma atitude positiva origina uma reacção em cadeia
de pensamentos, acontecimentos e resultados positivos.
É um catalisador e desencadeia resultados extraordinários."
Wade Boggs

Foto: Klimkin
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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Pensamento/Lema da semana #413


"Descobri que o mais alto grau de paz interior 
decorre da prática do amor e da compaixão. 
Quanto mais nos importamos com a felicidade de nossos semelhantes, 
maior o nosso próprio bem-estar. 
Ao cultivarmos um sentimento profundo e carinhoso pelos outros, 
passamos automaticamente para um estado de serenidade. 
Esta é a principal fonte da felicidade." 
Dalai Lama

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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Porque precisas de auto-compaixão na tua vida #1


“O relacionamento mais importante da tua vida 
é o que tens contigo mesmo.” 
Diane von Furstenberg

Há anos que estudo artigos e livros de Psicologia Positiva. Mas só recentemente me deparei (ou prestei a atenção) à temática da auto-compaixão. Ter compaixão pelos outros foi algo que sempre considerei importante, mas... compaixão por mim mesma? Não, não me passava pela cabeça.

Na verdade, sempre fui demasiado crítica comigo. Sempre tive tendência para encontrar um ou outro defeito, talvez pela minha tendência para o perfeccionismo. E, acredita, nada disto contribui para a felicidade.

E tu, já pensaste nisso? Será que és demasiado duro/a contigo? Já pensaste em sentir a mesma compaixão que tens pelos outros, contigo mesmo/a?

O porquê de tanta auto-crítica negativa?


As raízes desta auto-crítica encontram-se na infância.

Quantas vezes a balança entre as críticas e o incentivo pesou mais para o lado das críticas? Muitos de nós fomos ensinados, mesmo que sem intenção, que o auto-julgamento e a auto-crítica irá tornar-nos melhores e levar-nos a cometer menos erros. Que o facto de sermos muito exigentes connosco e, de ambicionarmos chegar próximo da perfeição, é a melhor forma de alcançarmos o sucesso.

Existem ainda outros mitos em torno da auto-compaixão. Com alguma frequência, é confundida com uma atitude egoísta ou arrogante, com auto-indulgência, ou simplesmente com uma desculpa para os nossos erros.

O resultado disto é que quando não gostamos de algo em nós ou cometemos algum erro, somos demasiado duros/as. Acabamos sempre focados/as no que está errado e desvalorizamos o que temos ou fazemos de bom.

E isto é um autêntico disparate! Vários estudos têm vindo a demonstrar que a auto-crítica excessiva tende a deixar-nos desmotivados e mal preparados para lidar com desafios. Quando não nos sentimos bons/boas o suficiente, podemos ser conduzidos/as a uma baixa-autoestima, à ansiedade e até à depressão. 

Logo, é mais que claro que este não é o caminho ideal para o sucesso. Mas... e se tentasses ser mais amável contigo? Se optasses pelo caminho da auto-compaixão?

Mas o que é isto da auto-compaixão?


A auto-compaixão é a capacidade de sermos compreensivos/as e gentis com nós mesmos/as, sem nos julgarmos ou criticarmos excessivamente. Isto significa que devemos tratar-nos do mesmo modo que trataríamos alguém querido, se este se confrontasse com momentos difíceis, desafios, falhas ou inadequações.

Segundo a Dr.ª Kristin Neff, professora da Universidade do Texas e criadora da Escala da Auto-Compaixão, esta implica 3 aspectos:
1) Seres gentil contigo mesmo/a – significa que deves reconhecer que tu, tal como as outras pessoas, não és perfeito/a e que todos nós passamos por dificuldades. Aceita que isto é inevitável! Não ignores a tua a dor, nem te julgues severamente. Opta por seres gentil e compreensivo/a.
2) Seres humano/a – implica que reconheças que o sofrimento, a inadequação, as perdas, os obstáculos, o fracasso e as imperfeições, fazem parte da condição humana! Logo, não acontecem só contigo.
3) Observares com atenção plena (mindfulness) – olha os teus problemas como se fosses uma pessoa externa. Não os exageres, nem os ignores. Simplesmente aceita-os tal como são, sem julgamentos. Desta forma, terás mais capacidade para te ajudares a ti próprio/a.

