sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Férias... finalmente!

Finalmente... vou de férias!

Vou prolongar um Verão que já passou, saborear a delícia da comida à beira-mar, confortar a alma em massagens relaxantes, exercitar o corpo em paisagens verdejantes, ver o pôr-do-sol e repartir todos estes prazeres com a minha família.

Por cá, espero que aproveitem ao máximo a vida e tomem a decisão de serem felizes. Fala-se em crise, mas reza a história que após um ciclo de dificuldade, surge um outro de prosperidade. É preciso ter força e acreditar que a mudança começa em nós.

Sejam felizes e até ao regresso!

Foto: google images - Autor não identificado

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A malfadada crise

Ontem estava a sair do trabalho, quando me encontrei com uma utente da Instituição onde trabalho. Tal como muitos outros idosos, carregava um saco com cerca de 90 € de medicamentos. Parte deles irão deixar de ser comparticipados a partir de 1 de Outubro. O seu rosto era de desespero, pois as despesas de saúde são elevadíssimas comparativamente à sua miserável pensão (isto mesmo tendo já o acréscimo do apregoado Complemento Solidário para Idosos).

Estas sim são situações que me deixam desiludida com o nosso país, este mundo real com que me deparo diariamente.

Para este país melhorar, todos temos de colaborar - sou uma acérrima defensora desta ideia. No entanto, não posso de todo concordar com o facto de serem sempre as mesmas pessoas, a sofrerem as consequências da crise económica. Ninguém merece ter por sina a infelicidade. É um fardo demasiado pesado.

Para sermos efectivamente um país mais feliz, é preciso ter coragem política para tomar medidas que melhorem o funcionamento do nosso sistema. É necessário fazer com que todo um povo volte a ter esperança, acredite nas suas capacidades e sobretudo, creia em que vale a pena lutar por um futuro melhor. O meu apelo aos senhores políticos, é o seguinte:

- acabem de uma vez por todas com a desigualdade na distribuição de riqueza - 25 milhões de euros de pensões distribuídos por 5.581 pessoas, quando a média das pensões nacionais é de 300 € mensais, chega a ser uma ofensa. E para quem trabalha, é inadmissível a desigualdade entre a evolução de carreira entre o sector público e o privado (uma pessoa que esteja a desempenhar as minhas tarefas, mas com 25 anos de carreira, tem um vencimento de 1.300,00 € ilíquidos no sector privado, enquanto que a nível estatal teria quase 3.000 €). Isto para não entrar em detalhes acerca dos já tão falados salários milionários... a desigualdade é mais que muita;

- deixem-se de despesas que não são prioritárias - insistir com a questão do TGV, aquisição de carros topo de gama (para cúmulo mais caros do que os preços praticados no mercado), etc., etc., não é justificável nesta fase;

- tomem medidas anticorrupção - nem vou entrar em pormenores, basta abrir o jornal e pensar em quantas pessoas acusadas deste género de crime e até condenadas, continuam à solta (vivam os recursos!...);

- criem legislação que torne a justiça eficaz - a ineficácia actual confere um sentimento de impunidade aos criminosos e a desmotivação da polícia ("que sente que anda a trabalhar para nada, pois os criminosos acabam por não cumprir as condenações", segundo palavras dos próprios agentes quando fui assaltada);

- não desajudem aqueles que contribuem para a riqueza do país, ou seja, as empresas - impostos altíssimos, ineficácia da justiça quando existem dívidas para com as empresas, combustíveis a preços elevadíssimos e portagens quando não existem vias alternativas, é sim um desincentivo;

- promovam o equilíbrio entre a vida familiar e laboral, bem como uma educação de qualidade - as licenças de maternidade actuais são curtas (comparem com os países nórdicos), aos professores necessita ser reposta autoridade (sem cair em extremos, claro), há falta de disciplinas que eduquem para criar adultos vencedores (mais educação para a saúde, para o positivismo, financeira, para a defesa do ambiente, etc., etc.).

