segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pensamento/Lema da semana #256


"Uma vida feliz - ou mais feliz -
raras vezes é conformada por algum acontecimento extraordinário que a mude.
Pelo contrário, é construída de forma progressiva,
experiência a experiência, momento a momento.
(...) deveremos em primeiro lugar aceitar que 'a vida é isto'
- que a vida é o dia-a-dia, o banal, os pormenores do mosaico.
Temos uma vida feliz
quando retiramos prazer e significado
da companhia dos nossos entes queridos, ou da aprendizagem de algo novo,
ou do empenho que dedicamos a um projecto no emprego.
Quanto mais preenchermos os nossos dias com estas experiências,
mais felizes seremos."
Tal Ben-Shahar

Esta semana, certamente será complicado vir aqui, pois será muito preenchida. Também será difícil responder aos vossos e-mails e sei que tenho bastantes para responder... Mas assim que puder, o farei. Até lá, fiquem bem!

Foto: Bo Insogna
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Objectivo atingido: finalmente livrei-me do empréstimo bancário!! - os passos que dei para o conseguir

Neste momento sinto-me muito feliz! Finalmente, após muita luta, atingi o meu objectivo de médio prazo de pagar a totalidade do meu empréstimo bancário, neste caso um crédito habitação.

No Sábado de manhã, quando fui verificar se o Banco já tinha retirado o dinheiro do empréstimo, a imagem que vi no computador, foi aquela ao lado. Bem, fiquei tão, mas tão feliz! E mesmo que seja uma felicidade efémera, isto contribuirá para algo maior: o meu desejo de estabilidade financeira. A verdade é que quanto menos dívidas temos, mais liberdade ganhamos e mais sobra para podermos usufruir de experiências que nos fazem felizes (viajar, por exemplo).



Mas na verdade, tenho de agradecer tudo isto ao João Martins (que nem sabe que eu existo) e ao seu livro "A Economia lá de Casa". Este livro mudou a minha vida e, se não fosse por ele, hoje ainda me faltariam 35 anos de empréstimo para pagar!!!

Na prática, o autor defende um modelo de orçamento doméstico baseado na redução de custos fixos, ou seja, na redução de desperdícios de dinheiro e no seu aproveitamento para poupança e eliminação de dívidas. Deixo aqui as palavras do autor que serviram de mote para eu avançar: "Chegou então a hora de atacar directamente a dívida bancária e abrir perspectivas até agora fechadas para colocar o juro e o tempo a trabalhar para o seu próprio favor em vez de contra si". E assim foi, aqui foi o princípio de tudo, algures no ano 2008.

Como fiz, para alcançar este objectivo?
Tal como o meu actual plano para destralhar totalmente a casa, elaborei um plano para pagar a totalidade do empréstimo bancário (eu gosto de fazer esquemas no papel para alcançar os meus objectivos - não acredito que se vá longe só por se desejar algo, sem redigir um plano para o alcançar). 

Nesse plano descrevi as acções para alcançar o meu objectivo, como me iria manter motivada e o tempo que iria demorar. Este último ponto, é onde as pessoas mais falham. Movidas pelo entusiasmo inicial pressupõe que vão demorar menos tempo do que aquele que realmente necessitam. Depois como começam a não cumprir o planeado, acabam por desanimar e desistem dos objectivos. Por isso, atribui mais tempo para alcançar este objectivo, do que realmente demorei. Há medida que fui avançado no meu plano, acabei por ir reajustando os prazos, mas sempre com a folga necessária para não dar um passo maior que a perna.

Qual o ponto de partida? O valor e o prazo de pagamento do empréstimo:
O meu empréstimo não foi propriamente grande, foi de 72.500,00 €. Na altura optámos por comprar uma casa já com alguns anitos (dos anos 90), quando a maioria das pessoas comprava casas a estrear. Para além de ter uma área maior que a média e uma vista fantástica, preferíamos gastar menos, para depois a recuperar ao nosso gosto. 

Este empréstimo foi feito em 2005, com um prazo de pagamento de... 45 anos!!! Jesus!... Na altura pagava cerca de 250,00 € mês e andava toda contente com isso, quando a maioria das minhas colegas pagavam o dobro (tinham feito empréstimos maiores). 

Só 3 anos depois acordei para a realidade e comecei a perceber, que mesmo pagando um valor menor (que entretanto tinha subido razoavelmente, devido à subida de juros), não tinha piada nenhuma ter aquela preocupação quase toda uma vida. Sentia que andava a trabalhar só para a casa.


Que acções concretas fizeram com que me livrasse da dívida?

1.º passo - renegociar a taxa de spread.
De contrato na mão, eu e o meu marido visitámos todos os bancos da cidade (que até nem eram poucos) e pedimos uma proposta para ter um spread (que é o lucro do banco) mais vantajoso. Em cada banco mostrávamos a proposta do banco anterior, pelo que nos propunham sucessivamente spreads mais baixos. Por último dirigimo-nos ao banco onde tínhamos feito o crédito. Sucesso garantido, conseguimos ter um spread igual à proposta mais baixa que nos tinham feito (e eles tiveram a sorte de não perderem clientes, porque se não baixassem, garantidamente mudávamos de banco). Nesta altura a nossa prestação mensal teve uma boa redução.