Quais as consequências da falta de auto-compaixão?


Estudos recentes têm demonstrado vários malefícios da falta de auto-compaixão, nomeadamente:
- tendência para níveis de stress mais elevados;
- maior risco para de ansiedade e depressão;
- menor capacidade para implementar estratégias de coping;
- mais probabilidade de nos sentirmos desmotivados;
- mais dificuldade em lidar com os desafios da vida;
- mais probabilidade de ter uma baixa auto-estima.

Quais os benefícios da auto-compaixão?


Estudos têm comprovado também os benefícios da auto-compaixão, quando esta se torna um hábito na nossa vida: 

- maior aceitação de si mesmo/a – isto significa que a pessoa tem menos tendência para fazer críticas destrutivas a si mesma, incluindo generalizações negativas (como “Só faço asneiras, só podia dar este resultado.”). Tende a não dramatizar, pois encara os problemas e erros como parte da condição humana. 

- uma auto-estima saudável – tem uma imagem mais positiva de si, incluindo da sua capacidade para alcançar objectivos. Sente-se mais seguro/a e menos ameaçado/a pelas próprias falhas. Num estudo, mulheres com mais auto-compaixão, aceitavam melhor as suas imperfeições físicas e tinham uma imagem mais positiva do seu corpo (independentemente do seu IMC).

- maior bem-estar emocional – a auto-compaixão ajuda a pessoa a ser mais resiliente. Em consequência, sente menos stress e emoções negativas. Sofre menos! Isto leva a uma maior estabilidade emocional e a mais saúde mental (tem menos probabilidades de sofrer sintomas de ansiedade ou depressão).

- melhor saúde em geral – ser pouco auto-compassivo gera stress e este faz com que o organismo liberte hormonas imunossupressoras (que diminuem a actividade imunológica). Daí a importância da auto-compaixão, que tem o efeito contrário: menos stress = sistema imunitário mais forte, e, em consequência, mais saúde para o organismo.

- melhores relacionamentos – a pessoa com mais auto-compaixão, tende a reunir características que favorecem os relacionamentos, tais como: ser atencioso/a, solidário/a, disposto/a a comprometer-se, com mais capacidade para perdoar e para pedir perdão. Verificou-se que apesar de tudo, quando a relação não resulta, se houver divórcio, a pessoa recupera-se mais facilmente e num espaço mais curto do que alguém menos auto-compassivo. 

- mais capacidade para responder adequadamente aos desafios da vida – isto significa que consegue dar respostas mais saudáveis e adaptativas (olhando os problemas exactamente como são, sem os ampliar ou ignorar, mas concentrando-se na sua resolução).

- mais capacidade e motivação para atingir objectivos – a ideia de que a auto-compaixão leva à auto-indulgência, à preguiça ou à falta de motivação é um mito. Estudos provam justamente o contrário! A auto-compaixão favorece a motivação. A pessoa sente-se responsável pelas suas atitudes e tem mais tendência para ir à luta e tentar uma e outra vez. Por outro lado, quando não atinge os objectivos, não faz disso um drama (simplesmente porque se valoriza com base nas suas características pessoais e não pelo grau de sucesso que consegue atingir).

- mais capacidade para o crescimento pessoal e auto-aperfeiçoamento – a auto-compaixão permite ver as coisas com mais clareza e assumir responsabilidade face ao próprio comportamento. A pessoa por aceitar as suas falhas como humana que é, é mais propensa a agir para melhorar e a auto-aperfeiçoar-se.

- mais felicidade – a auto-compaixão leva a uma maior sensação de bem-estar geral, pelo que é um importante indicador da satisfação com a vida. Estudos confirmaram que as pessoas mais auto-compassivas são igualmente mais felizes, gratas e optimistas.

««»»

No próximo post sobre a «auto-compaixão» irás descobrir o seguinte:
- quais os sinais que indicam que precisas de mais auto-compaixão na tua vida;
- sugestões para desenvolveres a auto-compaixão.

Até lá!...

