quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A minha lista de compras

Uma das formas que encontrei para poupar tempo nas compras foi criando uma «Lista de Compras» modelo, em formato Excel.

Imprimo as 2 páginas da lista numa só folha, e ao longo do mês vou apontando os produtos em falta. Deixo ainda linhas para apontar produtos que vou consumir pontualmente naquele mês.

Tal como fiz com o modelo de orçamento, caso esteja interessado em ter este documento em formato Excel (clique 2 vezes na imagem para o ver melhor), basta solicitá-lo para o meu e-mail. Deste modo, poderá adaptá-lo ao seu gosto (coloquei aqui alguns dos produtos que utilizo e outros que vejo colegas minhas a consumir, mas nada como adaptá-lo às suas necessidades).

P.S. Às pessoas que me pediram recentemente o modelo de orçamento, peço desculpa por ainda não o ter enviado. Tenho tido muito trabalho ultimamente, por isso, faltou-me tempo. Enviá-lo-ei com brevidade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

De que se arrependem aqueles que vão morrer

Numa tarde amena, a enfermeira voluntária corria a dar-me a pior das notícias. A Sr.ª J. não tinha pulsação nem respirava, tinha partido serenamente.

Rapidamente a deslocamos para uma cama e foi então que algo aconteceu. Por entre o pranto da filha (que estava junto da mãe) e da nossa tristeza, talvez pelo impacto da deslocação da senhora, da cadeira para a cama, notámos que o peito voltara a ter vida. Aproximámos um espelho do seu rosto e este voltou a embaciar (sinal de que respirava). O coração voltou a pulsar. Pouco depois abriu os olhos e sorriu-nos como se nada fosse. Foi a primeira e única vez que vi alguém «ressuscitar» do mundo dos mortos (e por cá continua).

Isto pôs-me a pensar. E se fosse com qualquer um de nós? Que faríamos se tivessemos uma segunda chance para viver?

Bronnie Ware, uma enfermeira que trabalha com doentes terminais registou os principais arrependimentos de quem está perto do fim de vida. Isto deixa-nos algumas pistas para as questões que me surgiram naquela tarde.

1.º arrependimento: o de não terem sido verdadeiros consigo mesmos e de terem feito as suas escolhas em função do que os outros esperavam de si. - É por isso importante ponderarmos se as escolhas que fazemos nos farão efectivamente felizes, se essas são realmente as nossas escolhas e não as dos outros.

2.º arrependimento: o de terem trabalhado demais, colocando o trabalho à frente de coisas mais importantes (como acompanhar o crescimento dos filhos ou dedicar tempo ao companheiro/a) - É por isso importante colocar nas nossas agendas não só as tarefas relacionadas com o trabalho, mas tempo exclusivo para as coisas e pessoas mais importantes da nossa vida.

3.º arrependimento: o facto de terem tido medo de expressar os seus sentimentos - É por isso importante dizermos a quem gostamos o que de facto sentimos (as pessoas precisam de ouvir, pois nem sempre sabem o que nos vai pela cabeça) e não guardar ressentimentos para nós mesmos (é preferível falar, calmamente, sobre o que nos magoa e de que forma gostaríamos que a situação fosse diferente).

4.º arrependimento: não terem mantido o contacto com os amigos - É por isso importante não deixar as amizades perderem-se no tempo; aliás, a nossa felicidade depende muito das relações sociais positivas que temos.

5.º arrependimento: não terem lutado pela sua felicidade - É por isso importante sair da zona de conforto, aprender sobre o que nos poderá fazer felizes e agir em conformidade.

Só temos uma vida, por isso faça escolhas que não o levem a ter demasiados arrependimentos, mas sim gratidão pela vida que tem.

Foto: Nicolás Pérez- "Pensador" de Rodin

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pensamento/Lema da semana #73


"Se percebesse quão poderosos são os seus pensamentos,
nunca mais voltaria a ter um pensamento negativo
."
Peace Pilgrim








Foto: Google iamges - Autor não identificado

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sugestão da semana #8: «aja como uma pessoa feliz»

Pode soar meio estranho, mas adoptar expressões faciais e posturas físicas das pessoas mais felizes, poderá trazer alegria à sua vida.