2.º passo - fazer um Orçamento Doméstico.
Inicialmente comecei por usar o modelo descrito no livro, mas posteriormente adoptei o descrito neste post. Ter um orçamento permite-nos controlar o nosso dinheiro, uma vez que nos dá uma visão clara dos nossos ganhos e gastos mensais. Com base nisso, torna-se bem mais fácil saber onde poupar.

3.º passo - controle de despesas.
Este passo vem na sequência do anterior. Ao longo dos anos fui lendo outros livros de gestão doméstica, bem como revistas da DECO. Aproveitando uma dica aqui e outra ali, acabei por conseguir reduzir as despesas que tinha. 

a) Medidas adoptadas: Parte das medidas que adoptei estão descritas neste post, e vão desde ter feito um modelo de lista de compras, estabelecendo um máximo de gastos mensais, até ter vendido os electrodomésticos antigos e substituído por outros de maior eficiência energética ou ter passado a consumir produtos de marca branca ou até de ter substituído todas as lâmpadas da casa, por outras de consumo mais económico, etc., etc.  Periodicamente também faço uma renegociação dos contratos que tenho com várias empresas (ex. telemóveis, televisão, etc.). Estas e outras sugestões estão descritas na etiqueta "dinheiro" do blog.

b) Excepções: Algo em que continuei a gastar dinheiro foi em livros e viagens. No que respeita aos livros, não compro qualquer um, mas sim aqueles que vejo que podem melhorar a minha vida - logo, são um investimento. No que respeita às viagens, que me fazem bastante feliz, continuo a fazê-las, mas seguindo algumas regras para controlar os gastos.

4.º passo - destralhar a minha vida.
Entretanto comecei a ouvir falar no conceito de "tralha" e, para reduzir o trabalho extra que esta me dava, comecei a destralhar (actualmente, estou novamente a fazê-lo). Comecei a perceber que são as experiências e não os objectos, que nos proporcionam felicidade. Assim, ao longo do tempo, fui aprimorando o sentido daquilo que não faz falta na minha vida e, a verdade, é que isso conduziu a poupanças. Na altura de comprar, vem sempre à minha mente se aquele objecto, aquela pechincha em promoção, não será mais tralha cá para casa - que no fim só me vai dar trabalho. Para além disso, isto previne a compra repetida de objectos que já temos (quando a tralha é muita e não sabemos o que temos, corremos o risco da repetição). Pode não parecer, mas aqui poupamos bastante.

5.º passo - reduzir o tempo de amortização.
Em finais de 2008, os meus extractos bancários mostravam um dura realidade - de tudo o que pagava mensalmente ao banco, só 37,00 € eram destinados à amortização de capital. Tudo o resto eram juros. E como estes se baseiam no capital em dívida, associado ao facto de estar a amortizar um valor baixíssimo, estava quase que exclusivamente a dar dinheirinho extra aos cofres do banco. Reduzimos assim o tempo de amortização para 25 anos.

De notar que os bancos têm todo o interesse em esticar os prazos dos créditos bancários, pois assim chegam a receber o dobro ou o triplo do que emprestaram. Apesar de em certos casos dar jeito manter prazos longos para manter uma prestação mensal menor (por exemplo quando surgem dificuldades financeiras), a situação ideal é sempre encurtar o prazo, para pagar menos globalmente e o mais rápido possível.

6.º passo - pagar a mim em primeiro lugar.
Entretanto tomei conhecimento da ideia de "pagar a mim mesma em primeiro lugar". Por outras palavras, eu e o marido, assim que recebíamos o vencimento, passámos a pôr de imediato um valor de lado (os especialistas aconselham 10% dos ordenados). Depois de fazer isso, é que pagávamos o que havia para pagar (contas, compras, etc.). Este conceito baseia-se no facto de que quando pagamos aos outros primeiro, por vezes não controlamos os gastos e acaba por não sobrar nada para poupar. Assim, há a garantia de que poupamos sempre.

7.º passo - nova redução do tempo de amortização.
Os juros da taxa EURIBOR começaram a descer a pique e a prestação mensal do empréstimo também. Uma vez que tinha possibilidade de pagar o valor mais elevado da prestação anterior, renegociámos novamente com o banco e reduzimos a amortização para 15 anos. Isto fez com que passasse a pagar muito mais capital da dívida e cada vez menos juros. Aliás, após cada renegociação com o banco, o capital que tinha pago ao final do ano era o seguinte:
1.ª renegociação - capital amortizado em 2008: 440,00 €
2.ª renegociação - capital amortizado em 2009: 2.600,00 €
3.ª renegociação - capital amortizado em 2010: 6.000,00 € (uma grande diferença, heim!)

8.º passo - poupar tudo o que for possível.
Entretanto comecei também a tentar poupar tudo o que era possível. Até o meu pai no meu aniversário, não me oferecia "objectos", mas sim algum dinheiro. E lá ia eu pôr de parte. Tentei juntar também os reembolsos de IRS. O meu marido vendeu um terreno... Juntei tudo o que consegui, com o objectivo de saldar a dívida. 

9.º passo - amortização parcial da dívida.
Em 2013, do dinheiro que tinha poupado fizemos uma amortização parcial da dívida. Na altura, o banco sugeriu que não pagássemos, mas antes que abríssemos uma outra poupança, com juros superiores aos do empréstimo. Mas as taxas eram tão pouco atractivas... E no meu caso em particular, sinto-me mais motivada ao ver o valor em dívida a decrescer. 

