terça-feira, 2 de junho de 2015

Reduzir as influências negativas no dia-a-dia


Ultimamente, quando estou a amamentar, costumo dar uma espreitadela na Internet do telemóvel. Abria o meu facebook e lá tinha uma lista gigantesca de más notícias veiculadas pelos jornais nacionais e não só. Tanto crime passional, tanta violência e agressividade à flor da pele, tanta falta de valores (como o respeito pela vida humana). Depois disto, para além de sentir uma crescente revolta, sentia-me pessimista praticamente todo o dia, com falta de esperança na humanidade. Se para além disto juntarmos as influências pessimistas de pessoas à nossa volta, estamos feitos.

A falta de equilíbrio entre boas e más notícias

Foi então que ponderei mais a sério sobre o assunto. Todas estas influências afectam o nosso estado de espírito. Percorri o facebook de um desses jornais e nem uma única boa notícia (era uma manhã particularmente cheia de crimes horrendos e acidentes de viação). E é esta a influência que muitas vezes recebemos dos meios de comunicação social. Divulgam em grande destaque o que acontece de mal (nota: se se passou, é óbvio que deve ser divulgado), contudo, parecem esquecer ou minimizar o que se passa de bom e nos dá esperança.

Entrei entretanto no site das Boas Notícias. Entre outras relata a história de uma criança de 8 anos que angariou 35.000 dólares para ajudar as vítimas do terramoto no Nepal, ou de um idoso que acabou de concluir a licenciatura aos 94 anos, ou de uma empresa que irá abrir 40 vagas de trabalho, ou que 75% dos jovens portugueses não fumam... 

A questão é que deveria existir mais equilíbrio entre os diversos tipos de notícias e não omissão/minimização das boas notícias. Notícias más podem incitar-nos a agir e a reclamar por uma sociedade melhor, é certo. Mas em excesso, só contribuem para a falta de esperança e até para a inacção (do género: "Para quê fazer alguma coisa? Isto vai ser sempre assim..."). Já conhecer só as boas notícias, pode mascarar a realidade. Mas, ouvir preferencialmente boas notícias, nomeadamente histórias inspiradoras, coisas boas sobre o nosso país, informação útil que nos ajude no dia-a-dia, pode contribuir não só para a nossa evolução pessoal, mas também para nos dar esperança no futuro, para nos fazer perceber que a nossa acção importa para um mundo melhor.

Outras influências pessimistas

Mas se fosse só na Internet... recebemos influências de muitos lados: de programas televisivos, do discurso de colegas ou familiares, de livros e revistas... sendo as emoções contagiosas, às tantas nós próprios imergimos em pessimismo e desânimo. 

Atitudes concretas para reduzir as influências negativas no dia-a-dia

Entretanto tomei atitudes concretas, para reduzir essas influências no meu dia-a-dia e que agora partilho:

- ao nível do facebook, apesar de manter o "gosto" nos jornais diários que seguia, seleccionei a opção "Não quero ver isto", de modo a que estas publicações não surjam constantemente no meu mural. Se eu as quiser ver, passo a consultar a página do próprio jornal;

- mantive-me amiga de pessoas demasiado pessimistas, mas também não vou receber mais mensagens suas no meu mural (não estou a ser má, só não quero ler constantemente coisas como: "Porque é que certas pessoas só contam com a sua esperteza? Os outros não são parvos."; "Já fui meiga e doce. Mas cheguei à conclusão que doçura demais só atrai formigas!"; "Falas mal de mim nas costas? Nem me apercebi. É sinal de que estou à tua frente". Levar com mensagens amarguradas a toda a hora, parece que só nos transmite energia negativa;

- passei a receber notificações de canais com notícias mais positivas (que raramente surgiam no meu mural), nomeadamente no Boas Notícias e do Good News Network entre outros;

- afastei-me cada vez mais de pessoas tóxicas e/ou castradoras (descobre um pouco mais sobre a sua influência neste post);

- estou mais atenta ao meu próprio discurso. Tento ser realista, mas sempre numa perspectiva de dar ânimo, de continuar a lutar por uma vida melhor;

- dou preferência à leitura de blogues que contribuem para o meu desenvolvimento pessoal, que me motivam a melhorar vários aspectos da minha vida e a contribuir para uma sociedade melhor;

- opto por livros que igualmente me ajudam a melhorar (não que não faça outras leituras, só que estas são essenciais).