A explicação para tal, tem a ver com a «hipótese do retorno facial». Quando nos exprimimos como pessoas felizes (sorriso no rosto, postura confiante, voz animada...), mesmo que finjamos um pouquinho, o nosso corpo emite sinais ao cérebro de que estamos a experimentar determinada emoção e isso faz com que efectivamente a experimentemos.

Para além das posturas físicas, imitar as atitudes das pessoas mais felizes (que já enumerei neste post), contribuirá para a sua felicidade.

Mãos à obra, esta semana comece a agir como uma pessoa feliz! Com o tempo e a prática, poderá melhorar a sua vida significativamente.

Passe à acção e tenha um final de semana feliz!

Foto: Ceder

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Do Carnaval a uma tradição com significado

Há muito que o Carnaval havia perdido a magia da infância. Noutros tempos adorava fantasiar-me e participava em grupos de dança carnavalescos. Entretanto deixei de lhe achar piada.

Este ano saí com a Letícia, trajada de princesa Rapunzel, até ao parque da aldeia da minha infância. Adorei vê-la a correr com as amiguinhas, a atirarem beijinhos e serpentinas, e, sobretudo a mostrarem muitos sorrisos.

Há tardinha, após um lanche em família, regressávamos a casa, quando ouvimos um som familiar. Um grupo de rua tocava as músicas do Canal Panda. A Letícia ficou doidinha de alegria, e esse dia acabou entre danças infantis e samba brasileiro.

Daqui por diante, quero aproveitar esta época para criar mais uma tradição com significado para a minha família.

Ah! Mais uma coisa! Acho que fiz as pazes com o Carnaval.

Foto: Iron Bishop - "Praje e Marghera"

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Da baixa taxa de natalidade em Portugal

Há dias ouvia nas notícias que Portugal tem a segunda taxa de natalidade mais baixa do mundo. Vou dar a minha opinião, que não passa disso, mas enquanto mãe sinto que o devo fazer.

1.º) Em Portugal, na maioria dos casos, os pais preocupam-se com o futuro que hão-de dar aos seus filhos. Não vejo muitas pessoas a ter filhos só por ter (faço uma excepção à gravidez na adolescência e a outros casos que, às vezes em situações de pobreza alarmantes têm filhos uns a seguir aos outros). As dificuldades económicas têm o seu peso na escolha de ter mais do que um filho. Infelizmente conheço casos de mulheres que abortaram, porque engravidaram acidentalmente (sim, nos dias que correm) e não tinham meios para criar mais um filho (sim, já eram mães, todas nos seus 30 e tal anos).

2.º) Há falta de condições para que uma mãe(ou pai) fique em casa a tomar conta do seu filho nos primeiros anos de vida. No estrangeiro, surpreendi-me por ver imensas mães a passear os seus filhos (até aos 2 anos, em média) num parque infantil, em pleno dia de semana, a meio da manhã. Cá isso seria quase impossível. A mulher deveria ter a liberdade de escolher entre trabalhar ou ficar em casa (com apoio estatal, como acontece em alguns países europeus, incluindo um que é mais pobre que o nosso).

3.º) Sendo funcionária do sistema privado, considero que sempre houve uma desigualdade nada pequena relativamente aos colegas do público (basta comparar uma tabela salarial pública com uma privada). Mas também não posso concordar com questões como a mobilidade geográfica. Por exemplo um professor responsabiliza-se pela educação escolar de muitas crianças, mas corre o risco de ser colocado a km's de distância da sua própria família. Quando terá tempo para ser pai ou mãe?

4.º) A polémica que houve relativamente ao Carnaval, para mim só existiu por os elementos da Troika estarem no nosso país. Mas, independentemente, disso, e independentemente de até nem apreciar muito esta época, achei incorrecto não darem tolerância de ponto aos funcionários públicos. Todas as celebrações que envolvem rituais nos quais as crianças participam, deveriam ser mantidas. Isto implicaria os feriados do Carnaval, o Dia de Todos os Santos, o Natal e o Ano Novo. Aliás, está comprovado que se uma pessoa tiver uma vida estável em casa, tem mais probabilidades de ser produtivo no trabalho.

5.º) Para as mães ou pais com filhos bebés, que queiram trabalhar, será que há assim tantas vagas em creches e a preços acessíveis?

6.º) Para quem vive no interior, apesar das Câmaras proporcionarem incentivos a quem tem filhos, será isso suficiente para fixar pessoas, quando os serviços e/ou empregos estão cada vez mais longe, localizados nos grandes centros?