Para além disso, não voltámos a reduzir os anos da amortização, porque segundo o banco, isso implicava uma revisão do contrato, com a possível alteração da taxa de spread. E isso não nos interessava, de todo. Optámos antes por outra medida (também aconselhada no livro). Continuámos a poupar o mesmo que anteriormente, e o que decresceu mensalmente da prestação, também tentámos pôr de lado, como se a prestação não fosse descer.

10.º passo - mais poupanças, venda do carro e amortização total da dívida.
Esta foi a última medida do plano para me livrar das dívidas. Vendi o meu carro. O marido passou a andar com o carro do trabalho e eu passei a andar com o carro dele. Ao fim-de-semana andamos agora com o que é considerado o «carro da família». Não gosto tanto por ser um carro maior, mas prefiro isso, do que andar a pagar a dívida mais anos. Assim, que recebemos o dinheiro do carro, fomos saldar de imediato a dívida ao banco. Que alívio!

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Em jeito de conclusão, isto só prova a importância de ter um plano com acções concretas para alcançar os nossos objectivos. Quando não o fazemos, os objectivos por norma, não passarão de «desejos», porque acabamos por não fazer nada de palpável para os concretizar.

Quanto a mim, sinto um alívio enorme. E isto deu-me esperança do quanto podemos alcançar quando nos esforçamos. Neste momento, o meu esforço está encaminhado para me livrar totalmente da tralha cá de casa. Hoje, acredito que é possível!

Fotos: 1.ª Mafalda S., 2.ª Wook.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pensamento/Lema da semana #255


"Tenham sempre um lugar sagrado. (…) 
Um canto sagrado abre uma porta para o céu, e o céu penetra". 
Paulo Coelho

Foto: Lan Rasso
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Para quem adora cozinhar... como eu

Há dias estava a passear com os meus filhos numa livraria e encontrei este livro fantástico: o "MasterChef - Curso de Cozinha". Um pouco caro, mas para os amantes de cozinha, o conteúdo vale cada euro. Bom, e há que ver que tem capa grossa, tamanho A4 e 402 páginas de informações preciosas.

Mas porque é que gostei tanto deste livro? Porque ensina imensa técnica, aqueles truques que elevam as receitas a outro nível. 

Eis o que podes encontrar neste livro:
1) Numa primeira parte mostra os ingredientes básicos a ter numa despensa, separados por categoria. Refere, por exemplo, quais as "especiarias e ervas secas" que devemos ter sempre à mão, quais os "ingredientes para bolos", etc.

2) A seguir explica como distinguir os melhores (mais frescos) produtos, quando fazemos compras.

3) Depois ensina uma série de técnicas base. Por exemplo: como assar carne/ave no forno (com todos os passinhos ao longo do processo), como fritar (desde ao mal passado até ao bem passado), como fazer molhos base (de tomate, béchamel, holandês...), como preparar arroz, como fazer massa ou pão, como temperar salada, etc., etc...

4) Seguem-se as receitas, que estão divididas da seguinte forma: 
a) entradas
Ex.: Creme de cenoura e laranja, gaspacho, paté de cavala fumada, guacamole, etc.

b) pratos principais
Ex.: bouillabaisse, empadas de frango e salsa, sapateira recheada, frango tikka masala, coq au vin, frango assado (na brasa ou na grelha do fogão), shepherd's pie, bife wellington, pernil assado (no forno), entrecosto à sichuan, esparguete à bolonhesa, lasanha, paella, etc.

c) saladas e acompanhamentos
Ex.: salada césar, batatas assadas, ratatouille, etc.

d) sobremesas
Ex.: arroz-doce, tarte tatin de pêssego, fondant de chocolate, tarte de lima e limão, tarte de custard, gelado de baunilha, profiteroles com gelado, mousse de chocolate com avelãs, pavlova clássica, tarte merengada de limão, cheesecake de amoras e rosmaninho, etc.

e) pão e pastelaria
Ex.: pão integral, scones, biscoitos de gengibre, bolo de chocolate, brownies de chocolate, etc.

O melhor é que cada receita, tem a explicação de determinada técnica (ex. como fazer um caldo de legumes, como retirar as espinhas e a pele de um filete de peixe, como desossar uma coxa de frango, como fazer pesto, etc.). Os ingredientes também são acessíveis. Já experimentei algumas receitas e ficaram realmente diferentes do habitual, muito mais deliciosas!

5) A última parte do livro é para nos ajudar a fazer as nossas próprias criações, tendo em conta os produtos de cada época e o que combina com determinado ingrediente.  Por exemplo, um ingrediente típico do Outono é a pêra e esta combina, por ex., com faisão e funcho ou com ricota e figos, etc.

Para além do capítulo de receitas propriamente dito, todas as partes do livro (a das técnicas base ou a relativa às nossas próprias criações), trazem receitas adicionais.

Estou realmente fascinada e ansiosa por experimentar mais. Para mim, cozinhar, é sem dúvida o que os especialistas da felicidade chamam de experiência de fluxo, ou seja, só me faz bem.

Por isso, para quem cozinhar é um prazer, aconselho sem dúvida este livro. 

Foto: Wook
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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Destralhamento total da casa - Ponto de situação #3

Hoje resolvi fazer mais um ponto de situação do meu «plano para destralhar totalmente a casa». Aqui vai:

Número de áreas a destralhar e organizar
Se já conheces o meu plano, sabes que distribui o destralhamento e organização por áreas muito pequenas. Assim, neste momento, de um total de 210 áreas, faltam-me 147! 

