quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Desafio dos 7

A Juliana do blog Mil Faces de Juliana (um blog por onde adoro passar, em que a Ju vai dissertando sobre as aventuras do seu dia-a-dia), enviou-me um desafio.

Então vamos começar.

7 coisas que tenho que fazer:1 – Manter a minha pesquisa sobre a felicidade;
2 – Organizar, semanalmente, a «actividade especial em família»;
3 – Fazer um «pé-de-meia»;
4 – Organizar a minha casa;
5 – Falar com os amigos mais vezes;
6 – Adquirir hábitos de vida mais saudáveis e ecológicos;
7 – Cultivar a minha espiritualidade.

7 coisas que mais digo:
1 – Olá… meu amor!
2 – Gosto muito de ti.
3 – Agora não posso.
4 – (Nome do meu local de trabalho), bom dia!
5 – Letícia.
6 – Felicidade. (Esta palavra já é sinal da minha evolução).
7 – Sinto-me tão cansada.

7 coisas que faço bem (na minha opinião):1 – Ser mãe;
2 – Cozinhar;
3 – Tirar fotos;
4 – Escrever;
6 – Planear;
7 – Demonstrar afecto.

7 defeitos (aos meus olhos):1 – Perfeccionista;
2 – Stressada;
3 – Por vezes deixo-me influenciar por pessoas negativas;
4 – Controladora;
5 – Com dificuldade em esquecer situações más;
6 – Impulsiva;
7 – Nem sempre sou organizada (mas estou a mudar isso aos poucos).

7 qualidades (com toda a humildade):1 – Boa mãe;
2 – Amiga;
3 – Leal;
4 – Lutadora (não fico à espera que as coisas venham ter comigo);
5 – Positiva;
6 – Caridosa;
7 – Simpática.

7 coisas que adoro:1 – A família;
2 – Fotografar;
3 – Viajar;
4 – Ler/aprender;
5 – Fazer actividades relaxantes;
6 – Escrever;
7 – Culinária.

7 coisas que detesto:1 – Falsidade (quando se riem para ti pela frente e por traz criticam);
2 – Negativismo (porque é contagioso e afasta-nos dos objectivos);
3 – Má língua;
4 – Ser subestimada;
5 – Mentiras;
6 – Críticas sem conhecimento de causa;
7 – Maldade.

7 blogs amigos para responderem a este desafio:1 – L. – Art and Life;
2 – Sonhador – Diário do Pai;
3 – Mary – aMarycan Life;
4 – Sandra – Projetando Pessoas;
5 – Mónica – A Dona de Casa Perfeita;
6 – Lu – Decore Feliz;
7 – Patrícia – Lar… meu doce Lar.

Foto: Dreamstime

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Avaliação contínua, do plano para alcançar os seus sonhos

Este ano, tal como muita gente, fiz uma série de resoluções para 2011. Redigi um plano e dividi-o em pequenas metas.

No entanto, parte importante de um plano bem sucedido reside na avaliação do mesmo (sei do que falo - tive uma cadeira na universidade inteiramente dedicada ao tema). Devemos avaliar periodicamente os resultados alcançados (vou fazê-lo mensalmente, mas cada um pode escolher o tempo que mais lhe convier). Caso tenhamos atingido os resultados pretendidos é um estímulo a continuar, caso contrário, é sinal de que temos de reajustar o nosso plano (ao nível das tarefas a concretizar, do prazo para alcançar determinado objectivo, etc.).

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No meu caso pessoal para os objectivos a que me tinha proposto, eis o que já concretizei:

Evolução pessoal:
- Manter a minha pesquisa sobre o tema da felicidade – tenho feito pesquisa na Internet, comprei mais dois livros sobre factores que a influenciam (um sobre poupança e outro para saber lidar com pessoas difíceis) e comprei 3 revistas com artigos sobre o tema;
- Manter este blog actualizado com alguns dados da minha pesquisa - redigi 16 posts, o que é uma boa média, para o tempo que tenho disponível;

Dinheiro:
- Fazer uma gestão eficaz do dinheiro, de modo a engordar a minha poupança – aderi ao método do pague-se a si em primeiro lugar (e em Fevereiro mantive-me cumpridora);