Acredito que é possível melhorar a situação do país, mas a acção tem de partir também de cima. Podemos e devemos seguir as boas práticas dos países mais felizes do mundo, pois têm algo para nos ensinar. Quanto a mim, vou tentar acalmar aquela idosa e fazer a minha parte para melhorar a situação actual. O contributo deve ser de todos.

P.S. Não fiquem já a pensar que tenho alguma afiliação política, porque não tenho. Mas tinha que desabafar.

Foto: Google images - Autor não identificado

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pensamento da semana #2


"O que você deixa para trás
não é o que é gravado em monumentos de pedra,
mas o que é tecido nas vidas de outros."
(Péricles)












Foto: Danielle Lacerda

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Como cumprir resoluções que o façam feliz

Existem algumas resoluções que sabemos à partida, que se as cumpríssemos, nos tornariam mais felizes. Por exemplo começar uma dieta para ficar mais magro (devo ser a única que às vezes faz dieta, mas para ficar mais gorda), tornar-se mais organizado (é uma chatice viver no meio da confusão), fazer uma alimentação mais saudável (esta é uma das resoluções que preciso de tomar), deixar de fumar, etc.

Eu, tal como muitas pessoas, era perita em começar a cumprir as minhas resoluções e abandoná-las pouco tempo depois. O meu entusiasmo inicial era substituído por uma apatia inexplicável, que me levava a desistir dos ansiados objectivos. E porquê? Talvez nem fosse culpa minha, mas a estratégia que estava a utilizar estava totalmente errada.

Hoje sou bem mais cumpridora. Por exemplo, uma das minhas resoluções foi dispensar 30 minutos do meu tempo diário para pesquisar sobre o tema da felicidade. Assumindo a atitude certa, tenho conseguido cumprir esta resolução desde há uns bons meses. E o melhor, é que realmente me está a fazer mais feliz.

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Vou partilhar convosco dicas para cumprirem resoluções que vos façam felizes, aquelas que comprovadamente dão certo:

- Identifique as resoluções que quer passar a cumprir e anote-as por escrito;

- Das resoluções identificadas, seleccione, no máximo duas – de acordo com Tal Ben-Shahar, não se devem iniciar mais de duas resoluções de uma vez. Para ter sucesso, necessita de tornar estes comportamentos em hábitos, antes de tentar cumprir novas resoluções;

- Redija um plano, onde inclua as tarefas necessárias para concretizar a sua resolução e respectivas datas para a sua realização;

- Quando o que pretende é alcançar um grande objectivo, divida-o em pequenas metas e atribua uma recompensa a si mesmo a cada sucesso alcançado (uma viagem, uma compra, um ponto anotado no seu caderno, etc.) – segundo Richard Wiseman, o alcançar de metas mais pequenas será uma motivação para lutar por um objectivo maior – é mais fácil perder 500g num mês, do que pensar em perder 6 Kg num ano;

- Seja específico na descrição das metas menores – se o seu grande objectivo é praticar uma alimentação mais saudável, especifique na meta mais pequena, que irá passar a comer pelo menos três peças de fruta por dia;

- Deve ritualizar o comportamento escolhido para cumprimento da sua resolução, realizando-o todos os dias – estudos indicam que o mais difícil é cumprir a sua resolução nos primeiros 21 dias, mas se conseguir passar esta barreira (com muita autodisciplina, diga-se), conseguirá encarar a sua resolução como um hábito da vida diária (tal como pentear o cabelo: todos nos penteamos – ou quase todos - mas já nem paramos para pensar que temos de o fazer, é quase um gesto automático da nossa rotina diária).

- Mantenha um caderno onde registe os sucessos alcançados, focando-se nos benefícios que isso lhe trouxe – anotar os progressos diários pode ser um incentivo ao cumprimento da sua resolução;

- Peça apoio às pessoas que lhe são próximas para o ajudar a cumprir a sua resolução – comentários de gozo por parte dos «amigos», quando um homem quer deixar de beber, poderão desmotivá-lo;

- Compartilhe os seus sucessos e/ou possíveis recaídas, com quem esteja a lutar pela concretização das mesmas resoluções – através de fóruns da Internet, grupos de ajuda, etc.