Mas como referi no último post, surgiu um imprevisto. Na altura da elaboração do plano, esqueci-me de considerar a despensa. Deste modo faltam-me efectivamente 147 áreas + 17 = 164 no total. É uma pena ter cometido um erro tão básico, mas o importante é seguir em frente. Nos próximos posts vou considerar sempre que fiz X áreas + 17.

Mais uma vez consegui superar as áreas que previa destralhar numa semana (quatro), pelo que continuo com trabalho adiantado até meio da semana de 12  a 18 de Outubro.

Motivação
Desta vez a única motivação que tive foram os resultados alcançados, mas confesso que não é suficiente. Só isso, não me dá todo o entusiasmo que necessito para continuar. A verdade é que ando a ler um livro que nada tem que ver com organização e isso reflecte-se na minha vontade de destralhar. Ou seja, destralhei mais por obrigação e não com aquele entusiasmo que sempre tive.

Assim, apesar de querer ler só um único livro de cada vez (tinha por hábito ler vários ao mesmo tempo), vou permitir-me a ler dois livros sendo um deles de organização. Este último deverá ser lido aos poucos, imediatamente antes de destralhar.

Também tenho tido vontade de alcançar outros objectivos na minha vida. Mas tenho de me controlar! A curto prazo quero concentrar-me no máximo em 2 objectivos (este e um outro), para evitar começar tudo e não concluir nada. Quando tiver concluído o destralhamento total da minha casa, aí sim, poderei concentrar-me noutra coisa.

Como está a correr o destralhamento, em colaboração com a minha filha de 7 anos
O antigo carrinho de brinquedos da minha filha,
dá agora lugar aos seus livros
(detalhe do quarto após destralhe)
A minha filha tem um papel no destralhamento cá de casa, é a chamada apoiante (conforme expliquei neste post). Um apoiante é alguém de plena confiança, com quem partilhamos o nosso plano e que nos incentive a levá-lo a bom porto. Para além disso, também colabora no destralhamento.

A escolha da minha filha não foi por acaso. Ela é um pouco acumuladora (principalmente com os seus trabalhos manuais e com os materiais que pensa virem a ser úteis, justamente para realização desses trabalhos) e quero levá-la a perceber os benefícios de viver livre de tralha.

Do meu ponto de vista há benefícios e desvantagens em ter a colaboração dos filhos. Mas olhando para as desvantagens, acho que temos de as superar, para que as crianças retirem aprendizagem destas experiências.

Assim, da minha experiência, estas foram as desvantagens em destralhar com a minha filha:
- Demoro claramente mais tempo a destralhar, porque ela demora bastante tempo a analisar cada objecto;
- Por vezes tenho de adiar o desfazer da tralha porque ela diz que gosta de determinado objecto, ou pensa que este ainda pode vir a ser útil um dia.

Agora os benefícios, que claramente, têm ultrapassado as desvantagens (e que me deixam com um sorriso no rosto):
- O facto de fazer «com» ela e não «para» ela, está nitidamente a torná-la mais responsável, ou seja, tem começado a organizar sem que eu tenha de lhe pedir;
- De qualquer modo, novamente o facto de fazer «com» ela, tem-nos unido ainda mais. Ela verbaliza inclusive que é "muito divertido fazer anti-tralha com a mamã";
- Consegue desfazer-se de tralha com muita, mas muita mais facilidade (esta foi uma grande evolução, porque anteriormente não se queria desfazer de nada);
- Nas compras, começou a ponderar se determinado objecto vai ser ou não mais um item que se transforma em tralha. Antigamente, insistia que queria determinada coisa, ligava-lhe uns 2 dias e colocava-a de parte. Agora, está realmente mais atenta a estas situações;
- Verbaliza aspectos reveladores de que percebe a importância de se desfazer da tralha (ex.1: Há dias o meu pai não encontrava um determinado objecto. Então a minha filha voltou-se para ele e disse-lhe: "Avô, isso não me surpreende! Se tivesses menos tralha, seria mais fácil encontrares o que procuras" ou Ex.2: "Mamã, o quarto está muito mais bonito sem tralha. Também perdemos menos tempo a arrumar e assim tens mais tempo para mim.";
- Tem arrumado cada objecto no respectivo lugar, nas áreas já destralhadas. Nas áreas por onde ainda não andámos, não posso dizer o mesmo, infelizmente...

Só queria deixar aqui uma nota final. Andei a reler este post com 20 dicas para ensinar os seus filhos a arrumarem os brinquedos e percebi que a minha filha acaba por ser um pouco desarrumada, graças a mim e ao meu marido. Falhei com ela. Primeiro porque era mais fácil despachar as coisas rápido e ficaria mais perfeito, se fosse eu a fazê-las. Lembro-me de ela querer ajudar e eu recusar ajuda (que parvoíce!). Por outras palavras, estava a impedir a minha filha de fazer aprendizagens essenciais. Deixei de o fazer! Hoje tento envolvê-la nas tarefas domésticas. Por outro lado, quando chegava tarde do trabalho e ela tarde da casa dos avós, estávamos cansadas e deixava a casa para arrumar no outro dia. Só que no outro dia, acabava por ser eu a arrumar sozinha, ela nem me via a fazê-lo. Tenho mesmo de ser mais paciente e melhorar o que tiver de melhorar. Quero que a minha filha perceba a importância do seu esforço individual, como é capaz de realizar coisas importantes, como tem um papel fundamental cá em casa. Ser pai ou mãe também é uma aprendizagem!