Isto não significa que me estou a alhear da realidade (sigo por exemplo um blogue sobre casos de corrupção em Portugal e assisto a alguns noticiários). Tento sim que haja mais equilíbrio entre o que acontece de bom e de mau. Até porque a felicidade nos ajuda a encarar o futuro com esperança, mas o medo e o pessimismo são paralisantes. E o que quero é melhorar a mim mesma e dar um contributo à sociedade da qual faço parte.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pensamento/Lema da semana #242


"Nesta tarefa de ser pai ou mãe, ser feliz ajuda muito.
Mas ser feliz não é tudo correr sempre bem,
tal como imaginamos ou pensamos que mandam os livros.
Ser feliz é conseguir diariamente um equilíbrio precário, sempre diverso e renovado,
entre o melhor e o pior, a luz e o escuro, a alegria e a tristeza."
Pedro Strecht

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Gestão de tempo com a chegada de um bebé


Mesmo com uma filhota linda cá por casa, nunca imaginei que ter um novo bebé fosse ocupar tanto o meu tempo. Ele é um querido, todo sorridente e não faz grandes birras. Contudo, vomita que se farta (já fez exames e parece tudo normal, por isso, em princípio passará com o tempo). Mas é óbvio que é uma chatice para ele, e eu, passo a vida agarrada ao estendal e ao ferro de engomar (quase todos os dias, entre a roupa cá de casa e a dele, são 2 estendais).

Depois há as outras tarefas: a preparação de refeições, a organização da casa, acompanhar a outra princesa... Quase não me sobra tempo.

Mas ainda assim, estou a apreciar cada segundo desta nova etapa da minha vida! Tive de reorganizar-me face aos novos desafios, ou daria em maluquinha. Deixo assim as sugestões do que apliquei cá em casa, ou seja, ideias para gestão do tempo para aproveitar a maternidade ao máximo:

1 - Listar e realizar tarefas antes do nascimento do bebé - ... é que depois dele nascer, o tempo parece que voa. Quando estava grávida fiz uma lista de tudo o que necessitava de fazer (ex.: lavar  o carrinho, comprar produtos de higiene para o bebé, deixar mudas de roupa para a Letícia enquanto estivesse no hospital, congelar o máximo de legumes cortados para facilitar a preparação de sopas, etc.). Garanto que é um alívio deixar tudo orientado.

2 - Manter uma agenda - Não é por não estarmos a trabalhar fora de casa, que uma agenda deixa de ser útil. Pelo contrário! Nela anoto as consultas, festas de aniversário, reuniões escolares, etc. Defino as minhas ementas. Registo os meus planos de organização e objectivos para os próximos tempos. Defino igualmente 1 ou 2 tarefas semanais (cinjo-me a este número porque não consigo mais, mas traço este objectivo, que por menor que seja, só assim consigo concretizá-lo).

3 - Definir prioridades - As prioridades de topo, neste momento, são as tarefas relacionadas com o bebé. À parte disso tenho de dar apoio à minha filha. Tenho as tarefas da casa. Também me incluo a mim e ao meu marido, se bem que estamos mais para o fim da lista (por pouco que seja, tentamos ter um tempo juntos e eu, um tempo para mim mesma... nem que sejam só 5 minutos). Quando ao que não é prioritário (por exemplo, perder demasiado tempo na Internet), tenho mesmo de dizer NÃO.

4 - Destralhar - Ando novamente nesta fase (infelizmente, de tempos a tempos a tralha multiplica-se). É óbvio que menos objectos resultam em menos trabalho e em mais tempo para a família.

5 - Definir um sítio certo para cada objecto - Depois de utilizar um objecto, arrumá-lo de imediato num lugar certo (que todos conhecem cá em casa), é meio caminho andado para evitar desarrumação. Claro que é essencial que todos colaborem, o que nem sempre é fácil... Mas com o tempo, adquire-se o hábito.

6 - Passar a ter um cronograma de limpezas (realista) - Normalmente vem cá uma senhora, uma vez por semana, ajudar-me com as limpezas. Normalmente, não significa sempre, e quando ela falha, opto por fazer cerca de 30 minutos de limpeza em cada dia (acabou-se a história de um dia inteiro dedicado às limpezas, já não consigo). Assim, o meu cronograma é o seguinte:

Dia 1 - Hall de entrada, corredor e despensa;
Dia 2 - Varandas (tenho 2, uma das quais com mobília de jardim, churrasqueira, plantas...);
Dia 3 - Sala-de-estar;
Dia 4 - Marquise;
Dia 5 - Cozinha;
Dia 6 - Casas-de-banho (tenho 2);
Dia 7 - Quarto da minha filha;
Dia 8 - Meu quarto;
Dia 9 - Escritório (futuro quarto do bebé, que agora ainda dorme no nosso quarto);
Dia 10  - Limpeza mais profunda/destralhamento de alguma parte da casa.