Fotos: 1.ª brenkee; 2.ª Foundry; 3.ª e 5.ª Free-Photos; 4.ª Ultra Nancy.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Pensamento/Lema da semana #412


"A boa notícia 
é que há um grande número de circunstâncias internas sob nosso controle voluntário. 
Se decidirmos mudar 
(e tenha em mente que nenhuma dessas mudanças ocorrerá sem um esforço real), 
nosso nível de felicidade provavelmente aumentará 
de forma exponencial e duradoura." 
Martin Seligman


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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Shinrin-yoku, um livro sobre o poder terapêutico da Natureza

Assim que li sobre Shinrin-yoku, apaixonei-me completamente. Na altura comecei a praticar e até escrevi um post sobre o tema.

Shinrin-yoku é uma expressão japonesa que significa literalmente «banho de floresta». O professor Yoshifumi Miyazaki da Universidade de Chiba no Japão e autor deste livro, aproveitou esta expressão para nomear uma nova terapia que usa o poder terapêutico da Natureza para prevenir doenças associadas ao stress.

Miyazaki estuda os efeitos da Natureza na redução do stress e a sua investigação, bem como várias sugestões práticas estão reunidas neste livro: "Shinrin-yoku. A terapia japonesa dos banhos de floresta que melhora a sua saúde e bem-estar".

Mas vamos falar do livro...

Em primeiro lugar é uma obra lindíssima, com imagens deslumbrantes, o que por si só nos relaxa.


Quanto ao conteúdo, o autor começa por fazer uma pequena introdução, onde explica o que é o Shinrin-yoku e porque precisamos dele. Conta-nos também um pouco da sua história.


Nos capítulos seguintes, aborda os seguintes temas:

1. O conceito de terapia da Natureza (os objectivos e benefícios desta terapia, os efeitos no nosso organismo das pressões do mundo moderno, como funcionam o sistema nervoso simpático e o parassimpático, tipos de doenças associados ao stress e porque é que a Natureza reduz o stress).

2. A relação do Japão com a Natureza (mostra como a relação com a Natureza é diferente entre japoneses e ocidentais, fala da estética japonesa, da geografia do Japão e das suas florestas, da investigação ao nível das terapias da Natureza).

3. A prática do Shinrin-yoku (exemplos de actividades de terapia na floresta, qual a melhor terapia para cada pessoa, exemplos do que se pratica em vários centros de terapia da floresta no Japão, o que as crianças podem aprender na Natureza e os benefícios desta para as crianças).

4. Trazer a floresta para perto de casa (a importância de incluir a Natureza nos espaços urbanos e exemplos de onde isso se passa, a terapia da madeira, com os bonsais, com plantas e flores, como purificar o ar com plantas de interior e os óleos essenciais).

5. A ciência por detrás da terapia da Natureza (como medir com precisão o stress ou o relaxamento num dado momento, descrição de vários estudos que se realizaram sobre a terapia da floresta, a terapia no parque e outras terapias da Natureza).

6. O futuro da investigação da terapia da floresta (o que falta estudar e as lacunas que ainda necessitam de ser resolvidas, outras investigações que estão a ser feitas pelo mundo).


Ao longo do livro encontramos várias frases inspiradoras de grandes pensadores, com imagens de fundo encantadoras.


É uma delícia folhear este livro de capa dura. Quase todas as páginas têm alguma imagem encantadora da Natureza.


O livro contém vários exemplos de actividades de terapia na floresta. Nestas são indicados os seus benefícios e é explicado como se podem praticar.


Para melhor percebermos a parte da investigação científica da terapia da floresta, são incluídos esquemas, tabelas ou gráficos. Em cada estudo, são-nos dadas explicações sobre quem testaram, o que testaram e os resultados.


Um livro com sugestões acessíveis, que podemos facilmente implementar. Com estas podemos reduzir o stress e relaxar (sendo que o próprio livro, já é um meio para o relaxamento... falo por mim). Em suma, adorei.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Pensamento/Lema da semana #411


"Concentre-se na viagem, não no destino. 
A alegria não está na conclusão de uma actividade 
mas na sua execução." 
Greg Anderson

Foto: Pexels
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