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Estou a gostar bastante desta caminhada, mesmo com momentos de menor entusiasmo, não tenho desistido. Estou igualmente a adorar ver a evolução da minha filha. Tenho a certeza de que um dia, ainda nos vamos rir disto tudo.

Foto: Mafalda S.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pensamento/Lema da semana #254


"Saber gerir as emoções pode abrir muitas portas, nomeadamente a da felicidade. 
Para garantir um futuro risonho aos seus filhos,
 há por isso que apostar na educação com inteligência emocional". 
Carla Santos Vieira

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Como ser uma pessoa feliz, segundo Tal Ben-Shahar (o especialista de Harvard)


Uma das primeiras obras que li sobre «felicidade» foi o "Aprenda a Ser Feliz" de Tal Ben-Shahar, o responsável pelo curso de Psicologia Positiva de Harvard (aliás, um dos cursos mais concorridos de sempre daquela Universidade). Tal como outros especialistas na área, Tal Ben-Shahar considera que podemos agir para sermos pessoas mais felizes - e aqui fala de felicidade duradoura, não de uma felicidade efémera. Em suma, a felicidade está realmente ao nosso alcance! 

Os seus ensinamentos melhoraram a minha vida, e quero implementá-los cada vez mais. Eis o que eles sugere para nos tornarmos pessoas felizes:

1 - Aceita que é impossível viver sem emoções negativas - Aceitar a vida como ela é, liberta-nos do medo do fracasso (que é absolutamente normal e até nos conduz a novas aprendizagens) e das expectativas perfeccionistas (não há vidas perfeitas, portanto é um erro desejar a perfeição). É igualmente importante reconhecer e aceitar os sentimentos negativos para os conseguirmos ultrapassar (esta é até uma das bases da inteligência emocional, segundo Daniel Goleman). Por último, as emoções negativas são importantes, para conseguirmos reconhecer/valorizar as emoções positivas.

2 - A felicidade surge da combinação entre "prazer" e "significado" - Sempre que possível, devemos realizar actividades que nos dêem prazer, mas que também tenham «significado», ou seja, que estejam de acordo com os nossos valores, as nossas paixões, o nosso propósito de vida. A felicidade surge desta combinação, porque o prazer por si só (sem significado), ou o significado por si só não (sem prazer), não são suficientes para atingir a felicidade.

3 - Utiliza «happiness boosters» - Obviamente, que não conseguimos realizar actividades que reúnam «prazer» e «significado» todo o tempo, principalmente quando o emprego não está de acordo com o nosso propósito de vida. É por isso importante utilizarmos «happiness boosters» ao longo da semana. Dedica assim algum tempo do teu dia, a realizar actividades que reúnam «prazer» e «significado» (por ex. ler sobre temas relacionados com o teu propósito de vida). Estudos comprovaram que 1h ou 2h deste tipo de actividades pode afectar positivamente a qualidade de um dia inteiro ou até de uma semana.

4 - Pratica actividades para a felicidade na "quantidade certa" - Mesmo que uma actividade nos proporcione «significado» e «prazer», se a realizássemos incessantemente, deixaria de nos fazer feliz. Tal Ben-Shahar, dá o exemplo da lasanha: podemos gostar muito de lasanha, mas isso não significa que seria bom comer lasanha a toda a hora, todos os dias. Eu acrescentaria, o que aprendi entretanto: o segredo de uma felicidade duradoura está na variedade, ou seja, mesmo dentro das actividades que nos fazem felizes, devemos variar as que escolhemos fazer (por ex. hoje escolho saborear as pequenas coisas, mas amanhã, ou mais logo decido praticar exercício físico - explico isto com mais detalhe, neste post).

5 - Estabelece metas para a tua vida - Para sermos felizes é importante identificarmos e perseguirmos as chamadas «metas autoconcordantes», ou seja, que nos proporcionem um jornada agradável para as alcançar, mas que também sejam significativas. São aqueles objectivos que melhoram a nossa vida, que nos fazem crescer enquanto seres humanos, e que contribuem para alguma coisa. São importantes a nível pessoal e jamais impostas pelos outros. O que será crucial para aumentar a felicidade é justamente o "processo" de nos empenharmos nas metas e não alcançá-las por si só.

Eu própria já aqui falei de metas pessoais, por ex.: livrar-me da tralha para ter um ambiente mais agradável e tempo para o mais importante, ou acabar de pagar o empréstimo bancário para me livrar das dívidas e ter mais dinheiro disponível ou ainda tentar incluir actividades para a felicidade no meu dia-a-dia. Divirto-me na jornada para alcançar as metas e, no fundo as metas não são um fim, são antes um meio para um objectivo maior: ser feliz!

6 - Não olhes para as coisas boas como garantidas - Aprende a valorizar e a ser grato/a pelo que tens de bom na tua vida. Como refere Tal Ben-Shahar "Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão aqui têm pouco de realista". Assim, não tomes nada por garantido, aprende a dar valor às pequenas e maravilhosas coisas da tua vida, às pessoas que amas, à comida que chega até ti, à natureza que te rodeia, etc.