Notas:
- Não defino dias da semana, pois se não puder fazer limpeza num dia, não altero o cronograma (por exemplo se tivesse feito o dia 2 na Terça-feira, e na Quarta não pudesse limpar, o dia 3 passaria a ser na Quinta-feira). Assim, não corro o risco de deixar algo por limpar ou de ter de limpar 2 divisões no mesmo dia (tarefa impossível, aliás);
- Entre estes dias (por norma ao fim-de-semana, faço uma pausa das limpezas);
- Claro que todos os dias é necessário fazer alguma coisa, como varrer ou aspirar e arrumar a cozinha;
- Se algo estiver sujo antes do tempo, limpo;
- Não limpo o que não estiver sujo (ex.: se as janelas não estão sujas, então não serão limpas).

7 - Delegar tarefas/aceitar ajudas - Actualmente não tenho grandes ajudas, o marido também chega tarde e até ao Sábado costuma estar ocupado. Assim, optámos por pagar um dia a uma pessoa para vir ajudar nas limpezas. Para além disso, é mesmo essencial que todos colaborem (por exemplo, eu estou a cozinhar, o marido vai levar o lixo à rua, a filhota começa a pôr a mesa...). Também ajuda se todos juntos, colaborarem no ponto 5 (colocar cada objecto no seu respectivo lugar).

8 - Simplificar o tratamento de roupa - Esta é das tarefas onde despendo mais tempo... Costumo utilizar as técnicas já descritas neste post. No que respeita à roupa do bebé, passo-a toda. Contudo, a nossa só lavo se estiver sujo (por exemplo uma saia pode ser usada duas vezes) e só passo o essencial (deixei de passar a roupa de cama, dobro as toalhas e só passo por cima, passei a usar mais roupa que nem precisa de ser passada, como por exemplo leggings...).

9 - Comprar alimentos já com algum preparo - Não me refiro a refeições pré-cozinhadas (com as quais não simpatizo nada). Mas como o tempo não dá para tudo, temos comprado alguns legumes já cortados, peixes amanhados, chocos sem tinta e limpos, etc.

10 - Optar por refeições de confecção rápida - Seleccionei das minhas receitas as que são mais rápidas de confeccionar (ex. dourada ao sal, lombo assado no forno, peixe cozido com legumes, etc.). As receitas com confecção mais longas estão reservadas para o Domingo.

11 - Fazer compras online - Anteriormente já fazia isto, mas agora é realmente imprescindível. Eu gosto de comprar localmente, mas, para já não tenho condições. Por exemplo, tentei comprar pijamas para o Lucas, com o tamanho de 6 meses. Percorri as lojas da cidade (com o meu pai e madrasta ao meu lado, porque sozinha com 2 miúdos, sacos, numa cidade cheia de subidas e descidas, não é fácil). Fui aos hipermercados e até à feira local. E o que comprei? Um pijama no Pingo Doce (o único que encontrei para 6 meses). Conclusão: perdi duas manhãs para nada. Assim, acabei por encomendar o que precisava na Vertbaudet, e no final da semana já tinha as roupas em casa, sem me chatear muito.

12 - Não ser demasiado exigente/perfeccionista - O perfeccionismo é inimigo da felicidade e impede-nos de saborear estes momentos únicos da maternidade. Por isso, é importante nos isentarmos de culpas se a casa não estiver arrumada, se tivermos de comprar uma refeição fora, se tivermos de andar com o cabelo apanhado porque nos facilita a vida. É preferível uma mãe feliz, a uma mãe perfeita!

13 - Aumentar os conhecimentos sobre gestão de tempo - Eu aproveito por exemplo as refeições que faço sozinha ou depois de todos estarem deitados, para ler um bocadinho sobre este e outros assuntos. Também costumo assistir a alguns vídeos no youtube, enquanto cozinho. Aprender, para além de nos dar novas ideias, é sempre motivador (pelo menos comigo, funciona).

Foto: Kevin Conor Keller

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Pensamento/Lema da semana #241


Porque isto também diz muito de mim:

"E o meu sonho qual é? 
Contribuir significativamente para a expansão da felicidade na Terra. 
O meu sonho é viver um dia de cada vez, criando o futuro, hoje". 
Daniel Sá Nogueira

Vamos a ver se é esta semana que consigo publicar mais um post... Está complicado gerir o tempo, com um bebé tão pequeno. Mas escrever também me faz falta. Espero conseguir. Abraço a todos.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pensamento/Lema da semana #240


"MOTIVAÇÃO é o que precisas para começares.
HÁBITO é o que precisas para continuares."
Autor desconhecido

Foto: GraceOda

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pensamento/Lema da semana #239


"(...) as sociedades que facilitam aos seus cidadãos a consecução das suas aspirações e metas,
ou que promovem como desejáveis objectivos reais e possíveis,
fomentam neles a perspectiva favorável e esperançosa
de se sentirem satisfeitos".
Luis Rojas Marcos

Espero que um dia esta seja a realidade do nosso país...

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