quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vou-me ausentar…

… sim, é só esta semana, mas vai mesmo ter de ser.

Trabalhei no fim-de-semana passado, a filhota apanhou a «malvada» de uma virose e eu não tive tempo para agendar posts.

Mas voltarei em breve, pois a blogosfera faz-me falta! Desde que comecei a escrever e a ler também os vossos cantinhos, sinto que melhorei enquanto pessoa. Hoje (estou a ser muito sincera), sinto-me muito mais feliz do que há um ano atrás. OBRIGADA a todos por isso!

E agora vou dar miminhos à filhota, que ela está a precisar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #60

"A felicidade é o significado e o propósito da vida,
todo o objectivo e finalidade da existência humana
".
Aristóteles

Foto: Google images - Autor não identificado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Organizadores ou o combate ao stress em casa

A nossa casa poderá contribuir para a nossa felicidade, desde que a sintamos como um lugar acolhedor, onde possamos relaxar do stress do dia-a-dia.

Por oposição, uma casa com objectos em excesso e demasiada desorganização, conduz a uma sensação de sufoco, provocam-nos stress e ainda nos retiram tempo precioso em família (só o tempo perdido à procura das chaves ou a arrumar tralha que veio não sei de onde...).

Os organizadores combatem justamente a desorganização e após a minha pesquisa sobre organizadores na despensa, resolvi adquirir alguns (pouquinhos, mas com o tempo irei arranjar mais uns tantos).

Ao lado podem ver os cestinhos que comprei para a minha despensa (cerca de 2 € cada). Para além de ficar mais bonito, reparo que servem para limitar os produtos que coloco lá dentro (quando o cesto está cheio, não autorizo a entrar lá mais nada!). Assim, evito compras desnecessárias e não permito que uns produtos «voem» de umas prateleiras para outras (comum cá em casa, especialmente na área dos produtos de limpeza, quando a empregada passa por cá - ai aquela malandra!).

Por enquanto, só tenho estes cestinhos, mas quero adquirir mais organizadores (creio que estou a ficar organizadoromaníaca).

Depois comecei a olhar para o roupeiro da Letícia e por baixo dos casaquinhos havia um monte de colchas, mantinhas e lençóis amontoados (quando precisava de alguma coisa, era uma aventura retirá-la sem derrubar nada). Assim, resolvi aproveitar o espaço comprando um bloco de gavetas (a cor é um bocado forte, mas como só me custou cerca de 20 euros... vivam as lojas chinesas!).

Não imaginam a diferença! Agora está tudo acessível e com ar arrumado. E também me pergunto: "Mas como é que não reparei, que havia tanto espaço no armário?"

P.S. Sim, parece que a minha filha já anda na «fase» dos posters. Mas a Moranguinho só teve direito a ficar dentro do armário... ai dela que saia dali para as paredes!

Um excelente fim-de-semana!

Fotos: Mafalda S.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O poder de um sorriso

Todas os dias dedico algum tempo a visitar os idosos da minha Instituição. Passeio pelas salas, pergunto como estão, ouço os seus desabafos ou alegrias e desejo-lhe os bons dias... com um simples sorriso.

Até há um tempo, não me apercebia do verdadeiro poder do sorriso. Não pensava que esse pequeno gesto fizesse assim tanta diferença. Mas um certo dia, o "Ti Manel" (chamemos-lhe assim), pegou-me na mão e disse-me: "Tenho de lhe dizer que o seu sorriso matinal, ilumina o resto do meu dia. Pode até ter mil e um problemas (disfarça bem!), mas tem sempre um sorriso para nos dar. Acredite que me fico a sentir melhor, obrigada por isso!". Com um comentário destes, eu própria «ganhei o dia» (e distribuí certamente mais sorrisos do que o habitual).

Acredito piamente que a nossa simpatia, humor e sorriso, podem espalhar sementes de boa energia, um pouco por todo lado.

Isto recorda-me uma outra história, descrita no livro "Inteligência Emocional" de Daniel Goleman, ora vejam:

"Era uma tarde de Agosto em Nova Iorque, insuportavelmente quente e abafada, um daqueles dias em que o suor e o desconforto tornam as pessoas taciturnas e irritadiças. Eu estava de regresso ao hotel e quando entrei no autocarro, em Madison Avenue, fui surpreendido pelo condutor, um negro de meia idade com um sorriso entusiasta, que me acolheu com um amigável «Viva, como vai isso?», saudação que dirigiu a quantos iam entrando enquanto o autocarro ia avançando a passo de caracol por entre o denso tráfego da Baixa. Todos os passageiros ficavam surpreendidos como eu e, fechados no sombrio estado de espírito que o dia propiciava, poucos respondiam ao cumprimento.