7 - Tem em mente que a felicidade não depende directamente do dinheiro ou do estatuto, mas do teu estado de espírito - O nosso nível de felicidade depende mais da interpretação que fazemos dos acontecimentos do que de ter mais dinheiro ou sucesso. O dinheiro só poderá contribuir para a tua felicidade, se o vires como um «meio» para a alcançar, ou seja, não é propriamente ter mais dinheiro que te fará mais feliz, mas sim o facto deste permitir libertares o teu tempo para fazeres coisas pessoalmente significativas.

8 - Simplifica a tua vida - Foi este o primeiro autor que me chamou a atenção para a importância de simplificar a minha vida, nomeadamente destralhando. Hoje em dia tendemos a ocupar o nosso tempo com um número exagerado de actividades/tarefas. Fazemos mais em em cada vez menos horas e isto põe em causa a nossa felicidade. Assim, deves fazer uma melhor gestão do teu tempo, aprender a dizer «não» e livrares-te do que é supérfluo. Desiste de actividades de menor importância, reduz ao máximo as tuas obrigações, passando a ocupar esse tempo com actividades que te deem mais prazer e significado.

9 - Cria rituais para seres mais feliz - A ideia de criarmos rituais para o que nos pode fazer mais felizes, é que estes comportamentos se tornem hábitos e com isso modelarmos o nosso cérebro para sermos mais felizes. Primeiro deves identificar os rituais que eventualmente te podem fazer mais feliz (ex.: praticar exercício 3 vezes por semana ou meditar 15 minutos todas as manhãs, realizar 1 pequena tarefa diária para alcançar determinada meta, etc.). Para já, deves escolher no máximo 2 rituais (só deves introduzir outros quando estes se tiverem tornado num hábito), anotá-los na agenda e passar à acção. A verdade é que adoptar novos comportamentos é difícil, pois após a fase de “lua-de-mel”, nem sempre temos autodisciplina para os manter. Daí a importância de introduzir rituais, até que estes se tornem um hábito (pois aqui já não necessitamos de autodisciplina, realizamo-los sem pensar).

10 - Pratica exercício físico - O exercício físico é das actividades mais eficazes para incentivar a felicidade (confesso que isto a mim, surpreende-me). Isto porque quando praticamos desporto, o nosso cérebro segrega endorfinas, que geram prazer e reduzem a dor, fazendo-nos sentir mais felizes. Contudo, tem em atenção à escolha do tipo de exercício, pois é importante que faças algo adequado ao teu estilo de vida e ao teu gosto pessoal. Também não é necessário praticares actividades exageradas, basta um desporto leve para fazer a diferença.

11 - Pratica meditação - Com a introdução do hábito de meditar, conseguirás combater o stress e orientar o teu pensamento para o lado positivo. Por outro lado, à medida que aumenta a tua paz interior, terás mais capacidade para enfrentar as crises da vida.

12 - Treina a resiliência - Novamente, é importante reconhecer os sentimentos (mesmo que negativos) para poderes geri-los. Aceita os fracassos como uma «oportunidade» de aprendizagem, como uma lição para na próxima fazeres diferente. Reconhece que tudo passa, inclusive os momentos de crise. É isto que é ser resiliente, ou seja, trata-se da capacidade de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e/ou situações potencialmente traumáticas, recuperar-se e voltar ao nosso estado inicial. Trata-se ainda de sair destas situações fortalecido/a, com mais conhecimentos. Da próxima vez que encarares uma situação difícil, tenta ser resiliente.

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Este autor marcou sem dúvida a minha vida. Fez-me perceber que a felicidade pode ser aprendida, da mesma forma como aprendemos um desporto ou tiramos um curso. Requer conhecimentos e, sobretudo prática. Com o tempo vamos introduzindo os hábitos que nos fazem mais felizes e, isso sim, fará com que a nossa felicidade aumente.

E tu, estás disposto/a a lutar pela tua felicidade? Dá trabalho, mas vale tanto a pena!...

Foto:α is for äpΩL †
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(Hoje fazemos 1 mês que estamos no INSTAGRAM!! Fico curiosa sobre como será este novo percurso... Para já estou a adorar!)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ser feliz num apartamento pequeno? É possível!

Adoro a ideia de viver no centro histórico de uma grande cidade, em que casas antigas são reconvertidas e o seu interior é lindo e moderno. Claro que isso significa por vezes sacrificar o espaço, em prol da localização. Mas mesmo pequeno, um apartamento pode ser um refúgio acolhedor, aquele espaço onde chegas ao fim do dia e que te faz feliz.

Aqui fica um exemplo que me agrada. Um apartamento com apenas 33 m2!!! Fica na Suécia.


Em primeiro lugar é importante ter em atenção o ambiente interno da casa. Uma casa pequena, mas com um espaço amplo, cores claras e livre de tralha, dá uma sensação muito mais relaxante do que um apartamento maior, mas atravancado e com excesso de objectos.

Espreita só o espaço que parece existir entre as cadeiras de cozinha e o sofá da sala.



A decoração deve de ser um reflexo da nossa personalidade e não das tendências da moda, pois fará com que nos sintamos verdadeiramente "em casa". Uns objectos de arte (por ex. os quadros da imagem), algo relacionado com um hobbie que nos apaixona (por ex. os livros), objectos que evocam lembranças felizes (por ex. a arca a servir de mesa de centro, que pode ter pertencido a um antepassado, ou as fotos penduradas na parede da cozinha) ou algo que achamos simplesmente bonito (por ex. a almofada colorida ou o relógio de parede)... As possibilidades são inúmeras...