7.º) Há necessidade de fomentar o desenvolvimento económico, a nossa indústria e agricultura. Há que apoiar as nossas empresas. Digo isto porque, imaginemos que existia realmente mais população em idade activa, disposta a contribuir para as pensões dos mais idosos. Agora pergunto: onde iriam trabalhar? Talvez tivessem de "emigrar" para outros países...

Honestamente, a natalidade é uma questão complexa, à qual deveríamos dar a devida atenção. Sou uma defensora da família e creio que tudo se deveria fazer para a apoiar. Se o nosso é um país sem dinheiro, sinceramente creio que se deve muito em parte a má gestão do passado. Deveria de haver uma responsabilização por parte de quem deixou o país neste estado. Acredito que se está a tentar melhorar, mas é necessário aprender com o passado e não cair nos mesmos erros.

Foi só uma opinião...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Como poupar na electricidade

Infelizmente a crise económica colocou imensas pessoas em dificuldade. Uma das formas de fazer frente à crise é mesmo poupar. Vamos a isso?

Pessoalmente já fiz diversas mudanças para poupar na electricidade, mas quero economizar ainda mais (que isto para os meus lados também não está fácil). Por isso pesquisei 34 dicas para poupar electricidade, que agora partilho consigo.

««»»

1 – Desligue todas as lâmpadas que não estiver a utilizar – é um mito pensar que deixar as luzes acesas consome menos energia do que reacendê-las.

2 – Substitua as suas lâmpadas e passe só a usar as economizadoras – estas últimas utilizam cerca de um quarto de electricidade e duram oito vezes mais que as outras.

3 – Abra os estores e cortinados/cortinas – a luz natural ainda é a mais ecológica e económica!

4 – Pinte a casa com cores claras – estas reflectem melhor a luz, necessitando 2 a 3 vezes menos de iluminação artificial.

5 – Desligue todos os aparelhos em stand-by quando saio de casa opto por desligar o quadro geral, deixando ligadas somente as tomadas para o frigorífico e para o congelador, assim não corro o risco de esquecimentos. Se não tiver esta possibilidade e tiver aparelhos que fiquem sempre em stand-by caso não os desligue da tomada (as minhas TV’s são assim), pode ligá-los a uma extensão eléctrica com interruptor e desligá-los quando não os utiliza.

6 – Opte pela tarifa bi-horária ou tri-horária – apesar destas tarifas terem os dias contados, o administrador da EDP, Jorge Cruz Morais, já veio dizer que pretendem “(…) propor tarifas mais mais ajustadas a cada cliente (…) até poderá haver tarifas com diferentes preços por hora durante o dia, indo mais longe que o actual sistema bi-horário ou tri-horário”.

Assim, tente utilizar os electrodomésticos de elevado consumo energético durante as «horas de vazio». Programe os seus aparelhos para funcionarem automaticamente nos períodos mais baratos ou, caso não seja possível, ligue-os a um temporizador analógico (este permite ligar e desligar automaticamente os aparelhos eléctricos consoante a nossa programação).

7 – Compre electrodomésticos eficientes energeticamente – ficam mais caros, mas compensam (já comprovei isso). Opte por aparelhos com a categoria A+++.

8 - Use as máquinas de lavar roupa e loiça só quando estiverem cheias e, se possível, opte por lavar a baixas temperaturas – lavar a 40.ºC em vez de 60.ºC permite poupar um terço da electricidade.

9 - Sempre que possível, opte pelo programa económico – permite não só poupar electricidade, mas também água.

10 - Seque a roupa ao Sol ao invés de utilizar um secador de roupa – não se esqueça de a esticar bem, para evitar rugas e não gastar muita energia a engomá-la.

11 - Dispense o programa de secagem da loiça, no Verão – aproveite o ar do ambiente para secar, pois esta é uma das funções que consome mais energia.

12 - Passe a ferro sem desperdiçar demasiada energia – utilizando uma tábua de passar que reflicta o calor, passando uma grande quantidade de uma só vez e desligando o ferro 5min antes de terminar de engomar.

13 - Isole a sua casa – cerca de 40% do calor normal é perdido através das paredes e do telhado, por isso, se quer reduzir as contas com o aquecimento, isole-os (é possível fazê-lo numa casa já construída). Substitua ainda os vidros simples por vidros duplos e os estores normais por estores térmicos.