- Se tiver uma recaída, ou não conseguir alcançar um objectivo na data prevista, não desista, reajuste o seu plano e delineie outros prazos ou tarefas para alcançar os seus objectivos.

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Resta-me desejar boa sorte no cumprimento das vossas resoluções. Eu pude comprovar de que isso é possível.

Foto: Google images - autor não identificado

Fontes: BEN-SHAHAR, Tal-Ben; Aprenda a Ser Feliz; Lua de Papel, 1.ª Edição; Maio de 2008.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Agarra que é ladrão!

O meu pai tem um vizinho economista que nas horas vagas se ocupa a criar umas galinhas. Deixa-as soltas num quintal e há noitinha vai tratar delas.

A Letícia, que é uma observadora atenta, quando passa junto do tal quintal pede sempre ao avô para espreitar as galinhas. Ela espreita, fica encantada com a balbúrdia de cacarejos e depois segue caminho.

Há uns dias atrás, a um Domingo, íamos as duas a passear junto do tal quintal, quando ela fica atónita ao ver um homem no meio da galinhagem. Indignada, fez uma cara de zangada, aponta para o senhor e grita alto e a bom som "Mamã! Olha o malandro do homem a roubar as galinhas". Bem... fiquei tão embaraçada... tentei explicar-lhe que o senhor era o dono dos animais, que estava a tratar delas, etc. etc.

Apesar de mil e uma explicações da minha parte, não ficou muito convencida. Pôs as mãos à cintura, e com um olhar ameaçador, entoou um "Hum!" de dúvida, como que a dizer "Eu calo-me porque a mamã pediu, mas olha que estou de olho em ti!".

E pronto, lá conheci mais uma faceta da minha filha. Apesar do engano, ao menos é honesta... os ladrões que se cuidem!

Foto: Nina Miller

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sou mais feliz sendo eu mesma

Quando pesquiso sobre a felicidade, tento colocar o que aprendo em prática. Verdade seja dita: nem sempre sou boa nisso. Mas já noto que a minha vida começa a mudar para melhor. Não faço um drama a cada problema que surge e tento encontrar um lado positivo em tudo (só sou superada pelo cansaço, aí não há positivismo que me valha).

Esta semana, numa tentativa de seguir as dicas para aumentar a auto-estima, pensei em melhorar a minha aparência. É que eu sou muito imprevisível, tanto se me dá para andar de top e jeans, como me lembro de me aperaltar toda (a segunda hipótese deixa-me mais feliz, mas por vezes não tenho paciência para isso). Então, pela primeira vez (verdadinha, foi mesmo a primeira), fui comprar de uma só tirada as revistas Vogue e Elle. A ideia era ficar por dentro das actualidades do mundo da moda.

Apesar de ficar a saber que as tendências vão ser as lãs e as imitações de pele de leopardo, isso não me deixou mais feliz. Uma coisa é ter ideias sobre melhorar a minha aparência, outra é ler uma revista inteirinha só sobre esse assunto. As revistas em questão que me perdoem, são muito giras e tal (estou a ser sincera), mas não são para mim.

Conclusão: sou mais feliz sendo eu mesma. Eu aprecio revistas que têm, necessariamente, vários temas: saúde, moda (também), dinheiro, histórias de vida, dicas de desenvolvimento pessoal, etc., etc. Essa sim sou eu, não há volta a dar-lhe. Qualquer dia começo a comprar a The Oprah Magazine, essa sim era capaz de prender a minha atenção.

Foto: Google images - autor não identificado

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pensamento da semana #1


"Temos de nos tornar na mudança que queremos ver".
Mahatma Gandhi












Foto: Google images - autor não identificado
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