Estas casas pequenas, por norma são habitadas por pessoas que vivem sozinhas ou por jovens casais. De qualquer forma, é importante ter um espaço mais reservado onde possas relaxar: um cantinho de leitura (neste caso pode ser no extremo do sofá), uma mesinha na varanda...

Torna esta área no teu «pequeno santuário» tornando-a mais acolhedora e relaxante. Para isso, podes rodeá-la com umas almofadas, uma mantinha, velas, um incenso, umas plantas... o que importa é incluir elementos que convidem ao relaxamento.


Mesmo a uma casa menor, é possível trazer uma sensação de amplitude. E esta é fundamental, pois promove o bem-estar de quem lá habita. Previne a ansiedade e aquela sensação de sufoco, típica de uma casa muito cheia.

Para isso ser possível, é importante pintar a casa com cores claras, ter bastantes espaços de arrumação (repara só no móvel da TV, no cabide, na "mesa" de centro, na despensa, nos móveis à entrada). A cama está igualmente concebida para ocupar pouco espaço, por cima da área da TV.

Contudo, uma casa para além de ser bonita, deve de ser funcional. Neste caso, tenho algumas dúvidas relativamente à posição da escada para subir para a cama, pois está mesmo em frente à porta da casa-de-banho. O ideal é que tudo o que temos em casa facilite a nossa vida, que seja de fácil utilização e manutenção.


Deixa entrar o máximo de luz natural. Abre as cortinas, ou nem sequer uses cortinas. Para além de dar a tal sensação de amplitude, a luz natural também contribui para o nosso bem estar, pois regula os nossos ciclos biológicos de sono e de vigília. Ou seja, ajuda-nos a manter despertos quando precisamos e a ter um sono reparador.

Adapta também a luz artificial, consoante as áreas da casa. Aqui, por exemplo, existem focos de luz mais intensa direccionados à bancada da cozinha, através de um candeeiro na zona de leitura e por cima do móvel da televisão.


Incorpora elementos da Natureza na decoração: uns vasinhos, umas jarras, um aquário... Estes melhoram o nosso humor e a nossa saúde.

Por outro lado, os seres humanos sentem-se melhor em lugares acolhedores. O uso de velas em pratinhos, castiçais ou em lanternas decorativas, conseguem-nos transmitir essa sensação. Aqui, estão espalhadas pela cozinha, na mesa da sala, junto à porta que dá para a varanda e na própria varanda.



Mais uns elementos naturais (pedra na parede da cozinha), chão a imitar madeira e vasos com plantas.


Detalhes decorativos e elementos relaxantes.


O hall de entrada. Mais uma área onde o espaço é bem aproveitado, permitindo bastante arrumação. O espelho faz com que a entrada pareça maior e é uma ajuda para dar um retoque na imagem, mesmo antes de sair de casa.



A inclusão de elementos naturais e sagrados (o Buda dá um ar meio zen, não dá?), confere um ar acolhedor assim que se entra em casa. Transmite a sensação de refúgio, de que ali se pode relaxar.


Como vês, mesmo numa casa pequena, é possível reorganizares o espaço, de modo a seres mais feliz no teu cantinho. Isto não são meras especulações, são dados já estudados pela Psicologia do Design de Interiores. Como refere o psicólogo James Hillman “Existe uma relação entre os nossos hábitos e as nossas habitações, entre o interior das nossas vidas e o dos lugares onde vivemos”. Que tenhamos assim um bom lugar para viver, um que fomente as emoções positivas... independentemente do seu tamanho.

E este era mesmo pequeno. Espreita só a planta:


Fotos: Skandia Maklarna
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pensamento/Lema da semana #253


"Quero estar perto de pessoas que fazem coisas. 
Já não quero estar perto de pessoas que julgam ou falam do que os outros fazem. 
Quero estar perto de pessoas que sonham, que apoiam e que agem."
Amy Poehler

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Opinião - Livro "Vida Organizada" da Thais Godinho

Há alguns anos que acompanho o blog da Thais, o "Vida Organizada" e posso dizer que é um dos meus preferidos da blogosfera. Isto porque ela pesquisa/estuda imenso antes de colocar o que quer que seja no seu blog, ou seja, por detrás de cada post nota-se que houve bastante trabalho e a informação é sempre útil e pertinente para quem quer organizar-se. Por isso assim que soube que o livro "Vida Organizada" foi publicado em Portugal, resolvi comprá-lo.

Muitas pessoas (mesmo) me têm entretanto questionado se vale a pena comprar o livro, ou se o mesmo é só uma cópia do blog. Pessoalmente, acho que vale muito a pena! Os textos num blog vão surgindo, não necessariamente numa sequência, mas à medida que a autora pensa neles. Já neste livro, a informação vem disposta de forma a que o leitor possa organizar-se a partir do zero, e consecutivamente, ir organizando a sua vida na globalidade.


Mas vamos ao resumo do livro:

Introdução: neste ponto a autora fala essencialmente dos benefícios que a organização poderá trazer às nossas vidas. Trata-se de um bom incentivo para quem quer começar. 