Organização da casa e gestão de tempo:
- Eliminar a tralha que se foi acumulando na minha casa - para já separei os brinquedos da Letícia por categorias - e fi-lo com ela - mas ainda me faltam comprar organizadores; deitei fora alguns brinquedos que estavam danificados e guardei outros com que ela já não brinca;
- Utilizar técnicas de gestão que me permitam ter mais tempo para o que é realmente importante - passei a organizar-me melhor na cozinha, cozinhando mais rapidamente e fazendo uma alimentação mais saudável; também comecei a fazer um modelo de agenda pessoal ajustada às minhas necessidades;

Saúde:
- Fazer um planeamento das refeições, de modo a fazer uma alimentação mais saudável - passei a planear as refeições mensalmente;
- Optar pela compra progressiva de produtos biológicos - este mês optei pelo leite, mas ainda ando a experimentar marcas para ver a qual me agrada mais;

Espiritualidade/relaxamento:
- Fazer uma oração diária - na realidade gostei tanto que até estou a fazer 2 orações – uma pela manhã para ficar motivada para o resto do dia e outra à tarde, a agradecer as coisas boas que tenho na minha vida (mesmo que o dia tenha sido dos melhores);

Ambiente:
- Adquirir hábitos ecológicos, que preservem o meio ambiente - passei a utilizar guardanapos em tecido - está a ser um sucesso cá em casa;

Solidariedade:
- Participar periodicamente em campanhas de solidariedade social - fiz um pequeno donativo a uma Instituição que apoia crianças em risco.

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Analisando bem, acho que é o primeiro ano em que me mantive tão cumpridora nas tarefas para alcançar os meus objectivos.

Não deixe de avaliar também o seu plano. É uma forma óptima para o estimular a continuar, e para permitir que os seus sonhos se tornem uma realidade.

Fotos: Google images – Autor não identificado

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Por favor, sorria!

Durante a minha pesquisa constatei que o sorriso e a gargalhada (mesmo que inicialmente não tenhamos vontade de o fazer), estimulam a nossa felicidade.

Não acredita? Pois eu diria para pensar duas vezes antes de mostrar cara de poucos amigos.

De acordo com o psicólogo Israel Waynbaum, franzir o sobrolho (como o amiguinho aqui ao lado), induz a produção de «hormonas do stress», tais como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. E é que as mesmas conseguem ser mazinhas, pois veja só: aumentam a pressão sanguínea (ai, ai… depois admiram-se que hajam tantos problemas cardíacos), reduzem a imunidade (já não basta estarmos deprimidos ainda apanhamos gripes, viroses e afins) e tornam-nos mais susceptíveis à depressão e à ansiedade.


Agora as boas notícias. Sorrir reduz as ditas «hormonas do stress» e ainda ajuda a produzir uma série de «drogas naturais» que induzem a felicidade, como as endorfinas (só esta substância é 3 vezes mais forte que a morfina – ai se muita gente soubesse disto, as desgraças que se evitavam…), assim como os linfócitos T, glóbulos brancos responsáveis pela imunidade celular (prevenindo doenças, reduzindo a dor e acelerando a cura). Já agora, se puder dar uma boa gargalhada, melhor ainda – o efeito do sorriso é multiplicado.


Quanto a mim, vou tentar sorrir mais vezes. Até porque a boa disposição é contagiosa e poder gerar uma corrente indutora de felicidade, é uma ideia que me agrada.

Fotos: Google images - Autor não dentificado

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pensamento/Lema da semana #18





"O nosso maior erro é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes."
Albert Einstein








Foto: Google images - Autor não identificado

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dormir bem contribui para a saúde e beleza

Um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia), comprovou o que eu e muita gente já suspeitávamos - que a qualidade do sono interfere na saúde e na beleza.

Uma equipa de cientistas, liderada por John Axelsson fotografou um grupo de 23 pessoas, entre os 18 e os 31 anos, após terem dormido 8 horas de sono e fotografou-as novamente, depois de ficarem acordadas 31 horas. Entretanto 65 observadores comuns ao analisarem as fotos, denotaram que os voluntários privados de sono tinham um aspecto menos saudável, mais cansado e menos atraente. Já as fotos das pessoas que tinham dormido 8 horas, foram identificadas como tendo um aspecto mais bonito e saudável.