14 - Baixe a temperatura do seu aquecimento 1 ou 2.ºC, nas estações frias – não notará grande diferença em termos de conforto, mas reduzirá a sua factura eléctrica.

15 - Aumente a temperatura do ar-condicionado 1 ou 2.º C, no Verão – assim também conseguirá poupar energia, mantendo o conforto.

16 – Mantenha os aparelhos de aquecimento/arrefecimento limpos – isto implica menos esforço para o aparelho, logo, um menor consumo de energia.

17 – Sempre que possível, opte pela ventilação natural – abrindo ou fechando as janelas, consoante a necessidade de mais frio ou calor no interior.

18 - Instale o seu frigorífico/arca congeladora num local fresco – isto implica um lugar protegido do sol e afastado de fontes de calor como o forno de cozinha. Com esta medida pode poupar até 30% no seu consumo.

19 - Não esteja sempre a abrir o frigorífico/arca congeladora – pense no que necessita e retire de uma só vez. Em média, 20% do gasto de energia, é gasto nestas aberturas.

20 - Limpe regularmente o pó da serpentina do seu frigorífico/arca congeladora – a serpentina é um tubo longo disposto em forma de serpentina, que existe na parte de trás destes aparelhos e é o local por onde passa o fluido refrigerante. As serpentinas com pó gastam até 30% a mais de energia.

21 - Mantenha o gelo longe do seu congelador – descongele-o periodicamente. A acumulação de gelo superior a 5mm faz com que haja um desperdício de cerca de 30% de energia. Na compra, opte pelos modelos “No Frost”.

22 - Mantenha o seu frigorífico arrumado – isto permite encontrar rapidamente os produtos, reduzindo o tempo em que a porta se mantém aberta. Facilita igualmente a circulação de ar, de modo a não afectar a distribuição de energia pelas várias prateleiras.

23 - Verifique periodicamente as borrachas do seu frigorífico/arca congeladora e, se necessário, substitua-as – estas impedem que o calor exterior entre, o que levaria o motor a um esforço adicional para estabilizar constantemente a energia interior.

Para verificar o estado das suas borrachas, entale uma folha de papel e feche a porta, deixando uma ponta para o exterior. Com a porta bem fechada puxe a folha. Se esta sair facilmente, significa que a borracha não está a fazer uma boa vedação, necessitando de ser substituída.

24 - Opte pelo uso de garrafas térmicas – estas são particularmente úteis no Verão. Ao invés de estar a abrir constantemente a porta do frigorífico, para se refrescar, basta abrir uma vez para encher a garrafa e terá água fresca para o resto do dia.

25 - Opte por cozinhar recorrendo ao gás natural, ou utilizando placas vitrocerâmicas de indução – têm um custo energético mais ou menos semelhante e, actualmente, são os meios mais baratos cozinhar.

26 - Desligue as placas eléctricas/fornos 5min antes dos cozinhados estarem prontos – estes ainda continuam quentes, permitindo continuar a cozinhar mais um pouco.

27 - Tenha em atenção o fundo dos seus tachos e panelas – os mesmos devem ser planos, sem quaisquer deformações, de modo a assentarem completamente no disco eléctrico do fogão. Caso contrário, o consumo de energia será necessariamente maior.

28 - Sempre que possível tape as panelas e as frigideiras – caso não o faça, consumirá o triplo ou mais da energia.

29 - Utilize a panela de pressão – esta permite uma poupança eléctrica até cerca de 70%.

30 - Mantenha a porta do forno fechada – assim evita perdas de calor e, consequentemente de energia.

31 - Desligue os aparelhos portáteis da corrente, assim que estiverem carregados – o telemóvel, o aspirador portátil, a escova de dentes eléctrica, a máquina fotográfica, etc.

32 - Desligue o computador quando não estiver a utilizá-lo – se não o fizer ficará em modo de pausa, consumindo energia. Só o monitor, consome 60% da energia utilizada pelo computador.

33 - Instale painéis solares – há que aproveitar o sol que temos no nosso país. Este é um investimento, que ao fim de algum tempo acaba por ser compensado com a poupança na factura da luz.

34 - Poupe energia no exterior da sua casa – instalando sensores de modo a que a iluminação seja activada com a passagem de alguém pelo local e plantando árvores e arbustos altos (criando sombras no Verão e protegendo a casa de ventos gelados no Inverno).

Foto: Google images – Autor não identificado
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