Capítulo 1: no primeiro capítulo a autora dá sugestões sobre como começar a organizar-se quando tudo está um caos. Ao contrário da Marie Kondo, de que falei há algum tempo, a Thais (e devo dizer que concordo mais com ela) refere que se a nossa vida não ficou desorganizada num dia, também não irá organizar-se num dia. Contudo, se fizermos um pouquinho todos os dias, num sistema de organização contínua, então é possível melhorarmos significativamente as nossas vidas. A autora coloca-nos já a pensar neste capítulo nos nossos sonhos, no nosso dia ideal, na definição das nossas prioridades, na importância do planeamento, na definição de objectivos a longo, médio e curto prazo... e é algo que ela vai fazendo ao longo do livro, através de uma série de exercícios (para passarmos à acção e não ficarmos só pela leitura).

Capítulo 2: neste capítulo a autora explica-nos com é possível, na prática, concretizarmos os nossos sonhos/objectivos. E fala de objectivos para todas as áreas da nossa vida (enquanto pais, no trabalho, como esposo/a, etc.). A partir do que desejamos para cada área, a autora ensina-nos a traçar um plano para cumprir cada um desses objectivos (e também a descartar aqueles que só nos roubam tempo), através de acções que podemos fazer todos os dias.

Capítulo 3: aqui a autora dá-nos sugestões para destralharmos a casa, para evitarmos as desculpas que damos que mantêm a tralha nas nossas vidas e como é possível manter a casa livre de tralha. Especificamente, na organização do papel, ela baseia-se no método GTD e sugere também o recurso ao Evernote.

Capítulo 4: este capítulo é dedicado à criação de rotinas de organização, de modo a manter uma vida mais organizada, nomeadamente: rotinas para as tarefas da casa e planeamento do menu semanal. Dá ainda sugestões sobre itens que nos ajudam a ter uma vida mais organizada (ex. lista de compras, agenda, etc.).

Capítulo 5: neste capítulo a autora fala de como devemos organizar/planear a agenda, de modo a conseguirmos cumprir todas as tarefas para alcançar os nossos objectivos (tendo por base o método GTD). Fala ainda da utilidade do Google Calendar, do Toodledo e de formas de organizar os e-mails.

Capítulo 6: aqui a Thais dá-nos sugestões para manter a casa organizada e funcional, de acordo com as nossas necessidades. Explica-nos também como criar uma rotina de limpeza da casa, baseando-se no método FlyLady (fazendo pouco diariamente, ao invés de sacrificar um dia inteiro para as limpezas). Fala ainda sobre organização dos papéis da casa (se bem que ela já havia falado nisto mais pormenorizadamente no Capítulo 3). Por último, dá uma série de sugestões para tornar a decoração mais prática.

Capítulo 7: este capítulo é dedicado à organização no nosso local de trabalho. A Thais dá-nos sugestões para criarmos uma rotina de trabalho mais produtiva, ideias para evitar a procrastinação e ainda um guia rápido para nos organizarmos no trabalho.

Capítulo 8: neste último capítulo a autora fala sobre motivação (para começarmos a organizar-nos e como não ficarmos desmotivados/as quando chega a Segunda-feira), sobre delegação de tarefas e sobre a importância de ter objectivos para a nossa vida (só assim é possível concretizarmos os nossos sonhos). Por último dá ainda sugestões para simplificarmos a nossa rotina agora mesmo.

Epílogo: em jeito de conclusão, a Thais dá mais uma achega para nos incentivar a começar, para não ficarmos somente pelo mundo das ideias e passarmos à acção.  Como ela mesma refere:

"Pensar no futuro, sim, mas começando hoje, agora!
Porque algumas coisas são rápidas e outras levam tempo,
mas nada acontecerá se não der o primeiro passo."

««»» 

Em suma, considero o livro mesmo muito inspirador e sim, vai além do blog. Quando o lês, dá-te uma vontade enorme de começares a organizar a tua vida (e isto é fundamental para agires, porque te dá motivação) e, para ser franca... também te dá vontade de ler/reler sobre GTD.

E tu, já leste este livro? Qual a tua opinião?

Foto: Wook
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Benefícios de ler com a minha filha

Os serões com a minha filha têm sido super-relaxantes. Começamos por jogar a alguma coisa, em alguns dias meditamos e por fim, lemos. Como ela cresceu... Parece que ainda há pouco lia para ela... e agora já me acompanha nas leituras! 

Para além dos benefícios óbvios que a leitura tem para uma criança (facilita as aprendizagens, a pronuncia das palavras, a comunicação em geral, a criatividade, a imaginação, a aquisição de cultura, conhecimentos e valores) têm surgido 3 benefícios concretos que têm melhorado as nossas vidas. Um é que nos sentimos ainda mais próximas uma da outra, com mais cumplicidade (se é que isso ainda é possível!). Outro, é que ela já não faz manha para dormir, pois a leitura faz com que o sono lhe chegue mais rápido. Um último benefício, é que está a acabar com um terrível hábito que tenho: gosto tanto de ler que começava um livro, mas se via um outro super-interessante, não resistia e começava a lê-lo também. Conclusão: acabava a ler vários livros em simultâneo e, por vezes, deixava-os a meio. Agora tenho lido um livro de cada vez, do princípio ao fim. Até porque ela anda tão entusiasmada por já ler livros «grandes», que está sempre a perguntar-me "Mamã, em que páginas é vais? Eu já vou na página X!".

Os livros da foto já foram lidos há algum tempo, brevemente até penso deixar aqui uma opinião do livro "Vida Organizada" da Thais Godinho. Quanto a nós, isto da leitura já se tornou um hábito e estou mesmo a adorar...

Foto: Mafalda S.
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