Concluiu-se assim que a privação de sono afecta quer os sinais faciais da pessoa, como a perceção que os outros têm da sua beleza.

Agora imaginem só os efeitos que a má qualidade de sono pode ter a longo prazo. Em tempos escrevi um post sobre o assunto, com dicas para um sono reparador. Caso necessitem, não deixem de experimentar algumas.

Fonte: British Medical Journal

Foto: Google images - Autor não identificado

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como a sua casa poderá contribuir para a sua felicidade?

Não sei se repararam, mas no post que escrevi sobre os países mais felizes do mundo, uma característica comum a quase a todos é o facto de possuírem paisagens lindíssimas. A verdade é que o ambiente influencia o nosso estado de espírito, tanto pela positiva, como pela negativa. Quantos de nós já entrámos em casas de pessoas cujo ambiente pesado e sombrio só nos faz desejar sair dali? E, pelo contrário, também já entrámos em casas (espero bem que sim!), cujo ambiente tão agradável e acolhedor, parece convidar-nos a ficar. A nossa própria casa pode reflectir o estado da nossa vida presente. Como refere o psicólogo James Hillman “Existe uma relação entre os nossos hábitos e as nossas habitações, entre o interior das nossas vidas e o dos lugares onde vivemos”.

Existe um ramo da Psicologia, chamado de Psicologia do Design de Interiores (as coisas que eu descubro), cujo objectivo passa por tentar promover a felicidade, através da criação de espaços que fomentem emoções e vivências positivas nas pessoas que lá vivem ou trabalhem. Com base nos estudos desta área científica, deixo algumas dicas para que a vossa casa possa contribuir para a vossa felicidade:

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1) Na hora da compra, pondere na escolha da localização – Desde sempre que os humanos privilegiaram o sentimento de segurança. Por isso ao escolher uma casa dê preferência a aspectos como: boa manutenção das ruas, boa iluminação, inexistência de criminalidade, bons equipamentos (escolas, serviços públicos, etc.), boa iluminação, elementos naturais bem cuidados (como árvores e flores). Evite a proximidade de cafés e bares nocturnos, estradas muito movimentadas, estações de serviço, fábricas e ruas com sinais de deterioração e lixo.
2) Tenha em atenção o ambiente interno da casa – Apesar do aspecto exterior ser muito importante, é primordial que o interior da casa lhe agrade. Na altura em que comprei a minha casa estive numa zona verdejante lindíssima, mas ao entrar nos apartamentos, tive a nítida sensação de me sentir sofocada. Os apartamentos com divisões minúsculas e sem varandas, mais pareciam gaiolas. É bom estar atento às sensações que as casas nos dão.

3 – Opte por uma casa onde possa ter a liberdade de fazer alterações – Investigações levadas a cabo por Gary Evans (Universidade de Cornell, Nova Iorque) demonstraram que os moradores se sentem mais felizes em casas onde possam fazer alterações. Por isso, se pensar em alugar ao invés de comprar uma casa, assegure-se que o senhorio lhe dê autonomia para isso (imagine o que seria ter de conviver com uma parede bordeaux que detesta).

4 - Torne o seu Lar, num refúgio para relaxar do stress do dia-a-dia – Uma casa com aspecto acolhedor, dar-lhe-á a sensação de conforto e segurança. Opte por materiais como pedra e madeira, divisões compartimentadas que permitem ter espaços mais privativos, lareiras. É importante que a nossa casa seja o local em que nos sintamos tão confortáveis, que nos permita abandonar as preocupações que trazemos do exterior.

5 - Dê primazia ao seu estilo e não às tendências da moda – A nossa casa deve ser um reflexo da nossa personalidade. Por vezes compramos objectos decorativos por estarem na moda, mas quando os tentamos enquadrar em casa, percebemos que não fazem qualquer sentido. Prefira objectos que estejam de acordo com o seu estilo e que, mesmo que inconscientemente, certamente o farão sentir melhor.