À medida, porém, que o autocarro ia progredindo lentamente pelas ruas, ocorreu em todos nós uma gradual e mágica transformação. O condutor manteve um incessante monólogo em nosso proveito (...). Quando as pessoas saíam do autocarro, já sacudidas para fora da sombria concha onde se tinham fechado, e o motorista lhes lançava um «Até à vista, tenha um óptimo dia», todos lhe respondiam com um sorriso. (...)


(...) imaginando o virús de boa-vontade que deve ter-se espalhado pela cidade, transportado pelos passageiros do autocarro, compreendi que aquele motorista era uma espécie de pacificador urbano, um mago dotado do poder de transmutar a saturnina irritabilidade que envolvia os seus semelhantes, de suavizar-lhes e abrir-lhes um pouco o coração".

É verdade, um simples sorriso pode mudar muita coisa. Quanto a mim, decidi, vou sorrir mais vezes.

Foto: Ellyn Rivers

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O que deve saber sobre o cancro – dicas de David Servan-Schreiber

Há dias reli a derradeira entrevista que David Servan-Schreiber deu ao Público. Este médico é um neuropsiquiatra que sobreviveu durante 19 anos a um cancro agressivo (a percentagem de sobrevivência é inferior a 2%).

Após saber da sua doença, dedicou-se a analisar uma série de estudos sobre o cancro, para tentar perceber o porquê de algumas pessoas sobreviverem a esta doença e outras não.

E como a doença afecta (e muito) a nossa felicidade, deixo algumas dicas de David Servan-Schreiber para prevenir/lutar contra o cancro.

1 – Algumas regras simples para combater o cancro são:
a) Ter atenção aos alimentos que ingerimos;
b) Manter um certo nível de actividade física;
c) Gerir melhor o stress, através de técnicas de relaxamento;
d) Manter uma boa rede de amigos;
e) Evitar ao máximo os produtos cancerígenos.

2 – O que causa o cancro, poderá ser uma mistura de factores que alteraram o nosso estilo de vida, principalmente nas últimas décadas, tais como:
a) Uma alimentação que foi totalmente transformada;
b) Passámos a realizar menos actividade física;
c) As redes sociais e de amizade foram-se degradando;
d) Reduzimos a exposição ao sol (atenção, que o autor não aconselha a estarmos a tostar ao sol, mas sim receber a preciosa vitamina D);
e) Começámos a ser expostos a químicos com uma intensidade nunca antes vista;
f) Para além disso há genética… essa sempre existiu.

3 – Podemos contrariar a genética (isto interessa-me, por motivos óbvios!), melhorando o nosso estilo de vida, o que pode determinar se esses genes se vão expressar ou não.

Se as mulheres herdarem as mutações nos genes responsáveis pelo cancro da mama, e não fizerem nada para melhorar o seu estilo de vida, têm 80% de probabilidade de sofrer desse problema (oh my God!).

No entanto (agora as boas notícias!!!), constatou-se que as mulheres que ingerem uma grande quantidade de vegetais, têm menos de 73% de probabilidade de vir a sofrer da doença.

4 – O que ingerimos e que pode provocar cancro:
a) Álcool;
b) Tabaco;
c) Açúcar;
d) Farinhas brancas (porque no corpo transformam-se de imediato em açúcar);
e) Óleos de girassol, soja e milho (pelo desequilíbrio entre os ómega 6 e 3);
f) Produtos derivados de animais criados com rações à base de soja e milho, em vez de pastagens (eu própria já tinha falado um pouco disso no meu artigo sobre ovos biológicos).

5 – Os contaminantes químicos que podem provocar cancro são:
a) Pesticidas;
b) Alguns produtos químicos, como parabenos e ftalatos, presentes em perfumes e cosméticos (já fui verificar e os meus não contêm estes químicos – costumo comprar na The Body Shop);
c) O tetracloroetileno, que é um solvente utilizado na limpeza a seco;
d) O bisfenol (BPA), que é libertado pelos plásticos duros quando expostos ao calor (aquecimento no microondas, alimentos ou líquidos quentes, etc.).

6 – O cancro é um desequilíbrio entre inúmeros factores que o promovem e inúmeros factores susceptíveis de o travar, pelo que:
a) não é necessário entrar em pânico, se bebeu de uma caneca de plástico duro aquecida no microondas, (podemos estar a compensar esse factor com uma alimentação anticancro, exercício físico, etc.);
b) no lado oposto, se pretender utilizar um só ingrediente anticancro, é provável que não observe qualquer efeito na prevenção/cura (nota minha: o segredo está em manter um estilo de vida saudável a vários níveis).