6 – Deixe entrar a luz natural – O nosso organismo necessita de receber luz natural, pois esta regula os nossos ciclo biológicos de sono e estado de vigília. Respeitar o ritmo de luminosidade natual, ao longo do dia, promove o nosso bem-estar. Assim, logo pela manhã abra as cortinas e inunde a casa de luz.

7 - Adapte a iluminação artificial à divisão da casa – Divisões como a cozinha ou sala-de-estar, onde se realizam actividades em família, requerem luzes mais brilhantes. Já nos quartos e casas-de-banho, áreas mais voltadas para o recolhimento e privacidade, opte por iluminação mais suave. Crie focos de luz mais intensa, por exemplo com candeiros ou apliques em zonas de leitura ou junto dos espelhos das casas-de-banho.

8) Crie ambientes misteriosos – Vários estudos indicam que os seres humanos têm prazer e atracção pelo mistério. Pode incluir esses elementos através de pequenos recantos, escadas, corredores com esquinas, caminhos de acesso à entrada da casa com curvas, ou seja, espaços que não mostram tudo à primeira vista. A inclusão de velas, cortinas, portas sólidas, são outros elementos atactivos e que incutem um certo encanto à sua casa.


9) Crie um espaço só seu – A falta de privacidade numa casa contribui para o stress. Daí a importância de criar um espaço individual, onde possa relaxar da rotina do dia-a-dia. Crie um espaço mais reservado, que pode ser uma poltrona num canto de uma divisão, um banco no jardim, um pequeno «santuário» numa divisão rodeado de almofadas, velas e outros elementos que convidam ao relaxamento.

10) Incorpore elementos da natureza – Elementos naturais melhoram o humor e a saúde da pessoa. Pode incorporá-los com vasos de plantas, fotos ou pinturas de paisagens, aquários, pequenos troncos de árvores, arranjos florais. Se tiver um jardim (que sorte a sua), mantenha-o bem cuidado e com aspecto agradável.

11) Aproveite a tecnologia, mas com moderação – É óbvio que os electrodomésticos vieram melhorar a nossa vida (painéis solares, máquinas de lavar loiça e roupa, frigorífico…). No entanto é necessário evitar o excesso de tecnologia, de modo a que esta não nos ocupe demasiado tempo, dificultando o diálogo em família ou interferindo com o nosso sono (bem me parecia que não devia ter colocado uma televisão no quarto…).

12) Opte por um ambiente ordenado e com padrões que combinem – Tal como preferimos rostos simétricos, isso também se aplica à decoração. Sentimo-nos mais relaxados perante o equilíbrio de proporções, a ordem, os padrões. Já a desordem e o caos numa casa fazem com que nos sintamos mais ansiosos e stressados. Por isso, é importante manter a tralha controlada e fazer com que a nossa decoração de algum modo siga um padrão (ao nível do tema, da cor, do tamanho, da forma, etc).

13) Tenha sempre em mente a funcionalidade – Os objectos da sua casa, para além de serem bonitos aos seus olhos, devem ser funcionais. Coloquei a foto anterior propositadamente. Em termos de simetria a casa de banho é óptima, mas seria preferível que os lavatórios fossem mais arredondados. É que lavatórios demasiado rasos acabam por ser stressantes na altura de os limpar. Experimente lavar as mãos sujas de terra numa superfície rasa. Logo perceberá a dificuldade de remover a dita terra do lavatório.

14) Opte por pintar a casa com cores neutras – Se gostar de ver cores mais ousadas na sua casa, prefira utilizá-las em materiais que podem ser renovados facilmente (almofadas, mantas, arranjos florais…). Cores de paredes menos sujeitas a tendências, podem evitar ter de pintar tudo de novo assim que se canse destas.

15) Opte por divisões amplas – A sensação de amplitude costuma proporcionar bem-estar aos moradores. Por oposição, divisões demasiado pequenas e/ou atravancadas com objectos e tectos rebaixados, costumam dar uma sensação de ansiedade e sufoco.

16) Inclua elementos alusivos às suas lembranças felizes – A nossa casa acaba por contar a nossa história. Por isso inclua elementos que lhe tragam boas recordações, tais como: fotografias, mobiliário da sua avó restaurado, uma jarra que comprou numa viagem de sonho, os seus livros preferidos, etc.

17) Vá renovando a decoração – A sua decoração não se deve fixar unicamente no passado. A casa deve ir incluindo elementos novos, acompanhando as transformações dos seus moradores. No fundo, deve misturar elementos que contam a sua história com novas decorações, que dão uma lufada de ar fresco à sua casa.
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Em suma, para que a sua casa contribua para a sua felicidade é necessário que a sinta como um lar no verdadeiro sentido da palavra – um espaço que lhe traga conforto, paz, estabilidade… e sobretudo um espaço de relaxamento face à correria do dia-a-dia.

Espero sinceramente que estas dicas o ajudem!

Fotos: Google images - Autores não identificados

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Há 3 anos nascia uma princesa


Carta à minha filha:

"Querida Letícia,

ainda não sabes ler, mas estou certa que um dia receberás esta mensagem.

Foste uma bebé muito desejada. Ainda não existias e a minha mente já imaginava o sorriso do teu rosto, o cheiro da tua pele e a intensidade do teu olhar. Mas a realidade superou, de longe, a minha imaginação.


Recordo o sorriso do papá quando ao abrir um presente encontrou umas botinhas de bebé. Foi assim que soube da tua existência. Mais feliz não podia ter ficado.


Recordo a primeira vez que te vi. Parecias um feijãozinho pequenino naquela ecografia. Mas aos meus olhos, era a foto mais bela que até então tinha visto.


Recordo o primeiro pontapé, quando soluçavas no meu ventre e quando parecias fazer uma verdadeira dança.


Soube que eras uma menina e escolhemos dar-te o nome de Letícia, que em latim significa «alegria», por ser este o destino que desejamos para ti.


Quando nasceste simplesmente não dormi nessa noite. Fiquei todo o tempo a olhar para o ser pequenino que estava ao meu lado. Aí tive consciência do milagre que é a vida e de quão grata estava por te ter. Dessa noite recordo que não me podia levantar e tu começaste a chorar. As enfermeiras tentaram de tudo. Pedi para te colocarem junto a mim, na minha cama. De imediato o teu choro cessou, dando lugar a um sono sereno. Senti-me nas nuvens!


O teu primeiro sorriso intencional foi aos 8 dias de idade, quando chegaste a casa. Coloquei a música de embalar que todas as noites ouvimos durante a gravidez. Esboçaste um sorriso lindo que parecia não terminar. Jamais esquecerei esse momento.


Depois vieram as birras, os sorrisos, as conquistas. O primeiro som que disseste foi «é, é, é» (o papá passava o dia a imitar-te), depois seguiu-se o «ah... gue», o «ela»... até às primeiras palavras (que saudades de quando dizias «chuche», em vez de chucha!). Deste os teus primeiros passinhos com 10 meses... e a partir daí não houve flor, nem revista da mamã que sobrevivesse... he, he... a mamã perdoa-te.


Depois disso vieram as traquinices e as tentativas de me ajudares em todas as tarefas domésticas (nem sempre com os melhores resultados...). Tal como o teu nome indica, parece que tens a alegria em ti, pois passas o dia a cantar e a dançar, entre umas pausas para ver o Ruca e brincar com os legos. És muito extrovertida e metes-te com toda a gente (claro que pedir um chupa-chupa em cada loja que passas, não é uma opção muito saudável).


E o que já aprendeste? Sabes contar até 20 em português e aprendeste (sozinha) a contar até 10 em inglês. Reconheces quase todas as letras do abecedário, conheces uma série de palavras em inglês (às vezes até me chamas mammy), uma data de lengalengas e outras tantas coisas.


Todas as noites te digo o quanto te amo, e tu presenteias-me com os teus beijinhos, dizendo «és a melhor mãe do mundo, gosto muito de ti». E eu agradeço a Deus, por te ter na minha vida.


Melhor que recordar estes momentos, é viver este amor inexplicável que só uma mãe sente. Amo-te muito! E sei, sem sombra de dúvida que és o maior motivo da minha felicidade!


Parabéns filha,
da tua mamã Mafalda"


Foto: Google images - Autor não identificado.

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