7 – O álcool é um promotor de cancro, mas um pouco de vinho tinto (quando se fala pouco, é mesmo pouco!) parece contribuir para a eliminação do cancro e para a saúde em geral (o segredo está na moderação).

8 – O equilíbrio ómega 3/ómega 6 é muito importante para manter o cancro à distância. Não há medicamentos que possam manter este equilíbrio, tal só é possível através da alimentação. Por exemplo, as margarinas têm ómega 6 em níveis excessivos. Opte antes por azeite. Outros alimentos onde reside este equilíbrio são, por exemplo: carne, ovos e lacticínios biológicos, leite e iogurtes de soja

9 – É preferível ir buscar os ómega 3 (óptimo para prevenir o cancro) à alimentação, do que aos suplementos. Podemos encontrá-los, por exemplo, em peixes como o salmão, a sardinha, o atum (em azeite, quando são de lata) e a truta e, em menor quantidade, em frutos do mar. Já em vegetais, principalmente na linhaça (bem que ouvi falar em óleo de linhaça, mas sinceramente nunca o vi no hipermercado), mas também no agrião, brócolos e espinafres.

10 – Elimine o açúcar e farinhas brancas. Substitua por farinhas integrais, arroz integral ou basmati, massa semi-integral, pão multicereais, lentilhas, feijão, chocolate preto, frutos vermelhos.

11 – Devemos optar por produtos frescos, mas também podemos consumir congelados. Se tivermos de consumir conservas, devemos optar pelas que vêm em boiões de vidro.

12 – Consuma fruta e legumes, preferencialmente biológicos. No caso de não conseguir a versão “bio” opte por descascar ou lavar (li algures que se devem adicionar algumas gotas de vinagre na água da lavagem).

13 – O chá verde é uma óptima bebida anticancro (nota minha: se quiser ter uma boa noite de sono , opte pela versão sem cafeína, que deve dizer “desteínado” - pst! não me enganei, a cafeína no chá chama-se teína, daí o termo desteínado).

14 – Não beba água da torneira em zonas de agricultura intensiva.

15 – O seu organismo necessita de vitamina D, por isso, ou apanhe mais sol, ou tome um suplemento vitamínico (nota minha: sempre sob aconselhamento médico).

16 – Evite a sedentariedade e realize mais actividade física.

17 – Quando não conseguimos lidar com o stress ou estamos submetidos a stress excessivo, as nossas defesas imunitárias diminuem. Tente gerir o stress utilizando técnicas de relaxamento e, se necessário, recorrendo a apoio psicológico.

18 - “Os doentes com cancro que têm amigos chegados e maior apoio psicológico parecem, segundo alguns estudos, resistir melhor à doença”. Por isso, procure rodear-se de familiares e de amigos verdadeiros. Eles contribuem significativamente para o nosso bem-estar e saúde (e felicidade, acrescento eu!).

Foto: Google images – Autor não identificado
Adaptado de:
http://www.publico.pt/Sociedade/david-servanschreiber-a-minha-saude-e-muito-melhor-do-que-antes-de-ter-tido-cancro-1439607?p=1

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pensamento/Lema da semana #59




"Há quedas
que provocam ascensões maiores."
William Shakespeare









Foto: Google images - Autor não identificado

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A casa dos mil espelhos

Para meditarem este fim-de-semana, quero deixar-vos uma lenda japonesa:

««»»

Há muito tempo atrás, numa aldeia distante, existia um misterioso palacete conhecido como "a casa dos mil espelhos".

Certo dia, um cãozinho muito feliz (e cheio de curiosidade, diga-se) entrou nesse lugar. Ao chegar lá correu por todo lado, com as orelhinhas levantadas e a cauda a abanar de contentamento.


Para sua surpresa, deparou-se com outros mil cãezinhos felizes, que abanavam a cauda tão rapidamente quanto ele. Sorriu para eles e recebeu em troca mil enormes sorrisos.

Quando saiu daquela casa pensou: "Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre aqui, muitas e muitas vezes!".

Pouco tempo depois, no mesmo palacete entrou um cão que não era tão feliz. Com olhar zangado e rosnando (andava chateado com a vida), olhou então em volta. Ficou ainda mais irritado, pois mil cães com olhar hostil olhavam-no fixamente, rosnando e mostrando-lhe os dentes.

Quando saiu dali pensou: "Que lugar horrível! Nunca mais volto aqui!".

««»»

Esta pequena lenda deve-nos fazer meditar no seguinte:

- Que tipo de reflexos queremos deixar nos outros? Devemos lembrar-nos que as emoções são contagiosas, por isso é preferível reflectir positivismo e felicidade.

Já agora uma sugestão: que tal pôr em prática este fim-de-semana?...

Foto: Google images - Autor não identificado.
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